ela não está aqui

agosto 21, 2009  |  por Convidados Especiais  |  1 Comentário  |  Envie por email  |  Salvar/Bookmark

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Tempo atrás fui convidado para uma festa de aniversário e um velório. Bastou meu celular tocar novamente para que a euforia da voz, que me informou a hora e o local que iríamos cortar o bolo, fosse camuflada pela tristeza aguda de alguém, que do outro lado da linha, me comunicava o falecimento de um de meus queridos.

Enquanto vivemos, assistimos cenas irônicas como esta. Somos espectadores do enredo mal escrito pelo pecado em nossas vidas e nas vidas de nossos vizinhos, neste grande planeta. Em fração de segundos, podemos estar soprando velinhas num aniversário ou orando num funeral, aplaudindo pessoas ou carregando seus caixões. Sei de pastores que precisaram encurtar a cerimônia de um casamento, pois logo em seguida precisariam pregar em um culto fúnebre.

Esta montanha russa é a evidência de que nosso lar não é aqui.  Esta inconstância da vida está diariamente gritando que somos peregrinos e que nossas malas e bagagens devem estar sempre prontas para uma retirada rápida e surpreendente.

A glória desta Terra, em qualquer fase da vida, é emudecida ao nos chocarmos de frente com o fim, seja de nossos bens, seja de nossas pessoas. Quando isso acontece, nossas convicções e sonhos parecem se harmonizar com o pensamento do grande sábio Salomão: “Tudo é vaidade” (Ecles. 1:2).

O mesmo sábio conclui que “mais vale uma casa com luto do que uma com festa” (Ecles. 7:2). O cotidiano enlouquecedor, enfrentado por você e por mim neste século, parece exigir um luto de vez em quando para que reconheçamos quem somos, de onde viemos e pra onde estamos indo. Segundo o escritor irlandês C.S. Lewis, “é como se a dor fosse um megafone de Deus”.

Somos tendenciosos a crer que somos eternos. Insistimos na ilusão de que nosso emprego, patrimônio e família durarão para sempre. Porém, “o mundo passa” e somente “aquele que faz a vontade de Deus permanece” (I João 2:17). Em outras palavras, João está dizendo: recordes são quebrados, reputações desvanecem e homenagens são esquecidas, mas quem faz a vontade de Deus permanece.

No livro “Uma Vida com Propósito”, o autor Rick Warren conta a história de James Dobson, um jogador de tênis que sonhava em ser campeão pela sua instituição. James se aplicou e trabalhou muito para conquistar o campeonato. Após a conquista tão sonhada, seu troféu foi colocado em evidência em uma das prateleiras da escola. Anos mais tarde, James receberia o troféu pelo correio com a notícia de que o mesmo fora encontrado numa lata de lixo, após uma grande reforma na escola. O grande tenista então concluiu: “No devido tempo, todos os troféus serão jogados no lixo por alguém”.

Onde você tem depositado seus tesouros? Em qual prateleira deste mundo você tem confiado os seus troféus? A traça e a ferrugem, citadas em Mateus 6:19, representam as enchentes que levam nossas casas, a crise econômica que leva nossas finanças e a violência e doenças que levam nossa vida.

Sabe por que nos frustramos? Por que nos cansamos ou não nos satisfazemos? Porque o que procuramos não está aqui.  Não restam muitos lugares para o homem desbravar e, de fato, compreender que ela não está aqui. A eternidade nos foi retirada no Éden e está agora plantada na Terra de Deus. Tudo aqui ficou vulnerável ao tempo, as circunstâncias, aos acidentes de percurso e, se não estivermos ligados ao único meio de nos encontrarmos com a eternidade novamente, Jesus Cristo, ficaremos sem esperança e morreremos. E morrer sem esperança é morrer para sempre.

“Procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas… então vocês também serão manifestados com Ele (Cristo) em glória” (Cl 3:1-4). “Assim, fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê. Pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2 Co 4:18).

Por causa de Cristo, Deus se comprometeu em levar-nos para um lar que é eterno e seguro. Onde os aniversários serão irrelevantes diante da expectativa infinita de vida. Onde os funerais serão esquecidos, porque ali a morte será banida. Onde o choro será calado pela alegria de conhecermos, contemplarmos e experimentarmos o que sempre estivemos buscando: a eternidade.

texto: Jonatas Ribeiro (24), é assessor jurídico na Associação Paulista Leste, compositor e cantor gravando seu 1° cd solo.


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1 Comentário ↓

#1 Camila em 03.09.09, 13:42

Como é bom saber que um dia voltaremos para o lar!!

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