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	<title>éoqhá &#187; Cândido</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>árvores, 1/2</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 01:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos&#8221; (gênesis 3:6). imagine uma mulher no meio de um jardim, conversando com uma serpente voadora, que lhe oferece uma fruta de uma tal árvore proibida &#8230; não, você não está lendo o quarto volume de &#8220;o senhor dos anéis&#8221;.. é a bíblia. assim, o gênesis, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-1591" title="1" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/09/1.jpg" alt="1" width="590" height="264" /></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>&#8220;a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos&#8221;</strong></em><strong> </strong><a href="http://www.bibliaonline.com.br/ra/gn/3"><strong>(gênesis 3:6)</strong></a><strong>.</strong></p>
<p style="text-align: left;">imagine uma mulher no meio de um jardim, conversando com uma serpente voadora, que lhe oferece uma fruta de uma tal árvore proibida &#8230;</p>
<p><span id="more-1590"></span></p>
<p>não, você não está lendo o quarto volume de &#8220;o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a> dos anéis&#8221;.. é a bíblia. assim, o gênesis, o livro dos começos, conta como o pecado entrou no mundo.</p>
<p>muita gente, inclusive teólogos, não dá crédito a esse relato. para eles, trata-se mais de uma parábola, um mito, que aponta para realidades espirituais transcendentes. eu não encaro as coisas bem assim.. pois a história esquisita ganha sentido quando encaramos da perspectiva correta os protagonistas e o enredo em questão.. &#8220;por que uma árvore? e por que um fruto?&#8221;, alguém pode perguntar. chega a ser estranhamente engraçado pensar que a história do mundo foi decidida por uma mulher diante de uma árvore. mas existem respostas a essas <a href="http://eoqha.net/tag/perguntas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with perguntas">perguntas</a> dentro de você e de mim.</p>
<p>antes de tudo, Deus. ele é o personagem principal da história. ele cria adão e eva. estes são livres. mas precisam de algo para provar a eles mesmo e ao resto do universo que servem e adoram a Deus por amor, e que esta é uma escolha consciente, fruto da confiança que têm em seu criador.</p>
<p>aqui entra a árvore.. e por que uma árvore ? eu respondo com outra pergunta: exceto o casal e os animais, o que mais havia no jardim do éden além de árvores ? nada. e Deus achou sábio testar o casal, privando-o do fruto, e até mesmo das redondezas, de uma das muitas árvores que havia ali. e sabia que ainda é assim hoje?</p>
<p>naquele tempo não havia muitos tipos de roupa, para que Deus indicasse que tipo os seus seguidores não deveriam usar. não havia muitos tipos de bebida, para que algumas fossem proibidas por Deus. naquele tempo não existia <em>youtube</em>. Deus não podia apontar os vídeos proibidos. não havia muitas músicas, muitos pratos, muitos relacionamentos, muitos lugares, muitos negócios, muitas diversões.. só havia árvores. e foi isso que Deus usou. mesmo sem muitas explicações, sem uma análise minuciosa do fruto da árvore, adão e eva tinham que dar provas de sua fé.</p>
<p>..</p>
<p>quais são as suas árvores? o que chama atenção de seus olhos? o que lhe dá água na boca? o que existe do outro lado do seu jardim? onde você precisa dar provas de sua fé? pense nisso e ande do lado certo do jardim..</p>
<p>.</p>
<p>no éden tem mais.</p>
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		<title>Viagem</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 16:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;o fim das coisas é melhor que o seu início&#8221; (eclesiastes 7:8). já estava cansado. tudo que mais queria era o silêncio da poltrona número cinco. conferi o horário &#8211; meio-dia e meia. o motorista deu o último aviso.. todos entraram e o ônibus partiu. olhei pela janela. não vi ninguém. aos ouvidos, nada além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/viagem.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-786" title="viagem" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/viagem.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>&#8220;o fim das coisas é melhor que o seu início&#8221; (eclesiastes 7:8).</p>
<p>já estava cansado. tudo que mais queria era o silêncio da poltrona número cinco. conferi o horário &#8211; meio-dia e meia. o motorista deu o último aviso.. todos entraram e o ônibus partiu. olhei pela janela. não vi ninguém. aos ouvidos, nada além do barulho da partida. nada.. até ele começar a chorar.</p>
<p>era um menino pequeno. ouvi a mãe comentar com a moça do banco da frente que ele tinha três anos. seus soluços se misturaram ao som do motor que o levava para longe.. eu nunca tinha visto algo parecido. não sei dos pormenores da história. nem sequer seu nome eu perguntei. não sou muito simpático em viagens.. mas uni as poucas frases soltas que me alcançaram: estavam em brasília, visitando um pedaço da família.. ali, o menino conhecera uma irmãzinha, de quem fora separado num dos atalhos escolhidos pelos pais.. nos poucos dias que passaram juntos, um encanto especial os uniu.. agora, o garoto sem-nome chorava um choro de gente grande, ao se despedir de um pedaço seu.<span id="more-785"></span></p>
<p>a mãe não sabia o que fazer. ofereceu-lhe o brinquedo novo, mas ele não quis. um biscoito, uma revista, um afago.. mas sem sucesso. nada podia aliviar a dor que nem ele sabia explicar.</p>
<p>olhei mais uma vez pela janela.. olhei novamente para o menino e em seus olhinhos violados pela dor consegui enxergar o menino que eu levava por dentro. e chorei.. chorei calado, sozinho, escondido. mas chorei a mesma dor.</p>
<p>nesses últimos anos de viagens, longe de casa, aprendi tudo que sei sobre saudade. a vida é uma eterna disputa entre sombras e cores, abraços e dores, espinhos e flores, começos e finais.. os encontros curam feridas, mas cada um deles esconde uma despedida &#8211; antes e depois &#8211; e uma nova saudade. assim, já não sei o que é pior: se o adeus que põe fim aos dias bons, ou o encontro que tão somente anuncia a próxima partida e nos assombra com a estranha sensação de que nem todo tempo é o bastante.</p>
<p>o início e o final das coisas se confudem dentro de nossa pequena caixa-de-areia.. são vizinhos, parecidos, inexoráveis. são resposta às maiores questões, defeito aos maiores sonhos. por um momento as palavras do sábio me pareceram derrotistas, uma escolha pequena e pouco ousada. ele preferia o final. no entanto, tudo se torna mais claro quando encaramos seu discurso numa perspectiva mais ampla, que supere em muito as dimensões de nossa <a href="http://eoqha.net/tag/existencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with existência">existência</a>. salomão não falava de um final qualquer &#8211; de um <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamento">relacionamento</a>, um domigo, um ano, um sonho -, mas do final de todas as coisas &#8211; o final da <a href="http://eoqha.net/tag/viagem/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagem">viagem</a>.</p>
<p>não é possível ser feliz vivendo assim refém das distâncias, prisioneiro no tempo. no final, as coisas tomarão o devido lugar. e haverá lugar no espaço e no tempo para vivermos tudo que é preciso viver para ser feliz. o espaço será infinito e o tempo, eterno.</p>
<p>como a <a href="http://eoqha.net/tag/viagem/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagem">viagem</a> dele terminou, eu não sei. talvez daqui a um tempo nem se lembre daquele choro.. ainda tem muitos outros para chorar.</p>
<p>eu não sei qual é o número da sua poltrona, nem o que leva na bagagem de suas lembranças. não sei onde foi seu último encontro, nem quando será sua próxima despedida. não sei em que estação desceu quem muito o amava, nem a que horas o assento ao lado vai ser ocupado por sua outra metade.. nada é muito certo durante a <a href="http://eoqha.net/tag/viagem/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagem">viagem</a>. quanto a mim, quero apenas desembarcar muito logo no país onde não existe saudade.</p>
<p>já chegou?</p>
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		<title>parábola do jornal</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/parabola_do_jornal/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 15:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas]]></category>

