Música e Adoração: Experiência e Obediência
agosto 7, 2009 | por Joêzer Mendonça | 14 Comentários | Envie por email | Salvar/Bookmark

Não é difícil perceber que o debate em torno da música sacra tem tomado duas vertentes bem dicotômicas: ou é isso ou é aquilo, esse instrumento pode vs. aquele não pode, o gosto “jovem” vs. o gosto “maduro”, o clássico vs. o contemporâneo.
Insisto em dizer, todavia, que o problema não é a música nem o instrumento nem a dinâmica mutante da cultura musical. A discussão não deveria estar situada na oposição entre os pólos. Aliás, essa é uma oposição em que as opiniões pré-formadas de ambos os lados tem somente eclipsado o que deveria estar no centro do debate: o referencial bíblico que estabelece a adoração. Eu disse, referenciais de adoração, e não princípios musicais. Não há regras de elaboração musical da Antiguidade que devam ser obedecidas hoje. Há, de fato, princípios centrais teológicos que podem orientar o modo de adoração.
Sem um modelo biblicamente referenciado, corremos o risco de produzir uma música de louvor desarticulada e orientada por tendências culturais, pela última moda musical das mídias ou por algum artista popular. Note o que disse Harold Best, presidente emérito da Associação Nacional das Escolas de Música (EUA): “A música de igreja por excelência [...] deve estar embasada, não primordialmente na natureza da música e em estilos musicais, modelos de práticas ou perfeição acadêmica, mas em uma bem fundamentada perspectiva teológica”.
Traduzindo, a música de adoração é guiada por princípios teológicos e não pelo gosto dos mais tradicionais ou dos mais liberais.
A música pode ser vista como um ato de experiência humana. Coletiva ou individual, sua prática é geralmente dependente a) da cultura local, b) da finalidade, e c) da subjetividade do praticante. A essência da prática musical estaria relacionada, portanto, aos moldes culturais, funcionais e idiossincráticos de determinado grupo social e de sua música. Sacra ou secular, a música é sempre um ato de experiência.
Por outro lado, a adoração não se reduz a uma experiência sensível. Adoração é, antes da experiência, um ato de obediência. Coletivo ou individual, o ato de adorar é geralmente dependente a) da natureza da igreja, b) da natureza da missão, e c) da cultura do adorador. A essência da adoração estaria relacionada, portanto, aos modelos de interpretação bíblico-doutrinária. A natureza da música, por sua vez, depende da igreja e da sua missão.
A igreja que apresenta um culto bíblico entende que a adoração é uma resposta da criatura humana aos atos de Deus. Ou seja, ao contrário de cultos que buscam o favor de Deus por meio de rituais e músicas, a igreja não louva a Deus para garantir a salvação. Louva-se o Deus cujos atos salvíficos redimem o ser humano. Na Bíblia, são relatados diversos atos de adoração feitos logo em seguida a uma promessa revelada ou a uma intervenção salvadora de Deus. A adoração também não se restringe à participação no culto, mas é estendida ao cotidiano do adorador, que demonstra uma vida de adoração ou uma vida em adoração. Desse modo, a adoração é um ato de obediência.
Uma sugestão de referencial bíblico para a adoração é encontrada em Atos 2: 42: “Eles eram devotados ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações”.
n Ensino: proclamação do evangelho para a conversão e a mudança (KERYGMA)
n Comunhão, Partilha: participação, fraternidade, exercício dos dons para a edificação da comunidade (KOINONIA)
n Orações: culto, adoração (LEITOURGIA)
O texto bíblico citado não relaciona instrumentos ou estilos para a igreja. Alguns registros históricos indicam o predomínio do canto a capella e a ausência de instrumentos musicais no espaço cúltico apostólico, seja porque estes despertavam associações culturais indesejáveis seja porque poderiam ser ouvidos pelos perseguidores dos cristãos ou por causa de outro motivo. Se tomássemos o texto e o contexto daquela época e daquele lugar e o transplantássemos sem adaptações, tal ação seria apenas um pretexto para a exclusão autoritária dos instrumentos da prática musical religiosa.
