#122 O futuro da mídia adventista

abril 16, 2008 |  Entrevistas, Vídeo  |  14 Comentários  |  Download do vídeo  |  Envie por email  |  Salvar/Bookmark


Aproveitando a presença do diretor associado de comunicação em nível mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, William Costa Jr., realizamos uma coletiva para sanar várias dúvidas, em parceria com a ABJ. Como raras vezes podemos saber direto da fonte o que está sendo realizado ou planejado dentro da igreja na nossa área, aproveitamos para discutir o futuro de diversas mídias, como o , , , áudio-visual, etc.

Trazemos para você em primeira mão esse interessante debate! Aproveite!

Sobre o diretor

Siqueira

Aficcionado em tecnologia e por novos métodos de contar histórias, o Matheus é atualmente um estudante de jornalismo. No tempo livre aproveita para ler (revistas, livros, jornais) e se possível viajar para conhecer novas culturas, pessoas e lugares.


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14 Comentários ↓

#1 Alexandre Pacheco em 17.04.08, 16:14

Video muito bom!
Reportagem que esclarece totalmente o RAIO-X da comunicação adventista!

Parabéns Mateus!
Mandou bem de novo!

Abraço

#2 Matheus Siqueira em 18.04.08, 16:24

[atualizado]

Obrigado Alexandre,

A oportunidade de poder fazer essa coletiva foi ótima, as respostas foram boas também, ao ele falar algumas perguntas e questões me vieram a mente e me fizeram pensar…

Vou jogar aqui minha opninão pessoal para abrir espaço para quem quiser questionar ou defender se sentir a vontade.

Ao Williams Costa Jr. mencionar que pessoalmente ainda não sabe qual modelo de mercado é mais apropriado para o mercado, recordei de alguns acontecimentos recentes que acho interessante. O mercado como um todo está procurando tornar seu conteúdo gratuíto, e na vanguarda dessa área está a indústria cultural e de entretenimento. Vários artistas e empresas começaram a explorar e fazer experimentos na área de lucrar com conteúdo gratuíto (Exemplo do grupo Radiohead que lucrou muito mais ao lançar seu CD de graça na Internet do que vender por uma gravadora). Será que o modelo que está sendo aplicado aí fora também não poderia se reutilizado pela igreja? Como Williams Costa Jr. falou sobre a doação como, talvez, uma método a ser seguido, não seria interessante disponibilzar o conteúdo gratuítamente e pedir doações dos que se sentem beneficiados pelo produto?

Em âmbito menor, ao fazer minhas perguntas na coletiva, pensei no éoqhá. Perguntei sobre a doação, anunciantess, disponiblização de conteúdo gratuíto, etc. Porque penso por quais meios podemos sustentar esse projeto?!

Quem se interessar no assunto, segue abaixo dois artigos de revistas conceituadíssimas que falaram sobre esse assunto (infelizmente não achei nada em português)

http://www.rollingstone.com/news/story/18064095/cover_story_the_future_according_to_radiohead

http://www.wired.com/techbiz/it/magazine/16-03/ff_free

Ao lançar esse tópico realmente espero comentários discutindo isso, aliás seria interessante ter uma opinião contrária quanto a isso…

Abraço!

#3 Joel em 19.04.08, 22:07

Bom, como eu tava falando com o Matheus pelo telefone, concordo plenamente com ele, existe sim, muita informação descentralizada os vários blogs, fotologs e tantos outros logs da vida que acabam trazendo consigo vários comentários, e de certa forma cada comentário é uma pessoa que se interessou pelo assunto.
Agora se de repente pra se alcançar essa pessoa se ofereça conteúdo pago.
Fatalmente essa pessoa se afastará, sendo que no meio secular ela pode encontrar musica, vídeos, enfim muito conteúdo grátis mesmo.

Penso também que a igreja precisa centralizar mais suas formas de alcance, posso estar desatualizado mais são muitos os meios que a igreja tem pra alcançar pessoas, mas será que uma pessoa que passa por um site adventista, ouve falar de Jesus e deixa recado recebe um follow-up até que alguém da igreja mais próxima se aproxime.
Ou será que temos investido em muita tecnologia pra alcançar e depois nos esquecido de discipular?

