Primeiras vezes
setembro 19, 2008 | por Carolina Costa Cavalcanti | 3 Comentários | Envie por email | Salvar/Bookmark

Lembro-me da primeira vez que tomei banho de chuva… provavelmente não foi a primeira vez, mas é a primeira memória que tenho de uma experiência como essa. Parece que ainda posso sentir as gotas de chuva escorrendo pelo meu rosto e o sentimento de liberdade que o momento proporcionou. Era livre para correr, pular nas poças barrentas de água, dançar, cantar… Depois disso sempre ficava tentada quando via que chovia lá fora. Queria mais…
Lembro-me da primeira vez que andei de montanha russa. Enquanto o carrinho subia lentamente pelos trilhos íngremes que precedem a grande descida do brinquedo, mal podia conter minha apreensão. Fiz promessas sinceras de que nunca mais iria fazer aquilo. Jurei que, se saísse com vida, iria me devotar a anunciar aos quatro ventos o perigo de tal experiência… Minhas promessas duraram menos que cinco minutos. Assim que saí viva do brinquedo corri para a fila novamente. Queria mais…
Lembro-me da primeira vez que vi meu marido. Jamais podia imaginar que ele era o homem que Deus tinha separado para ser meu companheiro por toda a vida. Mesmo assim, perdi o fôlego… o mesmo fôlego que perdi a primeira vez que ele segurou na minha mão. O mesmo fôlego que me faltou quando ele disse que queria casar comigo. A partir desse momento sabia que nunca iria sair do lado dele. Queria mais…
Lembro-me da primeira vez que vi rosto de meu filho. Foram 9 meses imaginando se ele seria parecido comigo ou com o papai. Foram 9 meses preparando o quarto, as roupinhas, o coração… Enquanto via meu corpo se transformando percebia que eu também estava mudando. Quando vi o rostinho de meu filho pela primeira vez, entendi o que é amor incondicional. Ao segurar seu frágil corpinho em meus braços, sabia que nada no mundo poderia fazer com que o amasse menos. Queria mais…
Lembro-me da primeira vez que me prostrei de joelhos e falei honestamente com Jesus. Disse que queria que Ele viesse morar em meu coração. Supliquei perdão pelos meus pecados e pedi que guiasse minha vida. Naquela noite, Ele me acolheu e abraçou. Essa experiência foi marcante. Depois disso, queria mais… Ele concedeu os desejos do meu coração…
Se você ainda não teve uma experiência pessoal com Jesus, não deixe para depois. Essa será a primeira vez mais significativa de toda sua vida. Se experimentar vai querer mais. É só pedir. Ele vai suprir os desejos de seu coração…
Foto por Daniela Z.
Sobre o autor
Jornalista e mestre em Tecnologias Educacionais. Dá aulas para o curso de Pedagogia da Faccamp e atua como designer instrucional dos cursos a distância do CEPA - USP. Gosta de ler, viajar, escrever e passar a noite jogando conversa fora com amigos e membros da família. É casada e tem dois filho pequenos. Conheceu éoqhá através da irmã.
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3 Comentários ↓
Que texto maravilhosoO!Que o Senhor possa continuar a usa-la de maneira tão linda!
as primeiras vezes…
e não é isso que é ser humano?
ter experiências e delas ser feito…
como o primeiro vôo do passarinho
a lhe destinar o céu por caminho…
como as primeiras palavras de uma criança,
e toda a poesia que existe numa vida.
o primeiro passo é o abraço do infinito,
a primeira lembrança: o início da memória,
e o que seria da história se não fosse a surpresa…
e a beleza sem o admirar…?
mas nada é igual sempre,
tudo tende ao renovar ,
não existe o que acontece outra vez,
cada dor sentida,é apenas ela mesma,
cada lágrima vertida é por um motivo…
é sempre outro o sabor do sorriso…
não será este o recado de D-us para o homem,
um código para quem duvida da eternidade…
o primeiro poema será sempre novidade,
pois quem lê nunca será o mesmo…
há sempre uma verdade a ser entendida,
contada,vivida…
Que mistério envolve um D-us que escreveu nas linhas do vento,
na mágica do momento,
na figura do mais simples invento,
o segredo da vida…
…………………….Abração,Carol,e que D-us continue lhe abençoando….
dani
TEXTO BELÍSSIMO…
TEM UMA SENSIBILIDADE NOTÁVEL!
DEUS ABENÇOE.
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