<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>éoqhá &#187; pérolas</title>
	<atom:link href="http://eoqha.net/tag/perolas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://eoqha.net</link>
	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 Jun 2010 12:35:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Informação x Conhecimento</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/informacaoxconhecimento/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/informacaoxconhecimento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 19:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Costa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=540</guid>
		<description><![CDATA[Todos os dias, somos bombardeados, incessantemente, por vários tipos de  informações.  Abra seu e-mail, ligue a televisão, leia o jornal, assista a uma aula, ouça música, vá à igreja, converse com seus amigos&#8230;. o fluxo de informações é praticamente infindável. Várias delas são relevantes e verdadeiras, mas a grande maioria é tendenciosa, quando não mentirosa.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-541" title="Informação X Conhecimento" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/08/post_destaque.jpg" alt="" width="590" height="240" /></p>
<p>Todos os dias, somos bombardeados, incessantemente, por vários tipos de  informações.  Abra seu e-mail, ligue a televisão, leia o jornal, assista a uma aula, ouça <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a>, vá à igreja, converse com seus amigos&#8230;. o fluxo de informações é praticamente infindável. Várias delas são relevantes e verdadeiras, mas a grande maioria é tendenciosa, quando não mentirosa.  O difícil é conseguir separar tempo para digerir tudo aquilo que é jogado sobre nós. Geralmente, decidimos em meros segundos, se as informações recebidas são dignas de atenção.<span id="more-540"></span></p>
<p>A liberdade de expressão foi  conquistada a duras penas por idealistas que ousaram acreditar que todo ser humano tem o direito de falar o que pensa , viver como quer e acreditar naquilo que deseja,  desde que não viole nenhuma lei. Devemos ser agradecidos a esses idealistas que, muitas vezes com sangue, nos deram o direito de ser &#8220;livres&#8221;.  Na teoria, é tudo muito lindo. Os resultados, entretanto, muitas vezes, nem sempre são assim tão bonitos. A liberdade de expressão pode ser perigosa, quando não vem acompanhada de responsabilidade. Quantas vezes lemos, ouvimos e vemos barbaridades que invadem nossa casa, nosso ambiente de trabalho, nosso carro  ou qualquer outro lugar sem pedir autorização? Isso acontece porque, em algum momento,  alguém decidiu que aquela informação era relevante. Isso acontece porque o desejo de aumentar a tiragem de uma publicação, conseguir pontos no IBOPE ou promoção pessoal é colocado antes da ética e do respeito por outras pessoas.</p>
<p>Outro perigo trazido pelo infindável fluxo de informações que nos rodeia é que, agora, as pessoas pensam que são conhecedoras de tudo. Quando, na verdade, conhecem um pouco de cada coisa e praticamente nada em profundidade. Faço essa afirmação, caro leitor, porque acredito que informação não é conhecimento. A ciência surgiu exatamente da necessidade de se fazer essa diferenciação.  A informação é qualquer comunicação ou transmissão de notícia. O conhecimento é algo que está embutido dentro de nós e que, segundo o psicólogo socio-interacionista Vygotsky,  é construído a partir de relações sociais. O teórico Piaget sustenta que aprendemos, ou adquirimos novos conhecimentos, a partir de conhecimentos prévios adquiridos durante toda a vida.</p>
<p>Vou citar um exemplo muito prático.  Uma experiência simples, mas que marcou minha vida:</p>
<blockquote><p>Antes de completar 18 anos, decidi que queria aprender a dirigir. Acreditava que tinha todas as informações do mundo sobre o assunto. Sabia que devia manejar o  volante do carro movendo-o na direção em que queria conduzir o veiculo. Tinha informações sobre as funções da embreagem, freio, ascelerador e diferentes marchas de câmbio. Essas informações, que foram adquiridas ao longo de anos de observação, logo se mostraram insuficientes.</p>
<p>Em uma tarde ensolarada de sábado, decidi que iria aproveitar que meus pais estavam viajando, para dirigir o carro da família pelas ruas de Nova Friburgo, RJ.  Inicialmente, tudo correu bem. As informações que eu tinha eram suficientes para manejar o carro pelas ruas de paralelepipedo de um bairro residencial da cidade. Até que algo terrivel aconteceu. Entrei em uma rua que não conhecia e me deparei com uma ladeira muito íngreme. Não tinha como voltar e vários carros estavam enfileirados atrás do meu. Um pouco apreensiva, decidi que iria encarar o desafio &#8211; não tinha outra opção. No meio da ladeira, o carro que eu dirigia morreu e logo começaram a buzinar atrás de mim.  Comecei a me desesperar,  quando percebi que toda a informação que tinha sobre o assunto de nada valia naquela hora. Tremia tanto, que não conseguia fazer o carro ir para a frente. Ao invés disso, parecia que o veículo tinha adquirido vida própria, pois insistia em descer na direção dos motoristas enraivecidos.</p>
<p>Naquele momento, constatei a enorme diferença entre informação e conhecimento. Tudo o que havia lido, visto e ouvido sobre o assunto não foi suficiente. Eu não tinha experimentado por mim mesma o que significava ser uma motorista. A experiência  que adquiri nos anos seguintes me deram o conhecimento verdadeiro. Hoje, dirigir é tão natural como respirar. Sou conhecedora do assunto.</p></blockquote>
<p>Essa experiência me ajudou a entender algo muito mais profundo.  Por muitos anos, recebi informações sobre Jesus.  Ouvi histórias sobre quem Ele foi e o que fez. Até ouvi falar de Seus planos para o futuro. Achava que toda essa informação me habilitava a dizer que O conhecia. O tempo passou e percebi que estava enganada. Descobri que somente quando tivesse uma experiência pessoal com Ele teria a oportunidade de conhecer, não quem Ele era para os outros,  mas quem Ele é para mim.  Decidi que queria investir na aquisição desse conhecimento. Foi o melhor investimento que fiz. Hoje, posso dizer que O conheço. Ele faz parte de minha história. É Ele quem planeja meu futuro. Ele é a razão de minha vida. Agora, estou convencida de que não importa a quantidade de informações que recebo&#8230; eu sei o que vale a pena conhecer. Conhecer Jesus, &#8220;realmente,&#8221; é tudo!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/informacaoxconhecimento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Deus no Campo de Concetração</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/deus-no-campo-de-concetracao/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/deus-no-campo-de-concetracao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 17:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Costa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[Deus existe?]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/deus-no-campo-de-concetracao/</guid>
		<description><![CDATA[Seus olhos amendoados mostravam dúvida e perturbação.  Colocando os cotovelos sob a mesa do charmoso restaurante localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, confessou entre um suspiro e outro: - Quando visitei Auschwitz, algo se quebrou dentro de mim. Olhando para as rugas de preocupação estampadas em sua testa, era possível notar que falava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seus olhos amendoados mostravam dúvida e perturbação.  Colocando os cotovelos sob a mesa do charmoso restaurante localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, confessou entre um suspiro e outro:</p>
<p>- Quando visitei Auschwitz, algo se quebrou dentro de mim.<span id="more-527"></span></p>
<p>Olhando para as rugas de preocupação estampadas em sua testa, era possível notar que falava a verdade.  Naquele momento raro, a  angústia transpunha sua personalidade perfeccionista ao permitir que emoções profundas,  que sempre estavam submersas propositadamente, começassem a vir à tona. Quem a conhece não tem dúvida de que é privilegiada: inteligente, bonita, educada, elegante, viajada, dedicada,  bem vestida, bem sucedida, muito amada&#8230; Nasceu em um lar cristão, freqüentou ótimas escolas cristãs, criou o hábito de gastar tempo em comunhão com Deus todas as manhãs.</p>
<p>- Eu nunca devia ter visitado aquele lugar &#8211; sussurou &#8211; eu lí as cartas&#8230; elas perguntavam: &#8220;onde está Deus?&#8221;</p>
<p>Aquela pergunta elementar que, vamos admitir, já cruzou nossa mente pelo menos uma vez , ou inúmeras vezes, foi o meu bilhete para uma viagem no tempo.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>Vi-me sentada em uma pizzaria localizada em uma esquina movimentada da cidade de Fort Worth, no Texas. Na minha frente, estava meu melhor amigo da época de faculdade: um jovem que tinha um discurso tão eloqüente, que era capaz de hipnotizar um auditório cheio de gente com suas idéias inovadoras. Meu amigo era estudante de teologia . Naquele sábado à noite, havia me convidado para jantar fora. Disse que tinha algo importante para me contar. Mais tarde, desejei que ele nunca houvesse dito aquelas palavras que proferiu friamente, enquanto esperávamos pela pizza:</p>
<p>- Não creio mais em Deus.</p>
<p>Arregalei os olhos. O chão tinha sumido e o ar me faltava. Ele notou meu desepero e se justificou:</p>
<p>- Não consigo entender o sofrimento humano.  Se Deus existe, não quero servir alguém como Ele &#8211; seus olhos negros e vivos brilhavam enquanto argumentava &#8211; pense bem, se Deus é todo poderoso, ele poderia  livrar as pessoas inocentes de tragédias. Como Ele não o faz, prefiro acreditar que não existe.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p>Levantando a cabeça, notei que minha amiga tinha parado de falar e olhava para mim. Estive tão absorvida em minhas memórias, que havia me desligado daquilo que ela dizia. Em essência, sabia muito bem quais eram suas dúvidas. Eram as mesmas dúvidas que martelavam em minha mente,  enquanto mantinha o olhar vazio no teto de meu quarto escuro, naquele sábado à noite, depois que voltei da pizzaria: por que tenho tanto e outros não têm nada? Por que tem gente que nasce em ambientes abusivos, violentos e parecem nunca ter a chance de ter uma vida melhor? Por que existem catástrofes naturais que matam pessoas inocentes? Por que, por que, por quê?</p>
<p>Levantei os olhos e pude ver a escuridão que inundava os pensamentos de minha amiga. Ela não queria questionar, mas as dúvidas eram maiores que sua vontade sincera.  Pensei que poderia começar a argumentar contando a história do nascimento do pecado e do conflito cósmico entre o bem e o mal que manchou o universo perfeito. Lembrei-me, entretanto, de que ela conhecia melhor que ninguém a história da queda de Lúcifer e um terço dos anjos do céu. Aquela queda ocorreu porque um anjo de luz ousou questionar a sabedoria de Deus e acreditou ter respostas melhores às questões que brotavam em sua mente e coração. Pensei em dizer que o causador do sofrimento humano não é Deus, mas Seu inimigo, Satanás. Logo mudei de idéia; achei que seria melhor usar o argumento de que Deus usa o sofrimento para nos aproximar d&#8217;Ele e que, na Sua bondade, permite que, nesse processo, aprendamos a ser mais pacientes e a confiar em Seus designos.</p>
<p>Meu silêncio começou a incomodar. O olhar agustiado de minha amiga transformava-se frustração. Sabia que precisava dizer alguma coisa. Roguei em meu coração, que Deus desse as palavras certas. Nesse momento, olhei para baixo e ví o sanduíche que havia pedido. Dentro dele queijo, salada, mostarda francesa composta por grãos minúsculos.</p>
