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	<title>éoqhá &#187; Reflexões</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>amarração para o amor</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 19:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Cavalcanti</dc:creator>
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Outro dia desses estava dirigindo quando meus olhos focaram em um cartaz colado em um poste de uma movimentada avenida de São Paulo. Seus dizeres eram: Amarração para o amor: trago seu amor ao seus pés &#8211; mesmo que seja comprometido. A força dessas palavras desencadeou um turbilhão de pensamentos desconexos e confusos. Por um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1420" title="6f231" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/05/6f231.jpg" alt="6f231" width="590" height="264" /></p>
<p>Outro dia desses estava dirigindo quando meus olhos focaram em um cartaz colado em um poste de uma movimentada avenida de São Paulo. Seus dizeres eram: Amarração para o amor: trago seu amor ao seus pés &#8211; mesmo que seja comprometido. A força dessas palavras desencadeou um turbilhão de pensamentos desconexos e confusos. Por um lado, a promessa do cartaz parecia ser convidativa, especialmente para as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> que amam alguém e não são correspondidas. Por outro lado, o que é mesmo o amor? É algo fabricado? Podemos embrulhá-lo em um pacote bonito e comprá-lo como se fosse um produto? Existe um preço que possa ser pago em troca do verdadeiro amor?<span id="more-1419"></span></p>
<p>Para organizar minhas ideias decidi descrever o que é o amor romântico aos olhos das <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>. Sei que existem diversos tipos de amor (entre pais e filhos, irmão, amigos) mas meu foco foi colocado no amor romântico, aquele prometido no cartaz. Lembrei de filmes, músicas, programas de <a href="http://eoqha.net/tag/tv/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with TV">TV</a>, livros e todo tipo de referências que pudessem me ajudar a entender como o amor é apresentado hoje. Depois elaborei uma lista com as principais palavras que vieram a minha mente: sentimento, prazer, felicidade, atração, satisfação, frio na barriga, paixão, sexo, companheirismo, ciúmes, desejo. Lembrei de casais famosos da <a href="http://eoqha.net/tag/historia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with História">história</a>, da literatura, da mitologia, das ciências, das artes e como suas histórias retratam um amor que é a expressão das palavras acima &#8211; Marco Antonio &amp; Cleopatra, Zeus (Júpiter) &amp; Hera (Juno), Tristão &amp; Isolda, Romeu &amp; Julieta, Rhett Butler &amp; Scarlet O’Hara&#8230;</p>
<p>O próximo passo foi comparar esse tipo de amor com aquele descrito em Coríntios 13:4-8</p>
<p>“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a <a href="http://eoqha.net/tag/verdade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with verdade">verdade</a>; O amor jamais acaba.”</p>
<p>Foi nesse momento que percebi como nossa visão de amor é diferente da visão de Deus. Percebi que nossa compreensão de amor é deturpada. Usamos o amor como um produto. Uma pessoa promete amar a outra se receber algumas coisas em troca. Quando isso não ocorre o amor acaba e o natural é buscar um novo amor. Quando esse amor não é correspondido ainda existe a possibilidade de tentar a amarração para o amor. Essa me parece ser uma opção desesperada para suprir o desejo egoísta de alguém!</p>
<p>Quanta diferença do amor sofredor, benigno, que não se irrita e que jamais acaba! Quanta diferença do amor que Deus quer colocar em nosso coração. A Bíblia fala que DEUS é amor. Sem Ele não é possível que experimentemos um amor tão profundo que jamais. Sem Ele, nosso amor não passa de um produto que procuramos nas prateleiras da vida para de suprir os nossos desejos egoístas.</p>
<p>Meu desejo sincero é que você tenha a chance de experimentar o amor verdadeiro que Deus deseja colocar em seu coração. Esse amor muitas vezes é acompanhado por sofrimentos e provas. Mas é um amor insuperável pois permite que tenha a segurança que seria capaz de dar a vida por alguém que faria o mesmo por você. Isso não tem preço!</p>
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		<title>coração</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 20:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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&#8220;cria em mim um coração puro, ó Deus&#8221; (salmo 51:10).
hoje não tenho muitas palavras. só uma oração.. das páginas da bíblia, guardo com cuidado especial os capítulos protagonizados por davi. suas vitórias e quedas, sua coragem e suas fugas, seus amores e guerras, suas orações, suas canções &#8211; cada uma dá cor peculiar ao quadro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1406" title="61b51" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/05/61b51.jpg" alt="61b51" width="590" height="264" /></p>
<p>&#8220;cria em mim um coração puro, ó Deus&#8221; (salmo 51:10).</p>
<p>hoje não tenho muitas palavras. só uma oração.. das páginas da bíblia, guardo com cuidado especial os capítulos protagonizados por davi. suas vitórias e quedas, sua coragem e suas fugas, seus amores e guerras, suas orações, suas canções &#8211; cada uma dá cor peculiar ao quadro mais amplo da vida daquele a quem o próprio Deus chama &#8220;homem segundo meu coração&#8221; (atos 13:22).<span id="more-1404"></span></p>
<p>numa das cenas mais escuras, num dos dias mais vazios, sobe ao céu uma oração. um pedido angustiado, de quem pecou e simplesmente quer uma nova vida &#8211; um novo coração. mas há nestas palavras uma força escondida. davi pede: &#8220;cria em mim, Deus&#8221;.. mas o verbo &#8220;criar&#8221; usado aqui não é um verbo qualquer. é o <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> barah &#8211; que indica um ato exclusivo de Deus, uma criação a partir do nada. o rei davi toma emprestada a mesma expressão do gênesis para descrever a criação necessária em sua existência.</p>
<p>talvez hoje ao olhar para sua vida tudo que veja seja um emaranhado de escolhas erradas e consequências traumáticas. talvez relacionamentos errados, decisões impensadas tenham roubado a luz e a forma de alguns sonhos seus. talvez esses últimos dias estejam passando meio lentos, sob o peso de uma culpa, sem forma e vazios. lembre que uma única palavra de Deus pode transformar as coisas.. a mesma palavra que trouxe todas as formas e cores, todos os sons e sabores à existência, pode criar uma nova experiência, pode dar um novo sentido ao nada que somos.</p>
<p>oro para que hoje você experimente recriação em cristo e sinta mais uma vez a alegria da salvação.</p>
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		<title>guerra 2/2</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/guerra-22/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 18:14:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
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lembra-se da estória de lucas e márcio? (clique para ler a parte 1/2) é realmente uma árdua tarefa  julgar qual dos dois obteve maior vitória sobre a tentação. talvez porque isto seja de responsabilidade exclusiva de Deus, e Ele provavelmente pouco se importe com medida e tamanho,  desde que seja vitória.
no entanto, façamos uma reflexão: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1410" title="e2a3" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/05/e2a3.jpg" alt="e2a3" width="590" height="264" /></p>
<p>lembra-se da estória de lucas e márcio? (<a href="http://eoqha.net/reflexoes/guerra-12/" target="_blank">clique para ler a parte 1/2</a>) é realmente uma árdua tarefa  julgar qual dos dois obteve maior vitória sobre a tentação. talvez porque isto seja de responsabilidade exclusiva de Deus, e Ele provavelmente pouco se importe com medida e tamanho,  desde que seja vitória.</p>
<p>no entanto, façamos uma reflexão: que tipo de vitória Deus deseja realmente que tenhamos sobre o <a href="http://eoqha.net/tag/pecado/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pecado">pecado</a>?<span id="more-1409"></span></p>
<p>lucas lutou e relutou contra principados e potestades, permitiu por breves momentos que a carne, sua natureza pecaminosa, assumisse o controle. márcio, por sua vez, apenas olhou o mesmo cenário e seguiu seu caminho, como se aquele universo pintado de cores atraentes aos olhos e sentidos, já não o atraísse mais e não fizesse mesmo o menor sentido.</p>
<p>a vitória contra a tentação é antecipada. guerra se vence com planejamento e estratégia. só resiste e permanece até que o inimigo fuja, aquele que se preparou para o combate. a vitória que Deus quer estender a nós, através da ação silenciosa do Espírito Santo, é a vitória não das ações, mas das intenções. não apenas do <a href="http://eoqha.net/tag/pecado/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pecado">pecado</a> que cometemos, mas do <a href="http://eoqha.net/tag/pecado/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pecado">pecado</a> que somos.</p>
<p>aquilo que antes nos tentava, já não exerce mais poder sobre nós. possuímos agora a mente de Cristo, nascemos para uma vida de luz, somos nova criatura quando Nele nos encontramos. nossa vida não é mais guiada por desejos egoístas em busca de mera satisfação da vontade carnal, mas é a vontade Dele que assume e comanda a nossa. é o Espírito Dele que habita e comunica poder. é Ele quem nos dá novo coração a medida que nos sujeitamos.</p>
<p>este é o processo das vitórias santificadoras. um passo por dia até que como paulo possamos afirmar:  &#8220;já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim.&#8221;</p>
<p>encerro com uma boa e velha frase clichê: &#8220;não há vitória sem sacrifício&#8221;. vale lembrar que este sacrifício não é requerido de nós, mas Cristo é o sacrifício perfeito e suficiente que nos faz triunfar sobre o inimigo. Cristo, nossa vitória plena, sempre ao alcance de uma oração sincera e silenciosa.</p>
<p>Nele, como diria um grande amigo, descanse.</p>
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		<title>Música cristã no século 21: um “cântico novo” ou repetição do passado?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 23:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
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Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1370" title="d509" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/d509.jpg" alt="d509" width="590" height="264" /></p>
<p>Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, a mensagem das músicas religiosas seria, em muitos sentidos, eterna, atravessando séculos e séculos. A música, no entanto, por seu fator cultural, ficaria fora dos princípios imutáveis da Lei de Deus, e até mesmo das tradições religiosas judaico-cristãs que atravessaram os séculos.</p>
<p>Encontrei esta hipótese num  livro de Rick Warren, pastor da famosa igreja de Saddleback, nos Estados Unidos, cujo plano <span id="more-1369"></span>das 40 madrugadas de oração virou coqueluche em 9 entre 10 denominações evangélicas. Inclusive a <a href="http://eoqha.net/tag/adventista/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Adventista">adventista</a>. Como? A igreja <a href="http://eoqha.net/tag/adventista/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Adventista">adventista</a>, influenciada por idéias evangelísticas atuais? Advindas de outras denominações?</p>
<p>Minha ironia se justifica pela existência de um grupo, entre os adventistas, que ataca toda e qualquer música <a href="http://eoqha.net/tag/adventista/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Adventista">adventista</a> que denote sofrer influência da música evangélica de outras denominações. Alguns vão mais longe, e atacam qualquer relação que a música religiosa atual tenha com as linguagens musicais do tempo presente. Esta postura, porém, parece descabida quando se faz uma análise de outros aspectos da vida religiosa.</p>
<p>Igrejas são construídas de acordo com parâmetros arquitetônicos correntes, nas escolas segue-se a filosofia da educação <a href="http://eoqha.net/tag/adventista/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Adventista">adventista</a> sem perder de vista a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, os membros da igreja vestem-se de acordo com a moda atual (ainda não encontrei ninguém usando as vestimentas do século 19 que se vêem nas fotos de Ellen White), e o nosso prato vegetariano de cada dia não é mais feito em fogões a lenha, e às vezes é até mesmo descongelado em fornos de microondas.</p>
<p>Só mesmo aos músicos, é delegada a impossível tarefa de viver no século 21 de acordo com costumes de dois ou três séculos atrás. Eles devem ser capazes de desempenhar suas funções sem nenhuma relação com qualquer linguagem musical da atualidade. Parecem lhes restar apenas duas opções: a primeira, é compor e interpretar a partir de referências barrocas ou clássicas, sem qualquer relação com as linguagens musicais da nossa era. Isso corresponderia a pedir que os escritores, jornalistas e publicitários cristãos de hoje usassem o português de Camões para escrever. A outra alternativa é deixar de produzir coisas novas, abandonando a criatividade outorgada por Deus. Simplesmente continuar repetindo linguagens musicais consagradas pelo tempo – o que corresponde a cantar ad eternum as marchas do século 19 que compõem os tradicionais hinários protestantes.</p>
<p>Não me parece justo que pessoas que vivem suas vidas conforme os padrões do século 21, desejem exigir dos músicos uma existência de reclusão e eremitismo. Sim, a vida cristã hoje em dia apresenta enormes desafios. Como achar  equilíbrio entre a sobrevivência na sociedade que nos cerca, e uma vida de acordo com os padrões cristãos de comportamento? Não é uma questão de fácil resposta. Porém, o fato permanece: não há fórmulas no evangelho. Cada um deve descobrir individualmente o caminho para tornar-se mais semelhante a Jesus, já que no “grande e terrível dia do juízo,” cada um responderá da mesma forma: individualmente.</p>
<p>Todos os ministérios de hoje enfrentam, de alguma forma, o dilema que está diante dos músicos cristãos: como encontrar um equilíbrio entre cantar/tocar/compor para “judeus e não-judeus?” Esta é uma busca antiga, e diante dela o apóstolo Paulo escreveu: “E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus…. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo)…. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Cor. 9: 20-22).</p>
<p>É um desafio extraordinário, e, no entanto, discussões vazias e idéias pré-concebidas não vão ajudar no processo de supera-lo. A solução, como sempre, vem de Deus, que deixou a cada cristão a seguinte promessa: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.” (Tiago 1:5).</p>
<p>*WARREN, Rick. The Purpose Driven Life. Grand Rapids: Zondervan, 2002.</p>
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		<title>perder para ganhar</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 23:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Cavalcanti</dc:creator>
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<p class="MsoNormal"><img class="size-full wp-image-1363 alignnone" title="51831" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/51831.jpg" alt="51831" width="590" height="264" /></p>