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		<description><![CDATA[o barulho do jornal invadindo a varanda já o põe em pé. os olhos pequenos ligeiramente se abrem, a camisa xadrez entra em cena mais uma vez.. outro dia começa, embalado pelas novas notícias. são colunas, fotos, mapas, cifras, piadas, perguntas, ofertas, pesquisas, mentiras.. mas a todas ele dedica atenção, como se cada frase abrigasse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-616" title="Jornal" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/jornal.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p style="text-align: left;">o barulho do jornal invadindo a varanda já o põe em pé. os olhos pequenos ligeiramente se abrem, a camisa xadrez entra em cena mais uma vez.. outro dia começa, embalado pelas novas notícias. são colunas, fotos, mapas, cifras, piadas, <a href="http://eoqha.net/tag/perguntas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with perguntas">perguntas</a>, ofertas, pesquisas, mentiras.. mas a todas ele dedica atenção, como se cada frase abrigasse a última notícia da história.<span id="more-615"></span></p>
<p>a esposa já cansou de ouvir sobre o petróleo. o genro já sabe tudo sobre o obama. o barbeiro já formou opinião sobre a questão da geórgia. o cãozinho que acabou de chegar na casa já atende pela alcunha &#8220;dunga&#8221;. e assim nosso protagonista vai espalhando as novidades.. observando os detalhes, anotando as dúvidas.. já se pegou até conversando com a própria sombra sobre a coluna de economia.. mas foi bom. num gesto com a cabeça ela mostrou concordar.</p>
<p>seu nome? pode ser josé. seu sonho? aparecer no jornal de amanhã. como? ainda não sabe, mas prometeu pesquisar.. em seus jornais antigos &#8211; relíquias que guarda como a alma. seus olhos brilham, falta-lhe a fala, mas no peito bate silente outra vontade, talvez desconhecida dele próprio: queria ter outras notícias &#8211; o retorno do irmão que se foi, a melhora de saúde do velho pai, a promessa cumprida, a saudade doída que inda pode sarar..<br />
..<br />
mesmo sem saber, deseja mais abraços que jornais, mais carinho que vantagens &#8211; mais esperança, menos notícia. cuidado com os jornais.</p>
<p>quem lê entenda.</p>
<p>Foto da <a title="Link to Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian's photostream" href="http://flickr.com/photos/biblarte/">Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian</a></p>
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		<title>escravos</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[Escravos]]></category>
		<category><![CDATA[livre]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;mas se o escravo declarar: &#8216;eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos, e não quero sair livre&#8217;, o seu senhor o levará perante os juízes. terá que levá-lo à porta e furar a sua orelha. assim, ele será seu escravo por toda a vida&#8221; (exôdo 21:5-6). &#8220;quem nunca se sentiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-611" title="escravos2" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/escravos2.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>&#8220;mas se o escravo declarar: &#8216;eu amo o meu <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a>, a minha mulher e os meus filhos, e não quero sair livre&#8217;, o seu <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a> o levará perante os juízes. terá que levá-lo à porta e furar a sua orelha. assim, ele será seu escravo por toda a vida&#8221; (exôdo 21:5-6).</p>
<p>&#8220;quem nunca se sentiu preso?&#8221; foi exatamente o que pensei, depois de ouvir os gritos e o barulho da porta se fechando logo atrás de seus passos apressados. aonde ia? <span id="more-600"></span>não sei. talvez nem ele soubesse&#8230; uma única coisa estava clara entre suas idéias meio rebeldes: queria ser livre.</p>
<p>os caminhos que escolhemos na vida sempre nos conduzem a algum tipo de prisão. e não é difícil perceber. são lugares, carreiras, relacionamentos, hábitos, que nos prendem, norteiam e limitam os passos seguintes. alguns dão a isso o nome de frustração. e, de fato, amadurecer é aprender a administrar frustrações, tendo em vista um bem mais proveitoso.</p>
<p>a verdade é que todos somos escravos, mas com o direito de escolher o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a>.</p>
<p>quem nunca se sentiu preso pelas regras de casa, pelos caprichos do chefe? por uma promessa, um semáforo, uma fila, um prazo, um casamento, um filho? quem nunca se sentiu um escravo? neste ponto, no entanto, você precisa responder a uma pergunta: quem é o seu <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a>?</p>
<p>há pessoas que escolhem uma pessoa para amar a vida inteira, e dela se tornam escravas. outras preferem não ter e não pertencer a ninguém, escondendo-se sob uma escravidão diferente &#8211; relações vazias e descartáveis, doenças incuráveis. são de todos e, ao mesmo tempo, escravas da solidão.</p>
<p>há os que aceitam viver regidos por regras, limites, princípios. preferem não ir, não experimentar, não sentir, não tocar, nem ousar, às vezes. são escravos, é verdade. mas há outros que violam as leis. vão, sentem, tocam, bebem, cheiram, ousam. são insaciáveis, e escravos também &#8211; do vício, do remorso, da sensualidade, do trauma e da história que escreveram.</p>
<p>somos livres tão somente para escolher de quem seremos escravos.</p>
<p>quem é o seu <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a>? é fácil descobrir: cheque sua agenda. releia seus e-mails. olhe-se no espelho. abra a geladeira. pergunte ao vizinho. revise seu extrato bancário. descubra quem são seus amigos. olhe bem nos olhos de quem está do seu lado (tem alguém?). ore. e releia este texto.<br />
.<br />
&#8220;o homem é escravo daquilo que o domina&#8221; (2 pedro 2:19).</p>
<p>Foto da <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank">Biblioteca do Congresso</a><a href="http://flickr.com/people/la-ultima-en-saber/" target="_blank"></a></p>
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		<title>A Pedra</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 17:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<description><![CDATA[não tenho muitos amigos. mas quando falo de &#8220;amigo&#8221; não me refiro a pessoas com quem você tem um convívio pacífico e até agradável, e nada mais. não estou falando do pessoal da escola ou do trabalho, nem de vizinhos, nem da galera@hotmail.. falo de pessoas que escreveram sua história junto com você, que conhecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>não tenho muitos amigos. mas quando falo de &#8220;amigo&#8221; não me refiro a pessoas com quem você tem um convívio pacífico e até agradável, e nada mais. não estou falando do pessoal da escola ou do trabalho, nem de vizinhos, nem da galera@hotmail.. falo de pessoas que escreveram sua história junto com você, que conhecem sua casa, seu cachorro, seus apelidos do tempo de escola; que estavam do seu lado quando você decidiu ir à praia dar uma volta no carro novo, e também quando o pneu de sua bicicleta velha furou, debaixo daquele pé d´água. falo de pessoas que apareceram de repente em sua vida, mesmo que você nem lembre como, e nunca mais saíram; pessoas a quem você pode dirigir sem receio as palavras mais bonitas do mundo: &#8220;amo você&#8221;; pessoas de quem você recebeu os maiores presentes de sua vida.. lembro de um destes presentes.</p>
<p>alguns anos atrás, um amigo fez uma <a href="http://eoqha.net/tag/viagem/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagem">viagem</a> e na volta me trouxe um presente. não me lembro bem o que esperava ganhar. talvez um ipod.. não, naquela época não existia isso; um perfume, quem sabe; um boné, uma camiseta, um chaveiro, uma caneta, um broche.. esperava muitas coisas, mas nada que se aproximasse do que de fato ganhei. fiquei muito surpreso (para não dizer desapontado) quando ele abriu uma das mãos e me entregou uma pedra. uma pedra? de que me serviria uma pedra? carlos drummond de andrade certamente não apreciaria o presente.. se pelo menos viesse acompanhado de um estilingue, eu entenderia o estranho regalo, mas não.. era somente uma pedra. até que era bonitinha, bem polida, mas era uma pedra &#8211; só uma pedra. tudo ganhou sentido com as palavras que recebi junto com aquele pedaço de chão: &#8220;quero que você guarde essa pedra como um símbolo da nossa amizade&#8221;. guardo aquela pedra até hoje, e com um carinho todo especial. para você ela pode ser só uma pedra, mas para mim é mais que isso. é um lembrete, um sinal do <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamento">relacionamento</a> que existe entre mim e um amigo especial.</p>