Se houvesse uma central que gerenciasse interessados, e em cada igreja pessoal preparado para receber essas pessoas e de cara, no primeiro contato, muito conteúdo gratuito aí sim penso que funcionaria…

Sem mais…

#4 flavio.laia em 21.04.08, 0:00

Simplesmente fantástica essa coletiva!
A exata realidade da atual utilização da mídia no cumprimento da comissão evangélica no contexto adventista.
Após esta análise, eu posso concluir, indubitavelmente, que “até aquí nos ajudou o Senhor”. Foram diversos projetos realizados e amadurecidos, e agora novos sonhos e metas que, com a provisão do Senhor nosso Deus, serão alcançados!
É certo que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”(Eclesiastes 3:1). É todo um processo no qual o próprio Deus se disporá de de pessoas consagradas que Ele já tem em mente, de idéias novas inspiradas por Ele mesmo… de jovens preocupados com o avanço de Sua obra e em como melhor serví-Lo através de seus talentos.
Parabéns à equipe pelo alto nível da discussão.

*at+

#5 Jonathas Silva Melo em 23.04.08, 21:05

Brilhante entrevista! Acabei de assistir pelo download. Só gostaria de ver muitas outras sendo feitas.

Um abraço a todos.

#6 Olivandro Maia em 24.04.08, 14:02

Parabéns pela entrevista, bem descontraída e rica em informação.

#7 Alan Soares em 27.04.08, 19:19

Muito Boa entrevista que em seu resumo, terminou mais uma vez chegando `a conclusao que um dos principais problemas, senao o maior, e’ a falta de recursos. Dinheiro! Verba! Ouvimos do entrevistado que temos um orcamento de 700 mil reais mensais pra fazer televisao, e que se 1,5 milhao de membros doassem mensalmete 1 real cada um, teriamos o dobro de dinheiro disponivel.
Ouvi de um programa de radio do radialista cristao Paul Harvey aqui nos EUA que os adventistas doam 4 vezes mais do que as outras denominacoes e 10 vezes mais do que a media geral dos doadores comuns.
Ouvi do meu amigo Pr. Ivan Canhadas que a Igreja Adventista e’ segunda igreja do mundo no ranking “patrimonio / per capita”.
Continuo ouvndo que aqui nos EUA, a IASD continua adquirindo cada vez mais hospitais a sua ja’ enorme rede de saude com inventimentos na casa das dezenas de milhoes de dolares.
Sempre ouvi que ai’ no Brasil, nao param os investimentos em escolas, e predios administrativos.
Afinal, se queremos espalhar o evangelho ao mundo, pra apressar a volta de Cristo, cuidando de primeiro de doentes pra depois evangeliza’-los, ou entao mostrando aos outros, belas universidades, escolas e predios administrativos, acho vai demorar um bocado pra chegarmos ao nosso principal objetivo como cristaos!!!
Querer exigir mais dinheiro de nossos membros, sendo que estes sao os que doam mais do que quaisquer outros de outras denominacoes,…como diria FHC…”assim nao da’! assim nao da’!!!”
Quando vi o Pr. Joel Oesteen, o maior pregador evangelico da atualidade nos EUA, pregar sobre a nossa mensagem adventista de saude, falando sobre carnes imundas, alimentacao, corpo como templo do espirito santo,…fiquei pensando se no final, a mensagem adventista nao vai acabar sendo realmente levada ao mundo por nao adventistas!

#8 Diego Barreto em 28.04.08, 8:58

Gosto muito desse blog, inclusive divulgo o link no meu, mas serei obrigado a comentar alguns detalhes deste vídeo. Em primeiro lugar, um dos entrevistadores perguntou se não deveriamos universalizar a linguagem. Não estou certo de que essa seja a melhor opção. Quando se fala em universalização, se fala, na verdade da adaptação de todos a uma unica forma e isso está muito fora de moda mesmo num mundo globalizado (e globalizando) que cada vez mais customiza e individualiza o universo de cada um. Portanto, acho que a contextualização para as diferentes audiências é imprescindivel, para tanto é preciso que haja o reconhecimento de uma série de audiências alcançaveis. O que me fez temer e tremer mesmo, foi a resposta do entevistado: “Temos fé em Deus que isso irá mudar”. Amém, mas esperamos que haja um pouco mais fém em estratégias do que estratégias de fé em um caso como esse. É melhor do que ficarmos “bobolhando” esperando sentados. Quanto ao fato da comunicação Adventista falar só para o seu publico interno… Entende-se que esse blog fez exatamente isso quando ao gravar o video em voga. O que não tira nem desmerece nem um pouco a sua relevância. Não é mal que façamos isso, apenas precisamos acrescentar outras visões(e não subtrair do sistema atual, que apesar de falar muito ao publico interno ainda é muito defasado mesmo na realização dessa tarefa), ampliarmos para nossa real missão evangelística.