<p>No canal &#8220;People and Arts&#8221; da TV a cabo existe um reality show chamado &#8220;Perder para Ganhar”. No programa um grupo de <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> obesas se dispõe a perder peso com o objetivo de ganhar uma alta quantia em dinheiro e, obviamente, melhorar a qualidade de vida e saúde. Confesso que fico impressionada ao ver a determinação dos participantes correndo na esteira, fazendo musculação e suando frio para não ceder às inúmeras tentações a que são submetidos: sorvete, hambúrguer, chocolate, torta&#8230;</p>
<p>No jogo quem perde mais peso é o campeão. Esse programa me fez pensar nas perdas da vida.<span id="more-1362"></span></p>
<p>Digo isso porque em um momento ou outro perdemos algo que valorizamos muito: um(a) namorado(a), um emprego, dinheiro, a saúde, uma oportunidade, a vida de alguém que amamos muito, a esperança, a paz&#8230; Quando nos deparamos com essas perdas como reagimos? Será que na vida real quando perdemos na <a href="http://eoqha.net/tag/verdade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with verdade">verdade</a> estamos ganhando?</p>
<p>Não posso falar por você, caro leitor, mas quando olho para minha vida posso dizer que quando deixamos Deus guiar cada passo até as perdas se transformam em vitórias. Talvez seja difícil entender e aceitar de imediato. Ninguém gosta de perder. Provavelmente precisaremos ter paciência para deixar o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">Senhor</a> atuar e nos mostrar o que iremos ganhar com aquela perda. Mas acredito, pela fé, que se estivermos nas mãos do <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">Senhor</a> sempre seremos vencedores. Pode ser que o namorado(a), emprego e dinheiro não sejam recuperados. Mesmo assim, pela fé devemos acreditar que <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">Senhor</a> é capaz de, por meio dessa perda, nos dar coisas bem melhores: um marido/esposa, uma ocupação que nos realize, a provisão para nossas necessidades verdadeiras.</p>
<p>A certeza que nosso Pai do Céu está no controle de tudo possibilita que nossas perdas sejam apenas uma ponte que nos levará para algo ainda melhor preparado por Ele. A confiança no Deus que tudo pode é a chave para nunca perdermos a esperança e a paz. É o segredo para lembrarmos, mesmo em meio às grandes perdas, que em breve Ele irá cumprir a sua maior promessa:</p>
<p>“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:4</p>
<p>Quando você perder olhe para cima. Sinta o abraço de Deus. Confie que Ele tudo pode! Em Deus você já é um vencedor!</p>
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		<title>a adolescentização da música cristã</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 17:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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Para Edgar Morin, o surgimento da ética da adolescência firma valores e aponta um estilo de vida próprio. Isso não é ruim. Afinal, passaram-se milênios tratando a criança e o adolescente como um adulto em miniatura e agora que lhes dão vez reclamam da sua voz. Entretanto, a sociedade de consumo tem se modelado pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1342" title="61991" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/61991.jpg" alt="61991" width="590" height="264" /></p>
<p>Para Edgar Morin, o surgimento da ética da adolescência firma <a href="http://eoqha.net/tag/valores/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Valores">valores</a> e aponta um estilo de vida próprio. Isso não é ruim. Afinal, passaram-se milênios tratando a criança e o adolescente como um adulto em miniatura e agora que lhes dão vez reclamam da sua voz. Entretanto, a sociedade de consumo tem se modelado pelas aspirações do arquétipo do imaginário da juventude: imediatismo, pouco senso de historicidade, vontade de transgredir e preferência pela cultura do lazer.</p>
<p>A renovada música cristã não ficou imune a essas mudanças e a adolescentização cultural também passa pelas suas formas de composição e divulgação. O gospel tem mirado preferencialmente o público jovem, alvo também da indústria do entretenimento midiático.<span id="more-1322"></span></p>
<p>Os cantores gospel tendem a reconfigurar os hinos da tradição cristã de uma maneira que, supostamente, a juventude irá preferir, numa tendência de formatar um evangelismo digerível para as faixas etárias juvenis. Porém, essa releitura musical tem se pautado primordialmente por estilos do pop dançante. Como exemplo secular, cito aquela propaganda de refrigerante que faz um arranjo estridente de pop/rock para a belíssima e serena What a Wonderful World (a versão clássica tem a voz rouca de Louis Armstrong, lembrou?). Nos círculos musicais evangélicos, a interpretação dos clássicos submeteu-se a retórica do grito, do ruído e da velocidade.</p>
<p>Afim de não perder o público jovem, os programas gospel de rádio e TV mimam-no com cantilenas pop para ouvir no som do carro. Além disso, as novíssimas canções (e alguns novos cantores) vêm e vão semelhantemente à fama transitória da indústria musical pop. Não há, também, resenhas e críticas em revistas ou sites que apontem excessos ou mercantilização, pois &#8220;tudo serve para evangelizar e salvaguardar o jovem crente do mundo&#8221;.</p>
<p>Não estou dizendo que os hinários não contenham algumas melodias esquecíveis e letras empostadas que não falam ao espírito moderno e muito menos quero dizer que o melhor da música cristã foi composto há 150 anos ou que não há lugar para letras simples e facilmente memorizáveis. Nenhum repertório geral está consolidado para sempre. Por outro lado, é bom refletirmos sobre os recentes critérios de elaboração musical que têm reduzido a música sacra a conceitos individualistas de gosto e têm transformado o fator inovação em uma banalizada estratégia de marketing.</p>
<p>Assim como a superficialidade poética tem substituído a densidade teológica e a teatralidade gestual tem se tornado uma marca pessoal do cantor evangélico, os esforços de comunicar-se com a juventude, se podem dar sentido e relevância aos conteúdos bíblicos tradicionais, em algumas situações têm se deixado modelar pelos estereótipos da indústria do pop adolescente.</p>
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		<title>guerra 1/2</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 15:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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&#8220;não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.&#8221; &#62; 1 coríntios 10.13

lucas e márcio não se conheciam. os dois haviam recentemente se tornado cristãos e antes da conversão possuiam um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1346" title="f230" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/f230.jpg" alt="f230" width="590" height="264" /></p>
<p><span style="font-family: trebuchet ms;"><span style="font-weight: bold;"><span style="font-size: 100%;">&#8220;não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.&#8221; &gt; 1 coríntios 10.13<br />
</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: trebuchet ms;">lucas e márcio não se conheciam. os dois haviam recentemente se tornado cristãos e antes da <a href="http://eoqha.net/tag/conversao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Conversão">conversão</a> possuiam um estilo de vida muito semelhante: eram apaixonados pelos prazeres da noite. conheciam os melhores locais para dança, paquera e entretenimento da <a href="http://eoqha.net/tag/cidade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with cidade">cidade</a>. quem é jovem e não tem um amigo assim? aquele que de quinta a domingo desaparece, conhece algum?</span></p>
<p>ao aceitarem Jesus Cristo como Salvador pleno, realizaram uma drástica mudança de direção no comportamento. converteram todos os caminhos e gostos pessoais para Aquele que os chamara pendurado numa cruz. <span id="more-1344"></span>eram recém batizados, desfrutavam das delícias do primeiro amor, amor este que os constrangia a não mais seguir seu próprio coração falho e enganoso, mas a submeterem-se espontaneamente ao senhorio deste Redentor Maravilhoso.</p>
<p>certa noite lucas caminhava próximo a uma das ruas mais movimentadas onde costumava frequentar danceterias. ele era do tipo descolado que conhecia grande parte dos frequentadores e funcionários das diversas casas. ouvir o atraente som da batida eletrônica era suficiente para despertar em lucas os desejos de um passado nada distante que o satisfizera momentaneamente. e foi assim que se aproximou apenas para olhar o ambiente, como dizem por aí, &#8220;<span style="font-style: italic;">ver apenas o que estava rolando</span>&#8220;. ao fazer, deparou-se com amigos antigos que insistentemente o convidavam a largos sorrisos sinceros. lucas acenou e titubeou. puxou assunto com o segurança sobre a música da noite, se a casa andava cheia, etc.. logo sentiu uma forte impressão espiritual e se afastou para pensar.</p>
<p>a velha história das vozes na mente e dos anjinhos disputando decisões, começou a fazer sentido e se concretizar naquele momento. pensou consigo: <span style="font-style: italic;">&#8220;não posso, isso é vazio demais, mentiroso, eu já provei de tudo, conheço os passos do jogo, sei onde isso vai parar&#8221;</span>. a música tocando neste momento fora sua predileta. aproximou-se novamente, acenou para os amigos como se estivesse aguardando alguém, foi até o guichê de entrada, parou na fila apenas para ouvir mais de perto a canção.</p>
<p>novamente anjinhos, vozes, dúvida, impressão espiritual, <span style="font-size: 130%;">a guerra estava travada</span>. os poucos minutos de dúvida pareciam-lhe eternos. lucas sentia-se angustiado simplesmente por permitir-se ter saudade. mais triste ainda era ouvir a canção e reviver o mesmo prazer passeando pelo corpo, as imagens passadas tomando conta da mente. lucas decidiu entrar.</p>
<p>no guichê foi recebido com espanto: <span style="font-style: italic;">&#8220;lucas!!! quanto <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a>, como está? escolheu a melhor noite para voltar querido, vou te colocar no vip pelo preço de pista&#8230;&#8221;</span>. as palavras da atendente pareciam não fazer sentido. sorriu disfarçadamente agradecendo e sem graça despediu-se com uma pulseira nas mãos. aparentemente a luta havia encerrado, lucas decidira entrar e sentir novamente tudo o que havia abandonado por Cristo, mas em seu coração apertado, dividido e temeroso, sabia não estar fazendo a vontade de Deus. lembrava-se de versos e canções que aprendera na igreja, a companhia dos anjos de luz, a cena de Cristo no calvário, luta, luta, luta.</p>
<p>desesperado correu com a pulseira na mão enquanto lágrimas escorriam-lhe pela face. <span style="font-weight: bold;">por que era tão difícil vencer?</span> como num surto repentino não mais hesitou. neste momento a música parecia-lhe mais alta, os sorrisos mais atraentes, as mulheres e os sabores mais vivos na mente. lucas então rasgou a pulseira e caminhou em direção oposta até que o som cessou. ainda atordoado e ressentido pela luta, sentia-se vitorioso e grato a Cristo e ao Espírito Santo pelo incansável trabalho em sua vida.</p>
<p>a cena de márcio é muito semelhante. na mesma noite em que lucas caminhava por ali, ele também caminhava. a música era a mesma, os colegas e funcionários, as mulheres, as cores, tudo era igual. a diferença é que márcio olhou para tudo aquilo, parou por alguns segundos, sorriu indecifradamente e continuou caminhando em direção a sua casa.</p>
<p>pergunta: <span style="font-weight: bold;">qual dos dois obteve maior vitória?</span></p>
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		<title>grito</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 07:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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&#8220;aí jesus deu um grito forte e morreu&#8221; (marcos 15:37 ntlh).
não há um jeito mais humano de morrer &#8211; um grito. na cruz, os lábios que só conheciam benção, louvor e cura são de repente violados por um grito &#8211; expressão que ultrapassa as barreiras do tempo, do espaço, da linguagem, e comunica mais que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 85%;"><em><img class="aligncenter size-full wp-image-1235" title="grito" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/grito.jpg" alt="grito" width="590" height="264" /></em></span></span></p>
<p style="text-align: left;">&#8220;aí jesus deu um grito forte e morreu&#8221; (marcos 15:37 ntlh).</p>
<p style="text-align: left;">não há um jeito mais humano de morrer &#8211; um grito. na cruz, os lábios que só conheciam benção, louvor e cura são de repente violados por um grito &#8211; expressão que ultrapassa as barreiras do tempo, do espaço, da linguagem, e comunica mais que as próprias palavras.</p>
<p>sombras intrusas roubam as cores do espetáculo sinistro que toma lugar. escuridão.. se em seu nascimento houvera luz à meia-noite, em sua morte há trevas ao meio-dia. ausência de luz, denunciando a ausência do pai. e um grito de dor. nada poderia feri-lo com maior intensidade do que a estranha sensação de abandono do céu.</p>
<p>o quadro romântico que os artistas pintaram ao longo da <a href="http://eoqha.net/tag/historia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with História">história</a> não passa de uma fórmula adulterada da cena vexatória protagonizada por um homem nu. <span id="more-1234"></span>na bíblia, nudez é um símbolo de <a href="http://eoqha.net/tag/pecado/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pecado">pecado</a>. onde há nudez, há <a href="http://eoqha.net/tag/pecado/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pecado">pecado</a>. foi assim no éden, na criação, quando o primeiro casal pecou. foi assim depois do dilúvio, na recriação, quando noé pecou. é assim na mensagem profética para a última igreja, nas cartas do apocalipse. o mesmo aconteceu na cruz.. ali, sobre dois toscos pedaços de madeira, toda vergonha do <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a> repousava num só homem. Deus estava nu. em cristo, Deus tomou nosso <a href="http://eoqha.net/tag/pecado/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pecado">pecado</a>. carregou todas as vergonhas consigo, mas nem sequer uma delas era sua. era peso demais. era estranho demais.</p>
<p>e um grito cortou o coração da mãe, sangrou o coração do pai, mas dividiu a <a href="http://eoqha.net/tag/historia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with História">história</a> em duas. um grito rasgou o diafragma do <a href="http://eoqha.net/tag/pecado/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pecado">pecado</a> e alcançou o céu, para dar sentido a todos os gritos de quem se sente perdido, mas não encontra em si meios de salvação.</p>
<p>as dores de cristo são a cura para cada alma perdida. o grito da cruz é a melodia do céu, é a canção dos salvos. que esse grito encontre eco em seu coração hoje. que você encontre vida em cristo.<br />
<span style="font-size: 78%;"><br />
</span><br />
e descanse.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>feriado</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 03:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
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&#8220;Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.&#8221; I Cor. 5:7
sexta passada eu estava num pequeno povoado em minas gerais quando me deparei com uma romaria. nunca havia presenciado um grupo de religiosos em sua peregrinação devocional e olhando para eles, me lembrei dos sentidos deste feriado singular.
