<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>éoqhá &#187; Edson Nunes</title>
	<atom:link href="http://eoqha.net/author/edson/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://eoqha.net</link>
	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 Jun 2010 12:35:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>cântico dos cânticos &#8211; busca e encontro</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/cantico-dos-canticos-busca-e-encontro/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/cantico-dos-canticos-busca-e-encontro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 13:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=1217</guid>
		<description><![CDATA[poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto pessoas no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1218" title="love" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/03/love.jpg" alt="love" width="590" height="264" /></p>
<p>poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas que shir hashirim (heb) é o santo dos santos.</p>
<p>os próximos tópicos meus serão no sentido de tratar algumas nuances da poesia e do tema deste livro de poesia hebraica bíblica. sem entrar no mérito da autoria (alguns colocam Salomão, outros refutam), a voz principal é feminina. é a ela que conduz a his(es)tória. as ações masculinas são apenas respostas a busca empreendida pela mulher &#8220;queimada de sol&#8221;. ela sabe o que quer e busca até achar. com certeza, um belo referencial até hoje.</p>
<h3>Busca e Encontro</h3>
<p>cântico dos cânticos é construído em cima de uma tensão constante: a busca pelo ser amado. desde o início até o fim, a mulher parte em uma jornada de encontros e desencontros (sei que já existe um filme com esse nome). os encontros são marcados por forte linguajar erótico, enquanto os desencontros evidenciam angústia, sempre por parte do personagem feminino. somente no fim o personagem masculino parece evocar e exigir a presença da amada.<span id="more-1217"></span></p>
<p>para o poeta de shir hashirim, o amor é uma eterna busca.</p>
<p>dentre as muitas conclusões/reflexões possíveis, uma é que o amor não se acomoda e ao passo em que prevê liberdade de ir e vir, demonstra o desejo incessante de proximidade física. amar é buscar estar junto ainda quando distante.</p>
<p>aproveitando o dia, o espírito do sábado é basicamente o mesmo: buscar proximidade de D-S, mesmo estando muito distante dELE!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/cantico-dos-canticos-busca-e-encontro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>compras</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/compras/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/compras/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 21:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[lipovetsky]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Valores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=1014</guid>
		<description><![CDATA[dezembro é o mês das compras. parece haver uma necessidade de presentear e ser presenteado. todos os lugares de vendas ficam abarrotados. em são paulo, no rio de janeiro, em natal, em teresina, em chicago, em paris, em londres, etc, todos querem comprar algo para dar ou para ficar. interessante notar a dinâmica do ato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1015" title="presentes" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/presentes.jpg" alt="presentes" width="590" height="264" /></p>
<p>dezembro é o mês das compras. parece haver uma necessidade de presentear e ser presenteado. todos os lugares de vendas ficam abarrotados. em são paulo, no rio de janeiro, em natal, em teresina, em chicago, em paris, em londres, etc, todos querem comprar algo para dar ou para ficar.</p>
<p>interessante notar a dinâmica do ato de dar um presente. no processo da compra, além de pensar, obviamente, nos gostos, sonhos e personalidade do presenteado, o presenteador quer deixar também a sua marca, quer dizer, não apenas dar algo, mas algo que faça aquela pessoa se remeter a ele.<span id="more-1014"></span></p>
<p>assim que, o processo de comprar vai além do conhecimento que temos (ou achamos que temo) de alguém e chega ao conhecimento que temos (ou achamos que temos) de nós mesmos. o presente passa a ser mais do que representação de sentimentos para ser representação de indivíduos. o presente passa a ser um pouco a pessoa que dá e um pouco a pessoa que recebe.</p>
<p>lipovetsky, em &#8216;a felicidade paradoxal&#8217; diz que vivemos em uma época em que &#8220;as tradições, a religião, a política são menos produtoras de identidade central&#8221; e o consumo passa a exercer um papel fundamental no processo de criar identidade individual. por isso comprar é tão importante. por isso cada presente carrega um pouco do que se é.</p>
<p>objetos resumindo <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>.</p>
<p>no balcão das lojas, estão mais do que roupas, eletrônicos, brinquedos, etc. a camisa não é apenas legal. ela é alternativa. o filme em dvd não apenas emociona, ele traduz uma imagem cult. aquele celular mostra um lado empreendedor. as coisas passam a carregar <a href="http://eoqha.net/tag/valores/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Valores">valores</a>. as coisas passam a carregar imagens. você não compra mais produtos, você compra você.</p>
<p>as lojas deixam de ser mercados de produtos e tranformam-se em mercados de gente.</p>
<p>felizmente, &#8220;quem eu sou&#8221; é mais profundo do que o que eu tenho. responder demora mais do que uma tarde de compras.</p>
<p>Foto concedida pelo <a href="http://flickr.com/photos/nationaalarchief/" target="_blank">Nationaal Archief </a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/compras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>pressão e alívio</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/pressao-e-alivio/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/pressao-e-alivio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 15:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=978</guid>
		<description><![CDATA[algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo tempo. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade). uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-979" title="pressao" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/pressao.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo tempo. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade).</p>
