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	<title>éoqhá &#187; Reflexões</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>cântico dos cânticos &#8211; busca e encontro</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 13:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto pessoas no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1218" title="love" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/03/love.jpg" alt="love" width="590" height="264" /></p>
<p>poesia bíblica é fascinante. um universo de possibilidades e níveis de profundidade diferentes. o livro que empresta título ao &#8216;post&#8217; é um exemplo perfeito. tantas leituras quanto pessoas no mundo. de &#8216;alegorismos&#8217; a &#8216;literalismos&#8217;, todos palpitam. o rabbi akiva dizia que todos os livros do tanach (chamado de antigo testamento pelos cristãos) são santos, mas que shir hashirim (heb) é o santo dos santos.</p>
<p>os próximos tópicos meus serão no sentido de tratar algumas nuances da poesia e do tema deste livro de poesia hebraica bíblica. sem entrar no mérito da autoria (alguns colocam Salomão, outros refutam), a voz principal é feminina. é a ela que conduz a his(es)tória. as ações masculinas são apenas respostas a busca empreendida pela mulher &#8220;queimada de sol&#8221;. ela sabe o que quer e busca até achar. com certeza, um belo referencial até hoje.</p>
<h3>Busca e Encontro</h3>
<p>cântico dos cânticos é construído em cima de uma tensão constante: a busca pelo ser amado. desde o início até o fim, a mulher parte em uma jornada de encontros e desencontros (sei que já existe um filme com esse nome). os encontros são marcados por forte linguajar erótico, enquanto os desencontros evidenciam angústia, sempre por parte do personagem feminino. somente no fim o personagem masculino parece evocar e exigir a presença da amada.<span id="more-1217"></span></p>
<p>para o poeta de shir hashirim, o amor é uma eterna busca.</p>
<p>dentre as muitas conclusões/reflexões possíveis, uma é que o amor não se acomoda e ao passo em que prevê liberdade de ir e vir, demonstra o desejo incessante de proximidade física. amar é buscar estar junto ainda quando distante.</p>
<p>aproveitando o dia, o espírito do sábado é basicamente o mesmo: buscar proximidade de D-S, mesmo estando muito distante dELE!</p>
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		<title>Quem é você?</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/quem-e-voce/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 17:09:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Tonasso]]></category>
		<category><![CDATA[oração]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;e disse: nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do SENHOR&#8221;  (jó 1:21). esta frase saiu dos lábios de um homem que sabia o que era perder. as pessoas perdem coisas. perdem o tempo todo. choram, frustram-se, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-627" title="Quem é você?" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/quem.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>&#8220;e disse: nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do SENHOR&#8221;  (jó 1:21).</p>
<p>esta frase saiu dos lábios de um homem que sabia o que era perder. as pessoas perdem coisas. perdem o tempo todo. choram, frustram-se, entregam-se. é só olhar para sua vida.. quanto já perdeu? um relacionamento quebrado, um carro batido, outro roubado, uma oportunidade, um emprego, um 1º lugar de qualquer coisa, uma blusinha preferida que o ferro carimbou, a saúde, alguém que amava muito. eis o desafio humano: aprender a conviver com perdas, administrar frustrações, superar.</p>
<p>tempos atrás, em são paulo, algum mala roubou minha mala do porta-malas do carro de uma amiga. <span id="more-626"></span>o mala levou tudo: o presente da amiga, meu perfume novo, meu tênis velho e preferido, minhas roupas velhas e preferidas, minha bíblia toda sublinhada, velha e preferida. levou coisas que eu gostava muito. coisas simples mas de valor inestimável para mim. lembro que fiquei mal. reflexivo. perguntava para Deus: “por quê? justo eu?” eu que estava assistindo um culto tranqüilo. dividi a dor com amigos no momento (eles também foram roubados), e logo começamos a rir da situação e da saudade que sentiríamos de nossas coisas velhas e preferidas.</p>