curioso como nestes dias a religiosidade aflora e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1257" title="01be2" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/01be2.jpg" alt="01be2" width="590" height="264" /></p>
<p>&#8220;Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.&#8221; I Cor. 5:7</p>
<p>sexta passada eu estava num pequeno povoado em minas gerais quando me deparei com uma romaria. nunca havia presenciado um grupo de religiosos em sua peregrinação devocional e olhando para eles, me lembrei dos sentidos deste feriado singular.</p>
<p>curioso como nestes dias a religiosidade aflora e o comércio se intensifica. enquanto a maior preocupação de alguns é <span id="more-1258"></span>escolher o modelo do pagão ovo de chocolate para amigos e familiares, outros tantos se sacrificam em dolorosa jornada de dias de estradas empoeiradas e noites mal dormidas para pagar alguma promessa.</p>
<p>realmente o verdadeiro sentido da páscoa se perdeu em algum momento.</p>
<p>enquanto tantos pagam promessas, Ele é nossa promessa paga com sangue.<br />
enquanto alguns se sacrificam por Cristo, Ele é o sacrifício por nós.<br />
enquanto sangue escorre de joelhos sinceros, é no sangue dEle que temos real libertação e remissão de pecados.</p>
<p>lembre-se que acima da completa designificação e do despropósito simbólico, enquanto você lê este texto, o mesmo sangue que libertou Israel no passado e trouxe esperança de vida eterna a todo o universo, através do Cordeiro estendido na cruz, está a disposição, neste exato momento, de romeiros, pagãos, <a href="http://eoqha.net/tag/judeus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Judeus">judeus</a> e cristãos.</p>
<p>apodere-se pela fé da verdadeira Páscoa e como diria um grande amigo: descanse, afinal, hoje (também) é feriado.</p>
<p>&#8220;se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue, tem a vida eterna.&#8221; joão 6:53-54</p>
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		<title>êxodo</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/exodo/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 14:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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para alguns estudiosos, êxodo é o primeiro dos livros da bíblia. não o mais antigo. não o mais carregado de teologia, mas um ponto alto, em que o tema redenção é tocado pela primeira vez de maneira mais clara. se o Deus do gênesis é o Deus que cria, o do êxodo é o Deus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1226" title="candido" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/03/candido.jpg" alt="candido" width="590" height="264" /></p>
<p>para alguns estudiosos, êxodo é o primeiro dos livros da bíblia. não o mais antigo. não o mais carregado de teologia, mas um ponto alto, em que o tema redenção é tocado pela primeira vez de maneira mais clara. se o Deus do gênesis é o Deus que cria, o do êxodo é o Deus que liberta. se o gênesis é o livro dos começos, o êxodo é o livro dos recomeços.</p>
<p>é no contexto do êxodo que o relato da <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a> é dado. o começo encontra seu eco no recomeço. aliás, que sentido faria relembrar o início, se nossa existência estivesse fadada ao cativeiro do primeiro final? parece que tão importante quanto lembrar como tudo começou é saber que para cada caos de uma vida vazia Deus tem um jeito de recomeçar. talvez por isso, no antigo testamento, Deus seja chamado apenas seis vezes &#8220;o Deus que criou&#8221;, e trinta e duas &#8220;o Deus que libertou do egito&#8221;.<span id="more-1225"></span></p>
<p>um dia, lá do egito, alguém gritou. já não aguentava mais o peso da desesperança. e Deus ouviu o clamor, o choro, o grito. a palavra hebraica para clamor aqui é sa&#8217;aq. é uma expressão de dor. é o grito de quem está ferido. alguns linguístas consideram essa palavra uma das mais fortes no idioma hebraico. é um clamor de agonia que só nasce na voz de um desesperado. sa&#8217;aq é também a interrogação que surge da dor. mais que um &#8220;ai! tá doendo!&#8221;, é um &#8220;será que ninguém está vendo meu sofrimento?&#8221; os israelitas estavam oprimidos, desesperados e quando clamaram, Deus ouviu. ele sempre ouve.</p>
<p>interessante.. um choro abre a história. um choro é a causa, a razão, o motivo que faz o céu se mover. mas Deus não é só de ouvir. ele age. o êxodo nos revela como Deus responde ao choro de um filho seu &#8211; recomeço. para israel ele tinha liberdade &#8211; uma nova casa, um novo rumo, um novo sonho.</p>
<p>talvez hoje você viva o pedaço estranho da vida que separa os finais dos novos começos. quando os meios se quebram. quando as buscas só encontram impossibilidade. quando as capacidades encontram limite. quando as portas se fecham. quando tudo que se pode fazer é chorar.. talvez seja este o momento ideal para a ação divina. Deus conhece caminhos, espaços, saídas, respostas escondidos pelas esquinas escuras dos finais inevitáveis de nossa existência. Deus é o mestre na arte de transformar choro em redenção.</p>
<p>talvez hoje você chore sob a pena de uma dúvida, uma dívida, um medo, uma perda, uma crise, uma dor, ou simplesmente solidão. talvez hoje você chore um final.. que o seu choro abra espaço para a mão de Deus agir em sua história. talvez seja hora de recomeçar.</p>
<p>descanse.</p>
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		<title>cântico dos cânticos &#8211; busca e encontro</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/cantico-dos-canticos-busca-e-encontro/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 13:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto pessoas no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1218" title="love" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/03/love.jpg" alt="love" width="590" height="264" /></p>
<p>poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto pessoas no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas que shir hashirim (heb) é o santo dos santos.</p>
<p>os próximos tópicos meus serão no sentido de tratar algumas nuances da poesia e do tema deste livro de poesia hebraica bíblica. sem entrar no mérito da autoria (alguns colocam Salomão, outros refutam), a voz principal é feminina. é a ela que conduz a his(es)tória. as ações masculinas são apenas respostas a busca empreendida pela mulher &#8220;queimada de sol&#8221;. ela sabe o que quer e busca até achar. com certeza, um belo referencial até hoje.</p>
<h3>Busca e Encontro</h3>
<p>cântico dos cânticos é construído em cima de uma tensão constante: a busca pelo ser amado. desde o início até o fim, a mulher parte em uma jornada de encontros e desencontros (sei que já existe um <a href="http://eoqha.net/tag/filme/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with filme">filme</a> com esse nome). os encontros são marcados por forte linguajar erótico, enquanto os desencontros evidenciam angústia, sempre por parte do personagem feminino. somente no fim o personagem masculino parece evocar e exigir a presença da amada.<span id="more-1217"></span></p>
<p>para o poeta de shir hashirim, o amor é uma eterna busca.</p>
<p>dentre as muitas conclusões/reflexões possíveis, uma é que o amor não se acomoda e ao passo em que prevê liberdade de ir e vir, demonstra o desejo incessante de proximidade física. amar é buscar estar junto ainda quando distante.</p>
<p>aproveitando o dia, o espírito do sábado é basicamente o mesmo: buscar proximidade de D-S, mesmo estando muito distante dELE!</p>
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		<title>antídoto</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/antidoto/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 12:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cléderson Perez</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cegueira]]></category>
		<category><![CDATA[gênesis]]></category>
		<category><![CDATA[problema]]></category>

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		<description><![CDATA[
nós, seres humanos, temos uma visão tão limitada da realidade que frequentemente perdemos a confiança em D-s e tentamos resolver todos os nossos problemas sem ele. acontece comigo toda hora. aconteceu com adão e eva no jardim do éden, quando, ao se sentirem nus, confeccionaram roupas com folhas de figueiras (gênesis 3:7). só que logo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1221" title="antidoto" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/03/antidoto.jpg" alt="antidoto" width="590" height="264" /></p>
<p>nós, seres humanos, temos uma visão tão limitada da realidade que frequentemente perdemos a confiança em D-s e tentamos resolver todos os nossos problemas sem ele. acontece comigo toda hora. aconteceu com adão e eva no jardim do éden, quando, ao se sentirem nus, confeccionaram roupas com folhas de figueiras (gênesis 3:7). só que logo percebemos que nossos esforços são vãos, e frequentemente nos desesperamos, chegando até mesmo ao ponto de culpar d-s por não resolver nossos problemas, sendo que não o procuramos em primeiro lugar. parece que somos cometidos de uma cegueira, que nos impede de enxergar e reconhecer que foi D-s que nos guiou em todos os momentos difíceis que passamos.<span id="more-1215"></span></p>
<p>aparentemente, todos nós sofremos da mesma cegueira. achamos que não precisamos de d-s. acreditamos que o homem é autossuficiente e pode resolver seus problemas sozinho. os resultados disso podem ser observados facilmente ao nosso redor, e em muito lembram a distopia descrita por josé saramago em seu romance ensaio sobre a cegueira, transformado em filme recentemente.</p>
<p>certa vez Jesus disse a sus discípulos, “não se perturbe o coração de vocês. creiam em D-s; creiam também em mim&#8230; vou preparar-lhes um luar. e se eu for e lhes preparar um lugar, voltarei e os levarei para mim, pra que vocês estejam onde eu estiver” (joão 14:1-3).</p>
<p>as palavras de Jesus são o remédio para a cegueira e o antídoto para o desespero. ele está dizendo que eu não preciso me desesperar quando minhas tentativas de resolver os meus problemas falham, uma a uma. eu devo confiar nele. mas ele não diz apenas isso! ele diz que está trabalhando por mim. e é exatamente isso que eu preciso quando estou com problemas. um d-s que esteja me preparando um lugar. um d-s que me busca mesmo quando estou distante. um d-s que me cure da minha cegueira ao me mostrar que, apesar de estar aparentemente longe, ele pode resolver os meus problemas como ninguém, pois sabe o que é melhor para mim. tudo que eu tenho que fazer, é confiar.</p>
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		<title>telescópio</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 16:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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o telescópio foi uma das grandes invenções de galileu galilei. é intrigante imaginar como um pequeno tubo, combinando um jogo de lentes nos permite enxergar coisas que estão bem além de nossa capacidade imediata de ver. outro dia li uma história interessante, envolvendo a invenção e o inventor.