A igreja que reflete em sua adoração os três modos/atitudes de sua missão deve procurar fazê-lo de forma regular, criativa, sistemática e cuidadosa. Quando isto não ocorre, há um desequilíbrio que tende a sobrepor um dos três modos sobre o outro. A fraternidade sem a doutrina faz da igreja um mero clube social. Onde a liturgia é sobreposta à comunhão dos leigos e ao ensino haverá um culto baseado na intenção subjetiva e na emoção do relacionamento pessoal com Cristo, e não na explanação objetiva e na pregação do evangelho.
Algumas comunidades religiosas têm empregado a música para estimular experiências sensíveis e emocionalistas por parte do adorador. A cruz e a graça de Cristo são pontos que certamente merecem a contrição e as lágrimas de gratidão. Entretanto, a adoração contemporânea referenda duas horas de louvor e quinze minutos de edificação doutrinária, concedendo à “liturgia gospel” o papel central em um culto que favorece o extravasar das emoções reprimidas e que, supostamente, permitiria ao adorador uma satisfação pessoal e uma transcendência espiritual inquestionáveis.
Em sua bem-sucedida operação espiritual-musical, o louvor contemporâneo está atento às últimas tendências musicais da mídia secular, o que pode estar na adoção de uma forma sensacionalista de cantar ou de um novo ritmo do verão. Porém, como escreve Ralph Martin, o ser humano adora “não simplesmente para satisfazer suas necessidades ou para sentir-se melhor, mas para expressar a dignidade de Deus” (The Worship of God, p. 27).
O adorador precisa, sim, de hinos e canções modernas que tornem o ato de cantar uma atividade agradável e prazerosa, balanceando o uso da linguagem do relacionamento pessoal com a linguagem que se dirige à soberania e à majestade divinas. Apesar de não haver nenhum referencial doutrinário ou institucional que assinale o uso exclusivo do hinário para o louvor congregacional, penso que a música escolhida deve representar a identidade litúrgico-musical da igreja, buscando equilibrar formas históricas e recursos musicais da modernidade.
Por outro lado, nota-se que os ministérios de louvor que abdicam da tradição musical de sua igreja estão muitas vezes transplantando não somente o estilo musical, mas também as estratégias de adoração dos grupos neopentecostais, em que o louvor tem mais importância que a doutrina e qualquer forma musical é valorizada pelo seu impacto emocional e utilitário.
Sobre o autor
Pianista e compositor do Curitiba Coral/IASD-Central, é também arte-educador e Mestre em Música pela UNESP. Edita o blog Nota na Pauta, onde escreve sobre atualidades e antiguidades relacionadas à mídia, cultura e religião.
Contactar Joêzer | + posts por Joêzer Mendonça | Blog do autor

14 Comentários ↓
parabéns pelo ótimo artigo, joêzer. a igreja adventista precisa de mais artigos equilibrados sobre música e adoração, e não de discussões que não terminam em lugar nenhum como tem acontecido.
Que Deus continue te iluminando a escrever artigos,
imparciais, porém de uma extrema clareza. muito bom!
Bom dia amigo
Fiquei feliz em ler a sua matéria sobre musica e adoração. Um equilíbrio bem equilibrado se podemos nos expressar assim. Em um tempo aonde se discute muito o assunto de estilo de musica e tipos de instrumentos musicais da igreja, a sua matéria foi divinamente inspirada. Sabemos que o Diabo é o mestre da musica. Ele sabe como e quando atingir os jovens. Infelizmente, alguns acham que não podem ser usados pelo diabo neste assunto de musica e adoração e estão procurando introduzir fogo estranho no arraial do Senhor. Mas, Deus também tem os seus servos inspirados para dar o sonido certo na trombeta. obrigado pela matéria e que Deus o conserve firme sempre aos principios.um abraço!
