Ler jornais todos os dias é tarefa árdua. Não somente pela quantidade de informação, mas pela necessidade que existe de tornar algo cotidiano em ‘extra-cotidiano’. Como dizia Flaubert: “é preciso pintar bem o medíocre”. Pequenos acontecimentos são pintados com cores vibrantes e quando os grandes eventos realmente acontecem, as cores são ‘super’ vibrantes!
O resultado desse excesso de “cores” é o costume. É como ouvir um acorde desafinado em uma música. Nas primeiras vezes nossa audição acusa prontamente o acorde ou nota fora do tom, mas com a repetição insistente, quase não percebemos nada.
No dia-a-dia o perigo disso é a banalização e o endurecimento do coração. Notícias como a morte de 13 pessoas em um dia em decorrência da dengue no Rio de Janeiro não geram nada mais do que um leve susto pelo número. Acidentes só chamam a atenção quando envolvem alguma história muito peculiar ou muitas mortes.
Tudo isso acaba por afetar diretamente nossas relações com os mais próximos e com D-s. Somente os grandes eventos nos fazem ouvir a voz do Criador. Somente grandes crises nos fazem olhar as necessidades dos que nos rodeiam.
Hoje, no entanto, olhe para o comum e redescubra o valor e o sentimento de pequenos atos como uma oração no elevador ou um abraço familiar no fim do dia.
O QUE FAZER AGORA?!