Algumas situações despertam mais atenção do que outras. Não por fatos envolvidos. Não por dados concretos, mas porque envolvem um alto conteúdo de nós mesmos. O que poderia ter acontecido conosco desperta empatia.
Talvez a comoção que histórias como a de Isabella Nardoni causam, resida na hipótese de imaginarmos-nos em seu lugar. Indefesa. Ingênua. Injustiçada. Sentimentos comuns a todos. Se comprovada a culpa do pai e da madrasta dela, acrescentamos ainda traição do mais alto grau, pois daquele de quem se esperava maior amor, recebeu-se violência, dor e morte.
Em certo grau, Isaque, filho de Abraão, poderia sentir-se da mesma maneira. Indefeso. Ingênuo. Injustiçado. Traído. Seu próprio pai o levara ao Moriá para lhe oferecer em sacrifício ao seu D-s (Gênesis 22). Em vez disso, no entanto, permitiu-se ser amarrado e deitado sobre o altar para ser sacrificado. Um verdadeiro absurdo. Uma verdadeira fé.
Assim Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês, definia fé: um absurdo. Para muitas coisas existem explicações claras, comprovações evidentes. Para outras inúmeras, o silêncio, o nada. A ausência de respostas abre margem para o absurdo, o inexplicável, o transcendente.
Hoje, quando faltarem respostas, experimente o absurdo, experimente a verdadeira fé e a real experiência com D-s.




O QUE FAZER AGORA?!