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	<title>éoqhá &#187; arte</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>eu poema e o Poeta</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 23:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[há semanas tenho ouvido repetidas vezes uma canção interpretada por joão alexandre chamada &#8220;te vejo Poeta&#8221; (youtube). não tenho motivos específicos ou claros para isso, apenas tenho me deleitado com o relacionamento que a canção me proporcionou com Deus, através da ação dEle mesmo em mim. hoje enquanto ouvia, rascunhei algo sem pretensão de ser, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1554" title="a26b" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/a26b.jpg" alt="a26b" width="590" height="264" /></p>
<p>há semanas tenho ouvido repetidas vezes uma canção interpretada por joão alexandre chamada &#8220;te vejo Poeta&#8221;  (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=UbZ8sFGFoxQ" target="_blank">youtube</a>). não tenho motivos específicos ou claros para isso, apenas tenho me deleitado com o relacionamento que a canção me proporcionou com Deus, através da ação dEle mesmo em mim.</p>
<p>hoje enquanto ouvia, rascunhei algo sem pretensão de ser, mas sendo o que há de mais verdadeiro em mim. resolvi compartilhar por aqui assim, simplesmente como foi. chamar isto de poesia ofenderia a muitos, então, chame como desejar. para Quem foi escrito não fará diferença.</p>
<p>por hoje a canção e poucas palavras para o Poeta&#8230;<span id="more-1553"></span></p>
<p>porque tudo perto dEle é insuficiente,<br />
porque toda tentativa de dimensionar o Que, o Quem e o Ele, é insignificante e ilusória perto do que verdadeiramente já o É,<br />
e se o É, é flagrante contínuo,<br />
é EU SOU sem limite,<br />
sem começo e sem final,<br />
Existência e Eternidade doada e escrita, em mim,<br />
um cego sem arte.</p>
<p>porque a linguagem é incapaz de conter, traduzir ou tatear.<br />
Incabível.<br />
porque canções só vislumbram pinturas frescas de imaginação que pouco, ou nada, concretizam a <a href="http://eoqha.net/tag/verdade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with verdade">Verdade</a> que já é em mim.<br />
Imprevisível.<br />
<strong><br />
se me calasse por hoje, já seria louvor.</strong><br />
silêncio que ecoa nEle,<br />
que discerne estruturas, sentidos, intenções.</p>
<p>com o Poeta já não há estética,<br />
é como o texto que se lê agora,<br />
tem que ser,<br />
e não parecer.</p>
<p>e se hoje sou, é porque escolhi ser nEle,<br />
e se hoje escolho, é por ser arte dEle.<br />
recriado em verso,<br />
pois entre eu e Ele,<br />
apenas poesia,<br />
apenas Nós.</p>
<p>confuso ser poema no poema,<br />
sem métrica, sem floreio,<br />
verso inacabado.<br />
sem ponto, sem acento,<br />
sem pretensão vazia,<br />
apenas rabiscado, rascunhado antes da existência,<br />
porque antes de ser, já o era,<br />
e o era assim,<br />
como agora sou.</p>
<p>obra, singular,<br />
era escrito,<br />
escrito em sangue de Quem só escreve o que É.<br />
e que hoje me inspira ao escrever mais um de Seus versos em mim.<br />
por isso Ele, EU SOU,<br />
e eu.</p>
<p>amo-Te Poeta!</p>
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		<title>Música e Adoração: Experiência e Obediência</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 17:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[adoração]]></category>
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		<category><![CDATA[liturgia]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é difícil perceber que o debate em torno da música sacra tem tomado duas vertentes bem dicotômicas: ou é isso ou é aquilo, esse instrumento pode vs. aquele não pode, o gosto “jovem” vs. o gosto “maduro”, o clássico vs. o contemporâneo. Insisto em dizer, todavia, que o problema não é a música nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1493" title="b87b" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/b87b.jpg" alt="b87b" width="590" height="264" /></p>
<p>Não é difícil perceber que o debate em torno da <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> sacra tem tomado duas vertentes bem dicotômicas: ou é isso ou é aquilo, esse instrumento pode vs. aquele não pode, o gosto “jovem” vs. o gosto “maduro”, o clássico vs. o contemporâneo.</p>
<p>Insisto em dizer, todavia, que o problema não é a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> nem o instrumento nem a dinâmica mutante da cultura musical. A discussão não deveria estar situada na oposição entre os pólos. Aliás, essa é uma oposição em que as opiniões pré-formadas de ambos os lados tem somente eclipsado o que deveria estar no centro do debate: o referencial bíblico que estabelece a adoração. Eu disse, <em>referenciais de adoração</em>, e não princípios musicais. Não há regras de elaboração musical da Antiguidade que devam ser obedecidas hoje. Há, de fato, princípios centrais teológicos que podem orientar o modo de adoração.<span id="more-1492"></span></p>
<p>Sem um modelo biblicamente referenciado, corremos o risco de produzir uma <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> de louvor desarticulada e orientada por tendências culturais, pela última moda musical das mídias ou por algum artista popular. Note o que disse Harold Best, presidente emérito da Associação Nacional das Escolas de <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">Música</a> (EUA): “A <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> de igreja por excelência [...] deve estar embasada, não primordialmente na natureza da <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> e em estilos musicais, modelos de práticas ou perfeição acadêmica, mas em uma bem fundamentada perspectiva teológica”.</p>
<p>Traduzindo, a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> de adoração é guiada por princípios teológicos e não pelo gosto dos mais tradicionais ou dos mais liberais.</p>
<p>A <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> pode ser vista como um ato de experiência humana. Coletiva ou individual, sua prática é geralmente dependente a) <em>da cultura local</em>, b) <em>da finalidade</em>, e c) <em>da subjetividade do praticante</em>. A essência da prática musical estaria relacionada, portanto, aos moldes culturais, funcionais e idiossincráticos de determinado grupo social e de sua <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a>. Sacra ou secular, a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> é sempre um ato de experiência.</p>
<p>Por outro lado, a adoração não se reduz a uma experiência sensível. Adoração é, antes da experiência, um ato de obediência. Coletivo ou individual, o ato de adorar é geralmente dependente a) <em>da natureza da igreja</em>, b) <em>da natureza da missão</em>, e c) <em>da cultura do adorador</em>. A essência da adoração estaria relacionada, portanto, aos modelos de interpretação bíblico-doutrinária. A natureza da <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a>, por sua vez, depende da igreja e da sua missão.</p>