Desde que alguns pregadores alertaram nossa igreja sobre a mistura entre divino e profano dentro da música na igreja, tenho estado numa grande batalha, tenho orado a Deus pedindo esclarecimento sobre como devo louvá-lo e se estou realmente profanando a adoração quando ouço músicas evangélicas com utilização de percussão ou introdução de ritimos mais modernos.
Estive fora da igreja por um longo tempo, e uma das coisas que me chamaram devolta foi realmente a música mas esta música mais contemporânea mesmo, é esta que tenho ouvido no carro, no quarto enfim, em sibstituição às músicas que ouvia antes de voltar…
É claro que musicas de louvor em momento de louvor, musicas de celebração em momentos de celebração, musica de reflexão em momento de reflexão…
Este texto realmente veio em resposta às minhas orações, muito mais importante do que o ritimo ou o instrumento utilizado é a capacidade de a música alimentar meu espírito com a esperança de que Deus não me abandonou e nunca abandonará, é é através da música que Ele toca meu coração e me faz pensar no dia que poderei louvá-Lo pessoalmente…
Sou grato ao meu Pai Eterno pois Ele tem me guiado e fortificado…
Feliz sábado
a Igreja, ou melhor, os membros que a compõe vivem volta e meia discutindo o que tocar e o que n tocar nos cultos. Essa discussão é antiga e qto mais passa o tempo menos relevante se torna pq n produz resultado significativo. Qualquer ser humano dotado de mínima inteligência e desprovido de preconceito, sabe que tudo isso no fim das contas n passa de gosto pessoal. Não conhecemos o gosto de Deus e nem seus pensamentos. Ele n deixou claro em momento algum em qual estilo ou com qual música se sente ou n adorado. Logo tudo o q é dito nesse ou naquele sentido n passa de ponto de vista ou réles opinião pessoal e opinião por opinião eu sou mais a minha. Eu penso que Deus estabeleceu a Igreja na terra para ter de volta o reino q lhe pertence e que foi entregue ao diabo. E para ter esse reino de volta Ele precisa ganhar espaço mas o q acontece é o contrário. O inimigo tem dominado o mundo cada vez mais é ele quem dita até onde a igreja pode ir e isso n poderia nunca acontecer. Como a igreja n cria nada de novo( vive do passado) e não pode “copiar o que é do mundo”, fica encurralada com ritmos que n agradam a juventude de hj, músicas que n expressam de forma alguma nossos sentimentos reais para com Deus. Músicas que o tempo se encarregou de santificar e que a ala tradicional da igreja enaltece como se estivessem sido escritas pela pena do Arcanjo Miguel. Tornamos-nos reféns da nossa “santificada” tradição. Nossa liturgia é morta. Nós estamos indo na contramão do q Ellen escreveu. O intuito do inimigo tem sido destruir a igreja e tem usado seus agentes dentro dela até na forma de “defensores” da verdadeira adoração. Vai assistir os momentos de louvor numa igreja pentecostal e depois vai numa igreja adventista. É um tédio tão horroroso que n é possível acreditar que Deus se alegra ou q se sinta adorado com aquilo. Os súditos do diabo são alegres, avivados mesmo n tendo um futuro promissor, agora eu q sou filho de Deus e herdeiro da promessa tenho q adorá-lo como se estivesse indo pro inferno ou acompanhando um cortejo fúnebre com hinos q só falam de melancolia e tristeza. Nada q tenha ritmo que seja alegre, vibrante ou que empolgue pode ser empregado no culto pq segundo alguns “sábios”é irreverência e Deus n aprova. Colocam assim sua opinião acima da opinião de Deus e nós temos q engolir como se fosse uma verdade bíblica
caro wewerton,
suas opiniões fortes e sinceras amplificam as questões que procurei colocar no texto. Então vamos lá.