<p>uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a segunda parte é causa de frustração e ansiedade em todos. queremos tanto ser amados que, em certos momentos, deixamos de ser quem somos e agimos passionalmente e irracionalmente. essa necessidade de ser amado se renova a cada dia e a pressão aumenta conforme nos sentimos amados. nunca há alívio, pois sempre há uma nova situação em que não podemos desapontar alguém que nos ama ou que gostaríamos que nos amasse. a realidade é que o ser amado está fora de nós e dependente do outro.<span id="more-978"></span></p>
<p>amar é, em diversas instâncias, mais fácil. depende apenas de nós mesmos e de nossas decisões, racionais e irracionais. entretanto, relegamos o amar a segundo plano. tudo porque é difícil aceitar os outros como são e perdoar. o sentimento que só depende de nós fica a mercê do que é externo a nós. impossível amar alguém que traiu. mesmo que perdoe, não aceito.</p>
<p>enfim, o que é preciso para equilibrar essas duas necessidades universais? O Messias disse: &#8220;mais bem aventurado é dar do que receber&#8221;. Se em vez de corrermos atrás de aceitação, carinho e amor nos preocupássemos em oferecer aceitação, carinho e amor, não haveria pressão, somente alívio. O primeiro passo óbvio é transformar-se. o segundo é transformar outros.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/pressao-e-alivio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mudar o mundo</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/mudar-o-mundo/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/mudar-o-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 13:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=922</guid>
		<description><![CDATA[o sentimento em torno da eleição de obama contagiou o mundo. a mesma esperança sentida nos eua se espalhou por todos os continentes. &#8220;nós podemos mudar o mundo? yes, we can!&#8221; discursos maravilhosos foram proferidos, inclusive pelo candidato derrotado. em certo sentido, a relação com a primeira eleição de lula (2002) não seria equivocada. em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/change.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-923" title="change" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/change.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>o sentimento em torno da eleição de obama contagiou o mundo. a mesma esperança sentida nos eua se espalhou por todos os continentes. &#8220;nós podemos mudar o mundo? yes, we can!&#8221; discursos maravilhosos foram proferidos, inclusive pelo candidato derrotado.</p>
<p>em certo sentido, a relação com a primeira eleição de lula (2002) não seria equivocada. em ambos os casos, cidadãos foram tomados de sentimentos nobres, muito se escreveu sobre as origens dos ganhadores, sobre as enormes possibilidades de mudança para melhor, etc.</p>
<p>muita emoção e comoção&#8230; muita esperança&#8230; pouca realidade&#8230;</p>
<p>ultimamente vários líderes ao redor do mundo são recebidos como novos messias. <span id="more-922"></span>obama, talvez, seja o mais <a href="http://eoqha.net/tag/novo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with novo">novo</a> messias e o com maior alcance, tendo em vista as reações no mundo todo, inclusive na europa e oriente médio, lugares aonde o antiamericanismo era alto.</p>
<p>dois fatores precisam ser considerados. primeiro, ninguém consegue mudar nada sozinho. nem a si mesmo, nem a outros. por vontade única, nem o casamento pode ser salvo&#8230; para mudar qualquer coisa e, principalmente, o mundo, é preciso mais do que uma pessoa. em segundo lugar, mudar o mundo é subjetivo para todos, pois para o dono da megaconstrutora multinacional seria uma coisa e para sua esposa ou empregado seria outra. além disso, muitos podem concordar em grandes questões subjetivas, como &#8220;acabar com a fome&#8221;, &#8220;diminuir a desigualdade social/ econômica&#8221;, mas o como isso será feito é o divisor de águas. cada qual possue uma ou mais idéias das quais não abriria mão.</p>
<p>assim que, para &#8216;mudar o mundo&#8217;, uma enorme dose de união de <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> e de ideologias é essencial. quer dizer que, a democracia, como a conhecemos, tende a acabar&#8230; só há mudança coletiva se houver consentimento coletivo e, olhando ao seu redor, isso parece possível?</p>
<p>para mim, a eleição de obama significa um marco histórico em diversos sentidos. em especial, um marco histórico de retrocesso mental. uma lavagem cerebral. não pelo candidato/ pessoa, em si, mas pela maneira como é recebido.</p>
<p>messianismo não é novidade alguma, mas alguns destes messias causaram gigantescas perseguições, milhares de mortes, intolerância religiosa e política, etc, e tudo em nome da &#8216;mudança do mundo&#8217;, da melhoria da vida&#8230; os últimos messias ainda nos dão dor de estômago (napoleão, castro, hitler, etc). e estes o foram em suas localidades. o que esperar de um messias mundial?</p>
<p style="text-align: left;">enfim, tanta esperança depositada em um messias, tão pouca esperança no Messias&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/mudar-o-mundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8230;ter ou ser? (parte 2)</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/ter-ou-ser-parte-2/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/ter-ou-ser-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 14:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[gênesis]]></category>
		<category><![CDATA[Hebraico]]></category>
		<category><![CDATA[problema]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=788</guid>
		<description><![CDATA[No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a reflexão faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230; Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-789" title="ser" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/ser.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a reflexão faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230;</p>
<p>Na busca por sentido nas diversas áreas da vida, inclusive espiritual, optamos pelo fast food. Mesmo sabedores dos riscos. Mesmo com a sensação de fome minutos depois.<span id="more-788"></span> Em vez de passar tempo com filhos e esposa, compramos presentes, pagamos viagens, cursos, etc. Em vez de passarmos tempo com D-s, assistimos um DVD. Óbvio que tudo citado acima não constitui o problema (compre presente para filhos e esposa e assista as séries religiosas em DVD). O problema é restringir um relacionamento a essas circunstâncias não-íntimas.</p>
<p>Envolver-se com qualquer pessoa ou idéia envolve riscos consideráveis. Envolver-se consigo mesmo é um risco incalculável. Descobrir quem eu sou pode ser perturbador demais. Talvez exija mudança. Talvez exija reconhecer defeitos, erros e incapacidades. Talvez exija admitir fracasso. Por isso preferimos o ‘ter’ e o valorizamos. É mais fácil, rápido, indolor e barato&#8230;</p>