<p>A igreja que apresenta um culto bíblico entende que a adoração é uma resposta da criatura humana aos atos de Deus. Ou seja, ao contrário de cultos que buscam o favor de Deus por meio de rituais e músicas, a igreja não louva a Deus para garantir a salvação. Louva-se o Deus cujos atos salvíficos redimem o ser humano. Na Bíblia, são relatados diversos atos de adoração feitos logo em seguida a uma promessa revelada ou a uma intervenção salvadora de Deus. A adoração também não se restringe à participação no culto, mas é estendida ao cotidiano do adorador, que demonstra uma vida de adoração ou uma vida em adoração. Desse modo, a adoração é um ato de obediência.</p>
<p>Uma sugestão de referencial bíblico para a adoração é encontrada em Atos 2: 42: “Eles eram devotados ao <strong>ensino </strong>dos apóstolos e à <strong>comunhão</strong>, ao <strong>partir do pão </strong>e às <strong>orações</strong>”.</p>
<p align="center">n <strong>Ensino</strong>: proclamação do evangelho para a conversão e a mudança (KERYGMA)</p>
<p align="center">n <strong>Comunhão, Partilha</strong>: participação, fraternidade, exercício dos dons para a edificação da comunidade (KOINONIA)</p>
<p align="center">n <strong>Orações</strong>: culto, adoração (LEITOURGIA)</p>
<p>O texto bíblico citado não relaciona instrumentos ou estilos para a igreja. Alguns registros históricos indicam o predomínio do canto a capella e a ausência de instrumentos musicais no espaço cúltico apostólico, seja porque estes despertavam associações culturais indesejáveis seja porque poderiam ser ouvidos pelos perseguidores dos cristãos ou por causa de outro motivo. Se tomássemos o texto e o contexto daquela época e daquele lugar e o transplantássemos sem adaptações, tal ação seria apenas um pretexto para a exclusão autoritária dos instrumentos da prática musical religiosa.</p>
<p>A igreja que reflete em sua adoração os três modos/atitudes de sua missão deve procurar fazê-lo de forma regular, criativa, sistemática e cuidadosa. Quando isto não ocorre, há um desequilíbrio que tende a sobrepor um dos três modos sobre o outro. A fraternidade sem a doutrina faz da igreja um mero clube social. Onde a <a href="http://eoqha.net/tag/liturgia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with liturgia">liturgia</a> é sobreposta à comunhão dos leigos e ao ensino haverá um culto baseado na intenção subjetiva e na emoção do relacionamento pessoal com <a href="http://eoqha.net/tag/cristo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Cristo">Cristo</a>, e não na explanação objetiva e na pregação do evangelho.</p>
<p>Algumas comunidades religiosas têm empregado a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> para estimular experiências sensíveis e emocionalistas por parte do adorador. A cruz e a graça de <a href="http://eoqha.net/tag/cristo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Cristo">Cristo</a> são pontos que certamente merecem a contrição e as lágrimas de gratidão. Entretanto, a adoração contemporânea referenda duas horas de louvor e quinze minutos de edificação doutrinária, concedendo à “<a href="http://eoqha.net/tag/liturgia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with liturgia">liturgia</a> gospel” o papel central em um culto que favorece o extravasar das emoções reprimidas e que, supostamente, permitiria ao adorador uma satisfação pessoal e uma transcendência espiritual inquestionáveis.</p>
<p>Em sua bem-sucedida operação espiritual-musical, o louvor contemporâneo está atento às últimas tendências musicais da mídia secular, o que pode estar na adoção de uma forma sensacionalista de cantar ou de um novo ritmo do verão. Porém, como escreve Ralph Martin, o ser humano adora “não simplesmente para satisfazer suas necessidades ou para sentir-se melhor, mas para expressar a dignidade de Deus” (<em>The Worship of God</em>, p. 27).</p>
<p>O adorador precisa, sim, de hinos e canções modernas que tornem o ato de cantar uma atividade agradável e prazerosa, balanceando o uso da linguagem do relacionamento pessoal com a linguagem que se dirige à soberania e à majestade divinas. Apesar de não haver nenhum referencial doutrinário ou institucional que assinale o uso exclusivo do hinário para o louvor congregacional, penso que a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> escolhida deve representar a identidade litúrgico-musical da igreja, buscando equilibrar formas históricas e recursos musicais da modernidade.</p>
<p>Por outro lado, nota-se que os ministérios de louvor que abdicam da tradição musical de sua igreja estão muitas vezes transplantando não somente o estilo musical, mas também as estratégias de adoração dos grupos neopentecostais, em que o louvor tem mais importância que a doutrina e qualquer forma musical é valorizada pelo seu impacto emocional e utilitário.</p>
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		<title>êxodo</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 14:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[para alguns estudiosos, êxodo é o primeiro dos livros da bíblia. não o mais antigo. não o mais carregado de teologia, mas um ponto alto, em que o tema redenção é tocado pela primeira vez de maneira mais clara. se o Deus do gênesis é o Deus que cria, o do êxodo é o Deus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1226" title="candido" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/03/candido.jpg" alt="candido" width="590" height="264" /></p>
<p>para alguns estudiosos, êxodo é o primeiro dos livros da bíblia. não o mais antigo. não o mais carregado de teologia, mas um ponto alto, em que o tema <a href="http://eoqha.net/tag/redencao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with redenção">redenção</a> é tocado pela primeira vez de maneira mais clara. se o Deus do gênesis é o Deus que cria, o do êxodo é o Deus que liberta. se o gênesis é o livro dos começos, o êxodo é o livro dos recomeços.</p>
<p>é no contexto do êxodo que o relato da <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a> é dado. o começo encontra seu eco no recomeço. aliás, que sentido faria relembrar o início, se nossa existência estivesse fadada ao cativeiro do primeiro final? parece que tão importante quanto lembrar como tudo começou é saber que para cada caos de uma vida vazia Deus tem um jeito de recomeçar. talvez por isso, no antigo testamento, Deus seja chamado apenas seis vezes &#8220;o Deus que criou&#8221;, e trinta e duas &#8220;o Deus que libertou do egito&#8221;.<span id="more-1225"></span></p>
<p>um dia, lá do egito, alguém gritou. já não aguentava mais o peso da desesperança. e Deus ouviu o clamor, o choro, o grito. a palavra hebraica para clamor aqui é sa&#8217;aq. é uma expressão de dor. é o grito de quem está ferido. alguns linguístas consideram essa palavra uma das mais fortes no idioma <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>. é um clamor de agonia que só nasce na voz de um desesperado. sa&#8217;aq é também a interrogação que surge da dor. mais que um &#8220;ai! tá doendo!&#8221;, é um &#8220;será que ninguém está vendo meu sofrimento?&#8221; os israelitas estavam oprimidos, desesperados e quando clamaram, Deus ouviu. ele sempre ouve.</p>
<p>interessante.. um choro abre a história. um choro é a causa, a razão, o motivo que faz o céu se mover. mas Deus não é só de ouvir. ele age. o êxodo nos revela como Deus responde ao choro de um filho seu &#8211; recomeço. para israel ele tinha liberdade &#8211; uma nova casa, um novo rumo, um novo sonho.</p>
