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	<title>éoqhá &#187; existência</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>coração</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 20:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
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		<description><![CDATA[
&#8220;cria em mim um coração puro, ó Deus&#8221; (salmo 51:10).
hoje não tenho muitas palavras. só uma oração.. das páginas da bíblia, guardo com cuidado especial os capítulos protagonizados por davi. suas vitórias e quedas, sua coragem e suas fugas, seus amores e guerras, suas orações, suas canções &#8211; cada uma dá cor peculiar ao quadro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1406" title="61b51" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/05/61b51.jpg" alt="61b51" width="590" height="264" /></p>
<p>&#8220;cria em mim um coração puro, ó Deus&#8221; (salmo 51:10).</p>
<p>hoje não tenho muitas palavras. só uma oração.. das páginas da bíblia, guardo com cuidado especial os capítulos protagonizados por davi. suas vitórias e quedas, sua coragem e suas fugas, seus amores e guerras, suas orações, suas canções &#8211; cada uma dá cor peculiar ao quadro mais amplo da vida daquele a quem o próprio Deus chama &#8220;homem segundo meu coração&#8221; (atos 13:22).<span id="more-1404"></span></p>
<p>numa das cenas mais escuras, num dos dias mais vazios, sobe ao céu uma oração. um pedido angustiado, de quem pecou e simplesmente quer uma nova vida &#8211; um novo coração. mas há nestas palavras uma força escondida. davi pede: &#8220;cria em mim, Deus&#8221;.. mas o verbo &#8220;criar&#8221; usado aqui não é um verbo qualquer. é o hebraico barah &#8211; que indica um ato exclusivo de Deus, uma criação a partir do nada. o rei davi toma emprestada a mesma expressão do gênesis para descrever a criação necessária em sua existência.</p>
<p>talvez hoje ao olhar para sua vida tudo que veja seja um emaranhado de escolhas erradas e consequências traumáticas. talvez relacionamentos errados, decisões impensadas tenham roubado a luz e a forma de alguns sonhos seus. talvez esses últimos dias estejam passando meio lentos, sob o peso de uma culpa, sem forma e vazios. lembre que uma única palavra de Deus pode transformar as coisas.. a mesma palavra que trouxe todas as formas e cores, todos os sons e sabores à existência, pode criar uma nova experiência, pode dar um novo sentido ao nada que somos.</p>
<p>oro para que hoje você experimente recriação em cristo e sinta mais uma vez a alegria da salvação.</p>
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		<title>Viagem</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 16:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<description><![CDATA[
&#8220;o fim das coisas é melhor que o seu início&#8221; (eclesiastes 7:8).
já estava cansado. tudo que mais queria era o silêncio da poltrona número cinco. conferi o horário &#8211; meio-dia e meia. o motorista deu o último aviso.. todos entraram e o ônibus partiu. olhei pela janela. não vi ninguém. aos ouvidos, nada além do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/viagem.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-786" title="viagem" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/viagem.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>&#8220;o fim das coisas é melhor que o seu início&#8221; (eclesiastes 7:8).</p>
<p>já estava cansado. tudo que mais queria era o silêncio da poltrona número cinco. conferi o horário &#8211; meio-dia e meia. o motorista deu o último aviso.. todos entraram e o ônibus partiu. olhei pela janela. não vi ninguém. aos ouvidos, nada além do barulho da partida. nada.. até ele começar a chorar.</p>
<p>era um menino pequeno. ouvi a mãe comentar com a moça do banco da frente que ele tinha três anos. seus soluços se misturaram ao som do motor que o levava para longe.. eu nunca tinha visto algo parecido. não sei dos pormenores da história. nem sequer seu nome eu perguntei. não sou muito simpático em viagens.. mas uni as poucas frases soltas que me alcançaram: estavam em brasília, visitando um pedaço da família.. ali, o menino conhecera uma irmãzinha, de quem fora separado num dos atalhos escolhidos pelos pais.. nos poucos dias que passaram juntos, um encanto especial os uniu.. agora, o garoto sem-nome chorava um choro de gente grande, ao se despedir de um pedaço seu.<span id="more-785"></span></p>
<p>a mãe não sabia o que fazer. ofereceu-lhe o brinquedo novo, mas ele não quis. um biscoito, uma revista, um afago.. mas sem sucesso. nada podia aliviar a dor que nem ele sabia explicar.</p>
<p>olhei mais uma vez pela janela.. olhei novamente para o menino e em seus olhinhos violados pela dor consegui enxergar o menino que eu levava por dentro. e chorei.. chorei calado, sozinho, escondido. mas chorei a mesma dor.</p>