<p>Em Gênesis 12:1-3, D-s convida Abraão para iniciar a jornada do ‘ser’. O texto diz: “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn. 12:1-2). ‘Ser’ é o centro. Mas para ser, antes deve-se abandonar o que se é, para tornar-se&#8230;</p>
<p>Certamente confuso. Certamente difícil de entender. Com certeza não é rápido e deve doer (a própria vida de Abraão demonstra isso). Mas é o único caminho para a vida plena.Em hebraico, esse D-s ‘difícil’ possui um nome (tetragrama sagrado), que deriva justamente da raiz do verbo ser, por isso, quando se apresenta Ele diz: “EU SOU” (Gn. 15:7; Êx. 6:2-9; João 18:5-6).</p>
<p>Reflita no que você é. Reflita no que os seus relacionamentos são. Reflita nas suas covardias.</p>
<p>Transforme-se. Torne-se. Seja. Esse é o convite do “EU SOU”.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_self">Biblioteca do Congresso</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/ter-ou-ser-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8230;ter ou ser?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/ter-ou-ser/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/ter-ou-ser/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 13:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Hebraico]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[novo]]></category>
		<category><![CDATA[ONG]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas]]></category>
		<category><![CDATA[respostas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=752</guid>
		<description><![CDATA[a famosa e banalizada frase de Shakespeare, “ser ou não ser”, perdeu sua força. com isso não quero dizer que perdeu seu uso, ainda bastante corriqueiro. perdeu o seu valor como busca existencial. a peça, escrita em algum lugar entre os anos 1600-1602, reflete, de certa maneira, um pouco do pensamento humanista que começava a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/batom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-753" title="batom" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/batom.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>a famosa e banalizada frase de Shakespeare, “ser ou não ser”, perdeu sua força. com isso não quero dizer que perdeu seu uso, ainda bastante corriqueiro. perdeu o seu valor como busca existencial.</p>
<p>a peça, escrita em algum lugar entre os anos 1600-1602, reflete, de certa maneira, um pouco do pensamento humanista que começava a despontar, fruto do renascimento. a promessa era de que a humanidade sairia da obscura ‘idade das trevas’, marcada pela fé e pelo sobrenatural, e entraria na ‘era das luzes’, agora guiada pela razão e pelo natural. a fé e D-s não haviam provido as respostas.</p>
<p>em 1976 Erich Fromm (psicanalista e filósofo alemão radicado nos EUA) denomina esta idéia de ‘grande promessa’ e atesta o seu fracasso.<span id="more-752"></span> as respostas não apareceram. a ‘razão’ (ou Ciência) não trouxe alívio existencial. as <a href="http://eoqha.net/tag/perguntas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with perguntas">perguntas</a> continuam por aí, as mesmas de sempre: quem sou, da onde venho, pra onde vou&#8230;</p>
<p>talvez por isso o mundo experimente agora um despertar espiritual. a espiritualidade está em alta. ter fé voltou a ser moda. esse é o <a href="http://eoqha.net/tag/novo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with novo">novo</a>/ velho problema. essa fé, conjugada com o verbo ‘ter’, “é o bilhete de entrada para juntar-se a um grande número de <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>” (Fromm). o ‘ter fé&#8217; é, portanto, utilitarista. é uma posse. a fé construída sobre o pilar do ‘ter’ é colocar D-s em uma caixinha, com tamanho e formato definidos pelo comprador (“meu D-s é assim&#8230;”).</p>
<p>em hebraico a palavra fé é “emunah”, que está relacionada diretamente a idéia de “agarrar-se”. fé, portanto, é mais do que crença, é ação, atitude.</p>
<p>deixe a sua ‘fé de shopping’ em casa e experimente uma atitude de fé. agarra-se a Alguém e não em alguma coisa.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_self">Biblioteca do Congresso</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/ter-ou-ser/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sons do Silêncio</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/sons-do-silencio/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/sons-do-silencio/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 15:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Kierkegaard]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Simon and Garfunkel]]></category>
		<category><![CDATA[Sounds of Silence]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=674</guid>
		<description><![CDATA[Sound of Silence é uma das melhores músicas que já ouvi. Era cantada por Simon e Garfunkel em um arranjo inesquecível, suave, sussurrado. Emocionante. Uma parte da letra dizia: “pessoas conversando sem falar; pessoas ouvindo sem escutar”. A idéia da música era claramente irônica. Não era o som que estava perdido, mas a capacidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 590px; text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="426" height="327" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="env=embed&amp;widget=65d1fd976e5568d90858b7165876c522&amp;playlist=3b6e8a749b9640b9b9645929cfaa2d09&amp;vuid=embed" /><param name="src" value="http://www.mixwit.com/flash/widgets/shell.swf" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="426" height="327" src="http://www.mixwit.com/flash/widgets/shell.swf" wmode="transparent" flashvars="env=embed&amp;widget=65d1fd976e5568d90858b7165876c522&amp;playlist=3b6e8a749b9640b9b9645929cfaa2d09&amp;vuid=embed"></embed></object></div>
<p style="text-align: left;">Sound of Silence é uma das melhores músicas que já ouvi. Era cantada por Simon e Garfunkel em um arranjo inesquecível, suave, sussurrado. Emocionante. Uma parte da letra dizia: “<a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> conversando sem falar; <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> ouvindo sem escutar”. A idéia da música era claramente irônica. Não era o som que estava perdido, mas a capacidade de reflexão.</p>
<p style="text-align: left;">O silêncio era de idéias. Na última estrofe a letra diz “e as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> se curvavam e oravam ao <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">deus</a> neon que elas fizeram; e o sinal iluminava seu alerta, nas palavras que formava, e o sinal dizia ‘as palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô’ (&#8230;)”. <span id="more-674"></span>O que os autores ressaltavam era que as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> estavam buscando ‘luzes’, no sentido de que queriam shows, entretenimento, diversão. Não queriam o real, não queriam o profundo, não queriam a verdade. Estavam satisfeitos com a imagem dela projetada pelo neon. Mesmo que a mensagem tivesse o intuito de dirigi-los a outro rumo.</p>