<p>talvez hoje você viva o pedaço estranho da vida que separa os finais dos novos começos. quando os meios se quebram. quando as buscas só encontram impossibilidade. quando as capacidades encontram limite. quando as portas se fecham. quando tudo que se pode fazer é chorar.. talvez seja este o momento ideal para a ação divina. Deus conhece caminhos, espaços, saídas, respostas escondidos pelas esquinas escuras dos finais inevitáveis de nossa existência. Deus é o mestre na arte de transformar choro em <a href="http://eoqha.net/tag/redencao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with redenção">redenção</a>.</p>
<p>talvez hoje você chore sob a pena de uma dúvida, uma dívida, um medo, uma perda, uma crise, uma dor, ou simplesmente solidão. talvez hoje você chore um final.. que o seu choro abra espaço para a mão de Deus agir em sua história. talvez seja hora de recomeçar.</p>
<p>descanse.</p>
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		<title>cântico dos cânticos &#8211; busca e encontro</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/cantico-dos-canticos-busca-e-encontro/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 13:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto pessoas no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1218" title="love" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/03/love.jpg" alt="love" width="590" height="264" /></p>
<p>poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto pessoas no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas que shir hashirim (heb) é o santo dos santos.</p>
<p>os próximos tópicos meus serão no sentido de tratar algumas nuances da poesia e do tema deste livro de poesia hebraica bíblica. sem entrar no mérito da autoria (alguns colocam Salomão, outros refutam), a voz principal é feminina. é a ela que conduz a his(es)tória. as ações masculinas são apenas respostas a busca empreendida pela mulher &#8220;queimada de sol&#8221;. ela sabe o que quer e busca até achar. com certeza, um belo referencial até hoje.</p>
<h3>Busca e Encontro</h3>
<p>cântico dos cânticos é construído em cima de uma tensão constante: a busca pelo ser amado. desde o início até o fim, a mulher parte em uma jornada de encontros e desencontros (sei que já existe um filme com esse nome). os encontros são marcados por forte linguajar erótico, enquanto os desencontros evidenciam angústia, sempre por parte do personagem feminino. somente no fim o personagem masculino parece evocar e exigir a presença da amada.<span id="more-1217"></span></p>
<p>para o poeta de shir hashirim, o amor é uma eterna busca.</p>
<p>dentre as muitas conclusões/reflexões possíveis, uma é que o amor não se acomoda e ao passo em que prevê liberdade de ir e vir, demonstra o desejo incessante de proximidade física. amar é buscar estar junto ainda quando distante.</p>
<p>aproveitando o dia, o espírito do sábado é basicamente o mesmo: buscar proximidade de D-S, mesmo estando muito distante dELE!</p>
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		<title>não vai ser assim</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/nao-vai-ser-assim/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 14:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[não sei se você vai concordar comigo. a vida me ensinou uma lição dura e repetitiva: como eu penso que as coisas vão acontecer, é exatamente assim que não vai ser.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/naoassim.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1084" title="naoassim" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/01/naoassim.jpg" alt="naoassim" width="590" height="264" /></a></p>
<p>não sei se você vai concordar comigo. a vida me ensinou uma lição dura e repetitiva: como eu penso que as coisas vão acontecer, é exatamente assim que não vai ser.</p>
<p>por favor, não se apresse nas conclusões. permita-me defender a idéia primeiro. não estou me referindo às &#8220;coisas&#8221; em mim &#8211; minha personalidade, minha maneira de agir, minhas reações isoladas. também não estou me referindo às &#8220;coisas&#8221; que comumente chamamos de deveres. esse não é um discurso revoltado! estou falando de algo muito mais complexo. algo que envolve mais que os conflitos internos de um só ser humano. estou falando do conjunto de ações e reações resultantes do encontro de diversos mundos &#8211; conceitos, medos, desejos, frustrações, deveres, visões, verdades, ilusões, sonhos, infâncias &#8211; no espaço infinito de um momento apenas.<span id="more-1083"></span></p>
<p>agora não sei se expliquei ou compliquei.</p>
<p>cada um em seu mundinho infinitamente pequeno fica como que traçando o futuro de outros tantos mundos (pessoas) quantos lhe interessem, como se essa fosse a mais simples das &#8220;coisas&#8221;. olhamos a nossa volta e escolhemos a dedo os mundos (pessoas) que queremos que façam parte de nosso sistema egocêntrico, desconsiderando muitas vezes a problemática de cada órbita em questão.</p>
<p>pessoas não são coisas. e as &#8220;coisas&#8221; não são tão simples assim.</p>
<p>ok, mas é sempre assim. passamos 24 horas de nosso dia vivendo em função de nós mesmos, em nosso fuso horário tacanho. munidos de réguas e lupas, saímos pela vida atrás de &#8220;coisas&#8221; que me façam bem, feliz. e o que é ser feliz? (silencio) munidos de nosso egoísmo de última geração, traçamos nosso futuro e o futuro de quem quer que seja, desde que seja bom para o próprio eu.</p>
<p>mas não vai ser assim. sabe por quê?</p>
<p>é porque todos pensam assim. cada um é uma espécie de dono do universo. e o universo é só um. como você pensa que as &#8220;coisas&#8221; serão, enquanto pensar somente com seus olhos viciados em você, é assim que elas não serão.</p>
<p>ontem tive mais uma aula sobre a mesma lição. as coisas não foram como eu quis. talvez outra hora conte a história. mas o assunto não acabou..</p>
<p>até!</p>
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		<title>Festival Internacional de Linguagem Eletrônica &#8211; FILE</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 19:56:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o ideal de levar a fusão entre arte e tecnologia para a sociedade, as obras lá expostas são jogos de computador, filmes, robôs, engenhocas que respondem ao comando de voz e até um tapete de metal que, quando pisado em cima, simula o movimento de uma onda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="590" height="332" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2751117&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2751117&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /></object></p>
<p>Ocorrido em agosto desse ano, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) chamou a atenção de mais de 30 mil visitantes que por ali passaram. Diferente de uma mostra convencional de arte, o FILE convida o visitante a tocar, brincar e pular nas suas exposições. Com o ideal de levar a fusão entre arte e tecnologia para a sociedade, as obras lá expostas são jogos de computador, filmes, robôs, engenhocas que respondem ao comando de voz e até um tapete de metal que, quando pisado em cima, simula o movimento de uma onda.<span id="more-1074"></span><br />
