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	<title>éoqhá &#187; reflexão</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>Canção Cristã e Cultura Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 12:52:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por que a maioria dos protestantes brasileiros aprecia uma hinologia ou um conjunto de músicas de origem americana ou européia mas demonstra pouca tolerância para com as canções religiosas de estilo popular nacional? Esta é uma pergunta a qual podemos dar várias respostas erradas, como: é uma questão de gosto, ou, é o respeito às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-930" title="musica" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/cancao.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Por que a maioria dos protestantes brasileiros aprecia uma hinologia ou um conjunto de músicas de origem americana ou européia mas demonstra pouca tolerância para com as canções religiosas de estilo popular nacional?</p>
<p>Esta é uma pergunta a qual podemos dar várias <a href="http://eoqha.net/tag/respostas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with respostas">respostas</a> erradas, como: é uma questão de gosto, ou, é o respeito às tradições litúrgicas, ou ainda, é devido ao preconceito em relação à cultura brasileira, e a pior de todas, deve-se a uma alienação cultural americanizada e pequeno-burguesa.</p>
<p>Vou procurar algumas <a href="http://eoqha.net/tag/respostas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with respostas">respostas</a> que podem explicar esse tema que divide gerações de fiéis.<span id="more-929"></span></p>
<p>Gosto (o bom e o mau, se me permitem os relativistas mais ferrenhos) é algo que se constrói socialmente. Para Pierre Bourdieu, as diferenças entre os gostos musicais não se assemelham às diferenças de paladar alimentício &#8211; este estaria mais profundamente inscrito em nossos corpos que o paladar musical. O estudioso francês acrescenta que os diferentes gostos musicais não remetem unicamente a &#8220;preferências últimas e inefáveis, mas a diferenças no modo de aquisição da cultura musical&#8221; (Sociología y cultura, p. 178).</p>
<p>Como a hinologia protestante foi adquirida, então? Para alguns pesquisadores, como Prócoro Velásques e Antonio G. Mendonça, as missões norte-americanas tinham um pendor eurocêntrico e entendiam que sua cultura era superior a dos povos da América do Sul. Assim, a dominação econômica encontrava um correspondente na dominação cultural e religiosa, dominação essa que repudiava a música local e favorecia a adoção de uma hinologia euro-americana/estrangeira (ver Introdução ao protestantismo no Brasil, dos dois autores; ou O celeste porvir, de Antonio G. Mendonça).</p>
<p>Essa visão está bem simplificada aqui, mas traduz teoricamente a essência de um pensamento amparado no discurso nacionalista e marxista que procura explicar os fenômenos sociais pela ótica do conflito de classes. Esse argumento consolidou-se no Brasil dos anos 1960, quando a dicotomia nacional-popular versus cultura anglófona chegou ao ridículo de se promover uma marcha dos artistas contra a guitarra (era um instrumento do rock, que nasceu nos <a href="http://eoqha.net/tag/eua/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with EUA">EUA</a>, que eram o império colonialista, etc) e ao mesmo tempo coroava-se como &#8220;legítimo&#8221; e &#8220;autêntico&#8221; o estilo de raiz nacional (baião, sertanejo, samba).</p>
<p>Esse discurso, que conferia autencidade e legitimidade somente às músicas fiéis a uma tradição cultural de origem brasileira, ao espaço sociogeográfico das classes populares (o sertão, o morro) e ao argumento de independência cultural em relação ao mercado e às nações dominantes, chegou às <a href="http://eoqha.net/tag/igrejas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Igrejas">igrejas</a> protestantes nos anos 1970 refletindo o pensamento sociológico da época e modificando os padrões de composição de canções religiosas.</p>