<p style="text-align: left;">Na verdade, todos têm medo do silêncio. Não o silêncio barulhento, cheio de palavras vazias que não dizem nada. O silêncio reflexivo. O medo que esse tipo de silêncio provoca é o do autoconhecimento. Do encontro consigo mesmo. É desse silêncio que fugimos quando chegamos em casa e ligamos a T.V. É dele que fugimos quando enchemos nossos dias de milhões de atividades, inclusive as religiosas.</p>
<p style="text-align: left;">Kierkegaard coloca que é este o silêncio que provoca a fé. Que provoca o encontro com o Invisível. Quietos, obrigamos nossa mente a refletir em quem somos, no que fazemos, no que queremos. A dureza deste encontro é que realizamos a finitude de tudo o que somos.</p>
<p style="text-align: left;">Somente depois disto, podemos enxergar o Infinito. A Bíblia diz que Jesus buscava o silêncio e a quietude (João 15:6; Mateus 14:23; etc.). Ficou no deserto sozinho por 40 dias (Mateus 4:1-11). Eram nesses momentos que Ele encontrava-se com Ele.</p>
<p style="text-align: left;">No decorrer de mais um dia, com tantos ‘luminosos de neon’, retire o seu tempo, ligue a sua tecla ‘mute’ e reflita, se encontre, e encontre-se com Ele. Ouça o que fica escondido no barulho do trabalho, do estudo, do namoro, etc. Ouça o verdadeiro som do silêncio.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/sons-do-silencio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;verdade&#8221; &#8211; só se for agradável</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/verdade-so-se-for-agradavel/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/verdade-so-se-for-agradavel/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 18:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[oração]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=645</guid>
		<description><![CDATA[Nietzsche escreveu: “(&#8230;) o homem também quer apenas a verdade. Ele quer as conseqüências agradáveis da verdade, que conservam a vida; (&#8230;) frente às verdades possivelmente prejudiciais e destruidoras ele se indispõe com hostilidade, inclusive.”. Parece absurdo. Entretanto a observação nos faz concordar com o filósofo. A verdade preferida é a que supre a necessidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-647" title="verdade2" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/verdade2.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Nietzsche escreveu: “(&#8230;) o homem também quer apenas a verdade. Ele quer as conseqüências agradáveis da verdade, que conservam a vida; (&#8230;) frente às verdades possivelmente prejudiciais e destruidoras ele se indispõe com hostilidade, inclusive.”. Parece absurdo. Entretanto a observação nos faz concordar com o filósofo. A verdade preferida é a que supre a necessidade emocional e/ou espiritual. A verdade que fere, magoa e entristece não é essencial e, inclusive é evitada (“o que os olhos não vêm o coração não sente”, “fulano não está preparado para ouvir a verdade”, “a verdade dói”). Isso é bem visível nas relações diárias.<span id="more-645"></span></p>
<p>Suprimir a verdade acaba gerando a superficialidade. Comentários superficiais, relações humanas superficiais, religião superficial. Falar o que é preciso ser dito é fundamental para estabelecer uma relação de confiança. O que se vê, no entanto, são relações baseadas em meias-verdades. Diz-se o agradável, suprime-se o desagradável. Assim é que colocamos nossas ‘máscaras’. Na Bíblia, no entanto, a verdade é dita doa quem doer. Por mais politicamente incorreto que possa ser, dizer a verdade é a única forma de libertação do ser humano.</p>
<p>Jesus não apenas dizia a verdade (de maneiras distintas – ora exaltado com um chicote na mão e chamando certas <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> de ladrões, ora conversando tranquilamente de madrugada com um rico medroso), Ele viva a verdade, Ele é a verdade. “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14:6). “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará” (João 8:32).</p>
<p>Uma realidade é que ao passarmos a viver com e na Verdade, nossas máscaras tendem a cair, a superficialidade dos nossos relacionamentos tendem a sumir, não porque saímos a apontar erros e defeitos verdadeiros nos outros, mas porque a Verdade falará por nós e em nós.</p>
<p>Dê um fim na superficialidade dos seus relacionamentos e nas meias-verdades que conduzem sua vida.</p>
<p>Busque a Verdade, ainda que doa no início.</p>
<p>Foto da <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank">Biblioteca do Congresso</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/verdade-so-se-for-agradavel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Felicidade</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/felicidade/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/felicidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 15:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[gille]]></category>
		<category><![CDATA[lipovetsky]]></category>
		<category><![CDATA[problema]]></category>
		<category><![CDATA[Sorriso]]></category>
		<category><![CDATA[Valores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=620</guid>
		<description><![CDATA[Uma das melhores propagandas dos últimos tempos era de um cartão de crédito. Em meio a valores de certos itens (bola: ‘x’ reais, chuteira: ‘x’ reais, etc.) era incluída uma cena de valor sentimental (o filho jogando bola com seu pai) e o anúncio terminava com ‘tal coisa’ “não tem preço, mas para todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-621" title="Felicidade" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/felicidade.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Uma das melhores propagandas dos últimos tempos era de um cartão de crédito. Em meio a <a href="http://eoqha.net/tag/valores/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Valores">valores</a> de certos itens (bola: ‘x’ reais, chuteira: ‘x’ reais, etc.) era incluída uma cena de valor sentimental (o filho jogando bola com seu pai) e o anúncio terminava com ‘tal coisa’ “não tem preço, mas para todas as outras existe ‘x’”. A expressão chegou a virar rotina de piadas entre amigos e mesmo declaração de amor entre casais (‘estar com você não tem preço’, ‘ver seu sorriso não tem preço’, etc.).</p>