Fundado em 1999 por Paula Perissonotto e Ricardo Barreto, o FILE tem crescido a cada ano. Na última edição houve mais de 300 artistas nacionais e internacionais que participaram. Em entrevista com a fundadora Paula, ela fala do cenário da arte eletrônica, das principais dificuldades e de como o Brasil ainda tem muito o que crescer.</p>
<p><strong>O que é a FILE? O que lhe inspirou a começar a FILE?</strong><br />
Há 9 anos atrás o Ricardo e eu, como artistas, concluímos que havia poucos espaços destinado para esse tipo de produção e decidimos raciocinando mais como internet propor para os artistas que estavam desenvolvendo trabalhos nessa área um espaço online e offline, que batalharíamos para mostrar esses trabalhos. Então a partir daí lançamos uma proposta online e houve uma adesão grande, de mais ou menos 100 pessoas que enviaram projetos. A partir desse momento começamos a batalhar  por um espaço,  passamos por várias instituições culturais, e só a partir de 2004 é que criamos uma relação com o SESI.</p>
<p><strong>Como foi essa batalha para convencer as instituições do valor da arte digital?</strong><br />
Inicialmente era como entrar numa mata só com um facão na mão, você vai abrindo a clareira e de repente começa a entrar luz, mas é um processo demorado. No início era uma idéia, por mais claro que estivesse para mim e para o Ricardo, a própria internet em 2000 era pouco acessível, ainda era internet discada e tinha mil problemas. Tudo isso assusta a instituição tradicional, porque as pessoas não dominam a tecnologia. Mas, aos poucos isso foi se transformando mais parte do cotidiano das pessoas e legitimando aquilo que propomos.</p>
<p><strong>Como artista, como seus colegas viam a arte digital?</strong><br />
As pessoas da arte tradicional acabam tendo uma opinião de que tudo isso é passageiro, uma moda que vai terminar. Eu acho isso uma visão estreita, pois penso que um dos compromissos principais da arte é dialogar com sua sociedade, com a sociedade contemporânea de sua época. E hoje em dia não tem como negar que o mundo da informatização,  do código binário faz parte da nossa sociedade. Então, você não admitir essas ferramentas como meio de expressão é  uma forma de não estar dialogando com esse momento. É mais uma questão de posicionamento de atitude.</p>
<p><strong>Tem várias escolas que vêm fazer visitas aqui, qual a importância da FILE na comunidade?</strong><br />
Ao longo desses anos a gente vêm percebendo que o que acontece é o seguinte-esse tipo de trabalho, além de travar toda uma discussão e uma reflexão sobre conceitos novos da própria arte, aproxima também as pessoas que não tem esse repertório, porque é uma linguagem que se aproxima do mundo deles. Então, a partir dessa linguagem eles acabam tendo familiaridade e acabam desencadeando toda uma relação de pessoas que não necessariamente são ligadas as artes.</p>
<p><strong>No caso, pela seção de games as pessoas acabam se interessando pela arte?</strong><br />
Sim, é uma transversal que a arte traça entre uma série de coisas, e essa transversalidade é uma característica da atualidade. Hoje em dia se você se fecha em algo específico e unicamente da arte você acabe empobrecendo, por que hoje a regra é se relacionar com outras disciplinas, outras áreas. Portanto, sim, a arte digital e o game, a arte digital e a pesquisa de tecnologia de ponta, a arte digital e a teoria, a arte digital e a estética vão se cruzando e dando produtos. O público se sente aconchegado ele não se sente afastado.  Por que geralmente numa exposição de arte você precisa de um repertório, a senha para entrar no mundo da arte é bastante sofisticado e muito complexa,  então para você usufruir uma exposição de arte contemporânea você precisa estar com uma série de estudos e conceitos claros para você aproveita. Aqui não é só isso, é isso também, porque se você tiver a teoria você entra em um outro patamar de discussão, mas se você não tiver você também é bem vindo.</p>
<p><strong>Como que está sendo visto a arte eletrônica brasileira no cenário internacional?</strong><br />
Existe uma produção nacional, mas comparada com a produção internacional em termos de quantidade e qualidade, está muito aquém. Não que tudo seja bom, mesmo porque não podemos exigir no mundo da arte que tudo que seja feito é bom. O que existe, mesmo mundialmente, é muitos experimentos e poucas obras de arte. Então esse processo ainda está em formatação no mundo.</p>
<p>Só que o  Brasil produz muito menos que poderia, porque aqui nós temos um potencial enorme, muita gente. Têm que ter instituições, organizações para viabilizar a produção. A produção é árdua, os equipamentos são caros, exige mão de obra muito específica, inteligente, capaz, coisas que não são muito acessíveis. Como não temos uma política cultural aqui no Brasil que incentive isso os artistas tem que fazer por si próprios, ou por uma universidade que o sistema é todo lento. Ou seja, são outros jeitos de fazer que acabam retardando a produção.</p>
<p><strong>Quanto a natureza da arte eletrônica, por ter muita parte técnica envolvida, ela seria menos autoral que as outras formas de arte?</strong><br />
Essa discussão da autoria é bem característica dessa área. O que ocorre é que a autoria se diluí, ela se diluí porque você muitas vezes depende tecnicamente de outra pessoa, e as vezes, as soluções técnicas daquela pessoa te fazem repensar sua <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a> inicial. Portanto, já não existe mais o autor, porque a <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a> é coletiva. Várias pessoas participam e você pode até ter sido o mentor de uma idéia inicial, mas ela já se perdeu no final pois se transformou em alguma outra coisa .</p>
<p>O processo da <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a> nessa área é muito rico pois ela potencializa todo mundo que está envolvido e o produto também, então o produto final é a sinergia de todos essas pessoas. Há uma reflexão extensa nessa área sobre a autoria, muitos livros, artigos, etc. Mas ao meu ver quanto mais você consegue se livrar da autoria melhor você se torna.</p>
<p><strong>Uma outra discussão bem comum é se a arte faz a tecnologia evoluir ou se a tecnologia faz a arte evoluir. Qual a importância da arte em propulsionar a tecnologia?</strong><br />
Se pegarmos a história da arte, já existe episódios clássicos que marcam muito bem essa relação. Como por exemplo na década de 60 têm os artistas que se juntaram a engenheiros da Bell para, justamente, através dessas idéias artísticas construir essa relação com a engenharia. Na época cada área falava línguas diferentes. A engenharia é bem pragmático, está fazendo um produto para o mercado e a arte não tem nenhum utilidade.</p>
<p>A arte por si só não é utilitária, ela inventa por inventar, pelo menos assim que deve ser. Então, essa junção na década de 60 foi riquíssima e gerou coisas incríveis mas trouxe muitos problemas.</p>
<p>Hoje até estava vendo uma entrevista com alguns engenheiros que participaram dessa experiência e eles falavam que a experiência intelectual que tiveram nessa relação foi altamente frutífera, pois levantaram problemáticas que eles, como engenheiros, nunca iriam pensar.</p>
<p><strong>O que podemos esperar da FILE no próximo ano?</strong><br />
