tudo é sugado de mim
para fazer nascer um novo eu
um eu poético/lírico
minha poesia parece exigir meu fim
muito mais do que parte do todo
(mesmo que a parte represente o todo e vice-versa)
vejo na minha poesia mais do que sou,
talvez o que gostaria de ser ou o que já fui ou melhor
o que sou agora de outra maneira
nasço com a poesia para com ela morrer
uma morte física? mental?
uma morte experimental
é isso que a poesia que me seca me oferece
ver-me de fora experimentar-me como se fosse outro
ainda que seja o mesmo




O QUE FAZER AGORA?!