<p>um dia, no passado, Deus abriu suas mãos e ofereceu aos homens um presente meio estranho, mas acompanhado de palavras especiais: &#8220;santifiquem os meus sábados, para que eles sejam um sinal entre nós&#8221; (ezequiel 20:20). fico impressionado com a sabedoria de Deus ao escolher o sábado como um sinal entre ele e seus amigos. ele poderia ter escolhido um lugar sagrado para simbolizar o <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamento">relacionamento</a> entre os homens e o céu, mas não. se fosse assim, alguns, de lugares distantes, logo se levantariam contestando a escolha, com a acusação de que Deus é Deus somente de judeus, gregos, ou qualquer que fosse o povo privilegiado. ele poderia ter escolhido algum objeto raro, de alto valor, mas não. os pobres se sentiriam excluídos da aliança. poderia ter escolhido um momento da história, mas também não. os que viessem ao mundo antes ou depois destes poucos anos, estariam de fora do <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamento">relacionamento</a>. isto não seria justo. não faz o estilo de Deus.</p>
<p>em sua sabedoria e amor infinitos, Deus escolheu um espaço no tempo, um dia entre os sete (e alguém aí poderia me explicar de onde surgiu a idéia de organizar os dias em grupos de sete?) para ser palco da celebração da amizade que quer ter conosco. o sábado alcança a todos, independente de posição geográfica, nacionalidade, cor de pele, projeção social.. o sábado é um presente oferecido por um Deus que deseja ser o amigo principal de cada ser humano. para muitos, o sábado é só mais uma pedrinha, mais um dia entre os sete. mas para mim, o sábado é um lembrete, um símbolo do <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamento">relacionamento</a> de fidelidade que existe entre mim e Deus. guardar o sábado, mesmo contra a lógica, é um ato de dependência e gratidão, que faz a terra tremer. é um grito que revela de que lado estou, a quem pertenço e quem eu sou.</p>
<p>quando você dirige os olhos para o céu à procura de Deus, o que você vê? um rei? um juiz? um conhecido? um amigo da sua família? ou um amigo pessoal? não sei quem é Deus para você, mas posso dizer sem medo de errar o que ele quer ser: amigo &#8211; o primeiro de sua lista de convidados, de sua agenda, seu primeiro contato, seu principal conselheiro; seu amigo mais velho e mais novo..</p>
<p>de minha janela, daqui a poucas horas, verei o sol se esconder mais uma vez, dando início a mais um sábado.</p>
<p>onde quer que você esteja, guarde esse presente com você.<br />
.</p>
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		<title>parêntesis</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/parentesis/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 23:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[quando o assunto é pecado, sempre aparece, mesmo sem ser convidado, um intruso chamado julgamento prévio. esse tal às vezes vem escondido &#8211; se nos bolsos de paletós bem cortados ou na mochila surrada, não importa -, mas sempre vem. diz-se por aí que é fácil identificar pecados na conduta das pessoas. alguns chegam a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando o assunto é pecado, sempre aparece, mesmo sem ser convidado, um intruso chamado julgamento prévio. esse tal às vezes vem escondido &#8211; se nos bolsos de paletós bem cortados ou na mochila surrada, não importa -, mas sempre vem. diz-se por aí que é fácil identificar pecados na conduta das pessoas. alguns chegam a se apoiar nas palavras bíblicas &#8220;pelos seus frutos os conhecereis&#8221; (mateus 7:20) para explicar sua atitude covarde e desleal. o que não percebem é que o texto diz &#8220;pelos seus frutos os conhecereis&#8221; e não &#8220;pelos seus frutos os <em>condenareis</em>&#8220;.</p>
<p>condenar tem que ver com pecados, é verdade. palavras ditas, roupas vestidas ou desvestidas, comidas e bebidas, presença em lugares &#8220;impróprios&#8221;, ausências das mais diversas &#8211; isso, segundo a óptica vesga de quem ousa julgar, traduz o completo sentido do que seja pecado e essa é a munição de que precisam para seus ataques grosseiros e intempestivos.</p>
<p>Conhecer é algo totalmente diferente. condenar é fácil, conhecer é difícil. condenar só leva de nós um pouco de saliva e uma dúzia de palavras arrogantes. conhecer exige mais. exige atenção para obervar o todo. exige tempo para a maturação dos frutos (atos). exige espaço para a dúvida. exige humildade para perceber a ignorância. exige ousadia para a repreensão. exige consagração para a intercessão. exige, sobretudo, um milagre: o perdão.</p>
<p>quem simplesmente condena, desconhece a <a href="http://eoqha.net/tag/existencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with existência">existência</a> de algo errado na vida das pessoas erradas (e uma delas sou eu), algo além de seus muitos pecados: o pecado (em sua essência). desconhecem a <a href="http://eoqha.net/tag/existencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with existência">existência</a> do vírus que percorre as veias dos atos e até dos <a href="http://eoqha.net/tag/pensamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pensamentos">pensamentos</a> de todos nós, os azarados escolhidos para viver neste planeta errado.</p>
<p>não faz muito tempo, ouvi a história de uma <a href="http://eoqha.net/tag/viagem/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagem">viagem</a> num trem lotado. era mais um daqueles dias que amanhecem frios e tristes do inverno europeu. em um certo vagão iam pessoas normais, com destinos normais, para atividades normais, em um dia normal. não queriam muita coisa, só o silêncio frio no vagão já lhes bastava. de repente, um choro de criança rouba-lhes o último privilégio. as pessoas acordaram, entreolharam-se, e como se o choro não fosse parar nunca mais, um homem se adiantou aos <a href="http://eoqha.net/tag/pensamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pensamentos">pensamentos</a> da maioria e gritou: &#8220;alguém aí dê um jeito nessa criatura!&#8221;.. silêncio por um momento. mas a desculpa tímida veio do homem que tinha o bebê nos braços: &#8220;desculpem-me, senhores.. é que o meu bebê não dormiu a noite toda. minha esposa morreu, seu corpo está no vagão de cargas. vamos em direção à nossa cidade natal para enterrá-la.. mas eu não sei muito bem como acalmar meu pequeno.. desculpem-me&#8221;. o primeiro homem se calou envergonhado, duas mulheres se aproximaram para ajudar, o nenê dormiu e a <a href="http://eoqha.net/tag/viagem/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagem">viagem</a> seguiu.</p>
<p>o pecado é um grito desajeitado em meio ao silêncio harmonioso da criação de Deus. <strong>o pecado fez até o próprio Deus chorar</strong>. há quem só perceba, e chegue mesmo a condenar, o choro das crianças no vagão dessa vida ingrata e desconheça a história do Pai que sofre.</p>
<p>antes de usar os dedos para condenar, use os joelhos para orar.</p>
<p>antes de condenar, conheça.</p>
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		<title>o espelho de Deus, parte um</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 20:28:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já percebeu que as pessoas hoje não gostam de falar sobre pecado? &#8220;Pecado&#8221; parece ser uma palavra ou conceito que não se encaixa no que hoje chamamos &#8220;politicamente correto&#8221;. Qualquer jogo de palavras que contenha a fórmula &#8220;pecado&#8221;, aos ouvidos modernos, soa meio agressivo, deselegante, e por que não dizer quadrado e ultrapassado? É comum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já percebeu que as pessoas hoje não gostam de falar sobre pecado? &#8220;Pecado&#8221; parece ser uma palavra ou conceito que não se encaixa no que hoje chamamos &#8220;politicamente correto&#8221;. Qualquer jogo de palavras que contenha a fórmula &#8220;pecado&#8221;, aos ouvidos modernos, soa meio agressivo, deselegante, e por que não dizer quadrado e ultrapassado? É comum ouvir por aí alguém falar de erros, falhas, desacertos, inadequação, desarranjo, tropeços e até mancadas, mas &#8220;pecado&#8221;&#8230; isso não. Para alguns, &#8220;pecado&#8221; não passa de uma expressão empoeirada e secreta das páginas do livro preto das igrejas. Para outros é o mote hipócrita dos discursos de mercenários da religião &#8211; gente que viola a privacidade das escolhas individuais e tira proveito da culpa para lucrar em nome da fé.</p>