Acho que nesses nove anos nós temos crescido em vários aspectos, em categorias, em braços, crescemos em público. Mas o que queremos mesmo é crescer na produção nacional.</p>
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		<title>Música sacra através dos tempos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 14:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cantata]]></category>
		<category><![CDATA[liturgia]]></category>
		<category><![CDATA[Palestra]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma igreja dos anos 60:
"Esses que se dizem Arautos do Rei são uns arautos é da tradição dos quartetos de barbearia dos Estados Unidos. Música sacra mesmo existiu nos tempos de Ira Sankey".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-990" title="sacra" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/sacra.jpg" alt="sacra" width="590" height="264" /></p>
<p>Entreouvido num auditório de uma importante universidade do interior paulista onde um grupo vocal acaba de testar a comunhão da platéia:<br />
<em>&#8220;Esse novo grupo está trazendo a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> popular para a igreja. <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">Música</a> sacra era mesmo no <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> dos discos dos Heritage Singers&#8221;</em>.</p>
<p>Em um templo dos anos 80:<br />
<em>&#8220;Esses Heritage Singers são a cópia dos Carpenters. <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">Música</a> sacra mesmo era nos tempos de Henry Feyrabend e os Arautos do Rei&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma igreja dos anos 60:<br />
<em>&#8220;Esses que se dizem Arautos do Rei são uns arautos é da tradição dos quartetos de barbearia dos Estados Unidos. <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">Música</a> sacra mesmo existiu nos tempos de Ira Sankey&#8221;</em>.</p>
<p>Em um acampamento de reavivamento durante a Grande Depressão em 1929:<br />
<em>&#8220;Agora temos que cantar essas valsas de Ira Sankey. Só ouvi <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> sacra quando cantávamos os hinos de Lowell Mason&#8221;</em>.<span id="more-989"></span></p>
<p>Em encontro de ministros de <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> americanos em 1890:<br />
<em>&#8220;Esse Lowell Mason imita a tradição européia daqueles músicos maçons. Bom mesmo é quando adaptávamos as canções tipicamente americanas de Stephen Foster&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma congregação na Chicago de 1860:<br />
<em>&#8220;Como podemos adorar com esse piano de cabaré e estas canções adaptadas do teatro de Stephen Foster? Ah, como era bom quando erguíamos nossa voz ao som dos hinos dos irmãos Wesley&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma palestra sobre <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> em 1800:<br />
<em>&#8220;Irmãos, abandonemos esse cancioneiro popularesco dos Wesley e adoremos com os antigos e sacros hinos do doutor Isaac Watts&#8221;</em>.</p>
<p>Nos cultos dos recém-independentes americanos em 1776:<br />
<em>&#8220;Essas notas do irmão Watts ferem os ouvidos mais convertidos. <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">Música</a> sacra eram apenas os salmos de João Calvino. Oh, que belos hinos se cantam lá na Europa&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma igreja luterana alemã do século 1730:<br />
<em>&#8220;O novo organista, o tal Bach de quem falam, tem um estilo um tanto ultrapassado e escreve notas demais nas suas cantatas. Por que ninguém compõe mais como Lutero?&#8221;</em></p>
<p>Em um concílio eclesiástico no século XVI:<br />
<em>&#8220;Esse Lutero destruiu a beleza da santidade da <a href="http://eoqha.net/tag/liturgia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with liturgia">liturgia</a>. Agora o povo anda a cantar melodias de cavaleiros&#8221;</em>.<br />
<em>&#8220;E, como se não fora o bastante, cantam em língua de homens! Por isto e muito mais, excomunguemo-lo&#8221;.</em></p>
<p>Do lado de fora do templo de Salomão recém-inaugurado:<br />
<em>&#8220;É, a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> é decerto boa. Mas o pai dele escrevia letras mais sacras&#8221;.<br />
&#8220;Davi? Qual o quê! Fomos obrigados a cantar salmos com a melodia de ‘Os lírios&#8217; ou de ‘Os lagares&#8217;, lembra?&#8221;.<br />
&#8220;É que as pessoas aprendem um cântico novo mais rápido quando já conhecem a melodia&#8221;.<br />
&#8220;Aquietem-se, os dois! Vós sois jovens em demasia. Se a ciência já tivesse se multiplicado eu vos mostraria uma gravação do <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> dos cânticos de Moisés. Aquilo, sim, é que era a verdadeira <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> sacra&#8221;.</em></p>
<p><span style="font-size: 85%;">Acima, a tela <em>&#8220;Anjos cantando e tocando <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a>&#8221;, </em>1432, de Jan van Eyck<em>.</em></span></p>
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		<title>pressão e alívio</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 15:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo tempo. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade). uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-979" title="pressao" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/pressao.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a>. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade).</p>
<p>uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a segunda parte é causa de frustração e ansiedade em todos. queremos tanto ser amados que, em certos momentos, deixamos de ser quem somos e agimos passionalmente e irracionalmente. essa necessidade de ser amado se renova a cada dia e a pressão aumenta conforme nos sentimos amados. nunca há alívio, pois sempre há uma nova situação em que não podemos desapontar alguém que nos ama ou que gostaríamos que nos amasse. a realidade é que o ser amado está fora de nós e dependente do outro.<span id="more-978"></span></p>
<p>amar é, em diversas instâncias, mais fácil. depende apenas de nós mesmos e de nossas decisões, racionais e irracionais. entretanto, relegamos o amar a segundo plano. tudo porque é difícil aceitar os outros como são e perdoar. o sentimento que só depende de nós fica a mercê do que é externo a nós. impossível amar alguém que traiu. mesmo que perdoe, não aceito.</p>
<p>enfim, o que é preciso para equilibrar essas duas necessidades universais? O Messias disse: &#8220;mais bem aventurado é dar do que receber&#8221;. Se em vez de corrermos atrás de aceitação, carinho e amor nos preocupássemos em oferecer aceitação, carinho e amor, não haveria pressão, somente alívio. O primeiro passo óbvio é transformar-se. o segundo é transformar outros.</p>