<p>Com 30 anos de atraso, o mesmo discurso só agora alcança algumas <a href="http://eoqha.net/tag/igrejas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Igrejas">igrejas</a> adventistas e luteranas, por exemplo. A música de &#8220;raiz&#8221; nacional procura seu espaço na hinologia protestante. Porém, as justificativas encontradas são obsoletas. Primeiro, porque &#8220;cultura brasileira&#8221; não é um conceito monolítico que uma vez erguido estará consolidado para sempre. Ao contrário, trata-se de um conceito extremamente fluído e contraditório (quem diria, nos anos 60, que surgiria algo como rock &#8220;nacional&#8221; ou funk &#8220;carioca&#8221;). Em segundo lugar, o público, em especial a juventude, não se importa com questões de identidade nacional, mas prefere os símbolos e objetos mundializados, os gêneros e as performances transmitidos via mídia, remontando-os em perspectiva diversa da original.</p>
<p>A música popular brasileira é um referente atual para a música cristã. Os pontos positivos que essa perspectiva pode expressar (e há músicos capazes para tanto) também dão lugar a problemas surgidos quando a renovação musical se dá por meio de um pragmatismo evangelístico entusiasticamente abraçado ou quando se acredita que a totalidade de uma cultura é plenamente aceitável quando transladada para o espaço da adoração cristã.</p>
<p>Voltando a questão no topo da página &#8211; o porquê da aceitação da hinologia tradicional em detrimento de uma música cristã popular brasileira -, nota-se que o argumento da autenticidade e legitimidade faz pouco sentido no espaço cultural hiper-globalizado. O debate marxista de conflito de classes, isto é, missionários a serviço do imperialismo norte-americano impingindo uma cultura &#8220;importada&#8221;, é um raciocínio que padece de xenofobia e descarta a reação e os anseios dos novos conversos, que os torna meros receptores passivos.</p>
<p>Michel de Certeau afirma que o sentido e o uso dos produtos culturais, dos sons musicais, na vida individual e social das pessoas não podem ser completamente determinados (A invenção do cotidiano, 1994). Assim, deve-se levar em conta também outros fatores para a adoção da hinódia protestante euro-americana:</p>
<p style="padding-left: 30px;">a) A ausência de referências sociogeográficas: os novos conversos desconheciam a origem da música (se era um folk irlandês, uma marcha da Guerra Civil americana, uma balada do teatro, uma canção de saloon), mas podiam aceitá-la pelo simples motivo de que era diferente das canções dos festejos a que estava acostumado antes da conversão;</p>
<p style="padding-left: 30px;">b) A noção protestante do sagrado: o &#8220;sagrado&#8221; significava algo era &#8220;separado&#8221; para as atividades religiosas. A hinódia euro-americana recebida pelos novos protestantes expressava um caráter diferenciado ao ser cantada no local de adoração, modelando uma perspectiva litúrgica distanciada de práticas musicais sincréticas que serviam tanto para as festividades religiosas quanto para a diversão mais sensual.</p>
<p>Se lembrarmos também do preconceito e da marginalização sofridos pelos conversos no período de inserção do protestantismo no Brasil, veremos que a adoção daquela hinologia &#8220;importada&#8221; marcava uma construção de identidade coletiva interna e também uma diferença externa em relação aos cultos afro-brasileiros e católicos. Não se pode negar que houve (e há) certo sectarismo nessa perspectiva.</p>
<p>Por outro lado, havia (e há) uma clara relação de estilos musicais com atividades que se opunham frontalmente aos princípios cristãos, o que pode ter motivado tanto a recusa de determinados gêneros como o afastamento social. Assim, esse distanciamento precisa ser revisto pela ótica da segregação sofrida e da auto-preservação moral.</p>
<p>São questões candentes que valem uma reflexão a respeito. E o primeiro passo para o entendimento possível é o diálogo. Meu objetivo não é conceder as únicas <a href="http://eoqha.net/tag/respostas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with respostas">respostas</a>, mas espero fazer as perguntas certas e até esquecidas.</p>
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		<title>&#8230;ter ou ser? (parte 2)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 14:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a reflexão faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230; Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-789" title="ser" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/ser.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a reflexão faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230;</p>