Em relação a disponibilização gratuita de material profissional na internet. Temos um impasse que não foi resolvido pela simples ausência de soluções práticas, no que tange à IASD. Hoje é relativamente fácil dispor material(fácil porque é possível, e estamos vendo isso aos montes) profissional e de qualidade gratuitamente pela internet em um mundo capitalista. Entretanto, como não é intenção nem da organização, nem do publico alvo da IASD o lucro, como realizar tanto com recursos saindo e nada entrando? A lógica é simples, quem produz gasta. Mas se você está pensando em termos da atual arrecadação da organização sendo redirecionada, priorizando esse tipo de comunicação, é preciso lembrar que essa organização é mantida por você, portanto de um jeito ou de outro sairá de nossos bolsos. Seja pagando o produto ou possibilitando a fabricação do mesmo para divulgação gratuita. O capitalismo se favorece pelo incentivo aos interesses próprios, essa vantagem nós não temos. Não podemos fazer com que pessoas colaborem para o evangelho pensando em seus próprios interesses. Apenas quando for de forma natural e dedicada. E a falta dessa dedicação e de menos olharmos para os nossos próprios interesses tem travado tudo.

Senti também muita pena do audiovisual nessa história toda, e senti também algum conformismo. Poderia haver mais idealismo e quem sabe até uma certa utopia. Precisamos, pelo que vi, é de revolução.rs

Jan Paulsen na Bloomberg é o que há. Mas as novidades mencionadas foram em termos de atuação e não de formato e estratégia, também gostaria de saber o que há de novo por aí. Destaque também a informação sobre o cenário de patrocinios.

Por fim, parabenizo o site mais uma vez, ótimo conteúdo, ótima discussão. Keep it coming.

Abração!

#9 Joel em 28.04.08, 13:20

Bom, Diego – Discordo um pouco quando você escreveu que universalizar significa adaptar, percebo que a Igreja Adventista se esforça, e muito, para cumprir o seu papel de levar o evangelho adiante,seja no ramo musical, audiovisual e agora mais do que nunca na internet.
Vivemos em um mundo globalizado em que os blocos economicos, falarão o mesmo idioma e terão a mesma moeda, penso que se quisermos levar o evangelho adiante, em um mundo globalizado temos sim que universalizar nossa linguagem, e é como o Pr. Willian disse, não se trata de mudar a mensagem mas sim dar uma nova roupagem, fazendo com que a mensagem chegue a todos os povos,usando a universalização e a contextualização

Penso que o que nao pode acontecer é uma grande torre de babel, onde ninguem entende ninguem.

Quanto a disponibilização de material gratuito na internet

———SOU A FAVOR————————

Quanto aos gastos- O povo de Deus que se encarregue de usar os dons q Deus lhes deu para obra.

Precisa pedir patrocinio nem nada a ninguem NÃO , basta por em prática a palavra – COMPROMISSO!

#10 Diego Barreto em 28.04.08, 15:34

Joel, se houver compromisso eu também sou a favor. Com certeza. Mas não adianta achar que esse dinheiro vai cair do céu mesmo.

