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	<title>éoqhá &#187; Regina Mota</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>assumindo a manipulação</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 21:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Durante muito tempo ouvi dizer que “jornalismo bom é jornalismo isento.” Cheguei a acreditar nisso. Não sei se a imprensa mudou, ou se eu é que deixei de ser ingênua. O fato é que a ilusão do jornalismo neutro acabou para mim muito tempo atrás. Não lembro do momento exato, porém, ainda dou risadinhas amarelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1465" title="4e68" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/07/4e68.jpg" alt="4e68" width="590" height="264" /></p>
<p>Durante muito tempo ouvi dizer que “jornalismo bom é jornalismo isento.” Cheguei a acreditar nisso. Não sei se a imprensa mudou, ou se eu é que deixei de ser ingênua. O fato é que a ilusão do jornalismo neutro acabou para mim muito tempo atrás. Não lembro do momento exato, porém, ainda dou risadinhas amarelas quando penso na Velhinha de Taubaté, hilariante personagem de Luiz Fernando Veríssimo, que acreditava em tudo que passava na TV ou saía no jornal. De certa forma ela funcionou como um espelho nefasto para todos aqueles que, como eu, se achavam imunes às manipulações da mídia. De repente percebemos que éramos, como diria minha melhor amiga, “tão novinhos, tão tolinhos.”<span id="more-1464"></span></p>
<p>Porém, em algum canto do meu cérebro ficou a noção de que a imprensa séria trabalhava com certa neutralidade. Besteira minha, eu sei, afinal, isenção não é sinônimo de bom jornalismo. Isso é coisa de leitor bobo que quer acreditar que tem acesso à verdade. O fato é que toda notícia passa por um filtro editorial e assim caminha a humanidade. Mas isso era implícito, ninguém trombeteava tal informação. Ficava subentendido.</p>
<p>Ficava. Agora não fica mais. Outro dia chegou à minha casa uma mala direta vendendo assinaturas da revista de notícias mais lida no pais. Nela, encontrei a seguinte pérola: “Oferecer a notícia pura e simples é pouco. Para dar mais elementos para você ter a sua opinião, é preciso que os fatos cheguem selecionados e analisados, dando a dimensão de como poderão mexer com seu dia-a-dia. A notícia interpretada em todos os ângulos, está nas páginas de X.”</p>
<p>Expressões como “fatos selecionados e analisados” e “notícia interpretada” foram demais para o meu pobre coração. Ali estava uma editora assumindo abertamente que seleciona informações – baseada em seus interesses, que não são necessariamente os meus – para que eu possa ter uma opinião. Argumentando que o leitor seria beneficiado com sua interpretação das notícias, sem levar em conta que esta poderia estar em direta oposição aos princípios do próprio leitor. Uma publicidade bem ao estilo “Me engana, que eu gosto.” Parecem ter-se acabado os dias da ingênua Velhinha de Taubaté, e ressurge a mulher de malandro do velho samba de Heitor dos Prazeres e Francisco Alves. Sabemos que estamos sendo enganados, mas não nos importamos mais.</p>
<p>Entretanto, o engano não é a vocação do cristão. A Bíblia diz que “os tolos desprezam a sabedoria e a instrução” (Prov. 1:7), mas o verdadeiro conhecimento não é uma coleção de informações, e sim um conhecimento pessoal de Deus (Prov. 9:10). Se a palavra sábia é uma jóia muito mais preciosa que o ouro (Prov. 20:15), é preciso subverter a nova ordem mundial, dando valor ao que realmente tem valor. Se queremos ter sabedoria para avaliar o nosso entorno, devemos buscar direto na fonte. É Deus quem nos ensina o discernimento (Salmo 119:66) e só dEle podemos aprender qual seja a verdadeira sabedoria (Provérbios 2:6).</p>
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		<title>Música cristã no século 21: um “cântico novo” ou repetição do passado?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 23:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
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Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1370" title="d509" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/d509.jpg" alt="d509" width="590" height="264" /></p>
<p>Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, a mensagem das músicas religiosas seria, em muitos sentidos, eterna, atravessando séculos e séculos. A música, no entanto, por seu fator cultural, ficaria fora dos princípios imutáveis da Lei de Deus, e até mesmo das tradições religiosas judaico-cristãs que atravessaram os séculos.</p>