certo dia, num terraço qualquer da cidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1211" title="telescope" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/telescope.jpg" alt="telescope" width="590" height="264" /></p>
<p>o telescópio foi uma das grandes invenções de galileu galilei. é intrigante imaginar como um pequeno tubo, combinando um jogo de lentes nos permite enxergar coisas que estão bem além de nossa capacidade imediata de ver. outro dia li uma história interessante, envolvendo a invenção e o inventor.</p>
<p>certo dia, num terraço qualquer da cidade de veneza, galileu se reuniu com um grupo de homens ao redor de seu estranho invento. um comerciante que passava por ali, curioso, perguntou: &#8220;o que voces estão olhando aí?&#8221; a resposta foi a mais estranha ainda: &#8220;navios.. e dois deles estão vindo do sudoeste&#8221;. o homem não podia acreditar no que ouvira, já que olhando para o horizonte não podia ver nada além de água e céu. mas os homens insistiram: &#8220;há sim! olhe por aqui&#8221;..<span id="more-1210"></span></p>
<p>fechando um dos olhos, o comerciante olhou através daquele pequeno tubo, e dois grandes navios apareceram diante de seus olhos como que por mágica. &#8220;é inacreditável!&#8221;, exclamava. então galileu o convidou a retornar ali à noite, prometendo lhe mostrar as montanhas e crateras da lua, as quatro luas ao redor de júpiter e estrelas invisíveis ao olho. isso pareceu demais ao pobre homem. &#8220;esse tubo é uma invenção satânica pra nos fazer ver coisas que não existem&#8221;, disse meio assustado. &#8220;mas você não viu os navios?&#8221;, perguntou galileu. ao que o homem respondeu: &#8220;sim, mas isso deve ser um truque, pois ainda não podemos vê-los sem o tubo&#8221;. &#8220;espere&#8221;, foi o conselho do cientista, &#8220;e você os verá&#8221;.. várias horas depois os dois navios ancoraram no porto de veneza.</p>
<p>muitas vezes é preciso fechar os olhos para enxergar além, através da fé. pela fé podemos ver coisas que olhos comuns não conseguem ver. pela fé podemos ver anjos à nossa volta em cada momento. pela fé podemos ver a mão de <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> sobre os caminhos de nossa vida. pela fé podemos ver <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> respondendo orações, curando feridas, abrindo portas, salvando vidas.. podemos ver o céu tocar a terra. podemos ver milagres de salvação. pela fé podemos ver jesus sorrindo. basta olhar além do que se vê.</p>
<p>que hoje você consiga ver além do óbvio, além do palpável, além do presente.</p>
<p>e decanse.</p>
<p>Foto do <a href="http://flickr.com/photos/nationalmediamuseum/" target="_blank">National Media Museum</a></p>
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		<title>atrás do trio elétrico gospel</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 17:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O primeiro mandamento do gospel nacional é: não há mandamentos. Não há regras. A música gospel já está parecendo uma final eterna do Ultimate Fight, um vale tudo cada vez mais liberado. Funciona mais ou menos assim: alguma mente bem-intencionada descobre que, para chegar junto da moçada de sensibilidade amortecida, é preciso usar as mesmas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1172" title="triogospel" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/triogospel.jpg" alt="triogospel" width="590" height="264" />O primeiro mandamento do gospel nacional é: não há mandamentos. Não há regras. A música gospel já está parecendo uma final eterna do Ultimate Fight, um vale tudo cada vez mais liberado. Funciona mais ou menos assim: alguma mente bem-intencionada descobre que, para chegar junto da moçada de sensibilidade amortecida, é preciso usar as mesmas músicas que levam a galera à loucura, uhu, tira o pé do chão! Daí, meu bom, a parada é evangelizar com a unção do axé e do funk, bota pra ferver, brother!<span id="more-1171"></span></p>
<p>Até outro dia o povo andava esperando por milagre. A turma até pode estar esperando, mas não em pé, que em pé cansa. Nem sentado também. Enquanto a benção não vem, a turma sacode o esqueleto que crente não é de ferro, e uma micareta santificada não faz mal a ninguém, faz a <a href="http://letras.terra.com.br/aline-barros/1243322/" target="_blank">dança do quaquito</a> aê pra gente se animar, Aline Barros! (Please, Aline, você não, por favor).</p>
<p>A controvérsia da vez é a cantora Jake e a canção Pó pará com pó. E como toda controvérsia em forma de música, já virou sucesso. A moça de cabelos, voz, energia e passinhos no melhor/pior estilo Daniela Mercury se tornou uma celebridade via youtube. A música, do gênero axé-pop-gospel (se isso não existia, acaba de vir à <a href="http://eoqha.net/tag/existencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with existência">existência</a>), apresenta a cantora animadíssima no programa Vozes da Igreja da TV Aparecida.</p>
<p>A letra seria um instrumento de combate às drogas (“pó pará cum pó aí”, traduzindo, pode ir parando de cheirar pó&#8230; aí). A cantora alerta que, em vez de cocaína, o melhor é tomar “uma overdose de <a href="http://eoqha.net/tag/jesus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with jesus">Jesus</a>” e, na metáfora do ano, “injetar na veia o sangue que correu na cruz”. Onde estava essa música na hora que Jimi Hendrix mais precisava dela?</p>
<p>Ainda tem os versos enlouquecidos de “overdose de alegria” e “Shekinah doidão, doidão”. No vídeo, Jake diz que “católico também tem muito axé”. É ou não é o samba ou o axé do crente doido?</p>
<p>Não faz muito tempo e o grupo secular Asa de Águia cantava que “na casa do <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">Senhor</a> não existe Satanás, xô Satanás,&#8230;”, e o público se esbaldava de tanta folia. A canção era uma sátira às célebres sessões de descarrego e exorcismo de algumas igrejas neopentecostais. A canção da católica Jake parece produzir um efeito semelhante ao das canções carnavalescas. Letra divertida, muita dança e finalidade de entreter. Se ela acha que as pessoas serão conscientizadas em meio a tanto barulho, badalação e folia&#8230;</p>
<p>Não quero dar ideia, mas reúna a axé-saltitante Jake e a pop-crente Cláudia Leitte para cantar esse hit no palco do carnaval. Não há ecumenismo que resista a esse som. E mais, nem como alerta antidrogas a música vai funcionar. Será tragicômico saber de muita gente “doidona” viajando e pulando ao som de Pó pará com pó. Será que atrás do trio elétrico gospel só não vai quem já morreu?</p>
<p><object width="590" height="344" data="http://www.youtube.com/v/op3HZtYb4oo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/op3HZtYb4oo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/mestro" target="_blank">Mestro Chi</a></p>
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		<title>Viagem no tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 15:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Cavalcanti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[filme]]></category>
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A trilogia do filme Back to the Future (De Volta Para o Futuro) marcou época ao mexer com a imaginação de milhões de pessoas. A história foi construída em cima da possibilidade de um adolescente de 17 anos conseguir viajar no tempo. Suas divertidíssimas estripulias fizeram com que uma geração imaginasse como seria esbarrar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1176" title="clock" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/clock.jpg" alt="clock" width="590" height="264" /></p>
<p>A trilogia do filme Back to the Future (De Volta Para o Futuro) marcou época ao mexer com a imaginação de milhões de pessoas. A história foi construída em cima da possibilidade de um adolescente de 17 anos conseguir viajar no tempo. Suas divertidíssimas estripulias fizeram com que uma geração imaginasse como seria esbarrar em uma lanchonete com a versão jovem de sua mãe ou visualizar sua própria vida no futuro. Em essência a trilogia mostra que nosso destino é influenciado pelas decisões de nossos antepassados mas, principalmente, pelas decisões que fazemos a cada dia.</p>
<p>A viagem no tempo sempre foi um tema de interesse dos cientistas, especialmente dos físicos. No início do século 20 os cientistas já falavam sobre isso mas deixavam o assunto de lado por ter sido exaustivamente explorado pela ficção científica. Uma matéria da revista eletrônica Com <a href="http://eoqha.net/tag/ciencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with ciência">Ciência</a> afirma que a viagem no tempo é teoricamente possível (segundo a Teoria da Relatividade elaborada pelo famoso físico Albert Einstein) e tecnicamente inviável (por exigir tecnologias complexas e caras). Apesar desse assunto ser tema para longas discussões, acredito que todos nós frequentemente viajamos no tempo. <span id="more-1174"></span></p>
<p>Talvez minha afirmação pareça ser lunática &#8211; especialmente porque não sou física ou cientista. Entretanto, outro dia estava dirigindo para o trabalho e tocou no rádio uma música que não ouvia há vários anos. Era uma das minha canções favoritas na época da adolescência. Instantaneamente garanto que viajei no tempo. Por alguns momentos pude visualizar o meu quarto naquela época. Lembrei da vida despreocupada que levava e como minhas preocupações de menina pareciam ser infinitamente maiores que eu. Senti o cheiro da casa de meus pais que no fim da tarde ficava perfumada por pão ou bolo quentinhos sendo tirados do forno. Lembrei-me das inseguranças de não saber quem era e o que me tornaria. A viagem no tempo que experimentei foi instantânea e incrivelmente curta. Logo meus olhos me trouxeram de volta e aquela experiência se transformou em nostalgia.</p>
<p>Acredito que um dia, quando formos para o céu, poderemos revisitar vários momentos de nossa história aqui na terra. O Livro da Vida será aberto e veremos as oportunidades que Deus nos deu para escolhermos viver de acordo com o plano perfeito que traçou para nossa vida. Poderemos observar as escolhas erradas que fizemos e como impactaram nossas experiências futuras. Sei que essa viagem ao passado não vai deixar saudades pois estaremos prestes a viver algo infinitamente melhor: a eternidade. Essa é a viagem que mais aguardo. Tenho certeza que passar a eternidade no céu, ao lado de Jesus, vai ser muito melhor que qualquer outra experiência que tive. Melhor que todos os meus sonhos e desejos.</p>
<p>Eu já estou arrumando minha mala. E você?</p>
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		<title>raiz</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 02:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
vivi quatro anos num lugar lindo &#8211; uma fazenda escondida, no interior do estado de são paulo. ali estudei, fiz amigos e aprendi a passar tempo simplesmente notando a natureza. tem certos detalhes no espaço que fogem aos olhos apressados, mas ensinam grandes lições.
certa manhã, passando pelo mesmo caminho de sempre, reparei uma alteração na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1167" title="raiz" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/raiz.jpg" alt="raiz" width="590" height="264" /></p>
<p>vivi quatro anos num lugar lindo &#8211; uma fazenda escondida, no interior do estado de são paulo. ali estudei, fiz amigos e aprendi a passar tempo simplesmente notando a natureza. tem certos detalhes no espaço que fogem aos olhos apressados, mas ensinam grandes lições.</p>
<p>certa manhã, passando pelo mesmo caminho de sempre, reparei uma alteração na paisagem. havia uma árvore a menos, uma árvore caída.. fiquei curioso e me aproximei. é estranhamente engraçado imaginar que fiquei triste diante daquela cena.. ao analisar mais de perto as raízes apodrecidas, pensei: isto deve ter acontecido há algumas horas, mas esse processo começou há muito, muito tempo.. nenhuma árvore cai assim de repente. alguma doença mortal já vinha se desenvolvendo há anos ali. logo, as pessoas responsáveis pela limpeza do lugar foram avisadas e tudo desapareceu em poucas horas.<span id="more-1166"></span></p>
<p>as coisas não são tão simples assim com as pessoas. seres humanos não nascem sozinhos, tão pouco crescem independentes uns dos outros. nossa vida é um constante entrelaçar, perder-se e encontrar-se uns nos outros. acontece que com o contar dos anos, passamos a recuar quanto à confiança em compartilhar esferas mais íntimas de nossa experiência. e aí reside um grande perigo. uma doença grave passa despercebida por dentro, sem receber cuidado algum. ninguém pode ver o que acontece por trás de nossa casca aparentemente sadia. e a erosão segue seu processo lento, silencioso e secreto.</p>
<p>mas certo dia há uma quebra, um rompimento súbito, inesperado &#8211; uma queda terrível que permite que todos vejam o que ninguém esperava. e como pessoas não são árvores, nunca caem sozinhas. todos os laços a sua volta são afetados. são laços de sangue, de fé, de anos de convivência ou de mera admiração. a limpeza também não é muito fácil. às vezes demora anos..</p>
<p>olhe bem para dentro agora mesmo. não esqueça que a erosão pode estar acontecendo mesmo enquanto as folhas são verdes e o fruto tem bom sabor. não se iluda com a idéia de que sua queda não irá afetar ninguém. olhe suas motivações, seus hábitos, seus pensamentos. aceite confrontação. olhe para dentro.. olhe com os olhos de Deus, pois ele vê o coração.</p>
<p>e descanse.</p>
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		<title>Do pequeno ao impossível</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 18:54:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Cavalcanti</dc:creator>
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A Bíblia é um livro fantástico, pois retrata, ao mesmo tempo, atos de fé quase inacreditáveis e fracassos praticamente irrecuperáveis. A Bíblia não esconde as vitórias e fraquezas mais vergonhosas de homens e mulheres comuns que foram chamados por Deus. Homens e mulheres como você e eu que em alguns momentos seguraram forte nas mãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1145" title="pequeno" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/pequeno.jpg" alt="pequeno" width="590" height="264" /></p>
<p>A Bíblia é um livro fantástico, pois retrata, ao mesmo tempo, atos de fé quase inacreditáveis e fracassos praticamente irrecuperáveis. A Bíblia não esconde as vitórias e fraquezas mais vergonhosas de homens e mulheres comuns que foram chamados por <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a>. Homens e mulheres como você e eu que em alguns momentos seguraram forte nas mãos do Senhor para vencer tentações arrebatadoras e pouco tempo depois simplesmente rendiam-se a vontades pecaminosas altamente destrutivas.<span id="more-1126"></span></p>
<p>Ali encontramos a fé imutável de Noé que suportou o ridículo e viveu o que ninguém acreditava ser possível&#8230; algumas páginas para frente encontramos um homem bêbado e desnudo. Também encontramos a história de Moisés, o bebê que foi escolhido para ser o príncipe libertador do povo de <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a>&#8230; alguns anos depois foi tomado por um ódio tão grande que o transformou em um assassino e fugitivo. Davi foi o humilde pastor de ovelhas que venceu, na juventude, o gigante Golias&#8230; quando virou rei permitiu que seus desejos tomassem proporções gigantescas e foi capaz de mandar matar o esposo de sua amante.</p>
<p>A Bíblia é assim&#8230; real.  Não esconde que os seres humanos, quando unidos a <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a>, podem fazer maravilhas. Não esconde que esses mesmos seres humanos são capazes de realizar barbaridades quando acreditam que o segredo de sua vitória está neles mesmo.</p>
<p>A história de Daniel é singular. Ele foi um escravo sofredor. Tinha todos os motivos para rebelar-se e cometer pecados horríveis. Tantos antepassados que viveram em condições muito melhores tiveram seus altos e baixos.  Ele conhecia as histórias. Sabia que <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> era capaz de perdoar e abençoar seus servos, mesmo depois de uma grande queda. Sabia do amor de <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> por Noé, Moisés e Davi. Conhecia qual foi o final da história desses homens. Eles foram considerados heróis da fé. Homens que conheciam e falavam com <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a>. Homens segundo o coração de <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a>.</p>
