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	<title>éoqhá &#187; EUA</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>Canção Cristã e Cultura Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 12:52:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Por que a maioria dos protestantes brasileiros aprecia uma hinologia ou um conjunto de músicas de origem americana ou européia mas demonstra pouca tolerância para com as canções religiosas de estilo popular nacional? Esta é uma pergunta a qual podemos dar várias respostas erradas, como: é uma questão de gosto, ou, é o respeito às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-930" title="musica" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/cancao.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Por que a maioria dos protestantes brasileiros aprecia uma hinologia ou um conjunto de músicas de origem americana ou européia mas demonstra pouca tolerância para com as canções religiosas de estilo popular nacional?</p>
<p>Esta é uma pergunta a qual podemos dar várias respostas erradas, como: é uma questão de gosto, ou, é o respeito às tradições litúrgicas, ou ainda, é devido ao preconceito em relação à cultura brasileira, e a pior de todas, deve-se a uma alienação cultural americanizada e pequeno-burguesa.</p>
<p>Vou procurar algumas respostas que podem explicar esse tema que divide gerações de fiéis.<span id="more-929"></span></p>
<p>Gosto (o bom e o mau, se me permitem os relativistas mais ferrenhos) é algo que se constrói socialmente. Para Pierre Bourdieu, as diferenças entre os gostos musicais não se assemelham às diferenças de paladar alimentício &#8211; este estaria mais profundamente inscrito em nossos corpos que o paladar musical. O estudioso francês acrescenta que os diferentes gostos musicais não remetem unicamente a &#8220;preferências últimas e inefáveis, mas a diferenças no modo de aquisição da cultura musical&#8221; (Sociología y cultura, p. 178).</p>
<p>Como a hinologia protestante foi adquirida, então? Para alguns pesquisadores, como Prócoro Velásques e Antonio G. Mendonça, as missões norte-americanas tinham um pendor eurocêntrico e entendiam que sua cultura era superior a dos povos da América do Sul. Assim, a dominação econômica encontrava um correspondente na dominação cultural e religiosa, dominação essa que repudiava a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> local e favorecia a adoção de uma hinologia euro-americana/estrangeira (ver Introdução ao protestantismo no Brasil, dos dois autores; ou O celeste porvir, de Antonio G. Mendonça).</p>
<p>Essa visão está bem simplificada aqui, mas traduz teoricamente a essência de um pensamento amparado no discurso nacionalista e marxista que procura explicar os fenômenos sociais pela ótica do conflito de classes. Esse argumento consolidou-se no Brasil dos anos 1960, quando a dicotomia nacional-popular versus cultura anglófona chegou ao ridículo de se promover uma marcha dos artistas contra a guitarra (era um instrumento do rock, que nasceu nos <a href="http://eoqha.net/tag/eua/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with EUA">EUA</a>, que eram o império colonialista, etc) e ao mesmo tempo coroava-se como &#8220;legítimo&#8221; e &#8220;autêntico&#8221; o estilo de raiz nacional (baião, sertanejo, samba).</p>
<p>Esse discurso, que conferia autencidade e legitimidade somente às músicas fiéis a uma tradição cultural de origem brasileira, ao espaço sociogeográfico das classes populares (o sertão, o morro) e ao argumento de independência cultural em relação ao mercado e às nações dominantes, chegou às <a href="http://eoqha.net/tag/igrejas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Igrejas">igrejas</a> protestantes nos anos 1970 refletindo o pensamento sociológico da época e modificando os padrões de composição de canções religiosas.</p>
<p>Com 30 anos de atraso, o mesmo discurso só agora alcança algumas <a href="http://eoqha.net/tag/igrejas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Igrejas">igrejas</a> adventistas e luteranas, por exemplo. A <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> de &#8220;raiz&#8221; nacional procura seu espaço na hinologia protestante. Porém, as justificativas encontradas são obsoletas. Primeiro, porque &#8220;cultura brasileira&#8221; não é um conceito monolítico que uma vez erguido estará consolidado para sempre. Ao contrário, trata-se de um conceito extremamente fluído e contraditório (quem diria, nos anos 60, que surgiria algo como rock &#8220;nacional&#8221; ou funk &#8220;carioca&#8221;). Em segundo lugar, o público, em especial a juventude, não se importa com questões de identidade nacional, mas prefere os símbolos e objetos mundializados, os gêneros e as performances transmitidos via mídia, remontando-os em perspectiva diversa da original.</p>
<p>A <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> popular brasileira é um referente atual para a <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> cristã. Os pontos positivos que essa perspectiva pode expressar (e há músicos capazes para tanto) também dão lugar a problemas surgidos quando a renovação musical se dá por meio de um pragmatismo evangelístico entusiasticamente abraçado ou quando se acredita que a totalidade de uma cultura é plenamente aceitável quando transladada para o espaço da adoração cristã.</p>
<p>Voltando a questão no topo da página &#8211; o porquê da aceitação da hinologia tradicional em detrimento de uma <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> cristã popular brasileira -, nota-se que o argumento da autenticidade e legitimidade faz pouco sentido no espaço cultural hiper-globalizado. O <a href="http://eoqha.net/tag/debate/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with debate">debate</a> marxista de conflito de classes, isto é, missionários a serviço do imperialismo norte-americano impingindo uma cultura &#8220;importada&#8221;, é um raciocínio que padece de xenofobia e descarta a reação e os anseios dos novos conversos, que os torna meros receptores passivos.</p>