<p>- A resposta está aqui &#8211; disse num impulso, enquanto colocava um grãozinho daqueles cuidadosamente na ponta de meu dedo polegar.<br />
Ela estava confusa e intrigada. Deve ter achado que eu estava ficando louca.</p>
<p>- Este é um grão de mostarda &#8211; começei a me explicar com um sorriso &#8211; Jesus disse que  nossa fé deveria ser, pelo menos,  deste tamanho.</p>
<p>- Eu sei &#8211; ela respondeu relaxando os ombros &#8211; somente assim poderemos fazer as maravilhas que Ele fez!</p>
<p>- Isso é a conseqüência. Creio que precisamos ter uma fé desse tamanho para acreditar primeiramente que Deus é justo &#8211; respirei fundo. Estava satisfeita.  O Senhor tinha colocado as palavras na minha boca &#8211; jamais conseguiremos entender o porquê do sofrimento, das desigualdades, da dor&#8230; mesmo assim, precisamos acreditar que Deus é justo. Não devemos  achar que temos sabedoria suficiente para julgar as ações de Deus&#8230;</p>
<p>Ela abaixou os olhos que até então estavam arregalados, enquanto eu falava. Pensou um pouco e respondeu:</p>
<p>- É&#8230; a gente esquece que estamos neste mundo só de passagem.  Nossa esperaça deve ser colocada na volta de Jesus e na vida eternal &#8211; um sorriso tímido iluminou seu rosto &#8211; Auschwitz foi uma passagem para 6 milhões de judeus como o deserto para João Batista;  Roma foi uma passagem para Paulo como o Coliseo para cristãos que foram fiéis até a morte; as favelas são uma passagem para milhões de pessoas sinceras como as mansões para poucos milionários&#8230;</p>
<p>Agora seus olhos estavam marejados. Minha amiga respirou fundo e completou, mantendo um tom reflexivo em sua voz:</p>
<p>- Deus estava no campo de concentração&#8230; Deus é justo&#8230; Isso é fé!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/deus-no-campo-de-concetracao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Pedra</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/a-pedra/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/a-pedra/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 17:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=533</guid>
		<description><![CDATA[não tenho muitos amigos. mas quando falo de &#8220;amigo&#8221; não me refiro a pessoas com quem você tem um convívio pacífico e até agradável, e nada mais. não estou falando do pessoal da escola ou do trabalho, nem de vizinhos, nem da galera@hotmail.. falo de pessoas que escreveram sua história junto com você, que conhecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>não tenho muitos amigos. mas quando falo de &#8220;amigo&#8221; não me refiro a pessoas com quem você tem um convívio pacífico e até agradável, e nada mais. não estou falando do pessoal da escola ou do trabalho, nem de vizinhos, nem da galera@hotmail.. falo de pessoas que escreveram sua história junto com você, que conhecem sua casa, seu cachorro, seus apelidos do tempo de escola; que estavam do seu lado quando você decidiu ir à praia dar uma volta no carro novo, e também quando o pneu de sua bicicleta velha furou, debaixo daquele pé d´água. falo de pessoas que apareceram de repente em sua vida, mesmo que você nem lembre como, e nunca mais saíram; pessoas a quem você pode dirigir sem receio as palavras mais bonitas do mundo: &#8220;amo você&#8221;; pessoas de quem você recebeu os maiores presentes de sua vida.. lembro de um destes presentes.</p>
<p>alguns anos atrás, um amigo fez uma viagem e na volta me trouxe um presente. não me lembro bem o que esperava ganhar. talvez um ipod.. não, naquela época não existia isso; um perfume, quem sabe; um boné, uma camiseta, um chaveiro, uma caneta, um broche.. esperava muitas coisas, mas nada que se aproximasse do que de fato ganhei. fiquei muito surpreso (para não dizer desapontado) quando ele abriu uma das mãos e me entregou uma pedra. uma pedra? de que me serviria uma pedra? carlos drummond de andrade certamente não apreciaria o presente.. se pelo menos viesse acompanhado de um estilingue, eu entenderia o estranho regalo, mas não.. era somente uma pedra. até que era bonitinha, bem polida, mas era uma pedra &#8211; só uma pedra. tudo ganhou sentido com as palavras que recebi junto com aquele pedaço de chão: &#8220;quero que você guarde essa pedra como um símbolo da nossa amizade&#8221;. guardo aquela pedra até hoje, e com um carinho todo especial. para você ela pode ser só uma pedra, mas para mim é mais que isso. é um lembrete, um sinal do relacionamento que existe entre mim e um amigo especial.</p>
<p>um dia, no passado, Deus abriu suas mãos e ofereceu aos homens um presente meio estranho, mas acompanhado de palavras especiais: &#8220;santifiquem os meus sábados, para que eles sejam um sinal entre nós&#8221; (ezequiel 20:20). fico impressionado com a sabedoria de Deus ao escolher o sábado como um sinal entre ele e seus amigos. ele poderia ter escolhido um lugar sagrado para simbolizar o relacionamento entre os homens e o céu, mas não. se fosse assim, alguns, de lugares distantes, logo se levantariam contestando a escolha, com a acusação de que Deus é Deus somente de judeus, gregos, ou qualquer que fosse o povo privilegiado. ele poderia ter escolhido algum objeto raro, de alto valor, mas não. os pobres se sentiriam excluídos da aliança. poderia ter escolhido um momento da história, mas também não. os que viessem ao mundo antes ou depois destes poucos anos, estariam de fora do relacionamento. isto não seria justo. não faz o estilo de Deus.</p>
<p>em sua sabedoria e amor infinitos, Deus escolheu um espaço no tempo, um dia entre os sete (e alguém aí poderia me explicar de onde surgiu a idéia de organizar os dias em grupos de sete?) para ser palco da celebração da amizade que quer ter conosco. o sábado alcança a todos, independente de posição geográfica, nacionalidade, cor de pele, projeção social.. o sábado é um presente oferecido por um Deus que deseja ser o amigo principal de cada ser humano. para muitos, o sábado é só mais uma pedrinha, mais um dia entre os sete. mas para mim, o sábado é um lembrete, um símbolo do relacionamento de fidelidade que existe entre mim e Deus. guardar o sábado, mesmo contra a lógica, é um ato de dependência e gratidão, que faz a terra tremer. é um grito que revela de que lado estou, a quem pertenço e quem eu sou.</p>
<p>quando você dirige os olhos para o céu à procura de Deus, o que você vê? um rei? um juiz? um conhecido? um amigo da sua família? ou um amigo pessoal? não sei quem é Deus para você, mas posso dizer sem medo de errar o que ele quer ser: amigo &#8211; o primeiro de sua lista de convidados, de sua agenda, seu primeiro contato, seu principal conselheiro; seu amigo mais velho e mais novo..</p>
<p>de minha janela, daqui a poucas horas, verei o sol se esconder mais uma vez, dando início a mais um sábado.</p>
<p>onde quer que você esteja, guarde esse presente com você.<br />
.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/a-pedra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>e daí?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/e-dai/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/e-dai/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 21:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Tonasso]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/e-dai/</guid>
		<description><![CDATA[tenho certeza que minha caminhada é parecida com a sua. aprendizado constante, decepções, surpresas, dias inesquecíveis e tantos outros esquecíveis, dúvidas, verdades; a vida é assim. ultimamente descobri uma expressão libertadora, e quero compartilhar com vocês. para que o conceito fique claro, usarei exemplos estranhos, mas bem reais. você acaba de terminar um relacionamento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>tenho certeza que minha caminhada é parecida com a sua. aprendizado constante, decepções, surpresas, dias inesquecíveis e tantos outros esquecíveis, dúvidas, verdades; a vida é assim.<span id="more-443"></span> ultimamente descobri uma expressão libertadora, e quero compartilhar com vocês.</p>
<p>para que o conceito fique claro, usarei exemplos estranhos, mas bem reais.</p>
<p>você acaba de terminar um relacionamento e está arrasado, olha para o espelho, e diz: &#8211; ok, não deu certo, mas e daí? tem o relacionamento perfeito. e daí? seu time já está na segunda divisão e ainda perde uma final que estava praticamente ganha. e daí? seu time é campeão mundial várias vezes. e daí? você é reconhecido por algo muito bom que faz e todos o elogiam. e daí? as pessoas nem notam você, não o convidam para nada, continuamente fazem de você motivo de riso. e daí? comprou um carro zero? e daí? ganhou um carro velho? e daí? já morou no exterior? e daí? nunca andou de avião? e daí?</p>
<p>entende a profundidade da coisa? &#8220;e daí&#8221; é o grito pela sensatez, o tatear da realidade. você se questiona, vivendo num mundo que não mais pensa, pois alega não ter tempo para isso. a simples pergunta de duas palavras, é o desdobramento filosófico de tantos outros &#8220;e daís&#8221; que surgirão até que você encontre o real motivo da ação, da opinião, da vontade; até que você encontre essência.</p>
<p>você acredita em Deus, mas e daí?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/e-dai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o sonho e a janela</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 22:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/</guid>
		<description><![CDATA[Em hebraico a palavra para sonho é a mesma para janela. A relação é mais do que morfológica, é semântica. Parece bem óbvio relacionar sonho e janela. Sonhar é ver além, enxergar o que está fora e parece distante. O sonho, assim como a janela, possibilita a entrada de luz/ esperança. Outras tantas relações podem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em hebraico a palavra para sonho é a mesma para janela. A relação é mais do que morfológica, é semântica. Parece bem óbvio relacionar sonho e janela. Sonhar é ver além, enxergar o que está fora e parece distante.<span id="more-442"></span> O sonho, assim como a janela, possibilita a entrada de luz/ esperança. Outras tantas relações podem ser feitas&#8230;</p>
<p>Sonhar é a capacidade de imaginar um futuro – próximo ou distante. Nessa imaginação, moldamos a nós mesmos, às vezes mais ricos, outras vezes mais bem sucedidos. Em alguns desses sonhos antevemos uma conquista importante, noutros, pessoas importantes (os solteiros e os futuros pais, principalmente).</p>
<p>Sonhamos com uma casa melhor, um carro melhor e com um emprego melhor. Às vezes sonhamos com uma faculdade específica, ou com um título. Outras vezes sonhamos com uma viagem. Infelizmente, muitas vezes, nossos sonhos terminam aqui. O espectro dos nossos sonhos, ou a vista da nossa janela são coisas.</p>
<p>O que é mais interessante na relação entre sonho e janela, é que ambos permitem o olhar do interior para o exterior, mas o contrário também é verdadeiro. Ou seja, nossos sonhos não apenas nos projetam para nós mesmos, também projetam o que outros enxergam em nós.<br />
Ao sonhar coletiva ou individualmente, definimo-nos, para nós e para o mundo. Quais janelas/ sonhos estão abertas e quais estão fechadas? O que minha janela/ sonho mostra de mim?</p>
<p>Sonhe melhorar o seu caráter. Sonhe ser uma pai/mãe melhor. Sonhe desenvolver um relacionamento mais íntimo com D-s.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Deus não tem orkut</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/deus-nao-tem-orkut/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/deus-nao-tem-orkut/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 23:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Orkut]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/deus-nao-tem-orkut/</guid>
