Esclarecimentos e posições

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Algo difícil de ser medido é a repercussão de um veículo na internet. No entanto, com toda a discussão em torno da entrevista que o éoqhá fez com a Marina Silva (saiu na Folha de S. Paulo, Estadão, Época e Veja), gostaria de analisar brevemente um tópico que foi levantado pela , o Estado laico.

Nos dias 10 a 13 de janeiro ocorreu, aqui no Unasp, o Simpósio Criacionismo e , e contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Sua vinda aqui teve como finalidade falar sobre preservação ambiental, e suas duas palestras giraram em torno desse tópico. Como cristã falando para um público cristão, ela aplicou princípios bíblicos para demonstrar que a Bíblia defende a preservação ambiental.

nota.jpgAproveitando a presença da Marina Silva, o éoqhá, junto com a ABJ, realizou uma entrevista sobre suas opiniões e idéias pessoais acerca de religião, criacionismo e preservação ambiental. Aparentemente, o fato da ministra acreditar no criacionismo causou um grande alvoroço, por ela ser ministra de um Estado laico, como o Brasil, e publicamente manifestar suas opniões religiosas. Gostaria de reafirmar que o éoqhá defende um Estado laico. Não vemos, no entanto, nenhum problema em uma pessoa com posição destacada acreditar na Bíblia e no criacionismo, desde que isso não resulte em intolerância na sua gestão.

Vemos exemplos de outras pessoas em importantes posições no Estado que têm suas crenças fundamentadas na Bíblia, como Luiz Francisco F. de Souza, importante procurador da República que colaborou enormemente para a elevação do Ministério Público à importância que ocupa atualmente no cenário brasileiro.

Um Comentário

  1. Fred Santos escreveu no dia 24 Maio, 2008 | Permalink

    Espera-se que uma pessoa pública separe aquilo que ela faz e defende na vida particular e privada daquilo que ela defende e deve defender como representante de um governo eleito pelo povo. “Não vemos, no entanto, nenhum problema em uma pessoa com posição destacada acreditar na Bíblia e no criacionismo…” O problema é que ela não estava como uma pessoa qualquer que por acaso tinha uma “posição destacada”. Acho que isto não ficou muito claro no momento em que:
    - O próprio entrevistador já inicia a entrevista chamando-a de Ministra e não de Sra. Marina Silva. Então, ela estava identificada nesta entrevista como a pessoa pública e representante do governo. Não existe problema algum o próprio entrevistador dividir a entrevista em blocos, e claramente, direcionar uma parte das perguntas a Exce. Sra. Ministra e a outra parte para a Sra. Marina Silva.
    - O arquivo de vídeo em que está gravada a entrevista está nomeado como, “Ministra do Meio Ambiente”.
    Bem, espera-se de uma pessoa que esteja no governo tenha certo afastamento de ideologias de particulares, algo que acho muito difícil ocorrer na prática. Este tipo de discussão em relação a estado laico e postura de um “homem” público é bem analisada por Marx em seu trabalho, “A questão judaica” (1844). 2ª ed., São Paulo, Moraes, 1991. Este afastamento e laicidade que a pessoa pública deve ter para representar coerentemente o Estado é identificado por Marx como um dos fatores alienantes da pessoa que se torna pública. Para muitos esta alienação é necessária. Pelo menos até quando estes que defendem tal alienação não estejam no governo. Maranata, abraços a todos e estejamos sempre alerta!

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