Não podemos generalizar e dizer que a liturgia adventista é morta, tediosa, fúnebre e melancólica. Não é assim na igreja que eu frequento. E lá não são adotadas canções do recente pentecostalismo. A forma como é conduzido o louvor – e não somente o repertório escolhido – contribui para um louvor alegre.
Hinos que falam de tristeza? Todos os 600 hinos são assim? As canções jovens são assim? Ou a forma com que é conduzido o louvor que você viu é que é uma tristeza?
Não podemos também simplificar a questão e pensarmos que o culto neopentecostal de igrejas como Renascer ou Universal são a salvação para o louvor protestante ou que eles tem o repertório ideal.
O repertório, claro, estimula o louvor coletivo. Mas se for apenas o repertório, algo está errado. Podem mudar o repertório o quanto for, mas se o coração estiver preocupado com o estilo – conservador ou moderno – e não com a vontade e a sinceridade de adoração, algo vai mal.
você diz que a Bíblia não diz nada sobre estilos ou música que Deus preferiria. Nisso você está certo e errado. Certo por que Deus foi sábio em não apontar gêneros musicais, pois sabia que estilos mudam cultural e historicamente. Errado quando esquece que há não regras, mas bases teológicas para a adoração.
Mas cuidado com as contradições, pois no final você diz que os “sábios” põem sua opinião acima da opinião de Deus – e você mesmo disse que Deus não deixou indicação (ou opinião) alguma.
Por isso, também não aponto estilos ou canções. Aponto os fundamentos teológicos para a adoração.
O culto neopentecostal não é base para a liturgia bíblica. Pode ser que entre os “sábios” que você critica haja alguns intransigentes mesmo. Não se atenha a esses mas também não dê muita corda às novidades de adoração da moda. Busquemos o equilíbrio. É difícil? Talvez. Mas se pedirmos sabedoria a Deus, Ele nos dará liberalmente também para a escolhermos a música adequada.
abraço
Bom dia
Weverton, li hoje o seu comentario sobre a questão da música. Fiquei preocupado com suas palavras, póis, deixaram transparecer algum tipo de “revolta” com alguma coisa da igreja. Tenho vivido com a igreja há 46 anos. Tenho participado de muitos louvores na igreja. E confesso que concordo com você quando muitas vezes a igreja cantava o hino paracendo uma cerimonia funebre. O problema não estava no hino/música, mas nas pessoas que cantavam. A igreja canta musicas alegres sim. Há musicas solenes e deva ser cantado com solenidade pois assim a musica determina que deva ser cantanda para alcançar os eu objetivo. Nós adventistas do sétimo dia precisamos aprender a cantar, a louvar melhor o nosso Criador. E não é com o estilo pentencostal com certeza!. Tenho participado de louvores congregacionais, sem estilo pentecostal, como você sitou, quem foram momentos maravilhosos na presença de Deus. Na Bíblia você não encontra: é proibido fumar!. Mas não fumamos e você concorda que não devemos fumar. O que encontramos sobre o não fumar é o princípio sobre o cuidado do corpo. Assim também é com a música. Há um principio para estabelecer a musica. E isto não tem nada haver com opiniões pessoais. tem haver com principio. Princípio não muda em lugar, epoca, povos, em região alguma. É o mesmo ontem, hoje, e sempre. Pense como os anjos adoram a Deus…. E neste assunto de música, como em tantos os outros assuntos, um palavra é essencial: equilibrio. Meu desejo é que nós possamos crescer na maneira de louvar ao Senhor de maneira agradavel e aceitavel a Deus. Um abraço Fraternal.