		<description><![CDATA[uma busca realizada no orkut não terá sucesso se a pessoa procurada for cândido gomes. não faço parte do não muito seleto grupo de cerca de setenta milhões de pessoas (68.182.265, em 20 de agosto de 2007) que fazem uso da tão conhecida &#8220;rede social&#8221;, e isso por razões bem claras para mim. tudo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>uma busca realizada no orkut não terá sucesso se a pessoa procurada for cândido gomes. não faço parte do não muito seleto grupo de cerca de setenta milhões de pessoas (68.182.265, em 20 de agosto de 2007) que fazem uso da tão conhecida &#8220;rede social&#8221;, e isso por razões bem claras para mim. tudo o que sei sobre orkut é que leva o nome de seu criador, o engenheiro turco orkut büyükkoten, que mais da metade (55,32%) dos usuários são brasileiros (tremo só de pensar nas explicações para este fato..) e que tem gente que não sobrevive 24h sem checar seu scrapbook..</p>
<p>por falar em scraps (pedaço, fragmento, em inglês; uma espécie de recado, em português), outro dia li uma frase curiosa numa camiseta dessas que circulam por aí.. a frase era: &#8220;só aceito jesus se mandar scrap&#8221;.. engraçado?</p>
<p>foi inevitável pensar: e se jesus tivesse um orkut? quais seriam as comunidades? que imagens escolheria guardar em seu albúm de fotos? quantos seriam seus amigos? sei lá. as respostas não são tão importantes. o que o orkut revela é a necessidade que as pessoas &#8211; independente de idade, nacionalidade, posição social ou predileções &#8211; têm de relacionamentos. o problema acontece quando se contentam com a versão mais superficial. se o conceito de amigo é &#8220;o sujeito que lhe escreve duas ou três vezes por semana uma dúzia de palavras abreviadas, apressadas e desconexas; que lembra de seu aniversário graças ao lembrete insitente de sua &#8216;página inicial&#8217;, que quase o acusa de crime se não lhe enviar um recado &#8216;especial&#8217;; que criou uma comunidade com seu nome..&#8221;, desculpe-me, esta é uma idéia muito rasa para mim.</p>
<p>problema maior ocorre quando a mesma confusão é transferida para o campo espiritual. jesus, repetidas vezes, é apresentado na bíblia como um amigo. essa imagem me encanta. mas é preciso ter cuidado antes de interpretá-la. cercados por esta &#8220;geração orkut&#8221;, somos tentados a desenvolver um relacionamento superficial inclusive com Deus. o perigo é esperar de Deus tão somente &#8220;recadinhos&#8221; &#8211; açucarados, superficiais, vazios &#8211; quando o que ele quer é manifestar de maneira real e visível seus atos de salvação em nossa vida. salvação não é algo virtual. não é um privilégio da alma, ou uma bênção reservada somente para o futuro. salvação é o que Deus deseja realizar com cada ato seu em nossa vida. salvação é mais do que um resgate protagonizado por Deus, que nos livra do reino do pecado, é um ingresso pago, que nos dá acesso ao reino da vida. salvação é Deus arregaçando as mangas e entrando em nossa luta, trazendo soluções concretas para nossas crises pessoais, dando nova luz a nossos sonhos opacos, consertando os relacionamentos quebrados.. ninguém recebe milagres por scraps. é preciso abrir mais do que uma nova janela. é preciso abrir todas as entradas da vida, como um palco perfeito para a ação divina.</p>
<p>se você recebesse um convite de jesus agora mesmo, que espaço ele receberia em sua vida?  &#8220;.. e a quem se manifestou o braço do senhor?&#8221; (isaías 53:1).</p>
<p>oro para que você seja testemunha viva da atuação da onipotência.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/deus-nao-tem-orkut/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>104</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>você já leu paulo coelho?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/voce-ja-leu-paulo-coelho/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/voce-ja-leu-paulo-coelho/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 23:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[paulo coelho]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/voce-ja-leu-paulo-coelho/</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;com 100 milhões de livros espalhados em mais de 160 países, paulo coelho é um dos maiores nomes representantes da literatura nacional em todo o mundo”. na veja desta semana (01/06), uma matéria com o título &#8220;perdoado pelo sucesso&#8221;, lança sua biografia (o mago, escrita pelo jornalista fernando morais), em que paulo assume uma lista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;com 100 milhões de livros espalhados em mais de 160 países, <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a> é um dos maiores nomes representantes da literatura nacional em todo o mundo”. na veja desta semana (01/06), uma matéria com o título &#8220;perdoado pelo sucesso&#8221;, lança sua biografia (o mago, escrita pelo jornalista fernando morais), em que paulo assume uma lista de &#8220;decisões erradas&#8221; que tomou até consagrar-se um famoso escritor mundial. segue a lista:</p>
<p>- atropelou um menino e fugiu sem prestar socorro;<br />
- consumiu drogas e teve inúmeras experiências alucinógenas;<br />
- teve experiências homossexuais;<br />
- passou por duas internações psiquiátricas;<br />
- incentivou uma parceira a tentar suicídio após ter realizado um aborto;<br />
- firmou pacto com o demônio em 1971, etc.</p>
<p>a lista continua como a de qualquer outro ser humano. o que me chama atenção não são seus &#8220;pecados&#8221;, muito menos o pacto com o demônio – que em &#8220;casos de sucesso mundial&#8221;, nunca foi novidade –, mas a frase colocada logo abaixo do título da matéria: &#8220;a biografia <em>o mago</em>, revela detalhes escabrosos do passado de <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a> – mas, <em>para quem já vendeu 100 milhões de livros, isso conta como promoção. </em>&#8221;</p>
<p>a <a href="http://eoqha.net/tag/reflexao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with reflexão">reflexão</a> é simples: se sucesso perdoa e atitudes escabrosas contam como promoção, o que estamos esperando?</p>
<p>não sei quantos livros teria que vender se fizessem minha &#8220;lista escabrosa&#8221;. nem sei o que penso claramente a respeito de <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a>. o que sei é que conheço um Deus que morreu pela minha lista e pela do paulo também. é o Deus que promove, mas com o bem. o Único que pode perdoar pecados, o Único que pode salvar. difícil é entender como Ele salva tipos como eu, você e o Paulo. <em>mas Ele salva; e não importa o tamanho de nossa lista</em>.</p>
<p><a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a> vai continuar vendendo seus livros, talvez chegue aos 200 milhões de exemplares. mas eu não me arrisco a escrever um para ser perdoado, apenas creio. quanto a você, se ainda não leu <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a>, acredite, tenho indicações muito melhores.</p>
<p><em>&#8220;pois toda a escritura sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver&#8221;(2 timóteo 3:16).</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/voce-ja-leu-paulo-coelho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o espelho de Deus, parte três</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-espelho-de-deus-parte-tres/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/o-espelho-de-deus-parte-tres/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 23:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cândido gomes]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/o-espelho-de-deus-parte-tres/</guid>
		<description><![CDATA[a realidade do pecado se torna motivo de frustração na vida de muitas pessoas sinceras. gente que reconhece o mal que abriga. gente que conhece o seu salário &#8211; a morte. gente que busca um meio de se salvar, mas que em si só encontra explicações para sua perdição. infelizmente, nessa luta de consciência, a frustração às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a realidade do pecado se torna motivo de frustração na vida de muitas pessoas sinceras. gente que reconhece o mal que abriga. <span id="more-335"></span>gente que conhece o seu salário &#8211; a morte. gente que busca um meio de se salvar, mas que em si só encontra explicações para sua perdição.</p>
<p>infelizmente, nessa luta de consciência, a frustração às vezes se transforma em cinismo. enquanto as mentes mais &#8220;lúcidas&#8221; da filosofia e antropologia se apressam em negar a existência de algo como o pecado, outras mais &#8220;abertas&#8221; ironizam a pregação cristã que anuncia uma vitória sobre o pecado.</p>
<p>em casa, nas últimas férias, assistia a um programa direcionado ao público jovem, quando um dos que participavam disse uma coisa que soou em tom de gracejo, mas me chamou a atenção. &#8220;quem já dobrou a esquina do pecado, sempre dá a volta no quarteirão&#8221;, sorriu. é assim que muita gente encara a realidade do problema do pecado. se essa inclinação para o mal ou para o prazer irresponsável que possuímos se chama pecado, então não há como resistir.</p>
<p>como vencer o pecado? é possível vencer o pecado? existe algo mais natural do que pecar? e, sendo tão natural pecar, seria mesmo necessária uma vitória sobre o pecado?</p>
<p>se você, assim como eu, tem mais perguntas que respostas, a boa notícia é que <strong>estamos mais perto de Deus quando carregamos conosco dúvidas sinceras do que quando sustentamos crenças vazias</strong>. se você tem um forte desejo de ser melhor, de ser bom, de resistir o pecado, agarre com todas as forças a certeza da bíblia de que &#8220;Àquele que não conheceu pecado, Deus fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça&#8221; (2 coríntios 5:21). essa graça é concedida não por méritos nossos, afinal, que mérito tem a mão que simplesmente se estende para receber um presente? o mesmo milagre que tornou possível ao pecado repousar sobre a perfeição, fará que a justiça cubra o pecador arrependido. isso se chama justificação &#8211; o jeito que Deus usa para nos livrar da culpa do pecado, e esse é o primeiro degrau da escalada cristã.</p>
<p>se você, ao olhar atentamente para a sua vida, perceber que está seguindo o rumo errado, lembre-se que Deus encheu a estrada de retornos - retornos abertos com cravos e cruz. isso é graça.</p>
<p><a href="http://tkfiles.storage.live.com/y1pShPkZdN5pPsi_k8YsNGbWaNQOtQfVUp-klx5gbY5PEOLgQfPEBzCtPpR8Yf3HBYU-oq95yytPBc" target="_blank"></a></p>
<p>próximo retorno a um passo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/o-espelho-de-deus-parte-tres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>‘Extra-ordinário’: o cotidiano revisto</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 21:06:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/</guid>