<p>A felicidade é vendida como uma série de coisas (materiais) e algum sentimento. Isso acontece em momentos pontuais, meio que reafirmando a frase de música popular:<span id="more-620"></span> “tristeza não tem fim, felicidade sim”. A vida torna-se um eterno ciclo de comprar, comprar e comprar. Tudo é comprado para aguardar o momento que não tem preço. Afinal, quando ele vier, é preciso estar preparado. Essa não tão nova tendência é chamada de hiperconsumo pelo filósofo francês Gille Lipovetsky.</p>
<p>O principal problema não é o consumo em si, mas o paradoxo que ele cria. O que não tem preço só é alcançado pagando o preço. Resultado? Ansiedade. A espera pelo breve momento de felicidade a torna circunstancial.</p>
<p>Felicidade, entretanto, é mais um processo do que um evento isolado. Curiosamente, no assim chamado Antigo Testamento, a palavra felicidade e a raiz do verbo andar são iguais. Andar significa movimento. Significa ação. A idéia ainda é mais conflitante com a propaganda de cartão de crédito porque a felicidade deixa de ser a culminância, para ser a base. Ser feliz não é o fim, é o início de uma caminhada.</p>
<p>Foto pela <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank">Biblioteca do Congresso</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/felicidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Morte</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/morte/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/morte/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas]]></category>
		<category><![CDATA[respostas]]></category>
		<category><![CDATA[Romanos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/?p=605</guid>
		<description><![CDATA[É a partir da experiência com a morte que o ser humano passa a buscar respostas para as famosas perguntas existenciais: quem sou, da onde venho, pra onde vou. Curiosamente, ninguém ‘vive’ a própria morte. Experimentamos a nossa morte na morte do outro. Isso é chamado de “outridade” (definição de Octavio Paz). No mínimo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-606" title="morte" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/morte.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>É a partir da experiência com a morte que o ser humano passa a buscar respostas para as famosas <a href="http://eoqha.net/tag/perguntas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with perguntas">perguntas</a> existenciais: quem sou, da onde venho, pra onde vou. Curiosamente, ninguém ‘vive’ a própria morte. Experimentamos a nossa morte na morte do outro. Isso é chamado de “outridade” (definição de Octavio Paz). No mínimo é irônico. Filosoficamente falando, sua existência é definida pelo seu relacionamento com o outro.<span id="more-605"></span></p>
<p>Em Eclesiastes, livro sapiencial da Bíblia, o autor enfatiza, principalmente nos primeiros seis capítulos, que em face da morte tudo é ‘vapor’, tudo é efêmero, tudo é vão. Ser bom ou mau, fazer o bem ou o mal, no fundo, tanto faz. O fim, a morte, é igual a todos. O eco desse pensamento está exatamente mencionado no trecho poético acima: “a morte é uma certeza invencível” (Ferreira Gullar).</p>
<p>Então por quê vivemos? Porque temos esperança em alguma coisa. Sartre dizia que o existencialismo parte do pressuposto de que fomos abandonados a própria sorte e cita Ponge (outro filósofo francês contemporâneo de Sartre) dizendo: “o homem é o futuro do homem”. De certa forma estamos alienados em relação ao futuro. Uma das maiores influências do existencialismo é essa noção de que como fomos abandonados, o futuro não importa e nem o passado. O presente é que deve construir o que somos. Assim se criou uma geração de desesperança e de hedonismo (Dostoyevsky escreveu: “Se <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> não existe, tudo é permitido”).</p>
<p>Não posso provar que D-s existe e nem consigo explicar a esperança que tenho de que Ele irá recriar esta Terra (Apocalipse 21:1-4; Isaías 65:17), mas se a você tem faltado esperança e sobrado desespero, te encorajo a buscar além de você mesmo a resposta, te encorajo a conhecer a D-s e se relacionar com Ele. Paulo disse: “nada pode nos separar do amor de D-s, nem a morte, nem a vida (&#8230;)” (Romanos 8:38-39).</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/people/meredithfarmer/" target="_blank">Meredith Farmer</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/morte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ignorância</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/ignorancia/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/ignorancia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 19:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[filosifa]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Paul Satre]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=536</guid>
		<description><![CDATA[Jean Paul Sartre dizia que “a ignorância é a raiz de todo o preconceito”. Escreveu isso em relação ao absurdo anti-semitismo que havia exterminado mais de seis milhões de judeus na Europa. A ignorância a que Sartre se referia, nasce dessa síndrome dos pronomes possessivos de primeira pessoa (me, mim comigo). Não é a toa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jean Paul Sartre dizia que “a <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Ignorância" rel="tag" href="../../tag/ignorancia/">ignorância</a> é a raiz de todo o <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Preconceito" rel="tag" href="../../tag/preconceito/">preconceito</a>”. Escreveu isso em relação ao absurdo anti-semitismo que havia exterminado mais de seis milhões de judeus na Europa. A <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Ignorância" rel="tag" href="../../tag/ignorancia/">ignorância</a> a que Sartre se referia, nasce dessa síndrome dos pronomes possessivos de primeira pessoa (me, mim comigo). Não é a toa que em lugar de ampliar relações e promover interação entre povos, <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> e idéias, a democratização das notícias e do conhecimento (via internet, T.V., etc.), trouxe aumento da intolerância e do fanatismo.</p>
<p>Conhecer é eliminar preconceitos. Conhecer envolve tempo. Tempo envolve compromisso (separar tempo, pelo menos). Só há compromisso com algo que me interessa e desperta curiosidade. Embora informação esteja exposta em variados tipos de mídia, a única que desperta interesse é aquela que se refere a mim.</p>
<p>Individualismo. É ele que nos impede de enxergar o outro, o diferente além de nós, o divergente, o oposto. A era da informação é também a era do individual. Parecemos crianças pequenas (2-5 anos), na famosa fase “é meu”. O que torna algo relevante é a sua relação comigo, minha vida, meus <a href="http://eoqha.net/tag/valores/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Valores">valores</a>, minhas idéias, etc. O primeiro e único compromisso é comigo. O centro de tudo “sou eu” e o que está fora disso não interessa.<br />