Querido irmão,
Acho que vc n me entendeu bem ou talvez eu não tenha sido suficientemente claro na minha argumentação. Em momento algum eu quis dizer que o culto neopentecostal seja uma referência liturgica e nem vc e nem eu podemos dizer que não é. Não temos, sinceramente, embasamento bíblico para tal. Qdo eu disse que nossos cultos são embalados por músicas melancólicas tenho certeza que não exagerei. Eu não desconsidero os hinos tradicionais pq cresci ouvindo eles e fazem parte da minha formação cristã. Apenas acho que os nossos cultos poderiam ser melhores mais atrativos e mais participativos e melhor aceitos por Deus se eles fossem mais dinâmicos. Não adianta fazermos demagogia dizendo que os cultos são desanimados pq a culpa é da falta de espiritualidade dos membros. Cada um tem de vestir a carapuça que lhe cabe. os membros têm problemas espirituais ? têm sim. Mas e os cultos não são de fato um tédio? São sim. Eu que já fui colportor frequentei mais de uma centena de igrejas e todas têm o mesmo problema. Pq irmão não se pode cantar a musica Como zaqueu que ta bombando por aí? só pq tá na moda é pecado?? Qdo cair no esquecimento pode ser cantada. Nós n podemos exigir que pessoas q n têm uma experiência igrejeira como nós que já frequentamos há algum tempo, curtam Arautos do Rei, Prisma etc músicas que grande parte da juventude da igreja de hj tmb n curte mais. Pessoas que estão acostumadas a ouvir funk, pagode,pop de repente são obrigadas a gostar de um outro estilo de músicas pq nós classificamos esse rtmos como inadequados para adoração a Deus. Não podemos esquecer que muitos hinos tradicionais da igreja hj eram melodias mundanas do passado. temos que pedir irmão n é só esclarecimento não é liberdade para adorar e liberdade do preconceito. Eu entendo que deva haver equilíbrio mas sempre que leio um artigo que trata do tema o tal equiloíbrio se desequilibra pro lado da tradição do ” vamo deixar do jeito que tá”. abraço
ok, então, wewerson,
o louvor tem que ser aquele que está “bombando”?
o culto não precisa ser orientado biblicamente?
não existem princípios teológicos para a adoração?
basta por uma letra religiosa para “cristianizar” o funk?
ainda há gente que acredita na neutralidade da música?
os novos conversos querem mesmo louvar em ritmo de pagode ou eles veem em igrejas protestantes mais tradicionais uma diferença em relação à música que eles cantavam?
se alguém tinha um costume pouco aceito pelo adventismo antes de entrar na igreja, então ele pode continuar na mesma postura por que ele estava acostumado?
então parece que não temos mais nada a aprender com os estudiosos e deveremos nos voltar ao louvor espontaneísta e de orientação individual: típico dos nossos tempos em cada um quer louvar do seu próprio jeito. Aliás, de um jeito orientado pela moda pop (pagode, funk e axé). E aqui não estou recriminando a intenção do coração dos cantores gospel que cantam nesses gêneros, mas é difícil negarmos o apelo comercial e o direcionamento para o evangelismo de entretenimento que recentes pesquisadores acadêmicos têm apontado. E não são pesquisadores adventistas nem “velhos sábios”, diga-se.
eu não diria que “sempre”, mas concordaria que às vezes o tal “equilíbrio” dos artigos sobre música tem servido de reforço ao conservardorismo intolerante.
E que nossa vida possa ser o verdadeiro louvor ao nosso Deus.