		<description><![CDATA[Ler jornais todos os dias é tarefa árdua. Não somente pela quantidade de informação, mas pela necessidade que existe de tornar algo cotidiano em ‘extra-cotidiano’. Como dizia Flaubert: &#8220;é preciso pintar bem o medíocre&#8221;. Pequenos acontecimentos são pintados com cores vibrantes e quando os grandes eventos realmente acontecem, as cores são ‘super’ vibrantes! O resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Ler jornais todos os dias é tarefa árdua. Não somente pela quantidade de informação, mas pela necessidade que existe de tornar algo <a href="http://eoqha.net/tag/cotidiano/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with cotidiano">cotidiano</a> em ‘extra-<a href="http://eoqha.net/tag/cotidiano/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with cotidiano">cotidiano</a>’. Como dizia Flaubert: &#8220;é preciso pintar bem o medíocre&#8221;. Pequenos acontecimentos são pintados com cores vibrantes e quando os grandes eventos realmente acontecem, as cores são ‘super’ vibrantes!</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">O resultado desse excesso de &#8220;cores&#8221; é o costume. É como ouvir um acorde desafinado em uma <a href="http://eoqha.net/tag/musica/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Música">música</a>. Nas primeiras vezes nossa audição acusa prontamente o acorde ou nota fora do tom, mas com a repetição insistente, quase não percebemos nada. </span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">No dia-a-dia o perigo disso é a banalização e o endurecimento do coração. Notícias como a morte de 13 pessoas em um dia em decorrência da dengue no Rio de Janeiro não geram nada mais do que um leve susto pelo número. Acidentes só chamam a atenção quando envolvem alguma história muito peculiar ou muitas mortes.</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Tudo isso acaba por afetar diretamente nossas relações com os mais próximos e com D-s. Somente os grandes eventos nos fazem ouvir a voz do Criador. Somente grandes crises nos fazem olhar as necessidades dos que nos rodeiam.</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Hoje, no entanto, olhe para o comum e redescubra o valor e o sentimento de pequenos atos como uma oração no elevador ou um abraço familiar no fim do dia.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/%e2%80%98extra-ordinario%e2%80%99-o-cotidiano-revisto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A paz que você quer</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/a-paz-que-voce-quer/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/a-paz-que-voce-quer/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 00:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[João Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Mota]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/a-paz-que-voce-quer/</guid>
		<description><![CDATA[O que o compositor evangélico João Alexandre e O Rappa têm em comum? Não tenho idéia. Provavelmente várias coisas. Talvez nada. Mas ouvindo “Muito Mais”, de João Alexandre, não consigo deixar de conjecturar sobre as similaridades entre sua linha de pensamento e as idéias encontradas na canção “Minha Alma – a paz que eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">O que o compositor evangélico João Alexandre e O Rappa têm em comum? Não tenho idéia. Provavelmente várias coisas. Talvez nada. Mas ouvindo “Muito Mais”, de João Alexandre, não consigo deixar de conjecturar sobre as similaridades entre sua linha de pensamento e as idéias encontradas na canção “Minha Alma – a paz que eu não quero,” composta por Marcelo Yuka, ex-baterista e um dos fundadores da banda carioca. As duas canções falam de uma paz que não tem nada a ver com falta de luta. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Desde os tempos do ensino básico, quando aprendemos os antônimos, a palavra paz geralmente aparece em oposição a guerra. Mas antes de chegar ao ensino médio, já sabemos que por muito menos que uma guerra perde-se a paz. Há razões de sobra. Medo de assalto, pânico de perder um ente querido, insegurança no emprego, medo do desconhecido, da solidão, de ficar sem amigos&#8230; A lista é grande. E, de repente, a palavra paz se transforma em antônimo de angústia, temor, preocupação, e sinônimo de tranqüilidade, ou, pior, acomodação. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Voltando à musica: as duas canções falam de paz, mas a forma não é nada pacífica. João Alexandre chama a atenção para a fome de pão, amor e paz que há no mundo, e questiona o tipo de cristianismo que nega a igualdade entre todos os seres humanos. Marcelo Yuka se pergunta a que preço vale conservar a paz. Afinal, quem pode encontrar paz cercado de desigualdade e injustiça por todos os lados? Que tipo de pessoa consegue se sentir em paz enquanto ignora o sofrimento alheio?<o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">“Muito mais do que ouvir, é preciso sentir&#8230; Como ouvir e negar? Somos todos mortais!” O compositor evangélico coloca o dedo na ferida. É impossível estar alheio à penúria em que vivem milhões de brasileiros. Basta olhar por cima do muro. E assumir que “as grades do condomínio,” sobre as quais escreve Yuka, na verdade podem não ser apenas proteção, e sim o que nos aliena da realidade.<o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">A questão não é ser capaz de enxergar, mas estar apto a tomar uma atitude, demonstrando amor “como Deus, que se fez como nós, se entregou e morreu.” Sair da zona de conforto e abrir mão do sossego. “Muito mais que sentir, é preciso lutar.” E aí está aquela palavra de novo. Mas o assunto não era paz? Pois é; acontece que tem gente lutando por paz. E nem sempre é a luta metafórica do esforço, ou do empenho por um objetivo, mas a luta armada mesmo, fazendo guerra para alcançar a paz. O maior de todos os contra-sensos. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Para quem busca a paz, aquela paz de verdade mesmo, é importante não condescender com a acomodação. Como diz a canção dO Rappa, “paz sem voz não é paz. É medo.” Se cremos que perante Deus somos todos iguais, é preciso lutar contra a injustiça, estender a mão e repartir o pão. Agindo assim, estaremos, nas palavras de João Alexandre, “transformando a fé numa grande missão.” <o></o></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/a-paz-que-voce-quer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem é que gosta de despertador?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/quem-e-que-gosta-de-despertador/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/quem-e-que-gosta-de-despertador/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 17:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[espaço literário]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Tonasso]]></category>
		<category><![CDATA[literário]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Tonasso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/video/quem-e-que-gosta-de-despertador/</guid>
		<description><![CDATA[Sonâmbulos. Nunca tinha escrito essa palavra antes. Interessei-me de repente pelo assunto quando li sobre uma senhora que cozinhava durante o sono. Ela nunca provava a comida e, pior, no dia seguinte nunca se lembrava de ter cozinhado. Numa breve pesquisa sobre o tema, descobri que sonambulismo (do latim somnus= sono e ambulare= passear) faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonâmbulos. Nunca tinha escrito essa palavra antes. Interessei-me de repente pelo assunto quando li sobre uma senhora que cozinhava durante o sono. Ela nunca provava a comida e, pior, no dia seguinte nunca se lembrava de ter cozinhado.</p>
<p>Numa breve pesquisa sobre o tema, descobri que sonambulismo (do latim somnus= sono e ambulare= passear) faz parte de uma categoria maior de distúrbios relacionados ao sono, conhecidos como parassonias. Sempre ouvi dizer que acordar um sonâmbulo pode ser perigoso, pois ele pode reagir violentamente ou até mesmo morrer ao ser acordado. Quanto a isso, o Dr. Michael Salemi do Centro da Califórnia para Distúrbios do Sono afirma: “Você pode assustar um sonâmbulo, e ele pode ficar muito desorientado e ter reações violentas ou confusas, mas nunca ouvi falar de nenhum caso documentado de alguém que tenha morrido ao ser despertado”.</p>
<p>Os episódios com sonâmbulos são muito variados, vão desde sair pela rua no meio da madrugada com roupa íntima, até cozinhar e voltar para cama, fazer a barba ou mesmo telefonar para alguém. Esses episódios inconscientes podem durar poucos segundos ou se estender por 30 minutos, e até mais. Conheço alguns que permitem que o episódio se estenda por toda a vida: os sonâmbulos espirituais.</p>
<p>Quantos de nós sofremos de parassonias espirituais?</p>
<p>Estamos vivos, nos movimentando, tomando decisões e atitudes cotidianas, amando, chorando, comprando, rindo, porém, sem consciência alguma. Sonâmbulos. Alguns preferem não acordar pois quando isso ocorre geralmente reagem com violência contra si, contra o próximo e até contra Deus. Ficam confusos e desorientados. Acordar pode ser perigoso. Encarar a realidade pode ser a pior opção.</p>
<p>No mundo natural, o risco de morte ao acordar um sonâmbulo é inexistente. No mundo espiritual, o risco está em permanecer dormindo. Acordar incomoda, mas não mata. O despertador de Deus sempre tocará em hora indesejada para nós, afinal quem é que gosta de despertador?</p>
<p>Bom dia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/quem-e-que-gosta-de-despertador/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>desconexo? talvez</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/desconexo-talvez/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/desconexo-talvez/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 02:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[espaço literário]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe]]></category>
		<category><![CDATA[literário]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tonasso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=256</guid>
		<description><![CDATA[madrugada, silêncio na alma, faz-se necessário fugir pra longe, brincar de pega-pega com a paz, trancar os olhos, e ouvir por dentro, sem rima, bom senso, é voz que soa intenso, sopra leve e fundo a direção, o sorriso nos lábios faz-se ouvir, é mansa, gentil, serena, não pare por favor! me ajude, fale mais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address> </address>
<p>madrugada,<br />
silêncio na alma,<br />
faz-se necessário fugir pra longe,<br />
brincar de pega-pega com a  paz,<span id="more-256"></span><br />
trancar os olhos,<br />
e ouvir por dentro,<br />
sem rima, bom senso,<br />
é voz que soa intenso,<br />
sopra leve e fundo a direção,<br />
o sorriso nos lábios faz-se ouvir,<br />
é mansa, gentil, serena,<br />
não pare por favor!<br />
me ajude, fale mais.<br />
lágrima despenca,<br />
é sobrenatural, divino<br />
Deus resolveu sussurrar</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/desconexo-talvez/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>parêntesis</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/parentesis/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/parentesis/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 23:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=255</guid>
		<description><![CDATA[quando o assunto é pecado, sempre aparece, mesmo sem ser convidado, um intruso chamado julgamento prévio. esse tal às vezes vem escondido &#8211; se nos bolsos de paletós bem cortados ou na mochila surrada, não importa -, mas sempre vem. diz-se por aí que é fácil identificar pecados na conduta das pessoas. alguns chegam a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando o assunto é pecado, sempre aparece, mesmo sem ser convidado, um intruso chamado julgamento prévio. esse tal às vezes vem escondido &#8211; se nos bolsos de paletós bem cortados ou na mochila surrada, não importa -, mas sempre vem. diz-se por aí que é fácil identificar pecados na conduta das pessoas. alguns chegam a se apoiar nas palavras bíblicas &#8220;pelos seus frutos os conhecereis&#8221; (mateus 7:20) para explicar sua atitude covarde e desleal. o que não percebem é que o texto diz &#8220;pelos seus frutos os conhecereis&#8221; e não &#8220;pelos seus frutos os <em>condenareis</em>&#8220;.</p>
<p>condenar tem que ver com pecados, é verdade. palavras ditas, roupas vestidas ou desvestidas, comidas e bebidas, presença em lugares &#8220;impróprios&#8221;, ausências das mais diversas &#8211; isso, segundo a óptica vesga de quem ousa julgar, traduz o completo sentido do que seja pecado e essa é a munição de que precisam para seus ataques grosseiros e intempestivos.</p>