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		<title>Encontro Transformador</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/encontro-transformador/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 17:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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		<description><![CDATA[Era domingo de manhã, estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos aguardando a chegada de familiares. O vôo estava atrasado&#8230; por incrível que pareça aquilo não me incomodava. Na verdade, o atraso foi providencial. Pude ficar quieta em um canto observado outras pessoas que também esperavam por alguém. Geralmente minha vida é muito corrida. Tenho uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-825" title="espera" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/espera.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Era domingo de manhã, estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos aguardando a chegada de familiares. O vôo estava atrasado&#8230; por incrível que pareça aquilo não me incomodava. Na <a href="http://eoqha.net/tag/verdade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with verdade">verdade</a>, o atraso foi providencial. Pude ficar quieta em um canto observado outras pessoas que também esperavam por alguém.</p>
<p>Geralmente minha vida é muito corrida. Tenho uma agenda de atividades diárias que precisam ser executadas. Se deixar acumular, pago o preço por esse atraso. Por isso minha satisfação em gastar algumas horas sem fazer nada! Às vezes penso que precisamos separar mais <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> para fazer nada, ou melhor, para observar as coisas que estão ao nosso redor.<span id="more-824"></span> Foi isso que fiz naquele dia no saguão de desembarque do aeroporto de Cumbica. Eu observei&#8230; e aprendi.</p>
<p>Naquele local existiam diversos tipos de pessoas que conversavam sobre a chegada filhos, netos, esposas, namorados, tios, primas, colegas, desconhecidos etc. No começo todos estavam ansiosos pela chegada. Depois decepcionados ao descobrirem que teriam que aguardar. Finalmente, começaram os diálogos interessantes:</p>
<p>- Será que a Bruninha vai me reconhecer? Esse negócio de criança crescer longe de avó é complicado! To com medo dela me estranhar&#8230; &#8211; quem disse isso foi uma mulher loira e elegante  que não aparentava ser avó de ninguém. Fiquei imaginando se a Bruninha era um bebê, pois não conseguia conceber que aquela mulher era avó de uma criança mais velha.</p>
<p>Logo ao lado um rapaz ansioso segurava um buquê de margaridas. Balançava as flores enquanto fazia confissões para senhora que estava ao seu lado:<br />
- Nossa, não agüento mais esperar. Já não dormi essa noite pensando que finalmente vou encontrar a Camila. A gente tá namorando há tanto <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> via Skipe que mal posso acreditar que hoje vou dar um abraço bem forte nela.<br />
Prestei atenção na conversa e descobri que a senhora era a mãe da Camila. Ela também estava ansiosa para ver a filha que ficara um ano fora do Brasil estudando inglês.</p>
<p>Ali podia ver duas crianças cansadas que se mostravam inconsoláveis ao perguntar para a mãe &#8220;quando papai vai chegar?&#8221; Também vi  três funcionários de empresas ou hotéis, não sei ao certo, que seguravam uma plaquinha na mão contendo o nome daqueles que aguardavam. Do outro lado do saguão tinha um grupo de umas 15 pessoas. Acredito faziam parte da mesma família. Eles eram muito barulhentos e animados. Seguravam uma faixa branca e grande que tinha os dizeres: Seja bem-vindo Ivan&#8230; Sentimos saudades!</p>
<p>Disse que nesse dia observei e aprendi&#8230; Até aqui descrevi a parte da observação. O aprendizado ocorreu quando finalmente as portas automáticas do desembarque se abriram e os passageiros começaram a adentrar o saguão do aeroporto. As pessoas eram recebidos de diversas maneiras. As diferenças eram gritantes (literalmente). Aqueles que eram aguardados por pessoas que os amavam eram recebidos com carinho e emoção entre abraços, beijos e lágrimas. Por outro lado, aqueles que eram aguardados por desconhecidos nem sequer apertavam a mão daqueles os esperaram por tanto <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a>.</p>
<p>Nesse dia aprendi que nosso encontro com Deus, quando Ele voltar nas nuvens do céu, só será significativo se tivermos desenvolvido uma relação de amor com Ele. Só quem já teve um encontro transformador com o Rei dos Reis o receberá de braços abertos e coração agradecido. A espera pode ter sido grande&#8230; não importa. Nesse momento o que vale é abraçar o pai querido, amigo amado, salvador eterno&#8230;</p>
<p>Desenho de <a href="http://flickr.com/photos/nabel/" target="_blank">Nadya</a></p>
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		<title>Jiu-Jitsu</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/jiu-jitsu/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 15:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidados Especiais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
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		<description><![CDATA[eu estava conversando com um lutador de jiu-jitsu italiano este fim de semana. ele fala pouco português mas me disse que na semana anterior esteve com um pastor brasileiro que gostava de artes marciais. o lutador me disse que pediu para o pastor mostrar o que sabia de luta portanto pediu em inglês: &#8220;shoot for [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-797" title="box" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/box.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>eu estava conversando com um lutador de jiu-jitsu italiano este fim de semana. ele fala pouco português mas me disse que na semana anterior esteve com um pastor brasileiro que gostava de artes marciais. o lutador me disse que pediu para o pastor mostrar o que sabia de luta portanto pediu em inglês: &#8220;shoot for my legs&#8221; (querendo dizer &#8211; &#8220;ataque minhas pernas&#8221;). o problema é que o pastor brasileiro ao invés de entender &#8220;shoot&#8221; como &#8220;atacar&#8221; ele entendeu como CHUTE, portanto, o pastor deu um belo chute nas pernas do paciente lutador que ficou confuso.</p>
<p>muitas vezes nós nos aproximamos da Bíblia raciocinando da nossa própria maneira, cheio de &#8220;chutes&#8221; mesmo quando o texto ou a palavra dizem algo completamente diferente. Ou até crendo que o autor de cada capítulo ou livro pensava como nós pensamos hoje. <span id="more-796"></span>infelizmente isso não é uma realidade, além da língua da Bíblia não ser o português, o pensamento por detrás das palavras inspiradas e o raciocínio em que elas foram escritas não se assemelha ao que nós pensamos muitas vezes.</p>
<p>por exemplo, o pensamento moderno pensa primeiro em causa depois efeito. pensam em quem Deus é (Deus=Causa) para entender como Ele Criou (<a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">Criação</a>=Efeito). o problema é que na Bíblia temos exatamente o contrário do que pensamos, principalmente no antigo testamento. ao invés de pensar em causa e efeito o pensamento <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> raciocina por efeito primeiro e depois a causa. vamos tomar Genesis 1 como exemplo: &#8220;No princípio CRIOU DEUS&#8221;. o que vêm primeiro Deus ou o ato de criar? no <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> assim como no português o verbo &#8220;criou&#8221; ,&#8221;bara&#8221; vêm primeiro. e isto não foi escrito assim atoa, tudo têm um propósito na Bíblia. portanto temos o efeito: CRIOU! E depois a causa: DEUS. entendemos quem Deus é pelo que Ele faz, pelas suas Ações. quem é Deus &#8211; Criador. efeito e depois causa.</p>