<p>Mesmo assim, Daniel escolheu não ceder. Poderia ter desistido na primeira prova. Poderia ter aceitado as iguarias do rei da Babilônia. Escolheu, ainda na adolescência, que não queria manchar sua história. Sabia que deveria manter contato constante com o <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> de seus pais para ser vitorioso. Daniel foi fiel na prova pequena. Venceu seu apetite.</p>
<p>Com o passar do tempo as provas não ficaram mais fáceis. Sua vida não foi tranqüila e sem provações. Mas ele foi fiel. Foi fiel nas coisas pequenas&#8230; no final da vida, foi capaz de ser fiel na grande prova. Decidiu que não iria deixar de adorar ao seu <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a>. Escolheu a cova dos leões. Daniel não sabia que <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> iria fechar a boca dos leões&#8230; Sua decisão de não ceder fora tomada durante toda a vida. As provas pequenas o capacitaram a suportar a maior prova. Quando ela chegou estava pronto&#8230; o impossível aconteceu. <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> o livrou de leões famintos. Sua fidelidade engrandeceu a El Shadai.</p>
<p>Não encontramos mácula na história de Daniel. Encontramos um homem humilde que reconheceu, acima de tudo, que precisava de <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a> a todo o momento. Essa resignação salvou sua vida. Essa resignação nos mostra que é possível vencer as pequenas provas do dia-a-dia e dessa forma nos prepararmos para, nas mãos de <a href="http://eoqha.net/tag/deus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Deus">Deus</a>, também vencer o impossível.</p>
<p>Foto por nosso colaborador <a href="http://flickr.com/photos/javits/" target="_blank">Javits</a></p>
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		<title>Soldado</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 19:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma das cartas de guerra chegou à porta de um rapaz da igreja. ele tinha um amigo que estava ansioso para ajudar a pôr fim à tal rebelião. assim, a troca foi feita. acontece que alguns dias depois o combatente foi morto numa batalha em shiloh.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1123" title="soldado" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/soldado.jpg" alt="soldado" width="590" height="264" /></p>
<p>outro dia li uma história dos anos da guerra civil americana. por acreditar que o combate militar era algo impróprio na vida cristã, os jovens cristãos buscavam formas de servir o exército sem tomar armas. felizmente, o governo ofereceu uma solução para esses casos: se um homem encontrasse um substituto que fosse à guerra em seu lugar, estaria livre da convocação.</p>
<p>uma das cartas de guerra chegou à porta de um rapaz da igreja. ele tinha um amigo que estava ansioso para ajudar a pôr fim à tal rebelião. assim, a troca foi feita. acontece que alguns dias depois o combatente foi morto numa batalha em shiloh.</p>
<p>cerca de um ano depois, outra carta chegou à casa do jovem cristão, informando-o de que ele havia sido convocado novamente. no entanto, ele enviou sua resposta dizendo às autoridades que não poderia ser convocado porque estava morto. o gabinete de recrutamento nunca havia recebido uma carta daquela antes, afinal, os mortos não mandam cartas.. <span id="more-1122"></span>o caso parou nos tribunais, mas o jovem ganhou a causa. o tribunal concluiu que, quando o seu substituto morrera no campo de batalha, o próprio jovem havia morrido para o recrutamento. perante a lei, era como se ele mesmo tivesse lutado e morrido na batalha.</p>
<p>não há como entender o mistério da justificação, pois a encarnação já é em si um dos segredos da eternidade. o milagre que transforma o infinito em pequeno é proporcional ao que torna o ímpio em justo. a bíblia não dá resposta a todas as <a href="http://eoqha.net/tag/perguntas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with perguntas">perguntas</a>, mas conta a história de um soldado especial que tomou as vestes humanas e entrou em nosso campo de batalhas, lutou a maior das lutas e morreu em lugar de cada amigo seu.</p>
<p>o sábado é um lembrete do descanso e da paz que encontramos sob os méritos de cristo. cada carta de morte recebida, por nossos tropeços e faltas, foi cravada na cruz. entregue suas lutas a ele. e descanse durante esse dia especial.</p>
<p>e descanse.</p>
<p>Foto pela <a href="http://www.flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank">Biblioteca do Congresso</a></p>
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		<title>não vai ser assim</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 14:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[não sei se você vai concordar comigo. a vida me ensinou uma lição dura e repetitiva: como eu penso que as coisas vão acontecer, é exatamente assim que não vai ser.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/naoassim.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1084" title="naoassim" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/naoassim.jpg" alt="naoassim" width="590" height="264" /></a></p>
<p>não sei se você vai concordar comigo. a vida me ensinou uma lição dura e repetitiva: como eu penso que as coisas vão acontecer, é exatamente assim que não vai ser.</p>
<p>por favor, não se apresse nas conclusões. permita-me defender a idéia primeiro. não estou me referindo às &#8220;coisas&#8221; em mim &#8211; minha personalidade, minha maneira de agir, minhas reações isoladas. também não estou me referindo às &#8220;coisas&#8221; que comumente chamamos de deveres. esse não é um discurso revoltado! estou falando de algo muito mais complexo. algo que envolve mais que os conflitos internos de um só ser humano. estou falando do conjunto de ações e reações resultantes do encontro de diversos mundos &#8211; conceitos, medos, desejos, frustrações, deveres, visões, verdades, ilusões, sonhos, infâncias &#8211; no espaço infinito de um momento apenas.<span id="more-1083"></span></p>
<p>agora não sei se expliquei ou compliquei.</p>
<p>cada um em seu mundinho infinitamente pequeno fica como que traçando o futuro de outros tantos mundos (pessoas) quantos lhe interessem, como se essa fosse a mais simples das &#8220;coisas&#8221;. olhamos a nossa volta e escolhemos a dedo os mundos (pessoas) que queremos que façam parte de nosso sistema egocêntrico, desconsiderando muitas vezes a problemática de cada órbita em questão.</p>
<p>pessoas não são coisas. e as &#8220;coisas&#8221; não são tão simples assim.</p>
<p>ok, mas é sempre assim. passamos 24 horas de nosso dia vivendo em função de nós mesmos, em nosso fuso horário tacanho. munidos de réguas e lupas, saímos pela vida atrás de &#8220;coisas&#8221; que me façam bem, feliz. e o que é ser feliz? (silencio) munidos de nosso egoísmo de última geração, traçamos nosso futuro e o futuro de quem quer que seja, desde que seja bom para o próprio eu.</p>
<p>mas não vai ser assim. sabe por quê?</p>
<p>é porque todos pensam assim. cada um é uma espécie de dono do universo. e o universo é só um. como você pensa que as &#8220;coisas&#8221; serão, enquanto pensar somente com seus olhos viciados em você, é assim que elas não serão.</p>
<p>ontem tive mais uma aula sobre a mesma lição. as coisas não foram como eu quis. talvez outra hora conte a <a href="http://eoqha.net/tag/historia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with História">história</a>. mas o assunto não acabou..</p>
<p>até!</p>
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		<title>o gospel e o melhor de dois mundos</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 13:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[gospel]]></category>
		<category><![CDATA[IASD]]></category>
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		<description><![CDATA[
Uma das frases mais conhecidas nas igrejas diz que o cristão &#8220;ESTÁ no mundo, mas não É do mundo&#8221;. O que para os críticos soa como esquizofrenia &#8211; o cristão seria alguém que vive numa quinta dimensão ou num mundo paralelo &#8211; e para alguns teóricos é uma anomalia &#8211; o que é isso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/gospel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1089" title="gospel" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/gospel.jpg" alt="gospel" width="590" height="264" /></a></p>
<p>Uma das frases mais conhecidas nas igrejas diz que o cristão &#8220;ESTÁ no mundo, mas não É do mundo&#8221;. O que para os críticos soa como esquizofrenia &#8211; o cristão seria alguém que vive numa quinta dimensão ou num mundo paralelo &#8211; e para alguns teóricos é uma anomalia &#8211; o que é isso que chamam de &#8220;mundo&#8221;, perguntam -, para os cristãos é uma convicção simples.<span id="more-1087"></span></p>
<p>&#8220;Mundo&#8221; não é entendido como local físico de habitação, onde eu leio jornal, assisto televisão e converso com o vizinho. &#8220;Mundo&#8221; são as práticas anti-cristãs da <a href="http://eoqha.net/tag/sociedade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with sociedade">sociedade</a>. Essa dicotomia separa o mundo que se degrada moralmente do restaurador reino de Deus. O que intelectuais conseguem complicar as mentes mais simples distinguem claramente. Enquanto os pensadores não entendem ou fingem não entender esse paradoxo, os cristãos fazem essa clivagem sem perplexidades. Ou pelo menos faziam.</p>
<p>O que tem causado certo espanto no meio evangélico é a passagem de artistas <a href="http://eoqha.net/tag/gospel/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with gospel">gospel</a> por dois mundos: o secular e o cristão. Em 2008, o grupo Artpella foi o vencedor de uma das finais do programa Astros, do SBT. Por sua vez, a cantora evangélica Soraya Moraes, além de receber prêmios nas categorias <a href="http://eoqha.net/tag/gospel/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with gospel">gospel</a>, ganhou o Grammy Latino de &#8220;Melhor Canção Brasileira&#8221;, concorrendo com Vanessa da Matta &amp; Sérgio Mendes, Jorge Vercilo e Djavan.</p>
<p>No caso do Artpella, questionou-se a presença de um grupo adventista num programa de competição musical secular. De Soraya Moraes, levantou-se dúvidas sobre a integridade da premiação.</p>
<p>Os defensores do Artpella argumentam que o triunfo do grupo representa um aumento da visibilidade social da Igreja Adventista do Sétimo Dia (<a href="http://eoqha.net/tag/iasd/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with IASD">IASD</a>), reconhecida pelo trabalho hospitalar e educacional, mas sem maior penetração midiática (a <a href="http://eoqha.net/tag/iasd/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with IASD">IASD</a> ainda é uma das poucas igrejas protestantes históricas ou tradicionais que mantém constante crescimento).</p>
<p>Circulam dois vídeos do Artpella no programa Astros. No primeiro, salta aos olhos o quanto os jurados do programa parecem tocados. Tocados artisticamente (espiritualmente, só eles poderão dizer). O próprio Carlos Eduardo Miranda, produtor musical tarimbado e o mais debochado da banca, não se conteve e disse que pediria &#8220;o grupo emprestado a Deus&#8221; para a música pop, diante da qualidade do que ouviu.</p>
<p>Primeiro, Miranda tem noção da baixa qualidade artística da música pop brasileira atual. Segundo, fico pensando: se ele chegasse a ouvir o cd Arautos do Rei A Capella ou o grupo Novo Tom cantando a capella a canção &#8220;O Amor é Jesus&#8221;, o que diria ou sentiria?</p>
<p>Voltando aos vídeos do Artpella, é nítida a mudança entre eles. Se no primeiro vídeo eles cantam uma música calma, de letra e harmonia vocal até comuns, no segundo, quando são declarados vencedores, o grupo parece outro. A transformação visual, obra das mãos dos produtores do programa, segue estereótipos do figurino de astros da black music americana. A indumentária do primeiro vídeo é mais natural e despojada. No segundo, eles estão produzidos e uniformizados como um grupo fabricado pelo departamento de marketing de gravadoras (lembrando que a natureza do programa é descobrir talentos e, a seguir, moldá-los segundo fórmulas fáceis do mercadão musical).</p>
<p>A submissão a estereótipos atinge também a música que cantaram. O ambiente não favorece a alegria ou animação da música, a qual parece apenas feita pra pular &#8220;em nome de Jesus&#8221;. Os jurados põem os pés sobre a mesa, a postura do público é de claque induzida à falsa histeria, tudo soa artificial. Perguntas que eu faria aos irmãos do Astros: O que ficou, então? A primeira ou a última impressão?</p>
<p><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/sorayagrammy.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1086" style="border: 5px solid white;" title="sorayagrammy" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/sorayagrammy.jpg" alt="sorayagrammy" width="192" height="253" /></a>Já o triunfo de Soraya Moraes (foto) no Grammy Latino &#8211; a cantora ganhou os troféus de Álbum de Música Cristã tanto em Língua Espanhola (com &#8220;Tengo sed de Ti&#8221;) quanto em Língua Portuguesa (com &#8220;Som da Chuva&#8221;), e de Canção Brasileira (por &#8220;Som da Chuva&#8221;) &#8211; tem a ver com a forma de votação da premiação, restrita aos membros da Academia Latina de Gravação (LARAS, na sigla em inglês).</p>
<p>Segundo reportagem de O Globo (30/10), nos últimos anos, muitos artistas e produtores brasileiros de música evangélica se inscreveram na Laras, conseguindo assim não só uma categoria própria (Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa) como peso de voto para emplacar agora uma indicada (e vencedora) na de Canção Brasileira, que, nas edições anteriores do prêmio, era exclusiva de artistas da MPB.</p>
<p>E assim, voltamos a dicotomia sacro x secular. Os evangélicos se propõem a participar de competições musicais com a música que fazem. Essa participação revela um duplo sentido: o proselitismo cristão &#8211; o conteúdo de sua música divulga mensagens de sua fé; a auto-afirmação social &#8211; a forma de sua música nivela-se aos estilos musicais em voga e o cristão não é mais considerado um estranho sectário.</p>
<p>Perguntas que eu faria aos irmãos do Grammy: qual a validade de um prêmio quando ele está vinculado aos interesses corporativistas de músicos evangélicos? O fato de ser cristão impede que se reconheça a qualidade artística de músicos não-convertidos?</p>
<p>A resposta da própria Soraya Moraes, também pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular em Alphaville (SP), explica: &#8220;O grande diferencial da música cristã e <a href="http://eoqha.net/tag/gospel/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with gospel">gospel</a> é a letra, inspirada por Deus&#8221;. Logo, a concorrência é automaticamente eliminada.</p>
<p>Cada geração comunicará sua fé religiosa por meio das expressões culturais relevantes em sua época, em geral, emprestadas da <a href="http://eoqha.net/tag/sociedade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with sociedade">sociedade</a> secular e cristianizadas ou sacralizadas. Porém, quando as estratégias de promoção do cristianismo geram submissão à indiferenciação de estilo ou produzem corporativismo e partidarização, é de se pensar se essa busca por aceitação e respeitabilidade não borra os traços de distinção e passa a imitar aquilo que chamam de &#8220;mundo&#8221;.</p>
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		<title>compras</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 21:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
dezembro é o mês das compras. parece haver uma necessidade de presentear e ser presenteado. todos os lugares de vendas ficam abarrotados. em são paulo, no rio de janeiro, em natal, em teresina, em chicago, em paris, em londres, etc, todos querem comprar algo para dar ou para ficar.