<p>Conhecer é algo totalmente diferente. condenar é fácil, conhecer é difícil. condenar só leva de nós um pouco de saliva e uma dúzia de palavras arrogantes. conhecer exige mais. exige atenção para obervar o todo. exige tempo para a maturação dos frutos (atos). exige espaço para a dúvida. exige humildade para perceber a ignorância. exige ousadia para a repreensão. exige consagração para a intercessão. exige, sobretudo, um milagre: o perdão.</p>
<p>quem simplesmente condena, desconhece a existência de algo errado na vida das pessoas erradas (e uma delas sou eu), algo além de seus muitos pecados: o pecado (em sua essência). desconhecem a existência do vírus que percorre as veias dos atos e até dos pensamentos de todos nós, os azarados escolhidos para viver neste planeta errado.</p>
<p>não faz muito tempo, ouvi a história de uma viagem num trem lotado. era mais um daqueles dias que amanhecem frios e tristes do inverno europeu. em um certo vagão iam pessoas normais, com destinos normais, para atividades normais, em um dia normal. não queriam muita coisa, só o silêncio frio no vagão já lhes bastava. de repente, um choro de criança rouba-lhes o último privilégio. as pessoas acordaram, entreolharam-se, e como se o choro não fosse parar nunca mais, um homem se adiantou aos pensamentos da maioria e gritou: &#8220;alguém aí dê um jeito nessa criatura!&#8221;.. silêncio por um momento. mas a desculpa tímida veio do homem que tinha o bebê nos braços: &#8220;desculpem-me, senhores.. é que o meu bebê não dormiu a noite toda. minha esposa morreu, seu corpo está no vagão de cargas. vamos em direção à nossa cidade natal para enterrá-la.. mas eu não sei muito bem como acalmar meu pequeno.. desculpem-me&#8221;. o primeiro homem se calou envergonhado, duas mulheres se aproximaram para ajudar, o nenê dormiu e a viagem seguiu.</p>
<p>o pecado é um grito desajeitado em meio ao silêncio harmonioso da criação de Deus. <strong>o pecado fez até o próprio Deus chorar</strong>. há quem só perceba, e chegue mesmo a condenar, o choro das crianças no vagão dessa vida ingrata e desconheça a história do Pai que sofre.</p>
<p>antes de usar os dedos para condenar, use os joelhos para orar.</p>
<p>antes de condenar, conheça.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/parentesis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>D. Marjorie</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/d-marjorie/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/d-marjorie/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 22:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laura Morena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Estórias]]></category>
		<category><![CDATA[Marjorie]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=253</guid>
		<description><![CDATA[Nas últimas férias, gastei um pouco do meu tempo cuidando de alguns idosos em Maryland, USA. Mas foi com D. Marjorie Keller que passei a maior parte do meu tempo e foi ela quem me inspirou as seguintes reflexões. Ontem não fui trabalhar. E fiquei pensando em como estará D. Marjorie. Tão idosa, tão frágil, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>Nas últimas férias, gastei um pouco do meu tempo cuidando de alguns idosos em Maryland, USA. Mas foi com D. <a href="http://eoqha.net/tag/marjorie/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Marjorie">Marjorie</a> Keller que passei a maior parte do meu tempo e  foi ela  quem me inspirou as seguintes <a href="http://eoqha.net/tag/reflexoes/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Reflexões">reflexões</a>.</address>
<p><code><br />
</code><br />
Ontem não fui trabalhar. E fiquei pensando em como estará D. <a href="http://eoqha.net/tag/marjorie/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Marjorie">Marjorie</a>. Tão idosa, tão frágil, decidiu viajar e sentir a brisa do mar.Todas as semanas que a tenho encontrado me foram de aprendizado profundo.</p>
<p>Aprendi que a vida passa rápido e que ela continua correndo e acontecendo mesmo quando eu achar que já vivi tudo o que fosse possível.         Aprendi que os antigos se admiram que a idade e seus sinais tenham chegado, e demoram para se conformar que mais cedo ou mais tarde, voltarão a ser dependentes. Aprendi também que daqui por diante, eu é que  vou viver correndo atras do tempo. Grande engano, pois na realidade, é ele que corre atrás de mim. A diferença é que se eu obedecer o ciclo natural da vida, só vou perceber esse fenômeno quando quase não conseguir nem mais andar, que dirá correr!!</p>
<p>D. <a href="http://eoqha.net/tag/marjorie/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Marjorie">Marjorie</a> raramente olha fotos. Ela as tem todas gravadas na memória. Já escolheu quais são as recordações de que vale a pena se lembrar. Das outras, simplesmente apagou, esqueceu. Casou-se pela primeira vez há vinte anos, quando já era idosa de acordo com a legislação. Começou a vida a dois tarde para muitos. Ela diz que se fosse antes, não teria dado tempo.</p>
<p>D. <a href="http://eoqha.net/tag/marjorie/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Marjorie">Marjorie</a> tem 84 anos, e ainda é cedo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/d-marjorie/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o espelho de Deus, parte um</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-espelho-de-deus-parte-um-2/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/o-espelho-de-deus-parte-um-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 20:28:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/2008/video/o-espelho-de-deus-parte-um/</guid>
		<description><![CDATA[Já percebeu que as pessoas hoje não gostam de falar sobre pecado? &#8220;Pecado&#8221; parece ser uma palavra ou conceito que não se encaixa no que hoje chamamos &#8220;politicamente correto&#8221;. Qualquer jogo de palavras que contenha a fórmula &#8220;pecado&#8221;, aos ouvidos modernos, soa meio agressivo, deselegante, e por que não dizer quadrado e ultrapassado? É comum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já percebeu que as pessoas hoje não gostam de falar sobre pecado? &#8220;Pecado&#8221; parece ser uma palavra ou conceito que não se encaixa no que hoje chamamos &#8220;politicamente correto&#8221;. Qualquer jogo de palavras que contenha a fórmula &#8220;pecado&#8221;, aos ouvidos modernos, soa meio agressivo, deselegante, e por que não dizer quadrado e ultrapassado? É comum ouvir por aí alguém falar de erros, falhas, desacertos, inadequação, desarranjo, tropeços e até mancadas, mas &#8220;pecado&#8221;&#8230; isso não. Para alguns, &#8220;pecado&#8221; não passa de uma expressão empoeirada e secreta das páginas do livro preto das igrejas. Para outros é o mote hipócrita dos discursos de mercenários da religião &#8211; gente que viola a privacidade das escolhas individuais e tira proveito da culpa para lucrar em nome da fé.</p>
<p>Há quem pense assim. Há também quem nem sequer se dê o trabalho de pensar sobre essas coisas.</p>
<p>O que não se explica é o senso natural que todos os homens e mulheres &#8211; de diferentes cores, em diferentes lugares e momentos da história &#8211; temos do que é correto, em essência, e do que é prejudicial ao ambiente comum. E não venha me dizer que isso é produto da evolução, pois, se fosse assim, os homens seriam cada vez melhores e caminhariam rumo à perfeição moral. Não é isso o que leio nos jornais&#8230;</p>
<p>Não se explica também o vazio que preenche tantos corações, a insatisfação com quem somos, a querença do melhor, a descrença no que temos. Ninguém pode explicar, com caneta e papéis frios nas mãos, as segundas-feiras da vida, os baixos que teimam em suceder os altos que vivemos, o incômodo que causa a invariável &#8220;morte&#8221;.</p>
<p>É, de fato, ousado afirmar que certas atitudes nossas ferem uma lei sobrenatural e de origem eterna, atitudes a que damos o nome &#8220;pecado&#8221;, como ousado também é colocar em risco o egocentrismo materialista que produzimos com nossas escolhas. O problema é que o conceito de ousadia hoje também é muito pobre. Ousadia, segundo a &#8220;tv-logia&#8221;, é traspassar o nariz com um fio de metal. É ingerir álcool até esquecer o próprio endereço. É viver sem roteiro. É despentear o cabelo. É dizer mais &#8220;sim&#8221; que &#8220;não&#8221;. É buscar ser diferente, mesmo que isso signifique se tornar uma cópia idêntica de alguém, ou de um certo grupo de alguéns.</p>
<p>A mensagem da bíblia é uma mensagem ousada para nossos dias. É só abrir suas páginas para ler, e sem rodeios: você é muito pior do que você pensa. Ela conta uma história que a gente tenta desconversar. É um tratado contra o relativismo leviano. Mas seu enredo não é de filme de terror, de um juízo de fogo. É mais uma espécie de suspense. O capítulo final quem escreve é você. O que você vai fazer diante dessa realidade? Você é muito pior do que você pensa, mas Deus é muito melhor do que você possa imaginar. Qual será o seu final?</p>
<p>continua&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/o-espelho-de-deus-parte-um-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>a lição da praia</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/a-licao-da-praia/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/a-licao-da-praia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 15:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[existência]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=241</guid>
		<description><![CDATA[Cresci numa ilha. Isso não é muito romântico, quando se divide o espaço com mais umas oitocentas e tantas mil pessoas, mas morar a poucos minutos da praia me ensinou algumas lições que nunca vou esquecer. Lembro que, ainda pequeno, cria como ninguém em miragens. Desconhecendo a existência de um grande porto ali por perto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cresci numa ilha. Isso não é muito romântico, quando se divide o espaço com mais umas oitocentas e tantas mil pessoas, mas morar a poucos minutos da praia me ensinou algumas lições que nunca vou esquecer.</p>
<p>Lembro que, ainda pequeno, cria como ninguém em miragens. Desconhecendo a existência de um grande porto ali por perto, ficava encantado com a freqüência com que elas apareciam &#8211; todas as vezes que eu olhava o horizonte.</p>
<p>Lembro dos baldes e pás especiais para praia e dos castelos feios que conseguia fazer. Lembro que chamava de biquíni minha sunga. Lembro do medo que meu irmão menor tinha de água-viva. Lembro de um dia em que quase me afoguei, mas não contei nada para minha mãe.</p>
<p>Lembro dos primos que vinham de longe e de sua reação ao conhecerem o mar. Para mim era estranho. Para mim o mar sempre foi grande, sempre maior que a televisão. Era como se eu o conhecesse desde sempre.</p>
<p>Lembro, no entanto, com mais carinho das vezes que ia a pé à praia com meu pai. A gente acordava cedo e chegava lá a tempo de ver o sol acabando de nascer. Lembro das corridas que ele me deixava vencer, dos mergulhos que me deixava dar, saltando de suas costas. Mas lembro de algo mais. Lembro de como gostava de encontrar, no dia seguinte, as pegadas que eu tinha deixado na beira do mar. E lembro o segredo do meu sucesso de todas as vezes: <strong>era só procurar as marcas de um pé</strong> bem pequeno &#8211; como os meus &#8211; acompanhadas de marcas dos maiores pés do mundo &#8211; os pés do meu pai. Assim, me divertia encaixando meus pés no espaço aberto pelos pés que eu queria seguir.</p>
