mulher
o ambiente é sem sal, sem som adocicado, opaco. todos comunicam o não-verbal fluente. quando um dos seres presentes arrisca uma sentença audível, é ouvido com clareza. milagre. os olhares são de mesmice, os assuntos são de mesmice. mesmice de ontem, de agora e sempre. mesmice do futebol, da política, do ser. o ar cheira falta de propósito, talvez culpa da sensível ausência de luz. a alegria é de fachada, alegria de nada. o jogo começa como num disco riscado, sempre os mesmos tolos comentários. a sala no domingo é o cenário do óbvio necessário tantas vezes repetido.







