Já percebeu que as pessoas hoje não gostam de falar sobre pecado? “Pecado” parece ser uma palavra ou conceito que não se encaixa no que hoje chamamos “politicamente correto”. Qualquer jogo de palavras que contenha a fórmula “pecado”, aos ouvidos modernos, soa meio agressivo, deselegante, e por que não dizer quadrado e ultrapassado? É comum ouvir por aí alguém falar de erros, falhas, desacertos, inadequação, desarranjo, tropeços e até mancadas, mas “pecado”… isso não. Para alguns, “pecado” não passa de uma expressão empoeirada e secreta das páginas do livro preto das igrejas. Para outros é o mote hipócrita dos discursos de mercenários da religião - gente que viola a privacidade das escolhas individuais e tira proveito da culpa para lucrar em nome da fé.
Há quem pense assim. Há também quem nem sequer se dê o trabalho de pensar sobre essas coisas.
O que não se explica é o senso natural que todos os homens e mulheres - de diferentes cores, em diferentes lugares e momentos da história - temos do que é correto, em essência, e do que é prejudicial ao ambiente comum. E não venha me dizer que isso é produto da evolução, pois, se fosse assim, os homens seriam cada vez melhores e caminhariam rumo à perfeição moral. Não é isso o que leio nos jornais…
Não se explica também o vazio que preenche tantos corações, a insatisfação com quem somos, a querença do melhor, a descrença no que temos. Ninguém pode explicar, com caneta e papéis frios nas mãos, as segundas-feiras da vida, os baixos que teimam em suceder os altos que vivemos, o incômodo que causa a invariável “morte”.
É, de fato, ousado afirmar que certas atitudes nossas ferem uma lei sobrenatural e de origem eterna, atitudes a que damos o nome “pecado”, como ousado também é colocar em risco o egocentrismo materialista que produzimos com nossas escolhas. O problema é que o conceito de ousadia hoje também é muito pobre. Ousadia, segundo a “tv-logia”, é traspassar o nariz com um fio de metal. É ingerir álcool até esquecer o próprio endereço. É viver sem roteiro. É despentear o cabelo. É dizer mais “sim” que “não”. É buscar ser diferente, mesmo que isso signifique se tornar uma cópia idêntica de alguém, ou de um certo grupo de alguéns.
A mensagem da bíblia é uma mensagem ousada para nossos dias. É só abrir suas páginas para ler, e sem rodeios: você é muito pior do que você pensa. Ela conta uma história que a gente tenta desconversar. É um tratado contra o relativismo leviano. Mas seu enredo não é de filme de terror, de um juízo de fogo. É mais uma espécie de suspense. O capítulo final quem escreve é você. O que você vai fazer diante dessa realidade? Você é muito pior do que você pensa, mas Deus é muito melhor do que você possa imaginar. Qual será o seu final?
continua….




O QUE FAZER AGORA?!