<p>Hoje voltei àquela mesma praia. Cresci e já não olho a vida com a mesma inocência e otimismo daqueles dias. Geralmente quando vou à praia penso na vida. Penso em minha família. Penso em Deus. Sozinho, gosto de repensar meus passos, analisar escolhas e encarar de frente o futuro. A que altura da vida estou? De que lado tenho andado? Aprendi que, mesmo no mundo de gente grande, ainda é fácil saber. Basta procurar as pegadas certas &#8211; as pegadas do Pai. Não há maneira mais segura de andar (e viver) do que seguindo as pegadas que Ele deixou ontem. Segure Sua mão e lhe entregue os passos.</p>
<p>Vá em frente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/a-licao-da-praia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>flores</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/flores/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/flores/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Jan 2008 17:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=224</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Mamãe, onde é que tem espinho?&#8221;, foi a pergunta que me fez sentir frio na espinha. Para mim, era estranho ouvir essas palavras de uma criança de três ou quatro anos. Seus olhinhos azuis como que só viam a rosa que tinha nas maõs. Sua questão veio doce, mas cheia da certeza pueril. Que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mamãe, onde é que tem espinho?&#8221;, foi a pergunta que me fez sentir frio na espinha. Para mim, era estranho ouvir essas palavras de uma criança de três ou quatro anos. Seus olhinhos azuis como que só viam a rosa que tinha nas maõs. Sua questão veio doce, mas cheia da certeza pueril. Que a garotinha conhecia flores, eu imaginava. Mas que ela sabia dos espinhos, isso me assustou.</p>
<p>Gosto de encarar a vida com bons olhares. Gosto de procurar respostas e sentido no que consigo ver e apostar no invisível, quando fica escuro. Mas não é preciso viver muito para perceber que as muitas flores que vivemos têm também os seus espinhos. Gosto do colorido, do cheiro bom e do romance com que a vida das muitas flores nos presenteia. Inda assim, até as mãos pequenas são feridas pelos intrusos cortantes que ela traz consigo. Parece pessimismo, mas é triste viver sabendo dos perigos. Até as alegrias nos desafiam ao preparo para o depois. Cada riso tem seu preço, cada lágrima, um porquê. &#8220;O beijo é a véspera do escarro&#8221;. O choro é o riso da dor. E como ela ri&#8230; É vivendo que se descobre que o<strong> espinho é o preço da flor,</strong> que, vivendo, se morre aos poucos, pois o tempo nos leva aos pedaços.</p>
<p>É preciso flores já que a vida é jardim, mas é preciso conhecê-las, aceitá-las, superá-las. É preciso sobretudo conhecer o jardineiro, conhecer a história das flores e do jardim. No plano original só eram flores os enfeites, mas os defeitos da escolha nos cobram seus preços até hoje. O homem do jardim não ficou assim calado. Fez tudo que pôde, mas já era tarde. Uma promessa foi sua única arma: quando ele morresse, seu sangue seria o remédio para as flores, que acabaria com os espinhos. Ele morreu. O sangue ainda está aí. Pouca gente usa a fórmula, mas ela existe.</p>
<p>A pergunta inicial teve, no entanto, uma resposta bem oportuna: &#8220;não, filhinha. Essa flor não tem espinho. O homem do jardim já tirou&#8221;. A resposta da mãe contentou a pequena e a mim também. Pensei na vida, nas flores e no sangue. Embora ainda haja espinhos e sangue, há cura. Existe cura através do sangue do homem do jardim. O tempo passa, mas nada apaga a receita das flores e das pessoas.<br />
Ande pela vida colhendo flores e curando vidas também. Quando olhar uma flor por aí, lembre da história e do homem.</p>
<p>Lembre-se.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/flores/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>amor e outros sentimentos</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/amor-e-outros-sentimentos/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/amor-e-outros-sentimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 17:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=217</guid>
		<description><![CDATA[Não sou muito sentimental, embora não considere isso defeito. Prefiro encarar os sentimentos em outro plano, mais racional. É natural sentir, mas é vital saber. E na guerra do sentir versus saber, o que eu sei pode anular o que eu sinto. Não que seja simples ou que haja fórmula mágica. Acredito no poder da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou muito sentimental, embora não considere isso defeito. Prefiro encarar os sentimentos em outro plano, mais racional. É natural sentir, mas é vital saber. E na guerra do sentir versus saber, <strong>o que eu sei pode anular o que eu sinto</strong>. Não que seja simples ou que haja fórmula mágica.<span id="more-217"></span> Acredito no poder da escolha.</p>
<p>É certo que sentimentos são bonitos, colorem a vida. Mas eles só se encaixam nas molduras que nós lhes damos. Só invadem o espaço que lhes permitimos ter.</p>
<p>Sentimentos são regidos por escolhas, por isso traçam destinos, escolhem fins e finais. Sentimentos somos nós escolhendo como viver. Sentimentos que decidem, que desistem, que resistem, que permitem que outros &#8211; sentimentos &#8211; vençam.</p>
<p>Sentimentos são como crianças. Não sabem direito quem são. Só sabem que sentem. Nascem pequenos, mas crescem, e ganham a força que lhes damos. Dependem de nós.</p>
<p>O amor não é assim.</p>
<p>O amor vem com o tempo, vence com o tempo, quando os erros dão à luz seus acertos. Amor é uma escolha sentida e sabida. É a soma de sentimentos escolhidos &#8211; a dedo e sem medo. É escolher o que faz sentir bem o outro. O amor prefere esquecer quem é. Não sabe bem o que vem, mas sabe bem o que quer. Muitas vezes &#8211; e quase todas &#8211; desconhece os &#8216;porquês&#8217;, pois está além das explicações.</p>
<p>O amor vence o tempo, a distância, o cansaço e os outros sentimentos. O amor jamais acaba, ainda que mude sua direção.</p>
<p>Amor não se inventa, não se diz, não se pede, não se compara, não se aprisiona. Amor é uma pessoa, uma ação, um tempo, um fim. Em uns, é uma palavra, em outros, a própria vida. E o melhor de tudo: amor é uma força que produz amor.</p>
<p>Sentir é natural. Amar é uma decisão &#8211; de cada dia, hora e dor.</p>
<p>Quem não entende, que somente espere. O tempo passa e um dia, talvez, sinta o que eu sei.</p>
<p>Ouse amar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/amor-e-outros-sentimentos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>amigos?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/amigos/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/amigos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 15:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=202</guid>
		<description><![CDATA[Não tenho muitos amigos. A vida vai passando e as verdadeiras amizades, reconhecemos, são as de muito tempo atrás. Não que seja impossível construir amizades mais maduras, mas que isso é mais difícil, isso é. Não que deixemos as relações sociais, as &#8220;amizades&#8221;. Parece que sempre temos novos amigos, novas conversas, novos encontros. Mas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho muitos amigos.</p>
<p>A vida vai passando e as verdadeiras amizades, reconhecemos, são as de muito tempo atrás.</p>
<p>Não que seja impossível construir amizades mais maduras, mas que isso é mais difícil, isso é.</p>
<p>Não que deixemos as relações sociais, as &#8220;amizades&#8221;. Parece que sempre temos novos amigos, novas conversas, novos encontros. Mas a sensação que fica é a de que os dias nos afastam desses &#8220;amigos&#8221; e as amizades são feitas para acabar. Derá?</p>
<p>Aprendi que <strong>uma amizade acaba quando descobrimos que ela nunca existiu de verdade</strong>.</p>
<p>É que quanto mais vivemos mais egoístas nos tornamos e a aproximação dos outros passa a ter muitos motivos. Ah, os motivos&#8230;</p>
<p>Crescemos e os brinquedos começam a ficar mais caros. Ah, os brinquedos&#8230;</p>
<p>E nos sentimos usados &#8211; degraus. E nos desiludimos. E quando é para abrir o coração, rasgar a alma, nos falta na mente o nome de um único amigo certo. Mas onde estão os amigos?</p>
<p>Há pessoas que não têm nenhum amigo, mesmo que imaginem tê-los.</p>
<p>Ter amigos é uma necessidade. Ser amigo, uma ciência.</p>
<p>Faça um teste: pense em quantos amigos você tem de fato. Um conselho: valorize-os, pois são coisa rara hoje em dia.</p>
<p>Admiro as crianças. Elas têm amigos, são amigas. Elas podem &#8211; são inocentes. Por isso não pense duas vezes quando uma delas lhe perguntar: &#8220;quer ser meu amigo?&#8221;, mas vá com calma. São só crianças.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/amigos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>incoerente</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/incoerente/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/incoerente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Oct 2007 15:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=194</guid>
		<description><![CDATA[Coerência é conformidade, congruência, conexão, harmonia, ligação. Mas o que é ser coerente? Nesses dias sofisticados em que vivemos, chega a ser elegante insultar alguém, desde que o insulto seja mais polido, um tapa de luvas, do tipo: &#8220;você está sendo incoerente!&#8221;. O que muitas vezes se desconsidera é que essa acusação é covarde, pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coerência é conformidade, congruência, conexão, harmonia, ligação. Mas o que é ser coerente?</p>
<p>Nesses dias sofisticados em que vivemos, chega a ser elegante insultar alguém, desde que o insulto seja mais polido, um tapa de luvas, do tipo: &#8220;você está sendo incoerente!&#8221;. O que muitas vezes se desconsidera é que essa acusação é covarde, pois ataca o que de mais valioso se tem: as motivações. Incoerente? Mas, incoerente em relação a quê? Com que padrão se pode medir seguramente a coerência na vida de outrem?</p>
<p>Já fui considerado incoerente. Mas para mim coerência é um conceito maior do que, creio, caberia nas idéias de quem só produz crítica.</p>
<p>Coerência é não ter compromisso com o erro, pelo simples desejo de conformar-se sempre com a verdade.</p>
<p>Incoerência é dizer que vive, mas viver como quem está morto. É se conformar com o que já se viveu.</p>
<p>Coerência é acreditar no outro, no novo, harmonizando-se com a vontade que todos temos de ser acreditados e aceitos.</p>
<p>Incoerência é acreditar que cada dia guarda em si a semente da mudança e duvidar que as pessoas possam se renovar a cada momento, cada decisão.</p>
<p>Coerência é esperar sempre o melhor, preparar-se para o pior e receber o que vier, sabendo que a vida não é um eterno pique-nique, mas uma constante ligação de um passado escuro a um futuro brilhante, que desenhamos no escuro.</p>
<p>Incoerência é viver à espera de oportunidades, mas, diante delas, fugir em busca de coerência &#8211; uma droga que aliena.</p>
<p>Se ser incoerente é ousar viver além do óbvio, previsível e esperado, agradeço cada pensamento alheio, desconhecido e às costas, que me rotula assim: incoerente.</p>
<p>Perdão, mas <strong>eu não procuro viver em acordo com o que fui, fiz ou deixei de fazer</strong>. No passado existe mais erro que acerto. Busco coerência com quem eu sou e, principalmente, quem eu quero ser. Coerência tem que ver com futuro.</p>
<p>Seja incoerente, ande para frente!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/incoerente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o que é que a gente quer?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-que-e-que-a-gente-quer/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/o-que-e-que-a-gente-quer/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 14:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=187</guid>