Então pastor a igreja adventista de qual país vai se salvar pq cada cultura adota um estilo diferente de louvor
Aqui é pecado bater palma na igreja na Africa não. Aqui não pode ter bateria nos EUA pode. O louvor a Deus não pode ser massificado querido. Deus respeita nossas diferenças quem criou a diversidade foi ele e não eu. Nosso Deus não é Deus de monotonia, de mesmice. Pq o padrão pentecostal não pode ser praticado por nós adventistas tá escrito isso na bíblia?? Onde?? Eu n curto os cultos pentecostais senão seria um deles mas n acho que se possa fazer esse tipo de afirmação que o senhor fez. Eu sou de fato um pouco revoltado pastor mas n sou com os princípios da igreja mas com esse tradicionalismo irracional defendido as custas de muitas almas perdidas que poderiam se salvar caso a nossa igreja fosse mais democrática, mais aberta ao diálogo e menos massificadora de opinião. Condenamos o catolicismo romano por ter perseguido os cristãos na idade média mas a nossa igreja faz a mesma coisa pq n nos dá direito de pensar diferente e caso isso ocorra deve se pq tem um problema espiritual ou está revoltado ou coisas do tipo. eu quero uma igreja em que eu tenha prazer em levar visitas e que elas se sintam bem por lá. Não uma igreja que só fale para os próprios membros, que cante para os próprios membros e que faça tudo por si mesma, ou seja, cresce pra dentro. se queremos ganhar os mundanos, se queremos de fato salvar almas se essa é de verdade a nossa missão …devemos falar aos mundanos numa linguagem que eles entendam se queremos ser ouvidos é claro. abraço tom
Viu irmão pq eu disse que n vale a pena discutir esse assunto …
Sempre sou mal interpretado. Qdo citei ritmos como funk, pagode e tal não quis dizer que quero que eles sejam introduzidos na igreja só citei como exemplos de quão diferente é a realidade delas e a nossa. É difícil aproximar- se de alguém enfatizando tanto as diferenças entende. Acho que devemos levar as pessoas aos pés de Cristo primeiro e depois moldá-las as nossas tradições se isso for necessário. Eu em momento algum disse que não existe princípio. Claro que eles existem. A bíblia disse que é necessário que” o adoremos em espírito e em verdade” esse é o princípio. Mas se cala no que se refere a ritmos e coisas do tipo. Precisamos falar a língua do povo para evangelizá los. Não adianta falar inglês para os espanhóis entende o que quero dizer. as pessoas têm de vir para a igreja não pq é diferente das outras mas pq conheceram e amam a Jesus. É isso q tem de trazê-las se não for assim vão sair. Claro que temos oq aprender com os estudiosos mas n quer dizer que temos q aceitar tudo o q eles dizem. Eu aprendi isso no seu blog querido. qual o problema com a espontaneidade?? tudo tem que ser enlatado?? determinado?? Pré estabelecido?? Onde tá escrito isso?? Para finalizar irmão só pra q vc me entenda eu n acho que temos q jogar nossa tradição fora e adotarmos tudo o que é novo. devemos seguir o conselho paulino examinar tudo e reter o q for bom, ou seja, ficar com o melhor dos dois isso é equilibrio
ósculo santo pra vc!11 e feliz sábado.
Feliz Sabado Weverton
li o seu comentario sobre o meu comentario e o comentario seguinte também. Posso observar que temos uma coisa em comum: O louvor congregacional em nossas igrejas precisar crescer. Em momento algum falei em palmas, bateria, ou coisa parecida. A cultura tem haver sim. por exemplo, Paulo fala se saudar com ósculo santo. é um costume e cultura da região. Mas seu eu o fizer aqui no Brasil… você o que irão me chamar… Há uma igreja não adventista que tem como doutrina o osculo santo, mas somente, dentro da igreja. Na rua eles não praticam o osculo santo por que a nossa cultura não permite. Não vou discutir o assunto palmas e bateria. Fiquei feliz pelo fato de que você não defende o uso de certos ritmos mesmo que o tenha citado. Não precisamos nos igualar aos ritimos