interessante notar a dinâmica do ato de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1015" title="presentes" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/presentes.jpg" alt="presentes" width="590" height="264" /></p>
<p>dezembro é o mês das compras. parece haver uma necessidade de presentear e ser presenteado. todos os lugares de vendas ficam abarrotados. em <a href="http://eoqha.net/tag/sao-paulo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with São Paulo">são paulo</a>, no rio de janeiro, em <a href="http://eoqha.net/tag/natal/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Natal">natal</a>, em teresina, em chicago, em paris, em londres, etc, todos querem comprar algo para dar ou para ficar.</p>
<p>interessante notar a dinâmica do ato de dar um presente. no processo da compra, além de pensar, obviamente, nos gostos, sonhos e personalidade do presenteado, o presenteador quer deixar também a sua marca, quer dizer, não apenas dar algo, mas algo que faça aquela pessoa se remeter a ele.<span id="more-1014"></span></p>
<p>assim que, o processo de comprar vai além do conhecimento que temos (ou achamos que temo) de alguém e chega ao conhecimento que temos (ou achamos que temos) de nós mesmos. o presente passa a ser mais do que representação de sentimentos para ser representação de indivíduos. o presente passa a ser um pouco a pessoa que dá e um pouco a pessoa que recebe.</p>
<p>lipovetsky, em &#8216;a felicidade paradoxal&#8217; diz que vivemos em uma época em que &#8220;as tradições, a religião, a política são menos produtoras de identidade central&#8221; e o consumo passa a exercer um papel fundamental no processo de criar identidade individual. por isso comprar é tão importante. por isso cada presente carrega um pouco do que se é.</p>
<p>objetos resumindo <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>.</p>
<p>no balcão das lojas, estão mais do que roupas, eletrônicos, brinquedos, etc. a camisa não é apenas legal. ela é alternativa. o filme em dvd não apenas emociona, ele traduz uma imagem cult. aquele celular mostra um lado empreendedor. as coisas passam a carregar valores. as coisas passam a carregar imagens. você não compra mais produtos, você compra você.</p>
<p>as lojas deixam de ser mercados de produtos e tranformam-se em mercados de gente.</p>
<p>felizmente, &#8220;quem eu sou&#8221; é mais profundo do que o que eu tenho. responder demora mais do que uma tarde de compras.</p>
<p>Foto concedida pelo <a href="http://flickr.com/photos/nationaalarchief/" target="_blank">Nationaal Archief </a></p>
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		<title>Mudança</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/mudanca/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 21:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Cavalcanti</dc:creator>
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Era tarde da noite. Estava sentada entre inúmeras caixas de cor parda. Tudo parecia confuso e desordenado. Havia mudado naquele dia e o cansaço parecia massacrar cada músculo dolorido de meu corpo. No silêncio do apartamento novo, parei um pouco de empurrar as caixas. Deitei no chão e comecei a ouvir os sons da vizinhança: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1010" title="boxes" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/boxes.jpg" alt="boxes" width="590" height="264" /></p>
<p>Era tarde da noite. Estava sentada entre inúmeras caixas de cor parda. Tudo parecia confuso e desordenado. Havia mudado naquele dia e o cansaço parecia massacrar cada músculo dolorido de meu corpo. No silêncio do apartamento novo, parei um pouco de empurrar as caixas. Deitei no chão e comecei a ouvir os sons da vizinhança: os carros que passavam na <a href="http://eoqha.net/tag/rua/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with rua">rua</a> da frente, o ladrar do cachorro do vizinho do apartamento de cima, o som da televisão do vizinho do apartamento de baixo. Os sons e cheiros não eram familiares. Toquei o piso frio e não senti o conforto do tapete que cobria o assoalho da casa onde havia morado. Levantei e fixei os olhos através da vidraça. Logo descobri que a vista também não era familiar. Não conhecia ninguém. Estava em minha casa, mas não me sentia em casa.<span id="more-1009"></span></p>
<p>Meus pertences, aquilo que adquiri e construí durante toda a vida, estavam &#8220;arrumados&#8221; dentro das caixas. Se precisasse de algum item específico teria que desempilhar caixas, rasgar a fita adesiva, procurar cuidadosamente e, principalmente, ter muita paciência. Sabia que precisaria trabalhar muito para que aquele lugar se tornasse habitável. Antes era necessário estabelecer um local para cada coisa. Só o pensamento de tudo o que precisava ser feito era o suficiente para me deixar ainda mais cansada&#8230;</p>
<p>Naquela noite, aprendi uma lição interessante: enquanto não formos para o céu estamos vivendo em um planeta que é semelhante a um apartamento novo e coberto por caixas. Podemos até acreditar que aquele é o nosso lar. No fundo, entretanto, sabemos que não é. A vida é dura é, muitas vezes, sentimo-nos exaustos e desencorajados só pelo vislumbre dos desafios que estão a nossa frente. As coisas que conquistamos com tanto esforço não passam de caixas de papelão de difícil acesso e desorganizadas. Muitas vezes, iludimo-nos ao acreditar que não existe um jeito melhor de viver. Por alguns momentos, esquecemos de que existe uma opção infinitamente melhor.</p>
<p>Mesmo assim, na correria louca da vida, ficamos acostumados a viver em meio às caixas da mudança. Lutamos muito, mas no fundo sabemos que, embora tenhamos casa, trabalho, família, algo sempre está fora do lugar. Algo está faltando. Não conseguimos nos acostumar com as desgraças, desilusões e sofrimentos da vida. Em meio a tudo isso, somos tentados a esquecer o que é ter um verdadeiro lar. Uma casa aconchegante onde tudo faz sentido. Um lugar onde memórias boas são construídas e onde podemos encontrar tudo o que mais amamos.</p>
<p>Naquela noite fria, enquanto fitava o teto do apartamento novo, entendi que o céu é nosso único e verdadeiro lar. Só ali poderemos abrir as caixas de nossa alma e sentir que, finalmente, todos os anseios e sonhos podem ser depositados em um único lugar. No coração de Deus, encontraremos aconchego. Em seu abraço, tudo fará sentido. Sentiremos que esse é o lugar onde sempre deveríamos ter vivido. No céu, encontraremos familiaridade nos cheiros, sons, imagens, gostos e em tudo o que tocarmos. Quando adentramos o lar, doce lar, que Deus preparou esqueceremos do contínuo desconforto que sentimos aqui na Terra, a jornada terá acabado. Chegamos a nossa primeira e última verdadeira casa &#8211; nosso lar eternal.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/people/bigfatrat/" target="_blank">Socar Myles</a></p>
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		<title>depois</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 14:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[
um dos temas mais revistos no folhear das páginas da bíblia é a atitutude requerida dos homens ao se encontrarem com Deus. um Deus grande, santo, puro exige que as sandálias do orgulho, auto-suficiência e presunção sejam retiradas antes de suas entrevistas. é inegável a importância dada à maneira como vamos à presença de Deus. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-995" title="depois" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/depois.jpg" alt="depois" width="590" height="264" /></p>
<p>um dos temas mais revistos no folhear das páginas da bíblia é a atitutude requerida dos homens ao se encontrarem com Deus. um Deus grande, santo, puro exige que as sandálias do orgulho, auto-suficiência e presunção sejam retiradas antes de suas <a href="http://eoqha.net/tag/entrevistas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Entrevistas">entrevistas</a>. é inegável a importância dada à maneira como vamos à presença de Deus. mas descobri que existe algo ainda mais importante. mais importante do que o &#8220;como vamos a Deus&#8221; é a forma como saímos de nossos encontros com ele.<span id="more-994"></span></p>
<p>há duas histórias bíblicas que ilustram essa <a href="http://eoqha.net/tag/verdade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with verdade">verdade</a>. lembra daquele rapaz anônimo, mencionado simplesmente como um tal de &#8220;jovem rico&#8221;? os evangelhos colocam diante de nós a atitude do riquinho. chegou com a melhor roupa, contando os passos, medindo as palavras. polido, reverente, uma atitude de quem, aparentemente, quer aprender, quer mudar. mas não foi guardado como segredo o triste fato de que o herdeiro mais invejado da região, depois de ter se encontrado com o próprio Deus-homem, &#8220;retirou-se triste&#8221; (mateus 19:22) e para nunca mais voltar. tudo o que se pode ouvir sobre o restante de sua experiência depois deste evento é um completo silêncio.</p>
<p>mas você consegue lembrar do grande nicodemos? respeitado pelos vizinhos e familiares, saudado pelas ruas, lembrado e referido como um profundo conhecedor da lei. ele também se encontrou com Deus. a bíblia conta que numa noite qualquer ele foi à procura de jesus. mas por que à noite? alguns tentam defender o doutor da lei com explicações de plástico. alguns argumentam que nicodemos foi ter com jesus à noite porque este teria sido o único espaço que encontrou na agenda do messias atarefado. isso não me convence, pois jesus não era o tipo de pessoa que deixava pra falar depois. jesus era o autor dos convites mais inusitados, era quem acolhia até os pequeninos.. para mim, nicodemos escolheu a escuridão da noite como o disfarce perfeito. ele não queria ser visto.</p>
<p>chegou às escondidas, de &#8220;salto alto&#8221;, dono do saber, com alguns livros debaixo do braço. chegou questionador, com perguntas capciosas. chegou errado. mas não é difícil perceber que algo extraordinário aconteceu em sua vida. ele saiu dali com uma nova experiência, uma nova perspectiva, um novo batismo. um outro relato sobre nicodemos foi preservado: o momento em que ele e josé de arimatéia tomam o corpo de cristo e lhe dão um sepultamento digno. mesmo antes da cruz, a experiência de nicodemos já havia sido dividida em antes e depois de cristo.</p>
<p>no culto pagão o adorador é convidado a comparecer à presença de suas &#8220;divindades&#8221; com oferendas que lhes aplaquem a ira &#8211; o adorador é o protagonista do sacrifício. <strong>no <a href="http://eoqha.net/tag/cristianismo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Cristianismo">cristianismo</a>, a imagem do culto é totalmente invertida: é Deus quem realiza o sacrifício</strong>. o convite é para quem não tem mérito algum. o sacrifício já foi feito e o dom da cruz é oferecido a mãos pequenas e vazias como as suas e as minhas. não importa tanto como nos aproximamos dele. o importante é o tamanho do presente que ele nos concede se lhe abrimos as mãos e o coração.</p>
<p>não sei quando foi seu último encontro com jesus. mas lhe asseguro que você pode encontrá-lo até mesmo durante a leitura destas linhas. não importa tanto como você chegou a esta página. o importante é como você sairá. em sua experiência diária o céu quer escrever também um marco divisório, AC e DC &#8211; antes e depois de cristo.</p>
<p>uma boa notícia: agora já é depois.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/people/blaumann/">Blaumman</a></p>
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		<title>Música sacra através dos tempos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 14:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em uma igreja dos anos 60:
"Esses que se dizem Arautos do Rei são uns arautos é da tradição dos quartetos de barbearia dos Estados Unidos. Música sacra mesmo existiu nos tempos de Ira Sankey".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-990" title="sacra" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/sacra.jpg" alt="sacra" width="590" height="264" /></p>
<p>Entreouvido num auditório de uma importante universidade do interior paulista onde um grupo vocal acaba de testar a comunhão da platéia:<br />
<em>&#8220;Esse novo grupo está trazendo a música popular para a igreja. Música sacra era mesmo no <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> dos discos dos Heritage Singers&#8221;</em>.</p>
<p>Em um templo dos anos 80:<br />
<em>&#8220;Esses Heritage Singers são a cópia dos Carpenters. Música sacra mesmo era nos tempos de Henry Feyrabend e os Arautos do Rei&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma igreja dos anos 60:<br />
<em>&#8220;Esses que se dizem Arautos do Rei são uns arautos é da tradição dos quartetos de barbearia dos Estados Unidos. Música sacra mesmo existiu nos tempos de Ira Sankey&#8221;</em>.</p>
<p>Em um acampamento de reavivamento durante a Grande Depressão em 1929:<br />
<em>&#8220;Agora temos que cantar essas valsas de Ira Sankey. Só ouvi música sacra quando cantávamos os hinos de Lowell Mason&#8221;</em>.<span id="more-989"></span></p>
<p>Em encontro de ministros de música americanos em 1890:<br />
<em>&#8220;Esse Lowell Mason imita a tradição européia daqueles músicos maçons. Bom mesmo é quando adaptávamos as canções tipicamente americanas de Stephen Foster&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma congregação na Chicago de 1860:<br />
<em>&#8220;Como podemos adorar com esse piano de cabaré e estas canções adaptadas do teatro de Stephen Foster? Ah, como era bom quando erguíamos nossa voz ao som dos hinos dos irmãos Wesley&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma palestra sobre música em 1800:<br />
<em>&#8220;Irmãos, abandonemos esse cancioneiro popularesco dos Wesley e adoremos com os antigos e sacros hinos do doutor Isaac Watts&#8221;</em>.</p>
<p>Nos cultos dos recém-independentes americanos em 1776:<br />
<em>&#8220;Essas notas do irmão Watts ferem os ouvidos mais convertidos. Música sacra eram apenas os salmos de João Calvino. Oh, que belos hinos se cantam lá na Europa&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma igreja luterana alemã do século 1730:<br />
<em>&#8220;O novo organista, o tal Bach de quem falam, tem um estilo um tanto ultrapassado e escreve notas demais nas suas cantatas. Por que ninguém compõe mais como Lutero?&#8221;</em></p>
<p>Em um concílio eclesiástico no século XVI:<br />
<em>&#8220;Esse Lutero destruiu a beleza da santidade da liturgia. Agora o povo anda a cantar melodias de cavaleiros&#8221;</em>.<br />
<em>&#8220;E, como se não fora o bastante, cantam em língua de homens! Por isto e muito mais, excomunguemo-lo&#8221;.</em></p>
<p>Do lado de fora do templo de Salomão recém-inaugurado:<br />
<em>&#8220;É, a música é decerto boa. Mas o pai dele escrevia letras mais sacras&#8221;.<br />
&#8220;Davi? Qual o quê! Fomos obrigados a cantar salmos com a melodia de ‘Os lírios&#8217; ou de ‘Os lagares&#8217;, lembra?&#8221;.<br />
&#8220;É que as pessoas aprendem um cântico novo mais rápido quando já conhecem a melodia&#8221;.<br />
&#8220;Aquietem-se, os dois! Vós sois <a href="http://eoqha.net/tag/jovens/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Jovens">jovens</a> em demasia. Se a ciência já tivesse se multiplicado eu vos mostraria uma gravação do <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> dos cânticos de Moisés. Aquilo, sim, é que era a verdadeira música sacra&#8221;.</em></p>
<p><span style="font-size: 85%;">Acima, a tela <em>&#8220;Anjos cantando e tocando música&#8221;, </em>1432, de Jan van Eyck<em>.</em></span></p>
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		<title>pressão e alívio</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 15:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[
algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo tempo. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade).
uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-979" title="pressao" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/pressao.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo tempo. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade).</p>
<p>uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a segunda parte é causa de frustração e ansiedade em todos. queremos tanto ser amados que, em certos momentos, deixamos de ser quem somos e agimos passionalmente e irracionalmente. essa necessidade de ser amado se renova a cada dia e a pressão aumenta conforme nos sentimos amados. nunca há alívio, pois sempre há uma nova situação em que não podemos desapontar alguém que nos ama ou que gostaríamos que nos amasse. a realidade é que o ser amado está fora de nós e dependente do outro.<span id="more-978"></span></p>
<p>amar é, em diversas instâncias, mais fácil. depende apenas de nós mesmos e de nossas decisões, racionais e irracionais. entretanto, relegamos o amar a segundo plano. tudo porque é difícil aceitar os outros como são e perdoar. o sentimento que só depende de nós fica a mercê do que é externo a nós. impossível amar alguém que traiu. mesmo que perdoe, não aceito.</p>
<p>enfim, o que é preciso para equilibrar essas duas necessidades universais? O Messias disse: &#8220;mais bem aventurado é dar do que receber&#8221;. Se em vez de corrermos atrás de aceitação, carinho e amor nos preocupássemos em oferecer aceitação, carinho e amor, não haveria pressão, somente alívio. O primeiro passo óbvio é transformar-se. o segundo é transformar outros.</p>
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		<title>Fim</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 14:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
a bíblia é um livro de histórias. em lugar de conceitos, suas páginas guardam o registro de experiências vividas por homens e mulheres, em seu crescente relacionamento com Deus. invés de odisseias protagonizadas por heróis invencíveis, as páginas sagradas expõem tropeços e quedas de pessoas vulneráveis e comuns, ao longo de sua caminhada de fé.
cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-974" title="fim" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/fim.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>a bíblia é um livro de histórias. em lugar de conceitos, suas páginas guardam o registro de experiências vividas por homens e mulheres, em seu crescente relacionamento com Deus. invés de odisseias protagonizadas por heróis invencíveis, as páginas sagradas expõem tropeços e quedas de pessoas vulneráveis e comuns, ao longo de sua caminhada de fé.</p>
<p>cada história, no entanto, carrega a marca de um personagem principal. o mesmo verbo que criou o mundo, age em cada cena, cada capítulo escrito pelos filhos de Deus. da primeira à última palavra. do princípio ao amém..</p>
<p>amém.. aliás, mesmo num texto grego, a última palavra da bíblia é de origem hebraica, e quer dizer &#8220;assim seja, verdadeiro, firme, seguro&#8221;. sua raiz semítica &#8216;<em>amn</em>&#8216; tem como sentido genérico &#8220;merecer confiança, confirmar e apoiar&#8221;.<span id="more-973"></span> expressão freqüente do antigo testamento, em alianças e promessas, e ainda viva nos lábios de jesus no novo testamento (as palavras &#8220;em verdade, em verdade&#8221; são simplesmente uma tradução de amen amen).</p>
<p>o amém é uma confirmação expressa diante de uma nova informação ou mesmo de verdades antigas, que decidimos abraçar a cada momento. é uma assinatura vocal. é uma resposta pessoal.</p>
<p>mas para joão, o amém é mais que um combinado de sons. é mais que uma afirmação, mais que uma interjeição. para o discípulo amado, o amém é uma pessoa (apocalipse 3:14). <a href="http://eoqha.net/tag/cristo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Cristo">cristo</a> é a testemunha fiel e verdadeira. ele é a verdade em essência. ele é o amém. e não poderia ser diferente. ele que é a primeira palavra é também a última. ele que é o princípio é também o fim. ele conhece todas as histórias. ele é o autor e é também o consumador da obra..</p>
<p>a primeira palavra: <a href="http://eoqha.net/tag/cristo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Cristo">cristo</a>. a última palavra: <a href="http://eoqha.net/tag/cristo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Cristo">cristo</a>. ele é a inspiração de cada linha, a força de cada vitória, sentido de toda busca. ele é tudo em todos.. é assim nas histórias da bíblia. e em sua história?</p>
<p>que <a href="http://eoqha.net/tag/cristo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Cristo">cristo</a> seja o primeiro e o último em sua vida. que ele seja a primeira e a última palavra em cada dia seu, em cada projeto, em cada relacionamento, em cada espera, em cada sonho.. que ele seja o tudo em seu tudo.</p>
<p>e fim..</p>
<p>foto por <a href="http://flickr.com/photos/27235917@N02/" target="_blank">Lana Ekler</a></p>
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		<title>Eram os deuses mercadores?</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 12:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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“A todos os Homens e Mulheres de Deus, cujo Espírito Santo despertou, venha trabalhar conosco para tomarmos posse da terra prometida”.

Esse é um apelo para evangelizar a Palestina? É um chamado avivalista para a conversão? Nada disso. É apenas a convocação de distribuidores do refrigerante Leão de Judá Cola. A terra prometida é anunciada no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-971" title="juda" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/juda.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p><em>“A todos os Homens e Mulheres de Deus, cujo Espírito Santo despertou, venha trabalhar conosco para tomarmos posse da terra prometida”.<br />
</em><br />
Esse é um apelo para evangelizar a Palestina? É um chamado avivalista para a <a href="http://eoqha.net/tag/conversao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Conversão">conversão</a>? Nada disso. É apenas a convocação de distribuidores do refrigerante <strong>Leão de Judá Cola</strong>. A terra prometida é anunciada no <a href="http://www.leaodejudacola.com/">site</a> da empresa: o mercado de refrigerantes no Brasil que movimentou 19 bilhões de reais em 2007.</p>
<p>O irmãozinho, a irmãzinha tem dúvidas sobre a garantia do negócio? A empresa, não. Segundo informa, <em>“o Espírito Santo já nos confirmou que Ele tem 7 MIL Distribuidores Leão de Judá somente no Brasil, que o próprio Deus escolheu para trabalharmos juntos”</em>.</p>
<p>Para ratificar a segurança do negócio, a empresa cita um verso bíblico: <em>“Também conservei em Israel SETE MIL, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, &#8230; (I Reis 19:18)</em>.<span id="more-970"></span></p>
<p>O Leão de Judá Cola é a proposta do empresário Moisés Magalhães para dominar o mercado mundial, sim, mundial, de refrigerantes. De volta ao site: <em>“Assim como o Senhor Jesus dividiu a história em antes e depois Dele, determinamos em nome do Senhor Jesus dividirmos a história do refrigerante em antes e depois do Leão de Judá Cola”</em>. Se parece um plano projetado pela dupla Pinky e Cérebro, aqueles ratinhos megalomaníacos que querem dominar o mundo, veja como a Alfa Gold, a empresa que distribui a bebida, pretende realizar os treinamentos:</p>
<p><em>“A Alfa Gold utiliza o mesmo sistema de treinamento que o Senhor Jesus utilizou para formar os 12 apóstolos – o Discipulado”</em>.</p>
<p>Para ninguém duvidar da liderança do empresário Moisés Magalhães, mais emprego da Bíblia para ungir a missão do Leão de Judá Cola: <em>“Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” (Josué 1:5)</em>. Esse parece um empresário que não cabe em si de tantas comparações, mas que tem seu lado humilde, pôxa vida! Direto do <a href="http://www.leaodejudacola.com/">site</a>:</p>
<p><em>“Não temos prata nem ouro, não vamos viver juntando tesouros na terra e sim no céu”, pois “o Senhor Jesus é o Dono e Senhor da marca Leão de Judá e da empresa Alfa Gold”</em>. Como a missão é da mais alta nobreza evangelística, o empresário anunciou que vai doar para projetos sociais 10% da renda obtida com as vendas da bebida.</p>
<p>Apesar de não querer ajuntar tesouros onde a traça e os juros altos corroem, o desejo da empresa não podia ser mais explícito: <em>“Vamos conquistar cada consumidor no Brasil e no mundo”</em>. É a santificação da megalomania. Mas não se pode criticar o que vai no coração, não é, irmão, não é, irmã?</p>
<p>O que vale é a intenção? Então, que tal verificar a seção <em>“Nossa Missão”</em> no site da empresa? O primeiro item diz: <em>“Refrigerar o consumidor no Brasil e no mundo – corpo, alma e espírito”</em>. Hesitações quanto à sinceridade? O site declara: <em>“Somos dizimistas fiéis”</em>.</p>
<p>Tem ainda os 10 Mandamentos do refrigerante Leão de Judá. O décimo mandamento: <em>Crescimento Global”</em>. Contenha o riso, por favor. O segundo “mandamento” ordena: <em>“Amar ao Próximo: amarmos nossos consumidores como a nós mesmos”</em>. Fique à vontade.</p>
<p>Essa espécie de marketing bíblico-agressivo tem se tornado um padrão no mercado evangélico neopentecostal. Basta um novo comerciante, um novo cantor, um novo bispo ou pastor/a dizer que o CD/DVD-gravado-ao-vivo-com milhares-de-fiéis está “ungido” e acredita-se que o objeto está mesmo. A “santificação” de qualquer acessório vira um penduricalho de Jesus, um balangandã do Senhor. Se é feito em nome da divindade, se é para alcançar os inalcançáveis, não se pode questionar os meios porque os fins são “santos”.</p>
<p>Desnecessário dizer que o mercado religioso tinha pouca possibilidade de escapar do processo de industrialização. O problema não está no crescimento desse comércio, nem mesmo no termo “comércio”. Problemas surgem quando uma empresa se presta a declarar em seu site que <em>“toda nossa estratégia de fabricação, venda e mídia vem da Bíblia”</em>, <em>“que a marca Leão de Judá nasceu de uma fé sacrificial”</em>.</p>
<p>Critica-se o governo, a polícia, a televisão e, principalmente, os técnicos de futebol. Mas não se pode pôr em dúvida as estratégias do mercado “cristão”.</p>
<p><em>“Temos que lutar e perseverar para transformar o mundo pela renovação de nossa mente”</em>. Não, não é um conselho meu. É mais uma frase contraditória da propaganda do refrigerante Leão de Judá Cola.</p>
<p><em>Oops, I did it again</em>. Desconfiei de novo dos intuitos da empresa. Aí vai meu incentivo, então:</p>
<p>“Parem as máquinas! Rasguem as vestes! Bebam Leão de Judá Cola!”</p>
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		<title>Comparação</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 12:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Cavalcanti</dc:creator>
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Quando paro nos faróis das grandes avenidas de São Paulo constantemente me deparo com situações contrastantes. De um lado, pessoas trabalhadoras que vendem  balas e outras pequenas mercadorias em troca de um pouco de dinheiro que usarão para sustentar a família. Do outro lado, é comum ver pessoas que recebem melhores salários, fechadas em seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/comparar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-967" title="comparar" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/comparar.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>Quando paro nos faróis das grandes avenidas de São Paulo constantemente me deparo com situações contrastantes. De um lado, pessoas trabalhadoras que vendem  balas e outras pequenas mercadorias em troca de um pouco de dinheiro que usarão para sustentar a família. Do outro lado, é comum ver pessoas que recebem melhores salários, fechadas em seus carros luxuosos que custam mais que aquilo que os vendedores de rua irão adquirir durante toda a vida. Nesses momentos me sinto pequena. Vejo que tenho a tendência de comparar minha vida com a de outros quando deveria ser mais agradecida ao Senhor pelas inúmeras bênçãos derramadas diariamente em minha vida. <span id="more-966"></span></p>
<p>E você? A grama do vizinho parece ser mais verde que a sua? A casa do vizinho é mais bonita e a vida mais interessante? Muitos dos leitores podem responder que sim: em sua visão os outros sempre parecem ter melhores oportunidades. Bem, gostaria de discordar mas não posso.</p>
<p>Constantemente encontro pessoas que tem mais que eu. Espera&#8230; eles têm mais o que mesmo? Mais dinheiro? Coisas materiais?  E o coração? Onde fica? Será que quem tem mais dinheiro e sucesso aos olhos de nossa <a href="http://eoqha.net/tag/sociedade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with sociedade">sociedade</a>, que é constantemente influcienciada pela mídia,  é realmente mais feliz. O que dizer de pessoas humildes que não tem quase nada e mesmo assim não conseguem tirar o sorriso do rosto.</p>
<p>Acredito que a comparação seja um câncer que têm destruído o altruísmo dentro de nós. Gastamos tanto, de nosso escasso tempo, lutando para conquistar  aquilo que estabelecemos como primordial que não sobra tempo para abençoar a vida de outros. Simplesmente não encontramos espaço em nossa vida para dividir aquilo que temos recebido do Senhor.</p>
<p>Mantendo a metáfora popular, posso afirmar que muitas vezes não regamos o gramado seco do vizinho da direita porque gastamos tempo demais nos preocupando com a grama verdinha do vizinho da esquerda. Nosso tempo é usado na tentativa de fazer com que nossa grama seja tão bonita e atrativa quanto a de nosso vizinho abastado.</p>
<p>Deus nos deu olhos para vermos as bênçãos diárias que Ele derrama sobre nós; não para observar o que os outros conquistaram e ainda não temos.</p>
<p>Deus nos deu lábios para O louvarmos por tudo aquilo que tem feito em nossa vida; não para reclamar e nunca estar satisfeitos com o que Ele nos tem dado.</p>
<p>Deus nos deu ouvidos para ouvir a Sua voz; não para tentarmos acompanhar as últimas tendências da moda e quais são os produtos que simplesmente &#8220;precisamos&#8221;adquirir.</p>
<p>Deus nos deu mãos para servir ao próximo e compartilhar aquilo que Ele nos dá; não para mantê-las sempre fechadas ou simplesmente ocupadas em acumular novos bens materiais.</p>
<p>Sempre que começo a comparar minha vida com a de outros, procuro parar para contar as bênçãos. Só assim consigo reconhecer que Deus não me dá tudo que quero&#8230; Ele me dá tudo que preciso.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/bullish1974/" target="_blank">Mike Rosales</a></p>
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		<title>princípio</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 13:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
bereshit barah elohim são as palavras hebraicas originais, que inauguram as páginas da bíblia. amada por uns, contestada por outros, &#8220;no princípio Deus criou&#8221; (gênesis 1:1) é uma das sentenças mais conhecidas do mundo. revela um ato criativo e misterioso do passado, mas é possível que diga bem mais..