Agimos assim com D-s. Construímos nossa religião e nosso relacionamento com Ele com base em nós mesmos e por isso nossa religião se torna um amontoado de preconceitos e de <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Ignorância" rel="tag" href="../../tag/ignorancia/">ignorância</a>.</p>
<p>Conheça a D-s a partir da perspectiva dEle. Relacione-e com Ele a partir das opiniões e idéias dEle. Deixe de ser um ignorante e preconceituoso religioso ou não. Conheça o Criador a partir da Sua revelação – a Bíblia. Não leia com moderação…</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/ignorancia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o sonho e a janela</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 22:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/</guid>
		<description><![CDATA[Em hebraico a palavra para sonho é a mesma para janela. A relação é mais do que morfológica, é semântica. Parece bem óbvio relacionar sonho e janela. Sonhar é ver além, enxergar o que está fora e parece distante. O sonho, assim como a janela, possibilita a entrada de luz/ esperança. Outras tantas relações podem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em hebraico a palavra para sonho é a mesma para janela. A relação é mais do que morfológica, é semântica. Parece bem óbvio relacionar sonho e janela. Sonhar é ver além, enxergar o que está fora e parece distante.<span id="more-442"></span> O sonho, assim como a janela, possibilita a entrada de luz/ esperança. Outras tantas relações podem ser feitas&#8230;</p>
<p>Sonhar é a capacidade de imaginar um futuro – próximo ou distante. Nessa imaginação, moldamos a nós mesmos, às vezes mais ricos, outras vezes mais bem sucedidos. Em alguns desses sonhos antevemos uma conquista importante, noutros, <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> importantes (os solteiros e os futuros pais, principalmente).</p>
<p>Sonhamos com uma casa melhor, um carro melhor e com um emprego melhor. Às vezes sonhamos com uma faculdade específica, ou com um título. Outras vezes sonhamos com uma viagem. Infelizmente, muitas vezes, nossos sonhos terminam aqui. O espectro dos nossos sonhos, ou a vista da nossa janela são coisas.</p>
<p>O que é mais interessante na relação entre sonho e janela, é que ambos permitem o olhar do interior para o exterior, mas o contrário também é verdadeiro. Ou seja, nossos sonhos não apenas nos projetam para nós mesmos, também projetam o que outros enxergam em nós.<br />
Ao sonhar coletiva ou individualmente, definimo-nos, para nós e para o mundo. Quais janelas/ sonhos estão abertas e quais estão fechadas? O que minha janela/ sonho mostra de mim?</p>
<p>Sonhe melhorar o seu caráter. Sonhe ser uma pai/mãe melhor. Sonhe desenvolver um relacionamento mais íntimo com D-s.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O todo e suas partes: poesias de uma questão simples (mas complexa)</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-todo-e-suas-partes-poesias-de-uma-questao-simples-mas-complexa/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/o-todo-e-suas-partes-poesias-de-uma-questao-simples-mas-complexa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 18:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérola]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/o-todo-e-suas-partes-poesias-de-uma-questao-simples-mas-complexa/</guid>
		<description><![CDATA[“O todo sem a parte não é todo, A parte sem o todo não é parte; Mas se a parte fez todo, sendo parte, Não se diga que é parte, sendo todo.” O trecho poético acima faz parte de um soneto escrito por Gregório de Matos, poeta do barroco brasileiro e também conhecido como ‘boca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O todo sem a parte não é todo,</p>
<p>A parte sem o todo não é parte;</p>
<p>Mas se a parte fez todo, sendo parte,</p>
<p>Não se diga que é parte, sendo todo.”</p>
<p>O trecho poético acima faz parte de um soneto escrito por Gregório de Matos, poeta do barroco brasileiro e também conhecido como ‘boca do inferno’, por suas críticas satíricas ao governo e ao clero católico da época (por volta do século XVII).</p>
<p>A idéia que salta do texto é de um quebra-cabeça. Cada peça é essencial na solução do mesmo, ao passo em que se as peças não se conectarem, não significam nada.</p>
<p>Uma comunidade, seja ela qual for, é a exata materialização dessa metáfora. Pode ser uma família, uma empresa, uma igreja, um time esportivo, etc. Cada pessoa é uma parte. Cada uma representa o coletivo a que pertence. Mas ao mesmo tempo, se estas <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> não estiverem interligadas, não são nada mais do que indivíduos solitários. A “parte sem o todo”. Daí a necessidade quase viral que temos de pertencer a alguma coisa, de fazer parte – de uma turma, de um clube, de um partido e assim por diante.</p>
<p>O maior problema dessa necessidade é que cada ‘parte’ traz consigo a sua totalidade, quer dizer, a sua visão do mundo, do certo, do errado. Assim, em vez de ‘partes’ diferentes, o que se formam são ‘quebra-cabeças’ com várias ‘peças’ iguais. Não há espaço para o diferente. Isso é bem claro em situações clássicas como uma guerra religiosa ou um grupo de torcedores de futebol.</p>
<p>Na mesma linha de Matos, o poeta americano John G. Saxe escreveu uma poesia sobre seis homens cegos que tocam partes diferentes de um elefante. Cada um deles descreve a parte tocada de uma maneira distinta (uma cobra, uma corda, uma árvore, uma parede, etc.). Discutem e não chegam a lugar nenhum. O fato é que todos estavam certos e errados ao mesmo tempo. Certos pela percepção individual que tinham, mas errados por não conseguirem enxergar (filosoficamente, é claro) um quadro maior&#8230;</p>
<p>Portanto, apesar de levados a crer, diária e incessantemente, que cada um é uma ilha (em oposição à poesia de John Donne, poeta inglês do século XVI), com suas verdades, suas idéias e opiniões, a realidade é que somos dependentes uns dos outros, psicológica e fisicamente. O relativismo da pós-modernidade e a globalização nada mais fizeram do que ‘tribalizar’ – juntar ‘peças’ e mais ‘peças’ iguais. Talvez neste ajuntamento resida a explicação do aumento gradativo de preconceitos históricos, xenofobia, etc.</p>
<p>A solução? Ver no diferente, um igual. Ver no outro um pouco de você. Entender que opostos podem ser complementares. Aplique o seguinte texto bíblico em todas as áreas de sua vida: “O certo é que há muitos membros, mas um só corpo” (1 Coríntios 12:20).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/o-todo-e-suas-partes-poesias-de-uma-questao-simples-mas-complexa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pão e circo: entretenimento – o n°1 na lista de necessidades</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/pao-e-circo/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/pao-e-circo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 16:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[prioridades]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/video/pao-e-circo-entretenimento-%e2%80%93-o-n%c2%b01-na-lista-de-necessidades/</guid>