<p>Na busca por sentido nas diversas áreas da vida, inclusive espiritual, optamos pelo fast food. Mesmo sabedores dos riscos. Mesmo com a sensação de fome minutos depois.<span id="more-788"></span> Em vez de passar tempo com filhos e esposa, compramos presentes, pagamos viagens, cursos, etc. Em vez de passarmos tempo com D-s, assistimos um DVD. Óbvio que tudo citado acima não constitui o problema (compre presente para filhos e esposa e assista as séries religiosas em DVD). O problema é restringir um relacionamento a essas circunstâncias não-íntimas.</p>
<p>Envolver-se com qualquer pessoa ou idéia envolve riscos consideráveis. Envolver-se consigo mesmo é um risco incalculável. Descobrir quem eu sou pode ser perturbador demais. Talvez exija mudança. Talvez exija reconhecer defeitos, erros e incapacidades. Talvez exija admitir fracasso. Por isso preferimos o ‘ter’ e o valorizamos. É mais fácil, rápido, indolor e barato&#8230;</p>
<p>Em Gênesis 12:1-3, D-s convida Abraão para iniciar a jornada do ‘ser’. O texto diz: “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn. 12:1-2). ‘Ser’ é o centro. Mas para ser, antes deve-se abandonar o que se é, para tornar-se&#8230;</p>
<p>Certamente confuso. Certamente difícil de entender. Com certeza não é rápido e deve doer (a própria vida de Abraão demonstra isso). Mas é o único caminho para a vida plena.Em <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>, esse D-s ‘difícil’ possui um nome (tetragrama sagrado), que deriva justamente da raiz do verbo ser, por isso, quando se apresenta Ele diz: “EU SOU” (Gn. 15:7; Êx. 6:2-9; João 18:5-6).</p>
<p>Reflita no que você é. Reflita no que os seus <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamentos">relacionamentos</a> são. Reflita nas suas covardias.</p>
<p>Transforme-se. Torne-se. Seja. Esse é o convite do “EU SOU”.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_self">Biblioteca do Congresso</a></p>
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		<title>Sons do Silêncio</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 15:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sound of Silence é uma das melhores músicas que já ouvi. Era cantada por Simon e Garfunkel em um arranjo inesquecível, suave, sussurrado. Emocionante. Uma parte da letra dizia: “pessoas conversando sem falar; pessoas ouvindo sem escutar”. A idéia da música era claramente irônica. Não era o som que estava perdido, mas a capacidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 590px; text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="426" height="327" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="env=embed&amp;widget=65d1fd976e5568d90858b7165876c522&amp;playlist=3b6e8a749b9640b9b9645929cfaa2d09&amp;vuid=embed" /><param name="src" value="http://www.mixwit.com/flash/widgets/shell.swf" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="426" height="327" src="http://www.mixwit.com/flash/widgets/shell.swf" wmode="transparent" flashvars="env=embed&amp;widget=65d1fd976e5568d90858b7165876c522&amp;playlist=3b6e8a749b9640b9b9645929cfaa2d09&amp;vuid=embed"></embed></object></div>
<p style="text-align: left;">Sound of Silence é uma das melhores músicas que já ouvi. Era cantada por Simon e Garfunkel em um arranjo inesquecível, suave, sussurrado. Emocionante. Uma parte da letra dizia: “pessoas conversando sem falar; pessoas ouvindo sem escutar”. A idéia da música era claramente irônica. Não era o som que estava perdido, mas a capacidade de reflexão.</p>
<p style="text-align: left;">O silêncio era de <a href="http://eoqha.net/tag/ideias/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Idéias">idéias</a>. Na última estrofe a letra diz “e as pessoas se curvavam e oravam ao deus neon que elas fizeram; e o sinal iluminava seu alerta, nas palavras que formava, e o sinal dizia ‘as palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô’ (&#8230;)”. <span id="more-674"></span>O que os autores ressaltavam era que as pessoas estavam buscando ‘luzes’, no sentido de que queriam shows, entretenimento, diversão. Não queriam o real, não queriam o profundo, não queriam a verdade. Estavam satisfeitos com a imagem dela projetada pelo neon. Mesmo que a mensagem tivesse o intuito de dirigi-los a outro rumo.</p>
<p style="text-align: left;">Na verdade, todos têm medo do silêncio. Não o silêncio barulhento, cheio de palavras vazias que não dizem nada. O silêncio reflexivo. O medo que esse tipo de silêncio provoca é o do autoconhecimento. Do encontro consigo mesmo. É desse silêncio que fugimos quando chegamos em casa e ligamos a T.V. É dele que fugimos quando enchemos nossos dias de milhões de atividades, inclusive as religiosas.</p>