<p>Há quem pense assim. Há também quem nem sequer se dê o trabalho de pensar sobre essas coisas.</p>
<p>O que não se explica é o senso natural que todos os homens e mulheres &#8211; de diferentes cores, em diferentes lugares e momentos da história &#8211; temos do que é correto, em essência, e do que é prejudicial ao ambiente comum. E não venha me dizer que isso é produto da evolução, pois, se fosse assim, os homens seriam cada vez melhores e caminhariam rumo à perfeição moral. Não é isso o que leio nos jornais&#8230;</p>
<p>Não se explica também o vazio que preenche tantos corações, a insatisfação com quem somos, a querença do melhor, a descrença no que temos. Ninguém pode explicar, com caneta e papéis frios nas mãos, as segundas-feiras da vida, os baixos que teimam em suceder os altos que vivemos, o incômodo que causa a invariável &#8220;morte&#8221;.</p>
<p>É, de fato, ousado afirmar que certas atitudes nossas ferem uma lei sobrenatural e de origem eterna, atitudes a que damos o nome &#8220;pecado&#8221;, como ousado também é colocar em risco o egocentrismo materialista que produzimos com nossas escolhas. O problema é que o conceito de ousadia hoje também é muito pobre. Ousadia, segundo a &#8220;tv-logia&#8221;, é traspassar o nariz com um fio de metal. É ingerir álcool até esquecer o próprio endereço. É viver sem roteiro. É despentear o cabelo. É dizer mais &#8220;sim&#8221; que &#8220;não&#8221;. É buscar ser diferente, mesmo que isso signifique se tornar uma cópia idêntica de alguém, ou de um certo grupo de alguéns.</p>
<p>A mensagem da bíblia é uma mensagem ousada para nossos dias. É só abrir suas páginas para ler, e sem rodeios: você é muito pior do que você pensa. Ela conta uma história que a gente tenta desconversar. É um tratado contra o relativismo leviano. Mas seu enredo não é de filme de terror, de um juízo de fogo. É mais uma espécie de suspense. O capítulo final quem escreve é você. O que você vai fazer diante dessa realidade? Você é muito pior do que você pensa, mas Deus é muito melhor do que você possa imaginar. Qual será o seu final?</p>
<p>continua&#8230;.</p>
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		<title>outdoor de Deus</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 00:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sou nenhum fã de metrópoles. Para ser sincero, cidades grandes me assustam. Nas poucas vezes em que estive em São Paulo lembro de ter visto mais carros que gente, mais fumaça que céu, mais prédios que casas; e esse não é um cenário que me atrái, definitivamente. Mas em meio aos carros, buzinas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou nenhum fã de metrópoles. Para ser sincero, cidades grandes me assustam. Nas poucas vezes em que estive em São Paulo lembro de ter visto mais carros que gente, mais fumaça que céu, mais prédios que casas; e esse não é um cenário que me atrái, definitivamente. Mas em meio aos carros, buzinas e motos uma coisa me chama a atenção: os (também) grandes anúncios de publicidade que formam como que um muro em torno dos sobreviventes dessa corrida maluca.</p>
<p>Na vida também temos um monte de coisas a dizer. Algumas delas precisam ser verbalizadas, outras devem ser ditas com o silêncio de uma vida correta e equilibrada. São os anúncios, as desculpas, as respostas que temos, mas que nem sempre encontram espaço nas ruas movimentadas de nossa vida desatenta.</p>
<p>Se eu tivesse direito a um grande outdoor na maior avenida da maior cidade do maior dos mundos, em uma palavra em conseguiria expressar muito do que devo e preciso dizer &#8211; ERREI!, e com um grande ponto de exclamação. Meu desejo sincero seria que esse grito alcançasse quem andou e ainda anda pela minha vida. Que os óculos de meus pais conseguissem enxergá-lo num jeito carinhoso e respeitoso de tratá-los. Que meus irmãos o escutassem em cada ligação telefônica encerrada com a certeza de um &#8220;amo você&#8221;. Que meus amigos de perto o sentissem em olhares humildes e que os de longe o percebessem em correspondência constante&#8230; Temo não ter encontrado espaço em minhas ações, palavras e <a href="http://eoqha.net/tag/pensamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pensamentos">pensamentos</a> para dizê-lo, até aqui. É que o orgulho e o egoísmo cobram de mim um aluguel muito caro. Lamento ter errado tanto &#8211; nos começos e nos finais, nas idas e nas voltas, nas pressas e nas demoras, amando e deixando de amar, encontrando e escondendo -, mas lamento ainda mais todas as vezes que errei sem nem querer acertar, meus erros irresponsáveis, despreocupados, que tanto mal trouxeram. Quando olho para os anúncios de soberba, suficiência e passividade espalhados pelas ruas de trás dos meus dias, tenho vergonha. Errei, eu sei.</p>
<p>Esse seria um discurso frustrado, se Deus não tivesse também um outdoor. É, ele tem. E escolheu colocá-lo na Bíblia. É fácil de achar. Anote aí: <strong>rua joão, número 3:16</strong>. Lá está escrito e com letras maiores do que as maiores que o homem possa escrever: EU PERDOEI!!!, e com três pontos de exclamação. Eu errei, Deus já perdoou. No entanto, só descobre isso quem passa pelas ruas certas &#8211; as ruas do calvário, as ruas da bíblia. Essas ruas andam meio vazias esses dias, mas isso tem explicação e explica a vida apressada e confusa de tanta gente por aí.</p>
<p>O amor de Deus é um mundo novo. A Bíblia, o lugar certo por onde andar. Quanto tempo faz que você não passa por lá?</p>
<p>a gente se encontra.</p>
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		<title>a lição da praia</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 15:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cresci numa ilha. Isso não é muito romântico, quando se divide o espaço com mais umas oitocentas e tantas mil pessoas, mas morar a poucos minutos da praia me ensinou algumas lições que nunca vou esquecer. Lembro que, ainda pequeno, cria como ninguém em miragens. Desconhecendo a existência de um grande porto ali por perto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cresci numa ilha. Isso não é muito romântico, quando se divide o espaço com mais umas oitocentas e tantas mil pessoas, mas morar a poucos minutos da praia me ensinou algumas lições que nunca vou esquecer.</p>
<p>Lembro que, ainda pequeno, cria como ninguém em miragens. Desconhecendo a <a href="http://eoqha.net/tag/existencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with existência">existência</a> de um grande porto ali por perto, ficava encantado com a freqüência com que elas apareciam &#8211; todas as vezes que eu olhava o horizonte.</p>
<p>Lembro dos baldes e pás especiais para praia e dos castelos feios que conseguia fazer. Lembro que chamava de biquíni minha sunga. Lembro do medo que meu irmão menor tinha de água-viva. Lembro de um dia em que quase me afoguei, mas não contei nada para minha mãe.</p>
<p>Lembro dos primos que vinham de longe e de sua reação ao conhecerem o mar. Para mim era estranho. Para mim o mar sempre foi grande, sempre maior que a televisão. Era como se eu o conhecesse desde sempre.</p>
<p>Lembro, no entanto, com mais carinho das vezes que ia a pé à praia com meu pai. A gente acordava cedo e chegava lá a tempo de ver o sol acabando de nascer. Lembro das corridas que ele me deixava vencer, dos mergulhos que me deixava dar, saltando de suas costas. Mas lembro de algo mais. Lembro de como gostava de encontrar, no dia seguinte, as pegadas que eu tinha deixado na beira do mar. E lembro o segredo do meu sucesso de todas as vezes: <strong>era só procurar as marcas de um pé</strong> bem pequeno &#8211; como os meus &#8211; acompanhadas de marcas dos maiores pés do mundo &#8211; os pés do meu pai. Assim, me divertia encaixando meus pés no espaço aberto pelos pés que eu queria seguir.</p>
<p>Hoje voltei àquela mesma praia. Cresci e já não olho a vida com a mesma inocência e otimismo daqueles dias. Geralmente quando vou à praia penso na vida. Penso em minha família. Penso em Deus. Sozinho, gosto de repensar meus passos, analisar escolhas e encarar de frente o futuro. A que altura da vida estou? De que lado tenho andado? Aprendi que, mesmo no mundo de gente grande, ainda é fácil saber. Basta procurar as pegadas certas &#8211; as pegadas do Pai. Não há maneira mais segura de andar (e viver) do que seguindo as pegadas que Ele deixou ontem. Segure Sua mão e lhe entregue os passos.</p>
<p>Vá em frente.</p>