<p>Encontrei esta hipótese num  livro de Rick Warren, pastor da famosa igreja de Saddleback, nos Estados Unidos, cujo plano <span id="more-1369"></span>das 40 madrugadas de oração virou coqueluche em 9 entre 10 denominações evangélicas. Inclusive a adventista. Como? A igreja adventista, influenciada por idéias evangelísticas atuais? Advindas de outras denominações?</p>
<p>Minha ironia se justifica pela existência de um grupo, entre os adventistas, que ataca toda e qualquer música adventista que denote sofrer influência da música evangélica de outras denominações. Alguns vão mais longe, e atacam qualquer relação que a música religiosa atual tenha com as linguagens musicais do tempo presente. Esta postura, porém, parece descabida quando se faz uma análise de outros aspectos da vida religiosa.</p>
<p>Igrejas são construídas de acordo com parâmetros arquitetônicos correntes, nas escolas segue-se a filosofia da educação adventista sem perder de vista a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, os membros da igreja vestem-se de acordo com a moda atual (ainda não encontrei ninguém usando as vestimentas do século 19 que se vêem nas fotos de Ellen White), e o nosso prato vegetariano de cada dia não é mais feito em fogões a lenha, e às vezes é até mesmo descongelado em fornos de microondas.</p>
<p>Só mesmo aos músicos, é delegada a impossível tarefa de viver no século 21 de acordo com costumes de dois ou três séculos atrás. Eles devem ser capazes de desempenhar suas funções sem nenhuma relação com qualquer linguagem musical da atualidade. Parecem lhes restar apenas duas opções: a primeira, é compor e interpretar a partir de referências barrocas ou clássicas, sem qualquer relação com as linguagens musicais da nossa era. Isso corresponderia a pedir que os escritores, jornalistas e publicitários cristãos de hoje usassem o português de Camões para escrever. A outra alternativa é deixar de produzir coisas novas, abandonando a criatividade outorgada por Deus. Simplesmente continuar repetindo linguagens musicais consagradas pelo tempo – o que corresponde a cantar ad eternum as marchas do século 19 que compõem os tradicionais hinários protestantes.</p>
<p>Não me parece justo que pessoas que vivem suas vidas conforme os padrões do século 21, desejem exigir dos músicos uma existência de reclusão e eremitismo. Sim, a vida cristã hoje em dia apresenta enormes desafios. Como achar  equilíbrio entre a sobrevivência na sociedade que nos cerca, e uma vida de acordo com os padrões cristãos de comportamento? Não é uma questão de fácil resposta. Porém, o fato permanece: não há fórmulas no evangelho. Cada um deve descobrir individualmente o caminho para tornar-se mais semelhante a Jesus, já que no “grande e terrível dia do juízo,” cada um responderá da mesma forma: individualmente.</p>
<p>Todos os ministérios de hoje enfrentam, de alguma forma, o dilema que está diante dos músicos cristãos: como encontrar um equilíbrio entre cantar/tocar/compor para “judeus e não-judeus?” Esta é uma busca antiga, e diante dela o apóstolo Paulo escreveu: “E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus…. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo)…. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Cor. 9: 20-22).</p>
<p>É um desafio extraordinário, e, no entanto, discussões vazias e idéias pré-concebidas não vão ajudar no processo de supera-lo. A solução, como sempre, vem de Deus, que deixou a cada cristão a seguinte promessa: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.” (Tiago 1:5).</p>
<p>*WARREN, Rick. The Purpose Driven Life. Grand Rapids: Zondervan, 2002.</p>