Quanto a universalização da linguagem, temo que tenha que suster minha opinião. Concordo plenamente com a questão da Roupagem, ninguém está falando de mudança de mensagem. Mas embora o mundo esteja gobalizando, o nihilismo está avançado e as pessoas estão cada vez mais presas a seus mundos e tribos particulares e customizadas. Veja pela internet. O You Tube, Orkut, Facebook, Msn, Myspace e etc… Eles não estão convergindo todos para o inglês, estão se dividindo em linguas e culturas diferentes ao redor do mundo. Os vídeos mais assistidos dos EUA são diferentes dos mais assistidos na Itália, Brasil e Coréia. Há incentivação de reunião em comunidades de interesses especificos (tribos) e cada vez mais é preciso que se saiba falar de mais formas do que de uma unica forma pradonizada. O Google por exemplo usa linguagem coloquial adaptada a cada cultura. Por fim, “mesmo idioma e mesma moeda” não redunda em mesma cultura ou mesma linguagem. As peculiaridades de cada cosmovisão tem apenas se fortalecido no mundo atual, a unica coisa que tem se unificado fortemente em termos de pensamento, é o consumo.

Quanto ao esforço da igreja, também o tenho notado.

#11 Flavio Daniel Almeid em 29.04.08, 20:46

Muito bom, a entrevista, sinto muita saudade de voltar a fazer parte desta turma, sucesso a todos, me aguade eu volto.
Um abraço
Flávio Almeida

#12 Felipe Lemos em 03.05.08, 7:31

Prezados,
Muito interessante a iniciativa com a coletiva. Penso que realmente a Igreja Adventista ainda precisa despertar mais na área de comunicação de maneira a atingir os meios de comunicação. Falta, por exemplo, um trabalho sistematizado e organizado voltado a abastecer a mídia em geral com informações úteis a respeito do que a IASD realiza em termos sociais, educacionais, ambientais e de amparo a jovens, crianças e adolescentes.
Seria fundamental um plano padronizado de marketing que envolva, também, ações de comunicação interna, externa e treinamento dos próprios porta-vozes sobre como falar perante uma emissora de rádio, TV, jornal, revista, site noticioso de Internet.
Parabéns pela iniciativa.
Sugiro uma entrevista sobre liberdade religiosa X ecumenismo.

#13 BlogAdventista.com.br » Blog Archive » #126 Promo Glicério s/n em 15.09.08, 12:15

[...] #122 O futuro da mídia adventista [...]

#14 Alexandre Nascimento em 22.03.11, 10:42

O que mais me preocupa é ver que existe uma grande vertente na igreja hoje que exige postura e empenho profissionais especialmente a músicos e comunicadores mas não deseja nem de longe prover os recursos (sim, dinheiro) para isso. Sou músico pela graça de Deus, pois cada instrumento que eu pude comprar foi por ter um trabalho, mas quantos têm esta condição? Estou agora me dedicando ao piano e não tenho ainda recursos para isso. O que dizer dos menos favorecidos?
Agora, mais triste ainda é ver que muitos não fazem idéia de quanto custa um jogo de cordas para violino, contrabaixo, ou mesmo uma afinação de piano. Esse dinheiro NUNCA cairá do céu. Pergunto ainda, sabe quanto custa uma hora de gravação em um estúdio? Já parou pra ler a contra capa dos nossos cd’s (especialmente lançados pela gravadora Novo Tempo) quantas pessoas estão envolvidas? São profissionais, tanto em empenho e conhecimento mas também fazem disto seu meio de vida. Agora em blogs como jardimgospel (pronto, falei) absolutamente TUDO que é lançado é ali disponibilizado indiscriminadamente para download gratuito. Pensando em não se ter lucro com música (até que se pode considerar isso justo) mas ao menos os custos são providos em boa parte pelas vendas desses cd’s, e temo que chegaremos a um tempo em que não será possível a um artista, quarteto ou afins lançar um segundo trabalho, pois de onde virão os recursos?
Para terminar, uma alternativa usada pelos músicos seculares para driblar a diminuição dos recursos tomados pela pirataria (ou “cópias domésticas”) são os cachês. Não vejo isso possível na nossa igreja, pois nas comissões a maioria se posiciona contra ajuda financeira aos nossos grupos mais conhecidos e reconhecidos e, entre eles, pessoas como nosso irmão que logo acima escreveu “O povo de Deus que se encarregue de usar os dons q Deus lhes deu para obra”. Não é um contra-senso? Deus nos dê sabedoria para aprendermos dEle e desenvolvermos bom senso.

Abraço a todos, Alexandre Nascimento
São Paulo – SP

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