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		<title>flores</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jan 2008 17:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Mamãe, onde é que tem espinho?&#8221;, foi a pergunta que me fez sentir frio na espinha. Para mim, era estranho ouvir essas palavras de uma criança de três ou quatro anos. Seus olhinhos azuis como que só viam a rosa que tinha nas maõs. Sua questão veio doce, mas cheia da certeza pueril. Que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mamãe, onde é que tem espinho?&#8221;, foi a pergunta que me fez sentir frio na espinha. Para mim, era estranho ouvir essas palavras de uma criança de três ou quatro anos. Seus olhinhos azuis como que só viam a rosa que tinha nas maõs. Sua questão veio doce, mas cheia da certeza pueril. Que a garotinha conhecia flores, eu imaginava. Mas que ela sabia dos espinhos, isso me assustou.</p>
<p>Gosto de encarar a vida com bons olhares. Gosto de procurar respostas e sentido no que consigo ver e apostar no invisível, quando fica escuro. Mas não é preciso viver muito para perceber que as muitas flores que vivemos têm também os seus espinhos. Gosto do colorido, do cheiro bom e do romance com que a vida das muitas flores nos presenteia. Inda assim, até as mãos pequenas são feridas pelos intrusos cortantes que ela traz consigo. Parece pessimismo, mas é triste viver sabendo dos perigos. Até as alegrias nos desafiam ao preparo para o depois. Cada riso tem seu preço, cada lágrima, um porquê. &#8220;O beijo é a véspera do escarro&#8221;. O choro é o riso da dor. E como ela ri&#8230; É vivendo que se descobre que o<strong> espinho é o preço da flor,</strong> que, vivendo, se morre aos poucos, pois o tempo nos leva aos pedaços.</p>
<p>É preciso flores já que a vida é jardim, mas é preciso conhecê-las, aceitá-las, superá-las. É preciso sobretudo conhecer o jardineiro, conhecer a história das flores e do jardim. No plano original só eram flores os enfeites, mas os defeitos da escolha nos cobram seus preços até hoje. O homem do jardim não ficou assim calado. Fez tudo que pôde, mas já era tarde. Uma promessa foi sua única arma: quando ele morresse, seu sangue seria o remédio para as flores, que acabaria com os espinhos. Ele morreu. O sangue ainda está aí. Pouca gente usa a fórmula, mas ela existe.</p>
<p>A pergunta inicial teve, no entanto, uma resposta bem oportuna: &#8220;não, filhinha. Essa flor não tem espinho. O homem do jardim já tirou&#8221;. A resposta da mãe contentou a pequena e a mim também. Pensei na vida, nas flores e no sangue. Embora ainda haja espinhos e sangue, há cura. Existe cura através do sangue do homem do jardim. O tempo passa, mas nada apaga a receita das flores e das pessoas.<br />
Ande pela vida colhendo flores e curando vidas também. Quando olhar uma flor por aí, lembre da história e do homem.</p>
<p>Lembre-se.</p>
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		<title>amor e outros sentimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 17:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sou muito sentimental, embora não considere isso defeito. Prefiro encarar os sentimentos em outro plano, mais racional. É natural sentir, mas é vital saber. E na guerra do sentir versus saber, o que eu sei pode anular o que eu sinto. Não que seja simples ou que haja fórmula mágica. Acredito no poder da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou muito sentimental, embora não considere isso defeito. Prefiro encarar os sentimentos em outro plano, mais racional. É natural sentir, mas é vital saber. E na guerra do sentir versus saber, <strong>o que eu sei pode anular o que eu sinto</strong>. Não que seja simples ou que haja fórmula mágica.<span id="more-217"></span> Acredito no poder da escolha.</p>
<p>É certo que sentimentos são bonitos, colorem a vida. Mas eles só se encaixam nas molduras que nós lhes damos. Só invadem o espaço que lhes permitimos ter.</p>
<p>Sentimentos são regidos por escolhas, por isso traçam destinos, escolhem fins e finais. Sentimentos somos nós escolhendo como viver. Sentimentos que decidem, que desistem, que resistem, que permitem que outros &#8211; sentimentos &#8211; vençam.</p>
<p>Sentimentos são como crianças. Não sabem direito quem são. Só sabem que sentem. Nascem pequenos, mas crescem, e ganham a força que lhes damos. Dependem de nós.</p>
<p>O amor não é assim.</p>
<p>O amor vem com o tempo, vence com o tempo, quando os erros dão à luz seus acertos. Amor é uma escolha sentida e sabida. É a soma de sentimentos escolhidos &#8211; a dedo e sem medo. É escolher o que faz sentir bem o outro. O amor prefere esquecer quem é. Não sabe bem o que vem, mas sabe bem o que quer. Muitas vezes &#8211; e quase todas &#8211; desconhece os &#8216;porquês&#8217;, pois está além das explicações.</p>
<p>O amor vence o tempo, a distância, o cansaço e os outros sentimentos. O amor jamais acaba, ainda que mude sua direção.</p>
<p>Amor não se inventa, não se diz, não se pede, não se compara, não se aprisiona. Amor é uma pessoa, uma ação, um tempo, um fim. Em uns, é uma palavra, em outros, a própria vida. E o melhor de tudo: amor é uma força que produz amor.</p>
<p>Sentir é natural. Amar é uma decisão &#8211; de cada dia, hora e dor.</p>
<p>Quem não entende, que somente espere. O tempo passa e um dia, talvez, sinta o que eu sei.</p>
<p>Ouse amar.</p>
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		<title>amigos?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/amigos/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 15:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não tenho muitos amigos. A vida vai passando e as verdadeiras amizades, reconhecemos, são as de muito tempo atrás. Não que seja impossível construir amizades mais maduras, mas que isso é mais difícil, isso é. Não que deixemos as relações sociais, as &#8220;amizades&#8221;. Parece que sempre temos novos amigos, novas conversas, novos encontros. Mas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho muitos amigos.</p>
<p>A vida vai passando e as verdadeiras amizades, reconhecemos, são as de muito tempo atrás.</p>
<p>Não que seja impossível construir amizades mais maduras, mas que isso é mais difícil, isso é.</p>
<p>Não que deixemos as relações sociais, as &#8220;amizades&#8221;. Parece que sempre temos novos amigos, novas conversas, novos encontros. Mas a sensação que fica é a de que os dias nos afastam desses &#8220;amigos&#8221; e as amizades são feitas para acabar. Derá?</p>
<p>Aprendi que <strong>uma amizade acaba quando descobrimos que ela nunca existiu de verdade</strong>.</p>
<p>É que quanto mais vivemos mais egoístas nos tornamos e a aproximação dos outros passa a ter muitos motivos. Ah, os motivos&#8230;</p>
<p>Crescemos e os brinquedos começam a ficar mais caros. Ah, os brinquedos&#8230;</p>
<p>E nos sentimos usados &#8211; degraus. E nos desiludimos. E quando é para abrir o coração, rasgar a alma, nos falta na mente o nome de um único amigo certo. Mas onde estão os amigos?</p>
<p>Há pessoas que não têm nenhum amigo, mesmo que imaginem tê-los.</p>
<p>Ter amigos é uma necessidade. Ser amigo, uma ciência.</p>
<p>Faça um teste: pense em quantos amigos você tem de fato. Um conselho: valorize-os, pois são coisa rara hoje em dia.</p>
<p>Admiro as crianças. Elas têm amigos, são amigas. Elas podem &#8211; são inocentes. Por isso não pense duas vezes quando uma delas lhe perguntar: &#8220;quer ser meu amigo?&#8221;, mas vá com calma. São só crianças.</p>
<p>Abraços.</p>
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		<title>incoerente</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/incoerente/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2007 15:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coerência é conformidade, congruência, conexão, harmonia, ligação. Mas o que é ser coerente? Nesses dias sofisticados em que vivemos, chega a ser elegante insultar alguém, desde que o insulto seja mais polido, um tapa de luvas, do tipo: &#8220;você está sendo incoerente!&#8221;. O que muitas vezes se desconsidera é que essa acusação é covarde, pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coerência é conformidade, congruência, conexão, harmonia, ligação. Mas o que é ser coerente?</p>
<p>Nesses dias sofisticados em que vivemos, chega a ser elegante insultar alguém, desde que o insulto seja mais polido, um tapa de luvas, do tipo: &#8220;você está sendo incoerente!&#8221;. O que muitas vezes se desconsidera é que essa acusação é covarde, pois ataca o que de mais valioso se tem: as motivações. Incoerente? Mas, incoerente em relação a quê? Com que padrão se pode medir seguramente a coerência na vida de outrem?</p>
<p>Já fui considerado incoerente. Mas para mim coerência é um conceito maior do que, creio, caberia nas idéias de quem só produz crítica.</p>