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		<title>Malas: Quando a mala da viagem não é o substantivo em que você coloca as roupas, e sim o adjetivo para descrever a viagem</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 14:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Ultimamente, fazer viagens aéreas internacionais tornou-se um teste de paciência. Não sei se é todo mundo que pensa assim, afinal, talvez existam pessoas que não se importam em ficar horas na fila, naqueles labirintos de cordinhas, em que você cruza com a mesma pessoa várias vezes (na terceira você já está quase cumprimentando, perguntando como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-683" title="mala" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/mala.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Ultimamente, fazer viagens aéreas internacionais tornou-se um teste de paciência. Não sei se é todo mundo que pensa assim, afinal, talvez existam pessoas que não se importam em ficar horas na fila, naqueles labirintos de cordinhas, em que você cruza com a mesma pessoa várias vezes (na terceira você já está quase cumprimentando, perguntando como vão os filhos&#8230; ). Ou quando a sua mala é escolhida para uma verificação mais detalhada, ou seja,<span id="more-682"></span> para virar sitio arqueológico.</p>
<p>Mas, se, como eu, você se irrita com essas coisas, é preciso segurar as pontas e manter a compostura. Antes de chegar ao avião, além do check-in, você terá até três (eu disse TRÊS!) pontos de interrogatório sobre sua bagagem.</p>
<p>- Sua mala esteve com o senhor desde que chegou ao aeroporto?</p>
<p>- O senhor a manteve consigo o tempo todo?</p>
<p>- O senhor observou sua mala durante todo o tempo em que esteve no aeroporto?</p>
<p>E agora, José? Seus pensamentos estão a mil. Você está pensando em alguns momentos em que talvez, por um acaso, seu olhar tenha se desviado da mala. Aquela hora em que passou aquela atriz famosa, ou a hora em que olhou para o pão de queijo, para não morder o dedo. Talvez tenha sido só isso&#8230; Ah, não! Teve o momento em que você achou que tinha perdido o passaporte na bagagem de mão, em meio palavras cruzadas, livros, mapas, desodorante pra passar na hora em que coisa ficar complicada, iPod, bombom que a vovó mandou&#8230;</p>
<p>Existem as clássicas perguntas que exigem respostas do tipo &#8220;tolerância zero.&#8221; As companhias aéreas dizem que são necessárias por questões de segurança, mas não deixam de ser obtusas. Afinal, pra que perguntar se você tem perfume com mais de 100ml na bolsa? Não foi você que pagou o vidrão de perfume? Qual o crime de levar uma serrinha de lixar unha na bolsa? E qual é a expressão facial adequada para responder à pergunta: &#8211; A senhora está levando algum objeto explosivo?</p>
<p>- Sim. Estou levando uma bomba. Sou uma terrorista absolutamente comprometida com a verdade, por isso estou lhe contando, mesmo que coloque em risco o meu tão bem planejado atentado.</p>
<p>Como é que alguém pode achar normal fazer esta pergunta a milhares de passageiros inocentes, que nunca cometeram qualquer crime? O fato é que, por mais que dê vontade de dar uma resposta desaforada, a melhor opção ainda é morder a língua, e responder, mesmo que com cara de poucos amigos: &#8220;Não, não estou levando objetos explosivos, meu rapaz.&#8221;</p>
<p>Para alguns conhecidos meus, a pior pergunta ainda está por vir.</p>
<p>- Foi o senhor que fez sua mala?</p>
<p>- Mmm&#8230; como?</p>
<p>- A mala. Foi o senhor quem arrumou?</p>
<p>Você tenta ganhar tempo.</p>
<p>- Ahn&#8230; qual mala? Essa mala?</p>
<p>- É, senhor, que mala seria? A sua mala!</p>
<p>Você sente que o funcionário já está ficando sem paciência. E agora? Você é aquele cara que nunca aprendeu a fazer mala? Quem faz é sua mãe, ou sua mulher? Tsc tsc&#8230; Só resta assumir.</p>
<p>- Não&#8230; não fui eu. Foi minha mãe &#8211; você balbucia meio sem graça.</p>
<p>- Ah&#8230; &#8211; e, na sobrancelha franzida do funcionário, você percebe uma ponta de critica: &#8220;ah, tem curso superior, mas não sabe fazer a mala&#8221;.</p>
<p>Nada como uma viagenzinha ao exterior para testar os nervos. O que antes era chegar, entrar na fila, fazer check-in e correr pro abraço (ou, melhor, pro portão de embarque), agora virou um teste de tolerância, magnanimidade e, quem sabe, crescimento pessoal. Quem sabe você aprende a fazer a própria mala até a próxima viagem?</p>
<p>Foto de <a href="http://flickr.com/photos/george_eastman_house/" target="_blank">George Eastman House</a></p>
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		<title>Rachmaninov e o Estresse</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 14:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
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		<category><![CDATA[Regina Mota]]></category>