<p>Michel de Certeau afirma que o sentido e o uso dos produtos culturais, dos sons musicais, na vida individual e social das <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> não podem ser completamente determinados (A invenção do cotidiano, 1994). Assim, deve-se levar em conta também outros fatores para a adoção da hinódia protestante euro-americana:</p>
<p style="padding-left: 30px;">a) A ausência de referências sociogeográficas: os novos conversos desconheciam a origem da <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a> (se era um folk irlandês, uma marcha da Guerra Civil americana, uma balada do teatro, uma canção de saloon), mas podiam aceitá-la pelo simples motivo de que era diferente das canções dos festejos a que estava acostumado antes da conversão;</p>
<p style="padding-left: 30px;">b) A noção protestante do sagrado: o &#8220;sagrado&#8221; significava algo era &#8220;separado&#8221; para as atividades religiosas. A hinódia euro-americana recebida pelos novos protestantes expressava um caráter diferenciado ao ser cantada no local de adoração, modelando uma perspectiva litúrgica distanciada de práticas musicais sincréticas que serviam tanto para as festividades religiosas quanto para a diversão mais sensual.</p>
<p>Se lembrarmos também do preconceito e da marginalização sofridos pelos conversos no período de inserção do protestantismo no Brasil, veremos que a adoção daquela hinologia &#8220;importada&#8221; marcava uma construção de identidade coletiva interna e também uma diferença externa em relação aos cultos afro-brasileiros e católicos. Não se pode negar que houve (e há) certo sectarismo nessa perspectiva.</p>
<p>Por outro lado, havia (e há) uma clara relação de estilos musicais com atividades que se opunham frontalmente aos princípios cristãos, o que pode ter motivado tanto a recusa de determinados gêneros como o afastamento social. Assim, esse distanciamento precisa ser revisto pela ótica da segregação sofrida e da auto-preservação moral.</p>
<p>São questões candentes que valem uma reflexão a respeito. E o primeiro passo para o entendimento possível é o diálogo. Meu objetivo não é conceder as únicas respostas, mas espero fazer as perguntas certas e até esquecidas.</p>
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		<title>Mudar o mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 13:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[o sentimento em torno da eleição de obama contagiou o mundo. a mesma esperança sentida nos eua se espalhou por todos os continentes. &#8220;nós podemos mudar o mundo? yes, we can!&#8221; discursos maravilhosos foram proferidos, inclusive pelo candidato derrotado. em certo sentido, a relação com a primeira eleição de lula (2002) não seria equivocada. em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/change.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-923" title="change" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/change.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>o sentimento em torno da eleição de obama contagiou o <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a>. a mesma <a href="http://eoqha.net/tag/esperanca/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Esperança">esperança</a> sentida nos <a href="http://eoqha.net/tag/eua/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with EUA">eua</a> se espalhou por todos os continentes. &#8220;nós podemos mudar o <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a>? yes, we can!&#8221; discursos maravilhosos foram proferidos, inclusive pelo candidato derrotado.</p>
<p>em certo sentido, a relação com a primeira eleição de lula (2002) não seria equivocada. em ambos os casos, cidadãos foram tomados de sentimentos nobres, muito se escreveu sobre as origens dos ganhadores, sobre as enormes possibilidades de mudança para melhor, etc.</p>
<p>muita emoção e comoção&#8230; muita <a href="http://eoqha.net/tag/esperanca/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Esperança">esperança</a>&#8230; pouca realidade&#8230;</p>
<p>ultimamente vários líderes ao redor do <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a> são recebidos como novos messias. <span id="more-922"></span>obama, talvez, seja o mais novo messias e o com maior alcance, tendo em vista as reações no <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a> todo, inclusive na europa e oriente médio, lugares aonde o antiamericanismo era alto.</p>
<p>dois fatores precisam ser considerados. primeiro, ninguém consegue mudar nada sozinho. nem a si mesmo, nem a outros. por vontade única, nem o casamento pode ser salvo&#8230; para mudar qualquer coisa e, principalmente, o <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a>, é preciso mais do que uma pessoa. em segundo lugar, mudar o <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a> é subjetivo para todos, pois para o dono da megaconstrutora multinacional seria uma coisa e para sua esposa ou empregado seria outra. além disso, muitos podem concordar em grandes questões subjetivas, como &#8220;acabar com a fome&#8221;, &#8220;diminuir a desigualdade social/ econômica&#8221;, mas o como isso será feito é o divisor de águas. cada qual possue uma ou mais <a href="http://eoqha.net/tag/ideias/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Idéias">idéias</a> das quais não abriria mão.</p>