<p>Coerência é não ter compromisso com o erro, pelo simples desejo de conformar-se sempre com a verdade.</p>
<p>Incoerência é dizer que vive, mas viver como quem está morto. É se conformar com o que já se viveu.</p>
<p>Coerência é acreditar no outro, no novo, harmonizando-se com a vontade que todos temos de ser acreditados e aceitos.</p>
<p>Incoerência é acreditar que cada dia guarda em si a semente da mudança e duvidar que as pessoas possam se renovar a cada momento, cada decisão.</p>
<p>Coerência é esperar sempre o melhor, preparar-se para o pior e receber o que vier, sabendo que a vida não é um eterno pique-nique, mas uma constante ligação de um passado escuro a um futuro brilhante, que desenhamos no escuro.</p>
<p>Incoerência é viver à espera de oportunidades, mas, diante delas, fugir em busca de coerência &#8211; uma droga que aliena.</p>
<p>Se ser incoerente é ousar viver além do óbvio, previsível e esperado, agradeço cada pensamento alheio, desconhecido e às costas, que me rotula assim: incoerente.</p>
<p>Perdão, mas <strong>eu não procuro viver em acordo com o que fui, fiz ou deixei de fazer</strong>. No passado existe mais erro que acerto. Busco coerência com quem eu sou e, principalmente, quem eu quero ser. Coerência tem que ver com futuro.</p>
<p>Seja incoerente, ande para frente!</p>
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		<title>o que é que a gente quer?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 14:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[A gente só quer o que a gente não tem. Parece coisa de criança, mas é assim que as coisas são no mundo da gente grande. A gente vive sempre querendo mais e por isso sempre vai haver &#8220;algo mais&#8221; que a gente não tem, mas que inexplicavelmente quer mais do que tudo. Parece história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gente só quer o que a gente não tem. Parece coisa de criança, mas é assim que as coisas são no mundo da gente grande. A gente vive sempre querendo mais e por isso sempre vai haver &#8220;algo mais&#8221; que a gente não tem, mas que inexplicavelmente quer mais do que tudo. Parece história de criança passeando por entre as vitrinas do shopping, mas é coisa da gente. Gente mimada, pra não dizer egoísta. Por dentro a gente é assim e esse é só o início de tudo o que de mau existe por fora &#8211; entre as gentes.</p>
<p><strong>A gente só quer o que a gente não tem</strong>. Um lugar pra sentar, uma sombra, um beijo. Uma pista, uma sexta, um pão de queijo. Sei lá. Algo simples, fútil, mas que satisfaça. Algo quente, mas leve que nem fumaça.</p>
<p>É um amor infundado pelo novo, pelo belo, pelo outro. uma coceira nas mãos, um treme-treme nos pés. Um pensamento insistente. Ansiedade.</p>
<p>O belo, a quem quer parecer. O novo, a quem quer entreter. O outro, a quem quer enganar. Não. Isso não pode ser tudo.</p>
<p>Egoísmo é um dos meus defeitos principais. Infelizmente eu não sou diferente. E luto contra mim pra não viver sendo regido pelo que não sou e pelo que não tenho.É luta infantil, mas é luta cruel &#8211; de todos os dias e horas e <a href="http://eoqha.net/tag/pensamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pensamentos">pensamentos</a>. Mas de vez em quando uma luz se acende (quando o eu se apaga) e consigo enxergar as coisas com mais lucidez. Aprendi que serei feliz não quando finalmente tiver o que sempre quis, mas quando simplesmente quiser o que sempre tive.</p>
<p>Lembre-se: o segredo da vida está no querer.</p>
<p>Acenda as luzes!</p>
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		<title>listas</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 19:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Às vezes tenho a impressão de que meu dia cabe em uma lista. Costumo listar minhas tarefas. E são tantos verbos, que nem sempre sobra espaço na agenda. Coisas que preciso fazer, comprar, preparar, estudar, resolver, reclamar, discutir. Esses são verbos da ação. Roubam tempo e energia. Triste é quando esses são os verbos principais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes tenho a impressão de que meu dia cabe em uma lista.</p>
<p>Costumo listar minhas tarefas. E são tantos verbos, que nem sempre sobra espaço na agenda. Coisas que preciso fazer, comprar, preparar, estudar, resolver, reclamar, discutir. Esses são verbos da ação. Roubam tempo e energia. Triste é quando esses são os verbos principais na rotina e duro é encarar minhas listas passadas e perceber que em muitos dias quase não há tempo reservado para os verbos da reflexão: orar, meditar, silenciar, descansar.</p>
<p>Cansei de ser refém de minhas listas encantadas, regidas pela ansiedade e seus muitos verbos &#8211; ter, parecer e aparecer, conquistar, superar, encontrar.</p>
<p>Cansei de tentar dominar o tempo e esbarrar nos outros. cansei de correr nas esteiras do egoísmo e patinar nas frustrações.</p>
<p>Cansei de olhar a vida através das vidraças quebradas dos sonhos desfeitos. Cansei de tentar por mim.</p>
<p>Um dia desses escrevi uma nova lista. Não para um dia apenas, mas para me acompanhar sempre, lembrando verbos essenciais.</p>
<p>Em resumo, entendi que preciso de muito mais tempo com o Verbo principal, Aquele que é a origem de todos os verbos e que dá sentido à lista da minha <a href="http://eoqha.net/tag/existencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with existência">existência</a>. Entendi que <strong>preciso ser cada dia menos de mim</strong> e mais dEle, e isso requer tempo.</p>
<p>Reveja suas listas, reavalie seus dias e tome tempo para os melhores verbos.</p>
<p>Sucesso!</p>
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		<title>quem é quem?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 13:42:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Sinceramente, ninguém se conhece de verdade. Teorizamos muito bem. Gostamos muito de parecer (e aparecer). Somos mestres em diminuir certas coisas em nós e aumentar outras, que julgamos certas. Escondemos, fingimos, mas sofremos com a luta que travamos com um certo &#8220;eu&#8221; que não queremos ser. É estranho, mas é assim. Convivemos com o &#8220;eu&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente, ninguém se conhece de verdade.</p>
<p>Teorizamos muito bem. Gostamos muito de parecer (e aparecer). Somos mestres em diminuir certas coisas em nós e aumentar outras, que julgamos certas. Escondemos, fingimos, mas sofremos com a luta que travamos com um certo &#8220;eu&#8221; que não queremos ser. É estranho, mas é assim. Convivemos com o &#8220;eu&#8221; que fomos, e que teima em nos visitar em flashes da memória culpada e com o &#8220;eu&#8221; que sonhamos ser, escondido nos sonhos mais secretos e egoístas que temos. O &#8220;eu&#8221; que somos (ou pensamos ser) parece perdido em meio aos tempos verbais. Parece nem existir. É tão transitivo, tão afetado, tão superficial. Situações novas sempre revelam um &#8220;eu&#8221; novo que, às vezes, desmente tudo o que dizemos ser. Isso é estranhamente perigoso. Quantas vezes nos desconhecemos!  assombra imaginar quantos &#8220;eus&#8221; calados inda existem por dentro.</p>
<p>Tremo ao pensar em como gasto meu <em>dinheiro</em>, pois isso responde onde está meu coração.</p>
<p>Tremo ao revisar meus <em>passa-tempos</em>, pois somos o que fazemos quando não temos nada para fazer.</p>
<p>Tremo ao perceber o que me faz <em>sorrir</em>, pois isso desmascara meus preconceitos.</p>
<p>Quem eu fui é inalterável. Quem serei não existe. Quem eu sou? Não sei ao certo, mas esse silêncio não machuca tanto quanto o grito da distância que existe entre mim e quem eu preciso ser.</p>
<p>Quem é você?</p>
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		<title>Pôr-do-sol</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 16:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em dias em que a pressa parece ser a solução e a sentença de muitos, Deus tem um convite inusitado: Descansar. Em dias vazios de sentido, de explicações e de fé, Deus se apresenta: Eu sou o Criador. Em dias em que a memória é fraca e dependente dos orkuts da vida até para lembrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em dias em que a pressa parece ser a solução e a sentença de muitos, Deus tem um convite inusitado: Descansar.</p>
<p>Em dias vazios de sentido, de explicações e de fé, Deus se apresenta: Eu sou o Criador.</p>
<p>Em dias em que a memória é fraca e dependente dos <em>orkuts </em>da vida até para lembrar das datas mais importantes, Deus pede insistentemente: Lembre-se.</p>