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		<description><![CDATA[A palavra “estresse” é um anglicismo um tanto quanto recente, mas já se tornou uma das palavras mais repetidas no dia-a-dia do brasileiro. Primeiramente há o verbo “se (sic) estressar” que é aplicável a todas as situações em que alguém se irrita ou perde a paciência com outrem, ou com alguma situação. Antigamente, as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">A palavra “estresse” é um anglicismo um tanto quanto recente, mas já se tornou uma das palavras mais repetidas no dia-a-dia do brasileiro. Primeiramente há o verbo “se <em>(sic) </em>estressar” que é aplicável a todas as situações em que alguém se irrita ou perde a paciência com outrem, ou com alguma situação. Antigamente, as pessoas perdiam a compostura, o respeito, a cortesia, a educação&#8230; Hoje em dia a gente <em>se estressa. </em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><em><o></o></em></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">A quantidade de conjugações possíveis é impressionante. Eu me estresso com a intolerância humana, tu te estressas com a carga tributária do país, ele se estressa com o chefe. Nós nos estressamos com os preços absurdos dos pedágios, vós vos estressais com os buracos nas estradas sem pedágio, e eles se estressam com os parentes abelhudos. Pela variedade da seqüência que acabei de criar, eu me atrevo a dizer que a lista é infindável.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Se não bastasse o verbo, há o substantivo, bem mais perigoso que seu colega, pois aparece em revistas, jornais, livros e palestras como o carrasco causador de inúmeras doenças. É o inimigo a ser vencido. Há livros e mais livros escritos sobre formas de lidar com o estresse. Para os que querem livrar-se dele de vez, há remédios, massagens, ginásticas, comidinhas, chazinhos, e, pasmem, até perfumes com aromas anti-estresse!<o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Mas, por que é que estamos tão estressados? E mais! A pergunta que realmente não quer calar é: por que “diachos” não conseguimos nos livrar dele de uma vez por todas? Jorge Forbes diz que “o mal chamado estresse nada mais é do que a conseqüência do medo de decidir, que provoca o empanturramento das opções.”*</span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Está aí uma palavra que diz tudo! Estamos empanturrados de alternativas às quais somos incapazes de dizer “não.” Temos medo de ser menos queridos por aqueles a quem desejamos impressionar, ou nunca mais ter aquela oportunidade, ou ainda, ser considerados incompetentes, lerdos, incapazes. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Como mudar isso? Como <em>desempanturrar</em> nossas agendas? Como aprender a selecionar algumas atividades e deixar outras de lado? Não tenho idéia, querido leitor. Mas enquanto não aprendo, recorro à musica para desestressar. Cada um tem sua própria trilha sonora anti-estresse. Eu mesma, em dias diferentes, recorro a diferentes trilhas. Hoje, porém, eu sugiro o Concerto No. 2 de Rachmaninov, para piano e orquestra. Há muitas gravações, já que esta é uma de suas obras mais conhecidas, mas as interpretações de Nelson Freire (sutil e delicada) e de Bernd Glaser (mais visceral) estão perto do meu coração, no momento.<o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o> </span><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o> </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Arial','sans-serif'">*FORBES, Jorge.<em> Você Quer o Que Deseja? </em>Ed. Best Seller, 2003.</span></p>
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		<title>A paz que você quer</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 00:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[João Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[O que o compositor evangélico João Alexandre e O Rappa têm em comum? Não tenho idéia. Provavelmente várias coisas. Talvez nada. Mas ouvindo “Muito Mais”, de João Alexandre, não consigo deixar de conjecturar sobre as similaridades entre sua linha de pensamento e as idéias encontradas na canção “Minha Alma – a paz que eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">O que o compositor evangélico João Alexandre e O Rappa têm em comum? Não tenho idéia. Provavelmente várias coisas. Talvez nada. Mas ouvindo “Muito Mais”, de João Alexandre, não consigo deixar de conjecturar sobre as similaridades entre sua linha de pensamento e as idéias encontradas na canção “Minha Alma – a paz que eu não quero,” composta por Marcelo Yuka, ex-baterista e um dos fundadores da banda carioca. As duas canções falam de uma paz que não tem nada a ver com falta de luta. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Desde os tempos do ensino básico, quando aprendemos os antônimos, a palavra paz geralmente aparece em oposição a guerra. Mas antes de chegar ao ensino médio, já sabemos que por muito menos que uma guerra perde-se a paz. Há razões de sobra. Medo de assalto, pânico de perder um ente querido, insegurança no emprego, medo do desconhecido, da solidão, de ficar sem amigos&#8230; A lista é grande. E, de repente, a palavra paz se transforma em antônimo de angústia, temor, preocupação, e sinônimo de tranqüilidade, ou, pior, acomodação. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Voltando à musica: as duas canções falam de paz, mas a forma não é nada pacífica. João Alexandre chama a atenção para a fome de pão, amor e paz que há no mundo, e questiona o tipo de cristianismo que nega a igualdade entre todos os seres humanos. Marcelo Yuka se pergunta a que preço vale conservar a paz. Afinal, quem pode encontrar paz cercado de desigualdade e injustiça por todos os lados? Que tipo de pessoa consegue se sentir em paz enquanto ignora o sofrimento alheio?<o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">“Muito mais do que ouvir, é preciso sentir&#8230; Como ouvir e negar? Somos todos mortais!” O compositor evangélico coloca o dedo na ferida. É impossível estar alheio à penúria em que vivem milhões de brasileiros. Basta olhar por cima do muro. E assumir que “as grades do condomínio,” sobre as quais escreve Yuka, na verdade podem não ser apenas proteção, e sim o que nos aliena da realidade.<o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">A questão não é ser capaz de enxergar, mas estar apto a tomar uma atitude, demonstrando amor “como Deus, que se fez como nós, se entregou e morreu.” Sair da zona de conforto e abrir mão do sossego. “Muito mais que sentir, é preciso lutar.” E aí está aquela palavra de novo. Mas o assunto não era paz? Pois é; acontece que tem gente lutando por paz. E nem sempre é a luta metafórica do esforço, ou do empenho por um objetivo, mas a luta armada mesmo, fazendo guerra para alcançar a paz. O maior de todos os contra-sensos. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Para quem busca a paz, aquela paz de verdade mesmo, é importante não condescender com a acomodação. Como diz a canção dO Rappa, “paz sem voz não é paz. É medo.” Se cremos que perante Deus somos todos iguais, é preciso lutar contra a injustiça, estender a mão e repartir o pão. Agindo assim, estaremos, nas palavras de João Alexandre, “transformando a fé numa grande missão.” <o></o></span></p>
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		<title>estrelas de acuípe</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 19:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Regina Mota]]></category>

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		<description><![CDATA[(dedicado aos componentes do coral unasp que também viram as estrelas de acuípe na turnê 2005)


todas as noites surgem estrelas
para iluminar o céu que nos cobre,
mas nem sempre com a intensidade
das estrelas de acuípe.
aqui elas são como furos na lona celeste,
cada uma apagando um pouco do escuro
e contando um pouco do claro
que vai nascer no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>(dedicado aos componentes do coral unasp que também viram as estrelas de acuípe na turnê 2005)</address>
<p><code><br />
</code><br />
todas as noites surgem estrelas<br />
para iluminar o céu que nos cobre,<br />
mas nem sempre com a intensidade<br />
das estrelas de acuípe.<br />
aqui elas são como furos na lona celeste,<br />
cada uma apagando um pouco do escuro<br />
e contando um pouco do claro<br />
que vai nascer no dia seguinte.<br />
na claridade, a inquietação se esconde;<br />
de dia, não se sente tanto o frio na barriga.<br />
por isso eu amo as noites de acuípe;<br />
elas são quase dia, e a luz dos astros<br />
espanta parte do pânico de quem percebe<br />
ter uma alma feita de escuridão<br />
onde não brilham estrelas.<br />
aqui, eu olho para o céu e fico desejando<br />
que acenda-se uma Luz na noite da alma<br />
e ela finalmente se torne como<br />
uma noite estrelada em acuípe.</p>
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