<p style="text-align: left;">Kierkegaard coloca que é este o silêncio que provoca a fé. Que provoca o encontro com o Invisível. Quietos, obrigamos nossa mente a refletir em quem somos, no que fazemos, no que queremos. A dureza deste encontro é que realizamos a finitude de tudo o que somos.</p>
<p style="text-align: left;">Somente depois disto, podemos enxergar o Infinito. A Bíblia diz que Jesus buscava o silêncio e a quietude (João 15:6; Mateus 14:23; etc.). Ficou no deserto sozinho por 40 dias (Mateus 4:1-11). Eram nesses momentos que Ele encontrava-se com Ele.</p>
<p style="text-align: left;">No decorrer de mais um dia, com tantos ‘luminosos de neon’, retire o seu tempo, ligue a sua tecla ‘mute’ e reflita, se encontre, e encontre-se com Ele. Ouça o que fica escondido no barulho do trabalho, do estudo, do namoro, etc. Ouça o verdadeiro som do silêncio.</p>
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		<title>e daí?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 21:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
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		<description><![CDATA[tenho certeza que minha caminhada é parecida com a sua. aprendizado constante, decepções, surpresas, dias inesquecíveis e tantos outros esquecíveis, dúvidas, verdades; a vida é assim. ultimamente descobri uma expressão libertadora, e quero compartilhar com vocês. para que o conceito fique claro, usarei exemplos estranhos, mas bem reais. você acaba de terminar um relacionamento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>tenho certeza que minha caminhada é parecida com a sua. aprendizado constante, decepções, surpresas, dias inesquecíveis e tantos outros esquecíveis, <a href="http://eoqha.net/tag/duvidas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with dúvidas">dúvidas</a>, verdades; a vida é assim.<span id="more-443"></span> ultimamente descobri uma expressão libertadora, e quero compartilhar com vocês.</p>
<p>para que o conceito fique claro, usarei exemplos estranhos, mas bem reais.</p>
<p>você acaba de terminar um relacionamento e está arrasado, olha para o espelho, e diz: &#8211; ok, não deu certo, mas e daí? tem o relacionamento perfeito. e daí? seu time já está na segunda divisão e ainda perde uma final que estava praticamente ganha. e daí? seu time é campeão mundial várias vezes. e daí? você é reconhecido por algo muito bom que faz e todos o elogiam. e daí? as pessoas nem notam você, não o convidam para nada, continuamente fazem de você motivo de riso. e daí? comprou um carro zero? e daí? ganhou um carro velho? e daí? já morou no exterior? e daí? nunca andou de avião? e daí?</p>
<p>entende a profundidade da coisa? &#8220;e daí&#8221; é o grito pela sensatez, o tatear da realidade. você se questiona, vivendo num mundo que não mais pensa, pois alega não ter tempo para isso. a simples pergunta de duas palavras, é o desdobramento filosófico de tantos outros &#8220;e daís&#8221; que surgirão até que você encontre o real motivo da ação, da opinião, da vontade; até que você encontre essência.</p>
<p>você acredita em Deus, mas e daí?</p>
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		<title>Deus não raciocina</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 19:18:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[quando eu era menino queria ser frentista. amadureci com o tempo e novas opções surgiram: jogador de futebol, bombeiro, músico, jornalista, engenheiro, advogado; mas acredite, nunca sonhei em ser pastor, nunca mesmo. as pessoas mudam, o mundo dá suas voltas como dizem por aí. agora, uma coisa é certa e imutável: a gente passa pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando eu era menino queria ser frentista. amadureci com o tempo e novas opções surgiram: jogador de futebol, bombeiro, músico, jornalista, engenheiro, advogado; mas acredite, nunca sonhei em ser pastor, nunca mesmo.</p>
<p>as pessoas mudam, o mundo dá suas voltas como dizem por aí. agora, uma coisa é certa e imutável: a gente passa pela vida em busca de <a href="http://eoqha.net/tag/respostas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with respostas">respostas</a>, e para aqueles que crêem em Deus, a resposta mais procurada é para a famosa pergunta: Senhor, qual teu plano para minha vida?</p>