		<description><![CDATA[A gente só quer o que a gente não tem. Parece coisa de criança, mas é assim que as coisas são no mundo da gente grande. A gente vive sempre querendo mais e por isso sempre vai haver &#8220;algo mais&#8221; que a gente não tem, mas que inexplicavelmente quer mais do que tudo. Parece história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gente só quer o que a gente não tem. Parece coisa de criança, mas é assim que as coisas são no mundo da gente grande. A gente vive sempre querendo mais e por isso sempre vai haver &#8220;algo mais&#8221; que a gente não tem, mas que inexplicavelmente quer mais do que tudo. Parece história de criança passeando por entre as vitrinas do shopping, mas é coisa da gente. Gente mimada, pra não dizer egoísta. Por dentro a gente é assim e esse é só o início de tudo o que de mau existe por fora &#8211; entre as gentes.</p>
<p><strong>A gente só quer o que a gente não tem</strong>. Um lugar pra sentar, uma sombra, um beijo. Uma pista, uma sexta, um pão de queijo. Sei lá. Algo simples, fútil, mas que satisfaça. Algo quente, mas leve que nem fumaça.</p>
<p>É um amor infundado pelo novo, pelo belo, pelo outro. uma coceira nas mãos, um treme-treme nos pés. Um pensamento insistente. Ansiedade.</p>
<p>O belo, a quem quer parecer. O novo, a quem quer entreter. O outro, a quem quer enganar. Não. Isso não pode ser tudo.</p>
<p>Egoísmo é um dos meus defeitos principais. Infelizmente eu não sou diferente. E luto contra mim pra não viver sendo regido pelo que não sou e pelo que não tenho.É luta infantil, mas é luta cruel &#8211; de todos os dias e horas e pensamentos. Mas de vez em quando uma luz se acende (quando o eu se apaga) e consigo enxergar as coisas com mais lucidez. Aprendi que serei feliz não quando finalmente tiver o que sempre quis, mas quando simplesmente quiser o que sempre tive.</p>
<p>Lembre-se: o segredo da vida está no querer.</p>
<p>Acenda as luzes!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/o-que-e-que-a-gente-quer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>listas</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/listas/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/listas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 19:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=183</guid>
		<description><![CDATA[Às vezes tenho a impressão de que meu dia cabe em uma lista. Costumo listar minhas tarefas. E são tantos verbos, que nem sempre sobra espaço na agenda. Coisas que preciso fazer, comprar, preparar, estudar, resolver, reclamar, discutir. Esses são verbos da ação. Roubam tempo e energia. Triste é quando esses são os verbos principais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes tenho a impressão de que meu dia cabe em uma lista.</p>
<p>Costumo listar minhas tarefas. E são tantos verbos, que nem sempre sobra espaço na agenda. Coisas que preciso fazer, comprar, preparar, estudar, resolver, reclamar, discutir. Esses são verbos da ação. Roubam tempo e energia. Triste é quando esses são os verbos principais na rotina e duro é encarar minhas listas passadas e perceber que em muitos dias quase não há tempo reservado para os verbos da <a href="http://eoqha.net/tag/reflexao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with reflexão">reflexão</a>: orar, meditar, silenciar, descansar.</p>
<p>Cansei de ser refém de minhas listas encantadas, regidas pela ansiedade e seus muitos verbos &#8211; ter, parecer e aparecer, conquistar, superar, encontrar.</p>
<p>Cansei de tentar dominar o tempo e esbarrar nos outros. cansei de correr nas esteiras do egoísmo e patinar nas frustrações.</p>
<p>Cansei de olhar a vida através das vidraças quebradas dos sonhos desfeitos. Cansei de tentar por mim.</p>
<p>Um dia desses escrevi uma nova lista. Não para um dia apenas, mas para me acompanhar sempre, lembrando verbos essenciais.</p>
<p>Em resumo, entendi que preciso de muito mais tempo com o Verbo principal, Aquele que é a origem de todos os verbos e que dá sentido à lista da minha existência. Entendi que <strong>preciso ser cada dia menos de mim</strong> e mais dEle, e isso requer tempo.</p>
<p>Reveja suas listas, reavalie seus dias e tome tempo para os melhores verbos.</p>
<p>Sucesso!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/listas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>quem é quem?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/quem-e-quem/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/quem-e-quem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 13:42:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=178</guid>
		<description><![CDATA[Sinceramente, ninguém se conhece de verdade. Teorizamos muito bem. Gostamos muito de parecer (e aparecer). Somos mestres em diminuir certas coisas em nós e aumentar outras, que julgamos certas. Escondemos, fingimos, mas sofremos com a luta que travamos com um certo &#8220;eu&#8221; que não queremos ser. É estranho, mas é assim. Convivemos com o &#8220;eu&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente, ninguém se conhece de verdade.</p>
<p>Teorizamos muito bem. Gostamos muito de parecer (e aparecer). Somos mestres em diminuir certas coisas em nós e aumentar outras, que julgamos certas. Escondemos, fingimos, mas sofremos com a luta que travamos com um certo &#8220;eu&#8221; que não queremos ser. É estranho, mas é assim. Convivemos com o &#8220;eu&#8221; que fomos, e que teima em nos visitar em flashes da memória culpada e com o &#8220;eu&#8221; que sonhamos ser, escondido nos sonhos mais secretos e egoístas que temos. O &#8220;eu&#8221; que somos (ou pensamos ser) parece perdido em meio aos tempos verbais. Parece nem existir. É tão transitivo, tão afetado, tão superficial. Situações novas sempre revelam um &#8220;eu&#8221; novo que, às vezes, desmente tudo o que dizemos ser. Isso é estranhamente perigoso. Quantas vezes nos desconhecemos!  assombra imaginar quantos &#8220;eus&#8221; calados inda existem por dentro.</p>
<p>Tremo ao pensar em como gasto meu <em>dinheiro</em>, pois isso responde onde está meu coração.</p>
<p>Tremo ao revisar meus <em>passa-tempos</em>, pois somos o que fazemos quando não temos nada para fazer.</p>
<p>Tremo ao perceber o que me faz <em>sorrir</em>, pois isso desmascara meus preconceitos.</p>
<p>Quem eu fui é inalterável. Quem serei não existe. Quem eu sou? Não sei ao certo, mas esse silêncio não machuca tanto quanto o grito da distância que existe entre mim e quem eu preciso ser.</p>
<p>Quem é você?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/quem-e-quem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pôr-do-sol</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/por-do-sol/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/por-do-sol/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 16:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=165</guid>
		<description><![CDATA[Em dias em que a pressa parece ser a solução e a sentença de muitos, Deus tem um convite inusitado: Descansar. Em dias vazios de sentido, de explicações e de fé, Deus se apresenta: Eu sou o Criador. Em dias em que a memória é fraca e dependente dos orkuts da vida até para lembrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em dias em que a pressa parece ser a solução e a sentença de muitos, Deus tem um convite inusitado: Descansar.</p>
<p>Em dias vazios de sentido, de explicações e de fé, Deus se apresenta: Eu sou o Criador.</p>
<p>Em dias em que a memória é fraca e dependente dos <em>orkuts </em>da vida até para lembrar das datas mais importantes, Deus pede insistentemente: Lembre-se.</p>
<p>Hoje em dia muitos líderes religiosos que arvoram ser porta-vozes do céu pedem que nos esqueçamos de coisas que o próprio Deus nos pediu que lembrássemos. Depois de criar o homem Deus lhe pediu que nunca esquecesse de descansar no dia Sábado.</p>
<p>Quando o céu vai alaranjando na sexta à tarde eu me lembro de Deus. De um pôr-do-sol a outro comemoro a existência e providência do meu Deus.</p>
<p>Escolha um lugar especial para ver o sol se pondo. Faça uma oração e receba a bênção que o sábado contém.</p>
<p>Não esqueça!</p>
<p>(Êxodo 20:8)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/por-do-sol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>LÁ</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/la/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/la/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 May 2007 16:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=156</guid>
		<description><![CDATA[Faz um tempo, uma estação de rádio recebeu, por carta, um pedido muito estranho. Um homem que vivia sozinho nas montanhas pedia à estação que em determinado dia e hora tocasse no piano a nota &#8220;lá&#8221; por dois minutos. O homem explicava que, vivendo só, sua única distração era seu violino, mas este estava completamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um tempo, uma estação de rádio recebeu, por carta, um pedido muito estranho.</p>
<p>Um homem que vivia sozinho nas montanhas pedia à estação que em determinado dia e hora tocasse no piano a nota &#8220;lá&#8221; por dois minutos.</p>
<p>O homem explicava que, vivendo só, sua única distração era seu violino, mas este estava completamente desafinado e ele precisava de um &#8220;lá&#8221; para afiná-lo convenientemente.</p>
<p>Gosto de ficar sozinho, mas reconheço o perigo que tem a solidão. O isolamento é proveitoso até certo ponto. Nunca como um estilo de vida. Viver pra si é vazio: perdem-se os referenciais, as motivações, os abraços, os sorrisos, o diálogo. Morrem a criatividade, a esperança e o propósito; enquanto se agravam a dúvida, o medo e o egoísmo.</p>
<p>Há poucos anos para ser feliz e só uma chance para se compor a canção. É muito arriscado viver os dias em busca de um &#8220;lá&#8221;. Há muito mais para se descobrir. Há muito mais no outro, no desconhecido. Há muito mais além de mim.</p>
<p>Amanhã é sábado e este é um dia especial. É o dia em que eu vou à igreja &#8211; comunidade de fé &#8211; e me encontro com Deus &#8211; meu maior amigo. Sábado é o dia ideal para avaliar os passos e renovar as forças. Sua nota tônica, amor.</p>
<p>Um bonito sábado!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/la/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Está faltando algo</title>
		<link>http://eoqha.net/editoriais/esta-faltando-algo/</link>
		<comments>http://eoqha.net/editoriais/esta-faltando-algo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 May 2007 21:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=155</guid>
		<description><![CDATA[Como diz o Ricardo Noblat, se você não comemora ninguém comemorará por você. Estou muito feliz pelo crescimento do É O Q HÁ! mas quero dizer que o crédito não é da equipe do podcast, mas sim seu (leitor, ouvinte, webespectador, etc.) e sobretudo de Deus! Gostaria de ressaltar alguns dados e avanços desde a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://eoqha.files.wordpress.com/2007/05/equipe_simpostio.jpg" alt="Equipe do Simpósio" align="left" />Como diz o Ricardo Noblat, se você não comemora ninguém comemorará por você. Estou muito feliz pelo crescimento do É O Q HÁ! mas quero dizer que o crédito não é da equipe do podcast, mas sim seu (leitor, ouvinte, webespectador, etc.) e sobretudo de Deus!</p>
<p>Gostaria de ressaltar alguns dados e avanços desde a última vez que escrevi um editorial. Nesse meio tempo de 1-2 meses (supostamente era para escrever um por mês), tivemos alguns novos membros na equipe. Primeiramente o Cândido, que tem postado sua incríveis e profundas <a href="http://eoqha.net/tag/reflexoes/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Reflexões">reflexões</a>.É uma honra poder ter alguém como ele participando no É O Q HÁ!. Logo depois temos a Natália que tem nos ajudado no projeto missionário que será lançado em breve aqui no blog (estamos há algumas semanas recolhendo imagens para o VT).</p>