		<description><![CDATA[No último sábado (07/06), iniciou-se no chamado Velho Continente a segunda maior competição de futebol do mundo, reunindo as 16 melhores seleções nacionais da Europa. A Eurocopa, nome da competição, arrecada a mesma quantidade de dinheiro que a Copa do Mundo. Franklin Foer escreveu o seguinte: “O futebol é muito mais que um esporte, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado (07/06), iniciou-se no chamado Velho Continente a segunda maior competição de futebol do mundo, reunindo as 16 melhores seleções nacionais da Europa. A Eurocopa, nome da competição, arrecada a mesma quantidade de dinheiro que a Copa do Mundo. Franklin Foer escreveu o seguinte: “O futebol é muito mais que um esporte, ou mesmo um modo de vida: é uma metáfora da nova ordem mundial, com toda a sua complexidade. Os clubes de futebol espelham classes sociais e ideologias políticas (&#8230;)”. Parece exagero, mas se olharmos atentamente nossa sociedade, veremos que é uma realidade.</p>
<p>É claro que diversão é essencial a qualquer um. Qualquer forma de descansar e aliviar tensões provocadas pelo trabalho é importante. Entretanto o entretenimento se tornou o centro da vida. Trabalhamos para nos divertir. Nosso tempo livre é totalmente utilizado para diversão. Talvez por isso as indústrias que mais geram renda no mundo sejam as especializadas neste ramo (televisão, cinema, videogames, esportes em geral, música/ shows, etc.). </p>
<p>A política expressa pela famosa frase “para o povo, pão e circo”, criada pelo imperador romano Julius César se resume, basicamente, ao fornecimento de comida com baixo custo e diversão para distrair a atenção da corrupção, das mazelas sociais e do descaso com o bem-estar real dos cidadãos. De certa forma, a paixão que o futebol desperta reflete exatamente o retorno, talvez não de uma ‘política’, mas de um sentimento coletivo ligado a essa idéia. </p>
<p>Recebemos tanta informação, sofremos tantas pressões (familiares, profissionais, pessoais, etc.), temos tão pouco tempo&#8230; Como característica dessa época em que vivemos, a anestesia mental é a norma. Ocupar mente e corpo com diversões exime e expia nossa culpa pelo caos social e ecológico, ao mesmo tempo em que dá uma aparência e uma sensação de que tudo vai bem (a não ser quando o seu time perde&#8230;). Hoje, o pão é o circo e o circo é tudo!</p>
<p>Enfim, nossa necessidade por entretenimento atinge também nossa vida religiosa. O show toma o lugar do culto. A performance substitui a devoção diária e pessoal. O D-s virtual sobrepuja o D-s real.</p>
<p>Analise-se e lembre-se: “Nem só de pão (e circo) viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor” (Mt 4:4; Dt 8:3).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/pao-e-circo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jeitinho nosso de cada dia: corrupção e individualismo em pequenas ações</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/jeitinho-nosso-de-cada-dia-corrupcao-e-individualismo-em-pequenas-acoes/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/jeitinho-nosso-de-cada-dia-corrupcao-e-individualismo-em-pequenas-acoes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 May 2008 17:17:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[honestidade]]></category>
		<category><![CDATA[relexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/jeitinho-nosso-de-cada-dia-corrupcao-e-individualismo-em-pequenas-acoes/</guid>
		<description><![CDATA[Você já ‘furou’ alguma fila? Já deixou alguém guardando lugar em um evento? Já ‘cortou’ uma ou mais faixas de trânsito para fazer uma conversão? Ou chegou atrasado a algum banco, programa, etc., e pediu ‘por favor’ para que o porteiro te deixasse entrar? O fato é que 63% dos brasileiros são adeptos cotidianos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ‘furou’ alguma fila? Já deixou alguém guardando lugar em um evento? Já ‘cortou’ uma ou mais faixas de trânsito para fazer uma conversão? Ou chegou atrasado a algum banco, programa, etc., e pediu ‘por favor’ para que o porteiro te deixasse entrar?</p>
<p>O fato é que 63% dos brasileiros são adeptos cotidianos do chamado ‘jeitinho’, isso segundo a Pesquisa Social Brasileira, feita por Alberto Carlo de Almeida, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Esse número, de acordo com a pesquisa, sobe para 70% entre os brasileiros com curso superior.</p>
<p>Esse comportamento evidencia algumas nuances importantes da sociedade em que vivemos. Em primeiro lugar, é uma explicação simples (ou simplificada) do por quê a corrupção não é punida, ou você leu que alguém de alguma das recentes ‘máfias’ (sanguessugas, cartões corporativos, ONGs, mensalão, ‘mensalinho’, etc.) foi preso? Em segundo lugar, sublinha uma das características mais marcantes do ser humano: o individualismo. “A minha necessidade é mais importante do que a dos outros, por isso preciso cortar pela direita uma conversão à esquerda no trânsito”. “Meus motivos para atrasar são reais e justos, mais do que o dos outros”.</p>
<p>É óbvio que não é isto que dizemos ou pensamos, mas é o que acontece. Quando você ou eu damos um ‘jeitinho’, por menor que seja, e mais inofensivo, estamos sendo individualistas e corruptos. O nosso ‘jeitinho’ de cada dia é um câncer social. Ele alimenta mais e mais ações dessa natureza, gerando a famosa frase: “todo mundo faz”. Exigir correção dos outros é mais complicado se temos as nossas próprias ‘sujeirinhas’ escondidas.</p>
<p>Paulo, escrevendo aos Coríntios diz: “pois zelamos pelo que é honesto, não somente diante do Senhor, mas também diante dos homens” (II Coríntio 8:21). Assim, nosso proceder deve ser honesto em todo o tempo, de todas as maneiras, ainda que isto signifique perda pessoal.</p>
<p>Substitua o “’jeitinho’ nosso de cada dia” por uma conduta honesta e íntegra diante de D-s* e dos homens.</p>
<p>*maneira respeitosa de tratar a nomenclatura divina<o></o></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/jeitinho-nosso-de-cada-dia-corrupcao-e-individualismo-em-pequenas-acoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O absurdo e a fé: uma experiência ‘kierkegaardiana’</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-absurdo-e-a-fe-uma-experiencia-%e2%80%98kierkegaardiana%e2%80%99/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/o-absurdo-e-a-fe-uma-experiencia-%e2%80%98kierkegaardiana%e2%80%99/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 18:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Kierkegaard]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/o-absurdo-e-a-fe-uma-experiencia-%e2%80%98kierkegaardiana%e2%80%99/</guid>