para conquistar alguem. Conheço pessoas que vieram do mundão. Ficaram feliz com o estilo de musica cantado na igreja. um dia ele viu um grupo musical cantando com determinado ritimo que o fez lembrar da sua velha vida destituída de Cristo. A sua reação foi foi imediata: rejeitou tal musica que estava sendo cantada pelo seu estilo/ritmo. uma coisa é certa, também, o diabo foi maestro do coro angelical. Ele sabe como manipular a musica para prender aqueles que ele sabe que serão presos. Há muuuuuuuuiiiiitos anos atras ouvi a história de uma jovem que estava endemoninhada. Seu era Geane. Ela já havia passado por varias igrejas, até que chegou na igreja adventista. numa tarde/noite de sábado, os irmãos foram até a casa dela para orar e ler a Bíblia. Começaram a cantar. Alguém sugeriu o hino O Que Amigo em Cristo Temos. Alguém iniciou o cantico do referido hino, mas tirou alto que foram obrigados a parar e reiniciar. quando reiniciaram, o tom saiu baixo demais que foram obrigados a parar de novo. Neste momento, o diabo se manifestou atrvés da moça com uma gargalhada e disse: vocês não sabe cantar! e um ancião, talvez desavisado, respondeu: Então tira você! e o Diabo começou a cantar o mesmo hino, com a mesma letra mas mudou o ritmo, um ritmo de musica popular. Esta história é real, Ouvi do proprio pastor que enfrentou a situação: Mario Valente. E saiu também na revista adventista. o fato meu querido irmão, nós precisamos crescer no louvor a Deus. Gosto de conduzir o louvor congregacional com a igreja. gosto de ouví-la cantar. Sabe por que muitas igrejas não cantam? porque quem conduz o louvor coloca a sua voz no microfone e somente se ouve a sua voz. ou o sonoplasta coloca o cd do hinario tão alto que não se ouve a igreja cantar. è necessario ter habilidade para conduzir o nosso povo a louvar a Deus através dos canticos. Vou dizr por experiência propria: não precisamos de bater palmas no louvor ou de bateria para se ouvir a igreja cantando com alegria e entusiasmo. Nós, eu e você, desejamos ver a igreja cantando com entusiasmo, alegria, vibração, sentido no coração e na alma o louvor a Deus. nós podemos fazer a diferença quando dirigirmos o louvor congregacional. Meu irmão, juntos vamos orar sobre o assunto. Vamos pedir a Deus Sabedoria e instrução para podermos ajudar a nossa igreja desenvolver mais e mais um louvor sadio a Deus. Ao me dirigir a você, pelo fato de você ter expresso o que você pensa, não o fiz com o intuito de condená-lo por algo. Mas o fiz porque vejo em você uma pessoa sincera que sofre com a música “funebre” cantada por muitas de nossas igrejas. Jesu ama você, Jesus ama a mim, Jesus ama a sua igreja. Um abraço fraternal.
Amanha dia 28/06 de 2010 as 08:00hs da manha, teremos uma entrevista na Rádio Tropical AM 1320, sobre Como é importante a musicalização na vida das crianças. Programa Carlos Simões das 07:00hs as 09:00hs de segunda a sexta feira.
Pela web http://www.tropicalam1320.com.br/radio.html
Curitiba- Paraná- Rádio Tropical AM 1320 (41) 3266 1320
Adoração a Cristo de forma racional é importante, o emocional muitas vezes cunfunde o real sentido daquilo que deferia se compreender e de fato não é compreendido.
No culto de adoração a Deus, é preciso se estar consciente da razão de estar ali, a qual é de louvor e adoração à Aquele que é digno de receber toda honra e toda a glória, e para Ele nada deve ser feito de qualquer forma. Será que se pessoalmente Jesus estivesse sentado olhando, teria-se coragem de cantar qualquer música, ou quem sabe um forró gospel dentre vários outros ritmos.
É preciso ter a mente esclarecida de que Deus está o tempo todo ao nosso lado, mas em sua casa a refenrência é dupla, afinal, é sua casa de oração e não de bagunça e agitação, Deus é de ordem e deseja nos trasnmitir paz e alegria, não como o mundo dá, pois Ele diz: “viveis no mundo mas não sóid do mundo.”
Deixe um comentário