<p>ao entendermos a Bíblia com a mesma linha de raciocínio que os escritores a escreveram, estes pequenos princípios ficam mais claros e nossa compreenssão de Deus fica ainda mais profunda e cada vez mais simples. mas como algo pode ser profundo e simples ao mesmo <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a>? esta é a beleza da Bíblia, as coisas profundas são no final do dia simples, existe sempre uma tensão necessária para explicar em termos simples a complexidade de Deus, da salvação, etc.</p>
<p>o antigo testamento é cheio destas tensões, é uma marca característica em seus capítulos, por exemplo, Deus em genesis 1 é descrito como &#8220;Elohim&#8221;. a raiz hebraica no nome identifica o poder de Deus, sua majestade e infinita natureza, ele está acima de tudo, olhos não podem ver ou captar tamanha grandeza. mas ao entrarmos em Genesis 2 vemos que este mesmo Deus é &#8220;YHWH&#8221;, ou Jeová, o Deus que desce e cria o homem do barro, um Deus presente, visível, um Deus conosco! portanto Deus é infinito, grandioso e distante sim, mas ao mesmo <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> ele é um Deus presente, visível, companheiro, perto. a partir do momento que buscamos resumir Deus em uma só definição, Deus deixa de ser Deus. A tensão é necessária, torna as coisas complexas mais complexas mas de uma forma misteriosa simples, pois ao pensarmos assim assumimos nossa limitação. somos criaturas.</p>
<p>ao ler a Bíblia busque cada vez mais tentar entender o que aqueles homens inspirados por Deus procuravam ensinar através de suas palavras antes de pensar em como estas mesmas palavras significam pra você hoje. lembre que o pensamento começa por efeito e depois causa, lembre que as tensões estão sempre presentes para entendermos a grandeza e a simplicidade das verdades Bíblicas. entenda que os autores Bíblicos não estão preocupados em escrever doutrinas, mas em descrever quem Deus é, e como Ele se relaciona com o homem. que a leitura da palavra seja prazerosa pra você sempre&#8230;</p>
<p>&#8220;antes, o seu prazer está na lei do SENHOR&#8221; salmo 1.2</p>
<p><a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank"></a></p>
<blockquote><p><img src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/06/tiagio.jpg" alt="Tiago Arrais" width="190" height="190" align="left" /><strong>Convidado Especial:</strong> Tiago Arrais (<a href="http://tarrais.blogspot.com/" target="_blank">blog dele</a>), 23 anos, é um pastor adventista. Atualmente reside em Berrien Springs, Michigan, onde desenvolve seu programa de mestrado em Antigo Testamento e Missiologia, na Andrews University. Conheceu o ÉOQHÁ através de um vídeo sobre a igreja judaica, divulgado há algum <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a>. Desde então sempre clica ÉOQHÁ.</p></blockquote>
<p>Foto pela <a href="http://www.flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank">Biblioteca do Congresso</a></p>
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		<title>&#8230;ter ou ser? (parte 2)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 14:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a reflexão faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230; Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-789" title="ser" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/ser.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a reflexão faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230;</p>
<p>Na busca por sentido nas diversas áreas da vida, inclusive espiritual, optamos pelo fast food. Mesmo sabedores dos riscos. Mesmo com a sensação de fome minutos depois.<span id="more-788"></span> Em vez de passar <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> com filhos e esposa, compramos presentes, pagamos viagens, cursos, etc. Em vez de passarmos <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> com D-s, assistimos um DVD. Óbvio que tudo citado acima não constitui o problema (compre presente para filhos e esposa e assista as séries religiosas em DVD). O problema é restringir um relacionamento a essas circunstâncias não-íntimas.</p>
<p>Envolver-se com qualquer pessoa ou idéia envolve riscos consideráveis. Envolver-se consigo mesmo é um risco incalculável. Descobrir quem eu sou pode ser perturbador demais. Talvez exija mudança. Talvez exija reconhecer defeitos, erros e incapacidades. Talvez exija admitir fracasso. Por isso preferimos o ‘ter’ e o valorizamos. É mais fácil, rápido, indolor e barato&#8230;</p>
<p>Em Gênesis 12:1-3, D-s convida Abraão para iniciar a jornada do ‘ser’. O texto diz: “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn. 12:1-2). ‘Ser’ é o centro. Mas para ser, antes deve-se abandonar o que se é, para tornar-se&#8230;</p>
<p>Certamente confuso. Certamente difícil de entender. Com certeza não é rápido e deve doer (a própria vida de Abraão demonstra isso). Mas é o único caminho para a vida plena.Em <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>, esse D-s ‘difícil’ possui um nome (tetragrama sagrado), que deriva justamente da raiz do verbo ser, por isso, quando se apresenta Ele diz: “EU SOU” (Gn. 15:7; Êx. 6:2-9; João 18:5-6).</p>
<p>Reflita no que você é. Reflita no que os seus <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamentos">relacionamentos</a> são. Reflita nas suas covardias.</p>
<p>Transforme-se. Torne-se. Seja. Esse é o convite do “EU SOU”.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_self">Biblioteca do Congresso</a></p>
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		<title>Morte</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[É a partir da experiência com a morte que o ser humano passa a buscar respostas para as famosas perguntas existenciais: quem sou, da onde venho, pra onde vou. Curiosamente, ninguém ‘vive’ a própria morte. Experimentamos a nossa morte na morte do outro. Isso é chamado de “outridade” (definição de Octavio Paz). No mínimo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-606" title="morte" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/morte.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>É a partir da experiência com a morte que o ser humano passa a buscar respostas para as famosas perguntas existenciais: quem sou, da onde venho, pra onde vou. Curiosamente, ninguém ‘vive’ a própria morte. Experimentamos a nossa morte na morte do outro. Isso é chamado de “outridade” (definição de Octavio Paz). No mínimo é irônico. Filosoficamente falando, sua existência é definida pelo seu relacionamento com o outro.<span id="more-605"></span></p>
<p>Em Eclesiastes, livro sapiencial da Bíblia, o autor enfatiza, principalmente nos primeiros seis capítulos, que em face da morte tudo é ‘vapor’, tudo é efêmero, tudo é vão. Ser bom ou mau, fazer o bem ou o mal, no fundo, tanto faz. O fim, a morte, é igual a todos. O eco desse pensamento está exatamente mencionado no trecho poético acima: “a morte é uma certeza invencível” (Ferreira Gullar).</p>