		<description><![CDATA[Algumas situações despertam mais atenção do que outras. Não por fatos envolvidos. Não por dados concretos, mas porque envolvem um alto conteúdo de nós mesmos. O que poderia ter acontecido conosco desperta empatia. Talvez a comoção que histórias como a de Isabella Nardoni causam, resida na hipótese de imaginarmos-nos em seu lugar. Indefesa. Ingênua. Injustiçada. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas situações despertam mais atenção do que outras. Não por fatos envolvidos. Não por dados concretos, mas porque envolvem um alto conteúdo de nós mesmos. <span id="more-338"></span>O que poderia ter acontecido conosco desperta empatia.</p>
<p>Talvez a comoção que histórias como a de Isabella Nardoni causam, resida na hipótese de imaginarmos-nos em seu lugar. Indefesa. Ingênua. Injustiçada. Sentimentos comuns a todos. Se comprovada a culpa do pai e da madrasta dela, acrescentamos ainda traição do mais alto grau, pois daquele de quem se esperava maior amor, recebeu-se violência, dor e morte.</p>
<p>Em certo grau, Isaque, filho de Abraão, poderia sentir-se da mesma maneira. Indefeso. Ingênuo. Injustiçado. Traído. Seu próprio pai o levara ao Moriá para lhe oferecer em sacrifício ao seu D-s (Gênesis 22). Em vez disso, no entanto, permitiu-se ser amarrado e deitado sobre o altar para ser sacrificado. Um verdadeiro absurdo. Uma verdadeira fé.</p>
<p>Assim Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês, definia fé: um absurdo. Para muitas coisas existem explicações claras, comprovações evidentes. Para outras inúmeras, o silêncio, o nada. A ausência de respostas abre margem para o absurdo, o inexplicável, o transcendente.</p>
<p>Hoje, quando faltarem respostas, experimente o absurdo, experimente a verdadeira fé e a real experiência com D-s.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/o-absurdo-e-a-fe-uma-experiencia-%e2%80%98kierkegaardiana%e2%80%99/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>‘Extra-ordinário’: o cotidiano revisto</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 21:06:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/</guid>
		<description><![CDATA[Ler jornais todos os dias é tarefa árdua. Não somente pela quantidade de informação, mas pela necessidade que existe de tornar algo cotidiano em ‘extra-cotidiano’. Como dizia Flaubert: &#8220;é preciso pintar bem o medíocre&#8221;. Pequenos acontecimentos são pintados com cores vibrantes e quando os grandes eventos realmente acontecem, as cores são ‘super’ vibrantes! O resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Ler jornais todos os dias é tarefa árdua. Não somente pela quantidade de informação, mas pela necessidade que existe de tornar algo cotidiano em ‘extra-cotidiano’. Como dizia Flaubert: &#8220;é preciso pintar bem o medíocre&#8221;. Pequenos acontecimentos são pintados com cores vibrantes e quando os grandes eventos realmente acontecem, as cores são ‘super’ vibrantes!</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">O resultado desse excesso de &#8220;cores&#8221; é o costume. É como ouvir um acorde desafinado em uma música. Nas primeiras vezes nossa audição acusa prontamente o acorde ou nota fora do tom, mas com a repetição insistente, quase não percebemos nada. </span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">No dia-a-dia o perigo disso é a banalização e o endurecimento do coração. Notícias como a morte de 13 <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> em um dia em decorrência da dengue no Rio de Janeiro não geram nada mais do que um leve susto pelo número. Acidentes só chamam a atenção quando envolvem alguma história muito peculiar ou muitas mortes.</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Tudo isso acaba por afetar diretamente nossas relações com os mais próximos e com D-s. Somente os grandes eventos nos fazem ouvir a voz do Criador. Somente grandes crises nos fazem olhar as necessidades dos que nos rodeiam.</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Hoje, no entanto, olhe para o comum e redescubra o valor e o sentimento de pequenos atos como uma oração no elevador ou um abraço familiar no fim do dia.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A poesia da poesia</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/a-poesia-da-poesia-2/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/a-poesia-da-poesia-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 22:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=238</guid>
		<description><![CDATA[A poesia da poesia Não nascida Abortada Por erro poético Ou má formação dos versos Será lembrada pelo que não foi]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address> </address>
<p>A poesia da poesia<br />
Não nascida<br />
Abortada<br />
Por erro poético<br />
Ou má formação dos versos<br />
Será lembrada pelo que não foi</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/a-poesia-da-poesia-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Poesia</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/poesia/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 18:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[concretismo]]></category>
		<category><![CDATA[edson]]></category>
		<category><![CDATA[espaço literário]]></category>
		<category><![CDATA[literário]]></category>
		<category><![CDATA[nunes]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=246</guid>
		<description><![CDATA[tudo é sugado de mim para fazer nascer um novo eu um eu poético/lírico minha poesia parece exigir meu fim muito mais do que parte do todo (mesmo que a parte represente o todo e vice-versa) vejo na minha poesia mais do que sou, talvez o que gostaria de ser ou o que já fui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>tudo é sugado de mim<br />
para fazer nascer um <a href="http://eoqha.net/tag/novo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with novo">novo</a> eu<br />
um eu poético/lírico</p>
<p>minha poesia parece exigir meu fim<br />
muito mais do que parte do todo<br />
(mesmo que a parte represente o todo e vice-versa)</p>
<p>vejo na minha poesia mais do que sou,<br />
talvez o que gostaria de ser ou o que já fui ou melhor<br />
o que sou agora de outra maneira</p>
<p>nasço com a poesia para com ela morrer<br />
uma morte física? mental?<br />
uma morte experimental</p>
<p>é isso que a poesia que me seca me oferece<br />
ver me de fora experimentar-me como se fosse outro<br />
ainda que seja o mesmo</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/poesia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

