Encontro Transformador
outubro 28, 2008 | por Carolina Costa Cavalcanti | 6 Comentários | Envie por email | Salvar/Bookmark

Era domingo de manhã, estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos aguardando a chegada de familiares. O vôo estava atrasado… por incrível que pareça aquilo não me incomodava. Na verdade, o atraso foi providencial. Pude ficar quieta em um canto observado outras pessoas que também esperavam por alguém.
Geralmente minha vida é muito corrida. Tenho uma agenda de atividades diárias que precisam ser executadas. Se deixar acumular, pago o preço por esse atraso. Por isso minha satisfação em gastar algumas horas sem fazer nada! Às vezes penso que precisamos separar mais tempo para fazer nada, ou melhor, para observar as coisas que estão ao nosso redor. Foi isso que fiz naquele dia no saguão de desembarque do aeroporto de Cumbica. Eu observei… e aprendi.
Naquele local existiam diversos tipos de pessoas que conversavam sobre a chegada filhos, netos, esposas, namorados, tios, primas, colegas, desconhecidos etc. No começo todos estavam ansiosos pela chegada. Depois decepcionados ao descobrirem que teriam que aguardar. Finalmente, começaram os diálogos interessantes:
- Será que a Bruninha vai me reconhecer? Esse negócio de criança crescer longe de avó é complicado! To com medo dela me estranhar… – quem disse isso foi uma mulher loira e elegante que não aparentava ser avó de ninguém. Fiquei imaginando se a Bruninha era um bebê, pois não conseguia conceber que aquela mulher era avó de uma criança mais velha.
Logo ao lado um rapaz ansioso segurava um buquê de margaridas. Balançava as flores enquanto fazia confissões para senhora que estava ao seu lado:
- Nossa, não agüento mais esperar. Já não dormi essa noite pensando que finalmente vou encontrar a Camila. A gente tá namorando há tanto tempo via Skipe que mal posso acreditar que hoje vou dar um abraço bem forte nela.
Prestei atenção na conversa e descobri que a senhora era a mãe da Camila. Ela também estava ansiosa para ver a filha que ficara um ano fora do Brasil estudando inglês.
Ali podia ver duas crianças cansadas que se mostravam inconsoláveis ao perguntar para a mãe “quando papai vai chegar?” Também vi três funcionários de empresas ou hotéis, não sei ao certo, que seguravam uma plaquinha na mão contendo o nome daqueles que aguardavam. Do outro lado do saguão tinha um grupo de umas 15 pessoas. Acredito faziam parte da mesma família. Eles eram muito barulhentos e animados. Seguravam uma faixa branca e grande que tinha os dizeres: Seja bem-vindo Ivan… Sentimos saudades!
Disse que nesse dia observei e aprendi… Até aqui descrevi a parte da observação. O aprendizado ocorreu quando finalmente as portas automáticas do desembarque se abriram e os passageiros começaram a adentrar o saguão do aeroporto. As pessoas eram recebidos de diversas maneiras. As diferenças eram gritantes (literalmente). Aqueles que eram aguardados por pessoas que os amavam eram recebidos com carinho e emoção entre abraços, beijos e lágrimas. Por outro lado, aqueles que eram aguardados por desconhecidos nem sequer apertavam a mão daqueles os esperaram por tanto tempo.
Nesse dia aprendi que nosso encontro com Deus, quando Ele voltar nas nuvens do céu, só será significativo se tivermos desenvolvido uma relação de amor com Ele. Só quem já teve um encontro transformador com o Rei dos Reis o receberá de braços abertos e coração agradecido. A espera pode ter sido grande… não importa. Nesse momento o que vale é abraçar o pai querido, amigo amado, salvador eterno…
Desenho de Nadya
Sobre o autor
Jornalista e mestre em Tecnologias Educacionais. Dá aulas para o curso de Pedagogia da Faccamp e atua como designer instrucional dos cursos a distância do CEPA - USP. Gosta de ler, viajar, escrever e passar a noite jogando conversa fora com amigos e membros da família. É casada e tem dois filho pequenos. Conheceu éoqhá através da irmã.
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6 Comentários ↓
Olá:
Que lindo esse texto gostei de ver a sua perpectiva,enquando não fazia nada,pode ver tantas coisas acontecedo ao seu redor, isso é coisa de quem aprimorou a mente pra ver essas coisas que nós simples mortais não fomos treinados para isso, muito lindo o texto reafirmo, eu gosto de ler coisas inteligente e a colocação que vc fez em relação a espera que a cada dia fazemos da volta de Jesus, nosso bendita esperança, foi muito bem colocada.
– Estamos esperando tbm,e quando ele chegar? dependendode nossa intimidade com Ele iremos nos jogar aos seus pés.Obrigado por avivar mais essa esperança.
Encontrei seu texto num momento em que meu cérebro já não conseguia pensar direito devido ao grande acúmulo de atividades. Por causa disso resolvi navegar em busca de algo que me fizesse sentir melhor, e aí… esbarrei em seu texto. Sinto que realmente preciso parar um pouco sem fazer nada e observar as pessoas ao meu redor. Tenho certeza de que Deus usou você para abençoar a vida de outras pessoas e, especialmente hoje, a minha. Parabéns por se deixar usar. Desejo que o senhor Jesus continue sendo objeto de seu amor e bondade. Ame-o sempre. Se não nos conhecermos nesta terra, convido-a a nos conhecermos no céu, durante o milênio.
Abraços fraternais.
muito bom….
realmente só esperamo e nos alegramos com a volta daqueles q conhecemos profundamente.
Queridos Lenilda e Sineilza,
Agradeço as palavras de encorajamento e carinho. Desejo de todo coração que o Senhor sustente a vida de vocês até o dia em que poderemos ver a face de nosso Salvador…
Saudade,saudade que as vezes machuca e faz sofrer
Saudade,saudade ainda que as vezes bandida,nos dá força pra aqui viver
Saudade,Saudade que gera esperança de amigos rever
Saudade,saudade que um dia irá perecer,pois viver na eternidade,nunca mais, saudades iremos sofrer.
Oi, Carol!!
Mais uma vez, um belo texto!
Parabéns pelas percepções…
Eu sou muito observador e, de vez em quando, fico a observar as “coisinhas” simples da vida que nos ajudam a estra mais perto de Deus.
Tenho um monte de historinhas legais… Depois te conto, beleza?!
A gente se vê lá no céu!
Beijão!
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