<p>assim que, para &#8216;mudar o <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a>&#8217;, uma enorme dose de união de <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> e de ideologias é essencial. quer dizer que, a democracia, como a conhecemos, tende a acabar&#8230; só há mudança coletiva se houver consentimento coletivo e, olhando ao seu redor, isso parece possível?</p>
<p>para mim, a eleição de obama significa um marco histórico em diversos sentidos. em especial, um marco histórico de retrocesso mental. uma lavagem cerebral. não pelo candidato/ pessoa, em si, mas pela maneira como é recebido.</p>
<p>messianismo não é novidade alguma, mas alguns destes messias causaram gigantescas perseguições, milhares de mortes, intolerância religiosa e política, etc, e tudo em nome da &#8216;mudança do <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a>&#8217;, da melhoria da vida&#8230; os últimos messias ainda nos dão dor de estômago (napoleão, castro, hitler, etc). e estes o foram em suas localidades. o que esperar de um messias mundial?</p>
<p style="text-align: left;">enfim, tanta <a href="http://eoqha.net/tag/esperanca/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Esperança">esperança</a> depositada em um messias, tão pouca <a href="http://eoqha.net/tag/esperanca/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Esperança">esperança</a> no Messias&#8230;</p>
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		<title>&#8230;ter ou ser?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 13:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[a famosa e banalizada frase de Shakespeare, “ser ou não ser”, perdeu sua força. com isso não quero dizer que perdeu seu uso, ainda bastante corriqueiro. perdeu o seu valor como busca existencial. a peça, escrita em algum lugar entre os anos 1600-1602, reflete, de certa maneira, um pouco do pensamento humanista que começava a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/batom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-753" title="batom" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/batom.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>a famosa e banalizada frase de Shakespeare, “ser ou não ser”, perdeu sua força. com isso não quero dizer que perdeu seu uso, ainda bastante corriqueiro. perdeu o seu valor como busca existencial.</p>
<p>a peça, escrita em algum lugar entre os anos 1600-1602, reflete, de certa maneira, um pouco do pensamento humanista que começava a despontar, fruto do renascimento. a promessa era de que a humanidade sairia da obscura ‘idade das trevas’, marcada pela fé e pelo sobrenatural, e entraria na ‘era das luzes’, agora guiada pela razão e pelo natural. a fé e D-s não haviam provido as respostas.</p>
<p>em 1976 Erich Fromm (psicanalista e filósofo alemão radicado nos <a href="http://eoqha.net/tag/eua/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with EUA">EUA</a>) denomina esta idéia de ‘grande promessa’ e atesta o seu fracasso.<span id="more-752"></span> as respostas não apareceram. a ‘razão’ (ou Ciência) não trouxe alívio existencial. as perguntas continuam por aí, as mesmas de sempre: quem sou, da onde venho, pra onde vou&#8230;</p>
<p>talvez por isso o <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a> experimente agora um despertar espiritual. a espiritualidade está em alta. ter fé voltou a ser moda. esse é o novo/ velho problema. essa fé, conjugada com o verbo ‘ter’, “é o bilhete de entrada para juntar-se a um grande número de <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>” (Fromm). o ‘ter fé&#8217; é, portanto, utilitarista. é uma posse. a fé construída sobre o pilar do ‘ter’ é colocar D-s em uma caixinha, com tamanho e formato definidos pelo comprador (“meu D-s é assim&#8230;”).</p>
<p>em hebraico a palavra fé é “emunah”, que está relacionada diretamente a idéia de “agarrar-se”. fé, portanto, é mais do que crença, é ação, atitude.</p>
<p>deixe a sua ‘fé de shopping’ em casa e experimente uma atitude de fé. agarra-se a Alguém e não em alguma coisa.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_self">Biblioteca do Congresso</a></p>
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		<title>#83 Riquezas da Terra vs. Riquezas do Céu &#8211; uma reflexão em Biltmore Estate</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 21:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cléderson Perez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[O episódio dessa semana foi meio que improvisado. Semana passada, eu (Cléderson) viajei para a Carolina do Norte para visitar Biltmore Estate, umas das maiores propriedades dos Estados Unidos, contruída pela família Vanderbilt na última década do séc. XIX. Enquanto estava descansando um pouco, comecei a refletir sobre todo o luxo que aquela propriedade havia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://eoqha.wordpress.com/files/2007/06/dsc00174_2.jpg" height="289" width="537" /></p>
<p>O episódio dessa semana foi meio que improvisado. Semana passada, eu (Cléderson) viajei para a Carolina do Norte para visitar Biltmore Estate, umas das maiores propriedades dos Estados Unidos, contruída pela família Vanderbilt na última década do séc. XIX. Enquanto estava descansando um pouco, comecei a refletir sobre todo o luxo que aquela propriedade havia proporcionado à quem vivera ali. Não pude deixar de pensar em tudo que Deus tem preparado para nós no céu. No mesmo momento resolvi gravar um podcast sobre isso. Espero que ele sirva para nos despertar para a frivolidade das riquezas dessa terra e nos ajudar a focar nas riquezas inimagináveis que Deus tem para nós no céu.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=iH2XOYQNdR8" title="Biltmore" target="_blank">Ver no Youtube</a></p>
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