<p>nesses últimos anos de viagens, longe de casa, aprendi tudo que sei sobre saudade. a vida é uma eterna disputa entre sombras e cores, abraços e dores, espinhos e flores, começos e finais.. os encontros curam feridas, mas cada um deles esconde uma despedida &#8211; antes e depois &#8211; e uma nova saudade. assim, já não sei o que é pior: se o adeus que põe fim aos dias bons, ou o encontro que tão somente anuncia a próxima partida e nos assombra com a estranha sensação de que nem todo tempo é o bastante.</p>
<p>o início e o final das coisas se confudem dentro de nossa pequena caixa-de-areia.. são vizinhos, parecidos, inexoráveis. são resposta às maiores questões, defeito aos maiores sonhos. por um momento as palavras do sábio me pareceram derrotistas, uma escolha pequena e pouco ousada. ele preferia o final. no entanto, tudo se torna mais claro quando encaramos seu discurso numa perspectiva mais ampla, que supere em muito as dimensões de nossa existência. salomão não falava de um final qualquer &#8211; de um relacionamento, um domigo, um ano, um sonho -, mas do final de todas as coisas &#8211; o final da viagem.</p>
<p>não é possível ser feliz vivendo assim refém das distâncias, prisioneiro no tempo. no final, as coisas tomarão o devido lugar. e haverá lugar no espaço e no tempo para vivermos tudo que é preciso viver para ser feliz. o espaço será infinito e o tempo, eterno.</p>
<p>como a viagem dele terminou, eu não sei. talvez daqui a um tempo nem se lembre daquele choro.. ainda tem muitos outros para chorar.</p>
<p>eu não sei qual é o número da sua poltrona, nem o que leva na bagagem de suas lembranças. não sei onde foi seu último encontro, nem quando será sua próxima despedida. não sei em que estação desceu quem muito o amava, nem a que horas o assento ao lado vai ser ocupado por sua outra metade.. nada é muito certo durante a viagem. quanto a mim, quero apenas desembarcar muito logo no país onde não existe saudade.</p>
<p>já chegou?</p>
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		<title>a lição da praia</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 15:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<description><![CDATA[Cresci numa ilha. Isso não é muito romântico, quando se divide o espaço com mais umas oitocentas e tantas mil pessoas, mas morar a poucos minutos da praia me ensinou algumas lições que nunca vou esquecer.
Lembro que, ainda pequeno, cria como ninguém em miragens. Desconhecendo a existência de um grande porto ali por perto, ficava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cresci numa ilha. Isso não é muito romântico, quando se divide o espaço com mais umas oitocentas e tantas mil pessoas, mas morar a poucos minutos da praia me ensinou algumas lições que nunca vou esquecer.</p>
<p>Lembro que, ainda pequeno, cria como ninguém em miragens. Desconhecendo a existência de um grande porto ali por perto, ficava encantado com a freqüência com que elas apareciam &#8211; todas as vezes que eu olhava o horizonte.</p>
<p>Lembro dos baldes e pás especiais para praia e dos castelos feios que conseguia fazer. Lembro que chamava de biquíni minha sunga. Lembro do medo que meu irmão menor tinha de água-viva. Lembro de um dia em que quase me afoguei, mas não contei nada para minha mãe.</p>
<p>Lembro dos primos que vinham de longe e de sua reação ao conhecerem o mar. Para mim era estranho. Para mim o mar sempre foi grande, sempre maior que a televisão. Era como se eu o conhecesse desde sempre.</p>
<p>Lembro, no entanto, com mais carinho das vezes que ia a pé à praia com meu pai. A gente acordava cedo e chegava lá a tempo de ver o sol acabando de nascer. Lembro das corridas que ele me deixava vencer, dos mergulhos que me deixava dar, saltando de suas costas. Mas lembro de algo mais. Lembro de como gostava de encontrar, no dia seguinte, as pegadas que eu tinha deixado na beira do mar. E lembro o segredo do meu sucesso de todas as vezes: <strong>era só procurar as marcas de um pé</strong> bem pequeno &#8211; como os meus &#8211; acompanhadas de marcas dos maiores pés do mundo &#8211; os pés do meu pai. Assim, me divertia encaixando meus pés no espaço aberto pelos pés que eu queria seguir.</p>
<p>Hoje voltei àquela mesma praia. Cresci e já não olho a vida com a mesma inocência e otimismo daqueles dias. Geralmente quando vou à praia penso na vida. Penso em minha família. Penso em Deus. Sozinho, gosto de repensar meus passos, analisar escolhas e encarar de frente o futuro. A que altura da vida estou? De que lado tenho andado? Aprendi que, mesmo no mundo de gente grande, ainda é fácil saber. Basta procurar as pegadas certas &#8211; as pegadas do Pai. Não há maneira mais segura de andar (e viver) do que seguindo as pegadas que Ele deixou ontem. Segure Sua mão e lhe entregue os passos.</p>
<p>Vá em frente.</p>
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