<p>Recentemente fui ver as estatísticas da série “II Simpósio Criacionista”, e fiquei surpreso com os números. <strong>No total, obtivemos mais de 5mil downloads e tivemos palestras que beiram a marca de mil downloads. </strong></p>
<p>Indo além dos números, recebemos comentários dizendo que passariam na sua igreja as palestras. Também houve professores nos contactando para informar de futuras palestras que interessariam a você, que está sempre presente conosco, nos acompanhando nesta jornada!</p>
<p>Falando um pouco sobre os planos futuros; <strong>se você acha que viu tudo que o É O Q HÁ! tem a oferecer, agüente firme que nós estamos apenas começando.</strong> Entre algumas matérias futuras, haverá uma série sobre a Política, Religião e o Fim dos Tempos, tendo como entrevistados pessoas mais que qualificadas (como o Reitor do Seminário Latino-Americano de Teologia).</p>
<p><strong>Todavia, entretanto, contudo; sinto falta de algo.</strong> E esse algo é você! Tenho visto claramente as bênçãos de Deus neste projeto, cada episódio é uma nova experiência, um novo insight sobre algum tema antes desconhecido para mim e para a equipe.</p>
<p>Em breve <strong>estaremos lançando um projeto missionário auxiliando o Timor Leste</strong>, onde todos (independentes da localidade) poderão ajudar.</p>
<p><strong>Venha fazer parte do É O Q HÁ!, estamos contando com você!</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/editoriais/esta-faltando-algo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Metro</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/metro/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/metro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2007 17:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=151</guid>
		<description><![CDATA[Era um garoto esperto. No alto de seus quatro anos de idade, ele chega para a mãe com sua nova e incrível descoberta: - &#8220;Mãe, eu tenho três metros de altura!&#8221; &#8211; e exclama com todas as confusões lingüísticas que a idade lhe permite. Mãe atenta, ela responde: - &#8220;Não, meu amor. Você já é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era um garoto esperto.</p>
<p>No alto de seus quatro anos de idade, ele chega para a mãe com sua nova e incrível descoberta:</p>
<p>- &#8220;Mãe, eu tenho três metros de altura!&#8221; &#8211; e exclama com todas as confusões lingüísticas que a idade lhe permite.</p>
<p>Mãe atenta, ela responde:</p>
<p>- &#8220;Não, meu amor. Você já é homenzinho, mas não é tão alto assim.&#8221;</p>
<p>Silêncio..</p>
<p>- &#8220;Sou sim, mãe.&#8221; &#8211; ele retorna com uma expressão mais confiante &#8211; &#8220;eu medi!&#8221;</p>
<p>- &#8220;É, meu amor? E com o quê você se mediu?&#8221;</p>
<p>Faceiro que só ele, o menino apresenta sua evidência. E mostrando sua régua (de 30cm), ele diz:</p>
<p>- &#8220;Com este &#8216;metro&#8217; aqui, ó.&#8221;</p>
<p>Tem gente que passa pela vida se achando <em>a bala que matou o Kennedy</em>. E passa pelas pessoas sem nem sequer olhar. Tem um &#8220;arzinho&#8221; de suficiência&#8230; Outras pessoas se acham <em>o gás da Coca</em>. Vivem a vida com a filosofia do &#8220;sem MIM nada podeis fazer&#8221;. E tratam os outros como se fossem menores. Não poderia deixar de mencionar as que pensam ser <em>o último biscoito do pacote &#8211; </em>o desejado, idolatrado, salve! Salve!.. Quanta pequenês.</p>
<p>Tem gente que acha (é, porque nem pensar pensa!) que o mundo foi feito sob medida, com a cor e a trilha sonora perfeitas para EU viver&#8230; quanta insipiência.</p>
<p>Como você tem se olhado, se medido? <strong>Pessoas felizes são humildes</strong>. &#8220;Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter&#8221; é um conselho sábio (Rom 12:3). Seja simples, acessível, sorridente e agradável.</p>
<p>Que tamanho tem seu &#8220;metro&#8221;?</p>
<p><span class="technoratitag"></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/metro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rosto</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/rosto/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/rosto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2007 19:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=148</guid>
		<description><![CDATA[Tempos atrás, um jovem foi fazer uma visita a um amigo que há muito não via, em Londres na Inglaterra. Chegando ao endereço indicado, bateu na porta da casa e foi atendido por uma garotinha. Ele prontamente se apresentou, mas a menina não entendeu seu nome. Ela voltou lá dentro e avisou ao pai: - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tempos atrás, um jovem foi fazer uma visita a um amigo que há muito não via, em Londres na Inglaterra. Chegando ao endereço indicado, bateu na porta da casa e foi atendido por uma garotinha. Ele prontamente se apresentou, mas a menina não entendeu seu nome. Ela voltou lá dentro e avisou ao pai:</p>
<p>- Papai, tem um homem lá fora que quer falar com o senhor.</p>
<p>- Como é o nome dele, filha? Quis saber o pai.</p>
<p>- O nome dele eu não entendi, pai, mas ele é muito parecido com Jesus!</p>
<p>A essência do cristianismo é parecer-se com Jesus.</p>
<p>Cristianismo não é medido pela assistência aos cultos de uma igreja, nem pela ausência de certos lugares &#8220;proibidos&#8221;. <strong>Cristianismo é o quanto de Cristo eu carrego comigo, em tudo que faço, digo ou mesmo penso</strong>.</p>
<p>É fácil levar o nome de cristão. Para alguns isso é cômodo, para outros não passa de uma tradição de família. Mas e para você?</p>
<p>Quando as pessoas olham para você, o que elas vêem?</p>
<p>O time por quem você torce?</p>
<p>As roupas mais caras?</p>
<p>Os filmes a que assiste?</p>
<p>O tipo de amigos que tem?</p>
<p>A Quem segue?</p>
<p>Há certas coisas que estão escritas em cada pessoa.</p>
<p>Não permita que nada nessa vida borre o seu rosto, e roube de você a imagem de Jesus. Desvie seus passos de tudo que leve embora o tempo, a energia e a vibração com as coisas de Deus. E siga em paz.</p>
<p>Uma bonita tarde pra você!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/rosto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ele tem tempo</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/ele-tem-tempo/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/ele-tem-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 May 2007 23:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=146</guid>
		<description><![CDATA[Ainda pensando sobre a forma do tempo, veio à minha mente a figura de um homem em especial. Possivelmente o mais atarefado que esta terra já conheceu, e isto eu explico: 1) Tinha uma missão muito importante a cumprir, não meramente fazer nome ou fazer fama, mas mudar a filosofia de vida de um mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda pensando sobre a forma do tempo, veio à minha mente a figura de um homem em especial. Possivelmente o mais atarefado que esta terra já conheceu, e isto eu explico: 1) Tinha uma missão muito importante a cumprir, não meramente fazer nome ou fazer fama, mas mudar a filosofia de vida de um mundo inteiro a ponto de dividir a história; 2) Tinha pouco tempo: apenas três anos e meio, aproximadamente; e 3) Isso tudo sozinho. Nome: Jesus Cristo.</p>
<p>Jesus era um homem com muito o que fazer e seu dia não era milagrosamente maior. Dispunha das mesmas 24h de que você e eu dispomos. Sua agenda, sempre lotada, trazia anotadas entrevistas com gente de todos os lugares e maneiras, públicas ou particulares, algumas inclusive altas horas da noite (cf. João 3:2), viagens a fazer, inúmeras palestras a apresentar, uma equipe a treinar, mal-entendidos a solucionar, etc.</p>
<p>Quanta coisa! Olhando assim apressadamente, a vida de Jesus em muito se assemelha à de muitos hoje: muito a fazer, pouco tempo.</p>
<p>Mas basta um olhar mais atento a sua biografia (a Bíblia) e descobrimos o mais estranho de tudo: Jesus não tinha tempo, mas tinha tempo. Incoerência? Talvez. Somente observe:</p>
<p>Jesus, mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, tinha tempo para parar em meio à natureza e observar as flores e as aves (cf. Mateus 6:25-34).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, vez ou outra convidava sua equipe: &#8220;vamos para um lugar tranqüilo descansar um pouco&#8221; (cf. Marcos 6:31).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, parava para simplesmente segurar uma criança no colo (cf. Lucas 18:16).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, parava para conversar com pessoas desconhecidas, que não tinham amigos (cf. João 4:1-30).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, parava para ouvir seus amigos, mesmo suas perguntas mais tolas (cf. Mateus 18:1).</p>
<p>Mesmo &#8220;sem tempo&#8221;, passava noites inteiras em oração (cf. Mateus 14:23).</p>
<p>Jesus tinha tempo para as coisas certas da vida. O resultado é que ele andou por essa vida fazendo o bem.</p>
<p>Nós também andamos. Em realidade, mais corremos que andamos, mas fazendo o quê? Corremos aonde?</p>
<p>Pra quê tanta pressa?</p>
<p>A pressa é um dos maiores vilões de nosso tempo. <strong>A pressa destrói valores sem destruir convicções</strong>.</p>
<p>Repense sua agenda, sua lista de prioridades, e decida viver o lado bom da vida.</p>
<p>Tome tempo para sorrir, abraçar, ajudar, consolar, observar, sonhar, amar. Marque uma hora com Jesus. Ele tem tempo!</p>
<p>Até mais.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/ele-tem-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>forma do tempo</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/forma-do-tempo/</link>
		<comments>http://eoqha.net/reflexoes/forma-do-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2007 23:20:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eoqha.net/lab/?p=134</guid>
		<description><![CDATA[Está na moda andar depressa. Parece essencial estar sempre ocupado, atolado em compromissos, com muito o que fazer. É quase vexatório ter a agenda vazia &#8211; sinal de fraqueza ou esquecimento. Mas não é preciso ser muito esperto para ver nas pessoas apressadas tão somente figuras que correm atrás do vento (leia Eclesiastes 1:14). Correm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está na moda andar depressa.</p>
<p>Parece essencial estar sempre ocupado, atolado em compromissos, com muito o que fazer. É quase vexatório ter a agenda vazia &#8211; sinal de fraqueza ou esquecimento. Mas não é preciso ser muito esperto para ver nas pessoas apressadas tão somente figuras que correm atrás do vento (leia Eclesiastes 1:14). Correm atrás do material &#8211; palpável -, buscando preencher vazios imateriais, do espírito.</p>
<p>Nem todas as mais felizes consecuções que possamos ter no trabalho aqui conseguem resolver nossas carências mais íntimas.</p>
<p>Tudo que se herda dessa corrida maluca são cabeças quentes e corações frios. E <strong>cabeça quente e coração frio não resolvem coisa alguma</strong>.</p>
<p>Ganha-se tempo em forma de dinheiro. Perde-se amor em forma de tempo &#8211; com os filhos, com a esposa, com os amigos.</p>
<p>Temos pressa. Não temos tempo.</p>
<p>Trabalhamos hoje para ter amanhã. Mas, ter o quê? Rugas, insônia e um belo seguro de vida?</p>
<p>Corremos mais, paramos menos.</p>
<p>Cabeça quente: cobranças, questionamentos, promoções, soluções, concorrências, empreendimentos. Falta paz.</p>
<p>Coração frio: descasos, atrasos, ausências, inconstância, indiferença. Faltam sorrisos, abraços, lembranças. Falta tempo.</p>
<p>Vá pela sombra e viva as coisas certas da vida.</p>
<p>Até!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eoqha.net/reflexoes/forma-do-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