<p>Então por quê vivemos? Porque temos esperança em alguma coisa. Sartre dizia que o existencialismo parte do pressuposto de que fomos abandonados a própria sorte e cita Ponge (outro filósofo francês contemporâneo de Sartre) dizendo: “o homem é o futuro do homem”. De certa forma estamos alienados em relação ao futuro. Uma das maiores influências do existencialismo é essa noção de que como fomos abandonados, o futuro não importa e nem o passado. O presente é que deve construir o que somos. Assim se criou uma geração de desesperança e de hedonismo (Dostoyevsky escreveu: “Se Deus não existe, tudo é permitido”).</p>
<p>Não posso provar que D-s existe e nem consigo explicar a esperança que tenho de que Ele irá recriar esta Terra (Apocalipse 21:1-4; Isaías 65:17), mas se a você tem faltado esperança e sobrado desespero, te encorajo a buscar além de você mesmo a resposta, te encorajo a conhecer a D-s e se relacionar com Ele. Paulo disse: “nada pode nos separar do amor de D-s, nem a morte, nem a vida (&#8230;)” (Romanos 8:38-39).</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/people/meredithfarmer/" target="_blank">Meredith Farmer</a></p>
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		<title>O Poeta, a arte e a cruz</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-poeta-a-arte-e-a-cruz/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 01:11:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Joêzer Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[redenção]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa vez, a crítica teatral Barbara Heliodora disse que as únicas imagens que não podiam ser criticadas eram as imagens reais da natureza. “Ninguém vê um pôr-do-sol e diz: ah, este pôr-do-sol está muito acadêmico”. De fato, para criticar a natureza é preciso níveis absurdos de rabugice. E quando falo natureza me refiro ao que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez, a crítica teatral Barbara Heliodora disse que as únicas imagens que não podiam ser criticadas eram as imagens reais da natureza. “Ninguém vê um pôr-do-sol e diz: ah, este pôr-do-sol está muito acadêmico”. De fato, para criticar a natureza é preciso níveis absurdos de rabugice. <span id="more-526"></span>E quando falo natureza me refiro ao que o ser humano ainda não conseguiu destruir com seu mau gosto: a formação das nuvens, a alvorada, uma colina, uma árvore.</p>
<p>Os céus proclamam a glória da <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a>, cantava Davi, o rei-poeta, quando, maravilhado, ficava a pensar nas obras das mãos criadoras de Deus. Os autores da pequena-grande canção Te Vejo Poeta, João Alexandre e Guilherme Kerr Neto, deviam estar com a mente repleta de lembranças bonitas do contato rotineiro com a natureza. A pontualidade da maré, as nunca enjoativas cores do dia e da noite, o incansável surgir e desaparecer do sol no horizonte; tudo é tão cotidiano que é fácil perder a capacidade de nos maravilharmos com a natureza.</p>
<p>Os compositores estão aí para nos lembrar que o Criador é muito mais do que um arquiteto. É um Poeta. Um Poeta que espelha Seu amor no Filho e espalha Seu dom nos seres criados.</p>
<p><em>Te vejo Poeta quando nasce o dia<br />
E no fim do dia, quando a noite vem<br />
Te vejo Poeta na flor escondida<br />
No vento que instiga mais um temporal</em></p>
<p>A letra da <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> fala de alguém que é capaz de perceber o Poeta revelado nas obras, como um pintor cuja autoria é identificada nas cores e traços de um quadro. O eu-lírico da canção vê a poesia tanto na aurora quanto no entardecer. Isso a canção deixa claro: Deus não está no dia, na noite, no vento, na flor. Antes, é a natureza que manifesta as digitais de um Criador.</p>
<p><em>Te vejo Poeta no andar das pessoas<br />
Nessas coisas boas que a vida me dá<br />
Te vejo Poeta na velha amizade<br />
Na imensa saudade que trago de lá</em></p>
<p>A canção anuncia que há algo mais pra se olhar no andar das pessoas além do balanço de quem vem e que passa a caminho do mar. É o assim caminhar da humanidade, o transitar das pessoas, tão diferentes na aparência, mas tão semelhantes em seus anseios de busca e apreensão de felicidade, de sentido na vida.</p>
<p>Numa época de relações passageiras, líquidas, que escoam pelos desvãos do <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> e da egolatria, o companheirismo de uma longa amizade está se ausentando dos <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamentos">relacionamentos</a> humanos. É que grandes amizades raramente se constroem nos escaninhos do orkut, tampouco na mudança constante de cidade do transitório trabalhador moderno. O rodízio de carros é seguido do rodízio de amigos; nem amigos mais, talvez meros colegas. Na rotatividade enlouquecedora de hoje, a canção celebra a velha amizade ao mesmo <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> em que descreve a saudade dos amigos distantes.</p>
<p>Depois de iniciar com a percepção da obra perfeita revelada na natureza, os autores da canção chegam ao homem, “a coroa da glória da <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">Criação</a>”, e após enxergar poesia na vida humana, eles percebem também que os <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamentos">relacionamentos</a>, por mais fraternos e amáveis que sejam, são vítimas da finitude e da saudade. Nesse ponto, pouco restaria a falar do ser humano ou da natureza. A criatura reconhece que há outro painel desenhado. Desta vez, sem raios luminosos, sem noites enluaradas, sem flor, mas pintado com as cores dramáticas do sangue. Porém, para além da tragédia da morte de um Crucificado, os autores vêem beleza na rudeza da cruz, sabedores e beneficiários que são do plano de <a href="http://eoqha.net/tag/redencao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with redenção">redenção</a>.</p>
<p><em>Contudo um poema, Tua obra de arte<br />
Destaca-se à parte numa cruz vulgar<br />
Custando o suplício do Teu Filho amado<br />
Mais alta expressão do ato de amar</em></p>
<p>Aquele Homem de dores desfigurado pela tortura, cortado da terra dos viventes por causa da transgressão de todos, é parte de um poema difícil de recitar. É um quadro tão terrível e ao mesmo <a href="http://eoqha.net/tag/tempo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with tempo">tempo</a> tão belo e misterioso, que não pode ser contado entre os feitos artísticos já enunciados pelo eu-lírico da canção. É uma obra que se destaca à parte porque não é de <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a>, mas de <a href="http://eoqha.net/tag/redencao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with redenção">redenção</a>. Essa obra é de arte não por causa dos painéis renascentistas ou quadros barrocos inspirados pelas cenas da cruz vulgar, mas porque é a mais alta expressão do ato de amar, e “ninguém tem maior amor do que esse: o de dar a própria vida em favor de seus amigos”.</p>
<p>A arte, assim, está na motivação, concepção e execução do plano. Um plano que faz do Criador o Redentor que experimenta a amizade e a inimizade, a infância e a morte, e troca inexplicavelmente de lugar com a criatura. O Poeta parece escrever algo trágico demais, mas o poema não pode somente falar da árvore, mas também do machado que a corta. A <a href="http://eoqha.net/tag/criacao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with criação">criação</a> dá testemunho da arte do Poeta; a cruz revela a Sua missão.</p>
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