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abril 19, 2007  |  por Cândido Gomes  |  Envie por email  |  Salvar/Bookmark

Achei engraçado. Outro dia, uma menina até bonitinha sentou-se à mesa para o jantar. Prato feito, lenço dobrado, dedos estralados, tudo pronto para agradecer a Deus por mais uma refeição e… que nada! Ela avançou no pratão sem nem titubear. Achei estranho também. Parecia uma moça inteligente, mas lembrou o meu cachorro, o Cheff (saudades), que na hora de comer, coitado, não sabe agradecer. Ele não pensa, não raciocina, não entende que as coisas que recebe vêm de alguém. Se a menina conseguia pensar? Imagino que sim. Mas naquela hora não pensou. Estava com a cara fechada, que até assustava. No entanto, não vou ser de todo rude ao comparar moça de família ao meu velho cão. Há, é evidente, uma diferença bem notável entre ambos, isso eu sei: é que o meu Cheffinho, cachorro que só ele, mesmo sem ter um cerébro igual ao da bonitinha, ainda era capaz de me saudar (pra não dizer agradecer) com o seu rabinho balançando! Acho que ele é feliz.

Você já falou com Deus hoje? Já agradeceu pelos favores que tem recebido dEle?

É só abrir os olhos, olhar pros lados e ver que sua vida é cheia de motivos para agradecer. Mas se você não tem nem uma cauda pra abanar, só feche os olhos e, do fundo do coração, diga: “Obrigado, grande Deus, por me dar tudo de que eu preciso e me fazer tão feliz!”

Eu mal posso esperar pela próxima refeição (rs!). E você?

Bom apetite!


Sobre o autor

Gomes

Observador das pequenas nuances, o estudante de teologia Cândido Gomes, nos empresta seu talento da escrita para nos presentear com reflexões semanais. Todos seus textos podem ser lido no seu blog.


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