Metro
maio 17, 2007 | por Cândido Gomes | 1 Comentário | Envie por email | Salvar/Bookmark
Era um garoto esperto.
No alto de seus quatro anos de idade, ele chega para a mãe com sua nova e incrível descoberta:
- “Mãe, eu tenho três metros de altura!” - e exclama com todas as confusões lingüísticas que a idade lhe permite.
Mãe atenta, ela responde:
- “Não, meu amor. Você já é homenzinho, mas não é tão alto assim.”
Silêncio..
- “Sou sim, mãe.” - ele retorna com uma expressão mais confiante - “eu medi!”
- “É, meu amor? E com o quê você se mediu?”
Faceiro que só ele, o menino apresenta sua evidência. E mostrando sua régua (de 30cm), ele diz:
- “Com este ‘metro’ aqui, ó.”
Tem gente que passa pela vida se achando a bala que matou o Kennedy. E passa pelas pessoas sem nem sequer olhar. Tem um “arzinho” de suficiência… Outras pessoas se acham o gás da Coca. Vivem a vida com a filosofia do “sem MIM nada podeis fazer”. E tratam os outros como se fossem menores. Não poderia deixar de mencionar as que pensam ser o último biscoito do pacote - o desejado, idolatrado, salve! Salve!.. Quanta pequenês.
Tem gente que acha (é, porque nem pensar pensa!) que o mundo foi feito sob medida, com a cor e a trilha sonora perfeitas para EU viver… quanta insipiência.
Como você tem se olhado, se medido? Pessoas felizes são humildes. “Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter” é um conselho sábio (Rom 12:3). Seja simples, acessível, sorridente e agradável.
Que tamanho tem seu “metro”?
Sobre o autor
Observador das pequenas nuances, o estudante de teologia Cândido Gomes, nos empresta seu talento da escrita para nos presentear com reflexões semanais. Todos seus textos podem ser lido no seu blog.
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1 Comentário ↓
Vixiiii… arrazou.
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