a estrutura é simples. da direita para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/beginning.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-957" title="beginning" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/beginning.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p><em>bereshit barah elohim</em> são as palavras hebraicas originais, que inauguram as páginas da bíblia. amada por uns, contestada por outros, &#8220;no princípio Deus criou&#8221; (<a href="http://eoqha.net/tag/genesis/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with gênesis">gênesis</a> 1:1) é uma das sentenças mais conhecidas do mundo. revela um ato criativo e misterioso do passado, mas é possível que diga bem mais..</p>
<p>a estrutura é simples. da direita para a esquerda (que é como se lê o <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>), temos os elementos da frase. <em>elohim</em> é um termo que se refere a Deus, que poderia ser literalmente traduzido por &#8220;deuses&#8221;. mas a terminação plural do <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> nesse caso, antes de tudo, aponta para a grandeza da divindade, bem como para sua força e poder infinitos. <em>barah</em> é um verbo e significa &#8220;criar&#8221;, mas com um detalhe importante: <em>barah</em> se refere a uma <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a> diferente, não a partir da <a href="http://eoqha.net/tag/materia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with matéria">matéria</a>, como indicam outros verbos, mas a partir do nada. Deus criou a partir do nada..<span id="more-956"></span></p>
<p>agora chamo sua atenção para o último (ou o primeiro) dos termos. <em>bereshit</em>. essa, na verdade, é uma palavra composta, comumente traduzida como uma espécie de advérbio de tempo. aqui temos a união de dois termos. be &#8211; que é uma preposição (no <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> as preposições podem vir assim, aglutinadas à palavra com que tem mais ligação) com muitos significados: em, por, através de, por meio de, etc &#8211; e <em>reshit,</em> variação da<em> raiz rosh</em> &#8211; que também possui muitas traduções: cabeça, início, princípio, principal, raiz, etc.</p>
<p>o que para muitos contém uma informação simples é tema de muitos estudos no mundo da teologia. a questão é: o que moisés queria dizer de fato com essas três palavras? estaria a ênfase do texto no tempo ou no modo da ação de Deus?</p>
<p>existe uma antiga tradição rabínica que opta por outra interpretação de <a href="http://eoqha.net/tag/genesis/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with gênesis">gênesis</a> 1:1. segundo ela, <em>bereshit </em>não indica tempo, mas modo. logo, sua tradução não seria &#8220;no princípio&#8221;, mas &#8220;através do princípio&#8221; ou do cabeça &#8211; o que é perfeitamente aceitável, em <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>. sendo assim o <em>rosh</em> não seria uma marca fria na linha cronológica da eternidade, mas um instrumento da <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a>. o &#8220;princípio&#8221; não seria um quando, mas um quem. não seria um tempo, mas uma pessoa..</p>
<p>avançando para as páginas do novo testamento com isso em mente, é possível experimentar uma sensação diferente quando ouvimos joão apresentar cristo como o verbo encarnado, dizendo que &#8220;todas as coisas foram feitas por meio dele, e, sem ele, nada do que existe foi feito&#8221; (joão 1:3); ou quando lemos na correspondência de paulo uma das maneiras como ele mais se refere a cristo: &#8220;ele é o princípio&#8221; (colossences 1:18), o cabeça, o primogênito, o primeiro &#8211; o principal.</p>
<p>&#8220;através de cristo Deus criou.. e o espírito pairava sobre as águas&#8221;. a trindade presente nas primeiras palavras do <a href="http://eoqha.net/tag/genesis/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with gênesis">gênesis</a>.</p>
<p>através de cristo Deus criou o mundo e tudo que existe. é através de cristo que Deus deseja recriar o mundo. e mais que isso, é através de cristo que Deus quer recriar a minha e a sua vida. a verdade é que, para Deus, é muito mais fácil criar a partir do nada, como no princípio, que recriar hoje, contra a vontade humana. o Deus é o mesmo. o poder é imutável e infinito. o instrumento, cristo. a <a href="http://eoqha.net/tag/materia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with matéria">matéria</a> é o nada que somos. o plano é nova <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a>, em cristo jesus.</p>
<p>que você dê lugar em sua vida para o instrumento perfeito de Deus para criar e recriar. que sua vida seja palco para os grandes atos de Deus e que você sinta a alegria de ser uma nova criatura..</p>
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		<title>Canção Cristã e Cultura Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 12:52:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
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Por que a maioria dos protestantes brasileiros aprecia uma hinologia ou um conjunto de músicas de origem americana ou européia mas demonstra pouca tolerância para com as canções religiosas de estilo popular nacional?
Esta é uma pergunta a qual podemos dar várias respostas erradas, como: é uma questão de gosto, ou, é o respeito às tradições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-930" title="musica" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/cancao.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Por que a maioria dos protestantes brasileiros aprecia uma hinologia ou um conjunto de músicas de origem americana ou européia mas demonstra pouca tolerância para com as canções religiosas de estilo popular nacional?</p>
<p>Esta é uma pergunta a qual podemos dar várias respostas erradas, como: é uma questão de gosto, ou, é o respeito às tradições litúrgicas, ou ainda, é devido ao preconceito em relação à cultura brasileira, e a pior de todas, deve-se a uma alienação cultural americanizada e pequeno-burguesa.</p>
<p>Vou procurar algumas respostas que podem explicar esse tema que divide gerações de fiéis.<span id="more-929"></span></p>
<p>Gosto (o bom e o mau, se me permitem os relativistas mais ferrenhos) é algo que se constrói socialmente. Para Pierre Bourdieu, as diferenças entre os gostos musicais não se assemelham às diferenças de paladar alimentício &#8211; este estaria mais profundamente inscrito em nossos corpos que o paladar musical. O estudioso francês acrescenta que os diferentes gostos musicais não remetem unicamente a &#8220;preferências últimas e inefáveis, mas a diferenças no modo de aquisição da cultura musical&#8221; (Sociología y cultura, p. 178).</p>
<p>Como a hinologia protestante foi adquirida, então? Para alguns pesquisadores, como Prócoro Velásques e Antonio G. Mendonça, as missões norte-americanas tinham um pendor eurocêntrico e entendiam que sua cultura era superior a dos povos da América do Sul. Assim, a dominação econômica encontrava um correspondente na dominação cultural e religiosa, dominação essa que repudiava a música local e favorecia a adoção de uma hinologia euro-americana/estrangeira (ver Introdução ao protestantismo no Brasil, dos dois autores; ou O celeste porvir, de Antonio G. Mendonça).</p>
<p>Essa visão está bem simplificada aqui, mas traduz teoricamente a essência de um pensamento amparado no discurso nacionalista e marxista que procura explicar os fenômenos sociais pela ótica do conflito de classes. Esse argumento consolidou-se no Brasil dos anos 1960, quando a dicotomia nacional-popular versus cultura anglófona chegou ao ridículo de se promover uma marcha dos artistas contra a guitarra (era um instrumento do rock, que nasceu nos EUA, que eram o império colonialista, etc) e ao mesmo tempo coroava-se como &#8220;legítimo&#8221; e &#8220;autêntico&#8221; o estilo de raiz nacional (baião, sertanejo, samba).</p>
<p>Esse discurso, que conferia autencidade e legitimidade somente às músicas fiéis a uma tradição cultural de origem brasileira, ao espaço sociogeográfico das classes populares (o sertão, o morro) e ao argumento de independência cultural em relação ao mercado e às nações dominantes, chegou às igrejas protestantes nos anos 1970 refletindo o pensamento sociológico da época e modificando os padrões de composição de canções religiosas.</p>
<p>Com 30 anos de atraso, o mesmo discurso só agora alcança algumas igrejas adventistas e luteranas, por exemplo. A música de &#8220;raiz&#8221; nacional procura seu espaço na hinologia protestante. Porém, as justificativas encontradas são obsoletas. Primeiro, porque &#8220;cultura brasileira&#8221; não é um conceito monolítico que uma vez erguido estará consolidado para sempre. Ao contrário, trata-se de um conceito extremamente fluído e contraditório (quem diria, nos anos 60, que surgiria algo como rock &#8220;nacional&#8221; ou funk &#8220;carioca&#8221;). Em segundo lugar, o público, em especial a juventude, não se importa com questões de identidade nacional, mas prefere os símbolos e objetos mundializados, os gêneros e as performances transmitidos via mídia, remontando-os em perspectiva diversa da original.</p>
<p>A música popular brasileira é um referente atual para a música cristã. Os pontos positivos que essa perspectiva pode expressar (e há músicos capazes para tanto) também dão lugar a problemas surgidos quando a renovação musical se dá por meio de um pragmatismo evangelístico entusiasticamente abraçado ou quando se acredita que a totalidade de uma cultura é plenamente aceitável quando transladada para o espaço da adoração cristã.</p>
<p>Voltando a questão no topo da página &#8211; o porquê da aceitação da hinologia tradicional em detrimento de uma música cristã popular brasileira -, nota-se que o argumento da autenticidade e legitimidade faz pouco sentido no espaço cultural hiper-globalizado. O debate marxista de conflito de classes, isto é, missionários a serviço do imperialismo norte-americano impingindo uma cultura &#8220;importada&#8221;, é um raciocínio que padece de xenofobia e descarta a reação e os anseios dos novos conversos, que os torna meros receptores passivos.</p>
<p>Michel de Certeau afirma que o sentido e o uso dos produtos culturais, dos sons musicais, na vida individual e social das pessoas não podem ser completamente determinados (A invenção do cotidiano, 1994). Assim, deve-se levar em conta também outros fatores para a adoção da hinódia protestante euro-americana:</p>
<p style="padding-left: 30px;">a) A ausência de referências sociogeográficas: os novos conversos desconheciam a origem da música (se era um folk irlandês, uma marcha da Guerra Civil americana, uma balada do teatro, uma canção de saloon), mas podiam aceitá-la pelo simples motivo de que era diferente das canções dos festejos a que estava acostumado antes da conversão;</p>
<p style="padding-left: 30px;">b) A noção protestante do sagrado: o &#8220;sagrado&#8221; significava algo era &#8220;separado&#8221; para as atividades religiosas. A hinódia euro-americana recebida pelos novos protestantes expressava um caráter diferenciado ao ser cantada no local de adoração, modelando uma perspectiva litúrgica distanciada de práticas musicais sincréticas que serviam tanto para as festividades religiosas quanto para a diversão mais sensual.</p>
<p>Se lembrarmos também do preconceito e da marginalização sofridos pelos conversos no período de inserção do protestantismo no Brasil, veremos que a adoção daquela hinologia &#8220;importada&#8221; marcava uma construção de identidade coletiva interna e também uma diferença externa em relação aos cultos afro-brasileiros e católicos. Não se pode negar que houve (e há) certo sectarismo nessa perspectiva.</p>
<p>Por outro lado, havia (e há) uma clara relação de estilos musicais com atividades que se opunham frontalmente aos princípios cristãos, o que pode ter motivado tanto a recusa de determinados gêneros como o afastamento social. Assim, esse distanciamento precisa ser revisto pela ótica da segregação sofrida e da auto-preservação moral.</p>
<p>São questões candentes que valem uma reflexão a respeito. E o primeiro passo para o entendimento possível é o diálogo. Meu objetivo não é conceder as únicas respostas, mas espero fazer as <a href="http://eoqha.net/tag/perguntas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with perguntas">perguntas</a> certas e até esquecidas.</p>
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