<p>temos dificuldade para tomar decisões. queremos sempre algo claro, um sinal, um caminho que brilhe e outro que se apague, uma voz, uma pista, mas nem sempre é assim que funciona. Deus trabalha para aqueles que nEle esperam, o difícil é esperar. enquanto fazemos escolhas, nosso cérebro passa por um longo processo, realizado em indivisíveis frações de segundos, até a tomada da decisão. para isso, usamos nosso raciocínio, que é tido como o encadeamento de argumentos ou juízos para se chegar a uma conclusão.</p>
<p>minha pergunta é: Deus também raciocina?</p>
<p>a bíblia me revela um Ser perfeito, que sabe o final de todas as coisas, desde o princípio  (isaías 46:9 e 10), que é Onisciente, Onipotente, Onipresente; um Ser que me conhece e me ama pessoalmente (salmo 139), interessado em cada detalhe insignificante da minha vida, que para Ele significa tudo. nenhuma folha sequer se desprende de seu galho, sem que Deus tome conhecimento. raciocina comigo: será que Ele precisa mesmo raciocinar?</p>
<p>então me diz, por que tanta dificuldade em confiar num Deus assim? por que tanta dúvida em meio ao Seu aparente silêncio? se você está passando por um momento de decisão e tem dificuldade para confiar nessas palavras, só quero lhe dizer duas coisas para finalizar. a primeira é que vou orar por você, se me pedir; eu creio no poder da <a href="http://eoqha.net/tag/oracao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with oração">oração</a>. a segunda é: em momentos assim, lembre-se que Deus não raciocina; Ele sabe (jeremias 29:11-13).</p>
<p>&#8220;porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR; assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos&#8221; (isaías 55:8 e 9).</p>
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		<title>Pão e circo: entretenimento – o n°1 na lista de necessidades</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/pao-e-circo/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 16:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último sábado (07/06), iniciou-se no chamado Velho Continente a segunda maior competição de futebol do mundo, reunindo as 16 melhores seleções nacionais da Europa. A Eurocopa, nome da competição, arrecada a mesma quantidade de dinheiro que a Copa do Mundo. Franklin Foer escreveu o seguinte: “O futebol é muito mais que um esporte, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado (07/06), iniciou-se no chamado Velho Continente a segunda maior competição de futebol do mundo, reunindo as 16 melhores seleções nacionais da Europa. A Eurocopa, nome da competição, arrecada a mesma quantidade de dinheiro que a Copa do Mundo. Franklin Foer escreveu o seguinte: “O futebol é muito mais que um esporte, ou mesmo um modo de vida: é uma metáfora da nova ordem mundial, com toda a sua complexidade. Os clubes de futebol espelham classes sociais e ideologias políticas (&#8230;)”. Parece exagero, mas se olharmos atentamente nossa sociedade, veremos que é uma realidade.</p>
<p>É claro que diversão é essencial a qualquer um. Qualquer forma de descansar e aliviar tensões provocadas pelo trabalho é importante. Entretanto o entretenimento se tornou o centro da vida. Trabalhamos para nos divertir. Nosso tempo livre é totalmente utilizado para diversão. Talvez por isso as indústrias que mais geram renda no mundo sejam as especializadas neste ramo (televisão, cinema, videogames, esportes em geral, música/ shows, etc.). </p>
<p>A política expressa pela famosa frase “para o povo, pão e circo”, criada pelo imperador romano Julius César se resume, basicamente, ao fornecimento de comida com baixo custo e diversão para distrair a atenção da corrupção, das mazelas sociais e do descaso com o bem-estar real dos cidadãos. De certa forma, a paixão que o futebol desperta reflete exatamente o retorno, talvez não de uma ‘política’, mas de um sentimento coletivo ligado a essa idéia. </p>
<p>Recebemos tanta informação, sofremos tantas pressões (familiares, profissionais, pessoais, etc.), temos tão pouco tempo&#8230; Como característica dessa época em que vivemos, a anestesia mental é a norma. Ocupar mente e corpo com diversões exime e expia nossa culpa pelo caos social e ecológico, ao mesmo tempo em que dá uma aparência e uma sensação de que tudo vai bem (a não ser quando o seu time perde&#8230;). Hoje, o pão é o circo e o circo é tudo!</p>
<p>Enfim, nossa necessidade por entretenimento atinge também nossa vida religiosa. O show toma o lugar do culto. A performance substitui a devoção diária e pessoal. O D-s virtual sobrepuja o D-s real.</p>
<p>Analise-se e lembre-se: “Nem só de pão (e circo) viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor” (Mt 4:4; Dt 8:3).</p>
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