<p>Hoje em dia muitos líderes religiosos que arvoram ser porta-vozes do céu pedem que nos esqueçamos de coisas que o próprio Deus nos pediu que lembrássemos. Depois de criar o homem Deus lhe pediu que nunca esquecesse de descansar no dia Sábado.</p>
<p>Quando o céu vai alaranjando na sexta à tarde eu me lembro de Deus. De um pôr-do-sol a outro comemoro a <a href="http://eoqha.net/tag/existencia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with existência">existência</a> e providência do meu Deus.</p>
<p>Escolha um lugar especial para ver o sol se pondo. Faça uma oração e receba a bênção que o sábado contém.</p>
<p>Não esqueça!</p>
<p>(Êxodo 20:8)</p>
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		<title>LÁ</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2007 16:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz um tempo, uma estação de rádio recebeu, por carta, um pedido muito estranho. Um homem que vivia sozinho nas montanhas pedia à estação que em determinado dia e hora tocasse no piano a nota &#8220;lá&#8221; por dois minutos. O homem explicava que, vivendo só, sua única distração era seu violino, mas este estava completamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um tempo, uma estação de rádio recebeu, por carta, um pedido muito estranho.</p>
<p>Um homem que vivia sozinho nas montanhas pedia à estação que em determinado dia e hora tocasse no piano a nota &#8220;lá&#8221; por dois minutos.</p>
<p>O homem explicava que, vivendo só, sua única distração era seu violino, mas este estava completamente desafinado e ele precisava de um &#8220;lá&#8221; para afiná-lo convenientemente.</p>
<p>Gosto de ficar sozinho, mas reconheço o perigo que tem a solidão. O isolamento é proveitoso até certo ponto. Nunca como um estilo de vida. Viver pra si é vazio: perdem-se os referenciais, as motivações, os abraços, os sorrisos, o diálogo. Morrem a criatividade, a esperança e o propósito; enquanto se agravam a dúvida, o medo e o egoísmo.</p>
<p>Há poucos anos para ser feliz e só uma chance para se compor a canção. É muito arriscado viver os dias em busca de um &#8220;lá&#8221;. Há muito mais para se descobrir. Há muito mais no outro, no desconhecido. Há muito mais além de mim.</p>
<p>Amanhã é sábado e este é um dia especial. É o dia em que eu vou à igreja &#8211; comunidade de fé &#8211; e me encontro com Deus &#8211; meu maior amigo. Sábado é o dia ideal para avaliar os passos e renovar as forças. Sua nota tônica, amor.</p>
<p>Um bonito sábado!</p>
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		<title>Está faltando algo</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2007 21:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>
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		<description><![CDATA[Como diz o Ricardo Noblat, se você não comemora ninguém comemorará por você. Estou muito feliz pelo crescimento do É O Q HÁ! mas quero dizer que o crédito não é da equipe do podcast, mas sim seu (leitor, ouvinte, webespectador, etc.) e sobretudo de Deus! Gostaria de ressaltar alguns dados e avanços desde a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://eoqha.files.wordpress.com/2007/05/equipe_simpostio.jpg" alt="Equipe do Simpósio" align="left" />Como diz o Ricardo Noblat, se você não comemora ninguém comemorará por você. Estou muito feliz pelo crescimento do É O Q HÁ! mas quero dizer que o crédito não é da equipe do podcast, mas sim seu (leitor, ouvinte, webespectador, etc.) e sobretudo de Deus!</p>
<p>Gostaria de ressaltar alguns dados e avanços desde a última vez que escrevi um editorial. Nesse meio tempo de 1-2 meses (supostamente era para escrever um por mês), tivemos alguns novos membros na equipe. Primeiramente o Cândido, que tem postado sua incríveis e profundas <a href="http://eoqha.net/tag/reflexoes/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Reflexões">reflexões</a>.É uma honra poder ter alguém como ele participando no É O Q HÁ!. Logo depois temos a Natália que tem nos ajudado no projeto missionário que será lançado em breve aqui no blog (estamos há algumas semanas recolhendo imagens para o VT).</p>
<p>Recentemente fui ver as estatísticas da série “II Simpósio Criacionista”, e fiquei surpreso com os números. <strong>No total, obtivemos mais de 5mil downloads e tivemos palestras que beiram a marca de mil downloads. </strong></p>
<p>Indo além dos números, recebemos comentários dizendo que passariam na sua igreja as palestras. Também houve professores nos contactando para informar de futuras palestras que interessariam a você, que está sempre presente conosco, nos acompanhando nesta jornada!</p>
<p>Falando um pouco sobre os planos futuros; <strong>se você acha que viu tudo que o É O Q HÁ! tem a oferecer, agüente firme que nós estamos apenas começando.</strong> Entre algumas matérias futuras, haverá uma série sobre a Política, Religião e o Fim dos Tempos, tendo como entrevistados pessoas mais que qualificadas (como o Reitor do Seminário Latino-Americano de Teologia).</p>
<p><strong>Todavia, entretanto, contudo; sinto falta de algo.</strong> E esse algo é você! Tenho visto claramente as bênçãos de Deus neste projeto, cada episódio é uma nova experiência, um novo insight sobre algum tema antes desconhecido para mim e para a equipe.</p>
<p>Em breve <strong>estaremos lançando um projeto missionário auxiliando o Timor Leste</strong>, onde todos (independentes da localidade) poderão ajudar.</p>
<p><strong>Venha fazer parte do É O Q HÁ!, estamos contando com você!</strong></p>
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		<title>Metro</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2007 17:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era um garoto esperto. No alto de seus quatro anos de idade, ele chega para a mãe com sua nova e incrível descoberta: - &#8220;Mãe, eu tenho três metros de altura!&#8221; &#8211; e exclama com todas as confusões lingüísticas que a idade lhe permite. Mãe atenta, ela responde: - &#8220;Não, meu amor. Você já é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era um garoto esperto.</p>
<p>No alto de seus quatro anos de idade, ele chega para a mãe com sua nova e incrível descoberta:</p>
<p>- &#8220;Mãe, eu tenho três metros de altura!&#8221; &#8211; e exclama com todas as confusões lingüísticas que a idade lhe permite.</p>
<p>Mãe atenta, ela responde:</p>
<p>- &#8220;Não, meu amor. Você já é homenzinho, mas não é tão alto assim.&#8221;</p>
<p>Silêncio..</p>
<p>- &#8220;Sou sim, mãe.&#8221; &#8211; ele retorna com uma expressão mais confiante &#8211; &#8220;eu medi!&#8221;</p>
<p>- &#8220;É, meu amor? E com o quê você se mediu?&#8221;</p>
<p>Faceiro que só ele, o menino apresenta sua evidência. E mostrando sua régua (de 30cm), ele diz:</p>
<p>- &#8220;Com este &#8216;metro&#8217; aqui, ó.&#8221;</p>
<p>Tem gente que passa pela vida se achando <em>a bala que matou o Kennedy</em>. E passa pelas pessoas sem nem sequer olhar. Tem um &#8220;arzinho&#8221; de suficiência&#8230; Outras pessoas se acham <em>o gás da Coca</em>. Vivem a vida com a filosofia do &#8220;sem MIM nada podeis fazer&#8221;. E tratam os outros como se fossem menores. Não poderia deixar de mencionar as que pensam ser <em>o último biscoito do pacote &#8211; </em>o desejado, idolatrado, salve! Salve!.. Quanta pequenês.</p>
<p>Tem gente que acha (é, porque nem pensar pensa!) que o mundo foi feito sob medida, com a cor e a trilha sonora perfeitas para EU viver&#8230; quanta insipiência.</p>
<p>Como você tem se olhado, se medido? <strong>Pessoas felizes são humildes</strong>. &#8220;Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter&#8221; é um conselho sábio (Rom 12:3). Seja simples, acessível, sorridente e agradável.</p>
<p>Que tamanho tem seu &#8220;metro&#8221;?</p>
<p><span class="technoratitag"></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rosto</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/rosto/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2007 19:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Tempos atrás, um jovem foi fazer uma visita a um amigo que há muito não via, em Londres na Inglaterra. Chegando ao endereço indicado, bateu na porta da casa e foi atendido por uma garotinha. Ele prontamente se apresentou, mas a menina não entendeu seu nome. Ela voltou lá dentro e avisou ao pai: - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tempos atrás, um jovem foi fazer uma visita a um amigo que há muito não via, em Londres na Inglaterra. Chegando ao endereço indicado, bateu na porta da casa e foi atendido por uma garotinha. Ele prontamente se apresentou, mas a menina não entendeu seu nome. Ela voltou lá dentro e avisou ao pai:</p>
<p>- Papai, tem um homem lá fora que quer falar com o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a>.</p>
<p>- Como é o nome dele, filha? Quis saber o pai.</p>
<p>- O nome dele eu não entendi, pai, mas ele é muito parecido com Jesus!</p>
<p>A essência do cristianismo é parecer-se com Jesus.</p>
<p>Cristianismo não é medido pela assistência aos cultos de uma igreja, nem pela ausência de certos lugares &#8220;proibidos&#8221;. <strong>Cristianismo é o quanto de Cristo eu carrego comigo, em tudo que faço, digo ou mesmo penso</strong>.</p>
<p>É fácil levar o nome de cristão. Para alguns isso é cômodo, para outros não passa de uma tradição de família. Mas e para você?</p>
<p>Quando as pessoas olham para você, o que elas vêem?</p>
<p>O time por quem você torce?</p>
<p>As roupas mais caras?</p>
<p>Os filmes a que assiste?</p>
<p>O tipo de amigos que tem?</p>
<p>A Quem segue?</p>
<p>Há certas coisas que estão escritas em cada pessoa.</p>
<p>Não permita que nada nessa vida borre o seu rosto, e roube de você a imagem de Jesus. Desvie seus passos de tudo que leve embora o tempo, a energia e a vibração com as coisas de Deus. E siga em paz.</p>
<p>Uma bonita tarde pra você!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ele tem tempo</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2007 23:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda pensando sobre a forma do tempo, veio à minha mente a figura de um homem em especial. Possivelmente o mais atarefado que esta terra já conheceu, e isto eu explico: 1) Tinha uma missão muito importante a cumprir, não meramente fazer nome ou fazer fama, mas mudar a filosofia de vida de um mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda pensando sobre a forma do tempo, veio à minha mente a figura de um homem em especial. Possivelmente o mais atarefado que esta terra já conheceu, e isto eu explico: 1) Tinha uma missão muito importante a cumprir, não meramente fazer nome ou fazer fama, mas mudar a filosofia de vida de um mundo inteiro a ponto de dividir a história; 2) Tinha pouco tempo: apenas três anos e meio, aproximadamente; e 3) Isso tudo sozinho. Nome: Jesus Cristo.</p>
<p>Jesus era um homem com muito o que fazer e seu dia não era milagrosamente maior. Dispunha das mesmas 24h de que você e eu dispomos. Sua agenda, sempre lotada, trazia anotadas entrevistas com gente de todos os lugares e maneiras, públicas ou particulares, algumas inclusive altas horas da noite (cf. João 3:2), viagens a fazer, inúmeras palestras a apresentar, uma equipe a treinar, mal-entendidos a solucionar, etc.</p>
<p>Quanta coisa! Olhando assim apressadamente, a vida de Jesus em muito se assemelha à de muitos hoje: muito a fazer, pouco tempo.</p>
<p>Mas basta um olhar mais atento a sua biografia (a Bíblia) e descobrimos o mais estranho de tudo: Jesus não tinha tempo, mas tinha tempo. Incoerência? Talvez. Somente observe:</p>
<p>Jesus, mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, tinha tempo para parar em meio à natureza e observar as flores e as aves (cf. Mateus 6:25-34).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, vez ou outra convidava sua equipe: &#8220;vamos para um lugar tranqüilo descansar um pouco&#8221; (cf. Marcos 6:31).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, parava para simplesmente segurar uma criança no colo (cf. Lucas 18:16).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, parava para conversar com pessoas desconhecidas, que não tinham amigos (cf. João 4:1-30).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, parava para ouvir seus amigos, mesmo suas <a href="http://eoqha.net/tag/perguntas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with perguntas">perguntas</a> mais tolas (cf. Mateus 18:1).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, passava noites inteiras em oração (cf. Mateus 14:23).</p>
<p>Jesus tinha tempo para as coisas certas da vida. O resultado é que ele andou por essa vida fazendo o bem.</p>
<p>Nós também andamos. Em realidade, mais corremos que andamos, mas fazendo o quê? Corremos aonde?</p>
<p>Pra quê tanta pressa?</p>
<p>A pressa é um dos maiores vilões de nosso tempo. <strong>A pressa destrói valores sem destruir convicções</strong>.</p>
<p>Repense sua agenda, sua lista de prioridades, e decida viver o lado bom da vida.</p>
<p>Tome tempo para sorrir, abraçar, ajudar, consolar, observar, sonhar, amar. Marque uma hora com Jesus. Ele tem tempo!</p>
<p>Até mais.</p>
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		<title>forma do tempo</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2007 23:20:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
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		<description><![CDATA[Está na moda andar depressa. Parece essencial estar sempre ocupado, atolado em compromissos, com muito o que fazer. É quase vexatório ter a agenda vazia &#8211; sinal de fraqueza ou esquecimento. Mas não é preciso ser muito esperto para ver nas pessoas apressadas tão somente figuras que correm atrás do vento (leia Eclesiastes 1:14). Correm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está na moda andar depressa.</p>
<p>Parece essencial estar sempre ocupado, atolado em compromissos, com muito o que fazer. É quase vexatório ter a agenda vazia &#8211; sinal de fraqueza ou esquecimento. Mas não é preciso ser muito esperto para ver nas pessoas apressadas tão somente figuras que correm atrás do vento (leia Eclesiastes 1:14). Correm atrás do material &#8211; palpável -, buscando preencher vazios imateriais, do espírito.</p>
<p>Nem todas as mais felizes consecuções que possamos ter no trabalho aqui conseguem resolver nossas carências mais íntimas.</p>
<p>Tudo que se herda dessa corrida maluca são cabeças quentes e corações frios. E <strong>cabeça quente e coração frio não resolvem coisa alguma</strong>.</p>
<p>Ganha-se tempo em forma de dinheiro. Perde-se amor em forma de tempo &#8211; com os filhos, com a esposa, com os amigos.</p>
<p>Temos pressa. Não temos tempo.</p>
<p>Trabalhamos hoje para ter amanhã. Mas, ter o quê? Rugas, insônia e um belo seguro de vida?</p>
<p>Corremos mais, paramos menos.</p>
<p>Cabeça quente: cobranças, questionamentos, promoções, soluções, concorrências, empreendimentos. Falta paz.</p>
<p>Coração frio: descasos, atrasos, ausências, inconstância, indiferença. Faltam sorrisos, abraços, lembranças. Falta tempo.</p>
<p>Vá pela sombra e viva as coisas certas da vida.</p>
<p>Até!</p>
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		<title>o Menu, por favor!</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2007 18:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei engraçado. Outro dia, uma menina até bonitinha sentou-se à mesa para o jantar. Prato feito, lenço dobrado, dedos estralados, tudo pronto para agradecer a Deus por mais uma refeição e&#8230; que nada! Ela avançou no pratão sem nem titubear. Achei estranho também. Parecia uma moça inteligente, mas lembrou o meu cachorro, o Cheff (saudades), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei engraçado. Outro dia, uma menina até bonitinha sentou-se à mesa para o jantar. Prato feito, lenço dobrado, dedos estralados, tudo pronto para agradecer a Deus por mais uma refeição e&#8230; que nada! Ela avançou no pratão sem nem titubear. Achei estranho também. Parecia uma moça inteligente, mas lembrou o meu cachorro, o <em>Cheff </em>(saudades), que na hora de comer, coitado, não sabe agradecer. Ele não pensa, não raciocina, não entende que as coisas que recebe vêm de alguém. Se a menina conseguia pensar? Imagino que sim. Mas naquela hora não pensou. Estava com a cara fechada, que até assustava. No entanto, não vou ser de todo rude ao comparar moça de família ao meu velho cão. Há, é evidente, uma diferença bem notável entre ambos, isso eu sei: é que o meu <em>Cheffinho, </em>cachorro que só ele, mesmo sem ter um cerébro igual ao da bonitinha, ainda era capaz de me saudar (pra não dizer agradecer) com o seu rabinho balançando! Acho que ele é feliz.</p>
<p>Você já falou com Deus hoje? Já agradeceu pelos favores que tem recebido dEle?</p>
<p>É só abrir os olhos, olhar pros lados e ver que sua vida é cheia de motivos para agradecer. Mas se você não tem nem uma cauda pra abanar, só feche os olhos e, do fundo do coração, diga: &#8220;Obrigado, grande Deus, por me dar tudo de que eu preciso e me fazer tão feliz!&#8221;</p>
<p>Eu mal posso esperar pela próxima refeição (rs!). E você?</p>
<p>Bom apetite!</p>
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