<p>o fato é que nem sempre as perdas são simples e nem sempre voltamos a sorrir em poucos minutos. algumas perdas podem levar meses, anos ou uma vida para serem superadas. sempre escutei a história de jó associada com a soberania, os propósitos e os ensinos de Deus em meio ao sofrimento humano. mas para mim, a história de jó fala de esperança, mudança completa de perspectiva; jó me ensina a adorar. ele sim perdeu tudo que tinha. jó era pai, rico, saudável. tinha a aprovação dos amigos, da esposa. mas seus filhos morreram todos, seu patrimônio desapareceu em um dia, adoeceu terrivelmente, perdeu a aprovação dos amigos, a cumplicidade da esposa. perdeu aparentemente tudo.</p>
<p>não entendo de onde e como tirar forças para bendizer o nome de Deus em meio a tanta desgraça, mas jó conseguiu. ele tinha um segredo: conhecia o Deus da sua adoração. sabia quem ele era e quem era Deus. isso mudava toda a perspectiva de seu sofrimento. ele sabia quem era o doador da vida e de tudo o que ela oferece.</p>
<p>mesmo sem saber da reunião do céu, jó sabia que Alguém infinitamente maior e mais poderoso estava ali sustentando seus dias. jó aprendeu conversando com Deus. aprendeu do próprio Deus. jó adorou.</p>
<p>e você? sabe perder? quanto tempo passa lamentando as perdas que a vida traz? não existe vida sem perda, nem superação plena sem a ação de Deus. se está passando por algo difícil, é tempo de dialogar com Deus. não estou dizendo que não deva sofrer. estou dizendo que é em meio ao sofrimento que se aprende a verdadeira adoração e se  encontra uma real esperança. é tempo de aprender quem é Deus e quem é você. tempo de falar menos de perdas e abrir mais a boca para bendizer o nome do Senhor. se jó conseguiu, quem é você?</p>
<p>&#8220;quanto a mim, eu buscaria a Deus e a ele entregaria a minha causa&#8221; (jó 5:8)</p>
<p>Foto por <a href="http://www.flickr.com/photos/joshuacraig/" target="_blank">Joshua Hoffman</a></p>
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		<title>parábola do jornal</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 15:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[o barulho do jornal invadindo a varanda já o põe em pé. os olhos pequenos ligeiramente se abrem, a camisa xadrez entra em cena mais uma vez.. outro dia começa, embalado pelas novas notícias. são colunas, fotos, mapas, cifras, piadas, perguntas, ofertas, pesquisas, mentiras.. mas a todas ele dedica atenção, como se cada frase abrigasse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-616" title="Jornal" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/jornal.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p style="text-align: left;">o barulho do jornal invadindo a varanda já o põe em pé. os olhos pequenos ligeiramente se abrem, a camisa xadrez entra em cena mais uma vez.. outro dia começa, embalado pelas novas notícias. são colunas, fotos, mapas, cifras, piadas, perguntas, ofertas, pesquisas, mentiras.. mas a todas ele dedica atenção, como se cada frase abrigasse a última notícia da história.<span id="more-615"></span></p>
<p>a esposa já cansou de ouvir sobre o petróleo. o genro já sabe tudo sobre o obama. o barbeiro já formou opinião sobre a questão da geórgia. o cãozinho que acabou de chegar na casa já atende pela alcunha &#8220;dunga&#8221;. e assim nosso protagonista vai espalhando as novidades.. observando os detalhes, anotando as dúvidas.. já se pegou até conversando com a própria sombra sobre a coluna de economia.. mas foi bom. num gesto com a cabeça ela mostrou concordar.</p>
<p>seu nome? pode ser josé. seu sonho? aparecer no jornal de amanhã. como? ainda não sabe, mas prometeu pesquisar.. em seus jornais antigos &#8211; relíquias que guarda como a alma. seus olhos brilham, falta-lhe a fala, mas no peito bate silente outra vontade, talvez desconhecida dele próprio: queria ter outras notícias &#8211; o retorno do irmão que se foi, a melhora de saúde do velho pai, a promessa cumprida, a saudade doída que inda pode sarar..<br />
..<br />
mesmo sem saber, deseja mais abraços que jornais, mais carinho que vantagens &#8211; mais esperança, menos notícia. cuidado com os jornais.</p>
<p>quem lê entenda.</p>
<p>Foto da <a title="Link to Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian's photostream" href="http://flickr.com/photos/biblarte/">Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian</a></p>
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		<title>Morte</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[É a partir da experiência com a morte que o ser humano passa a buscar respostas para as famosas perguntas existenciais: quem sou, da onde venho, pra onde vou. Curiosamente, ninguém ‘vive’ a própria morte. Experimentamos a nossa morte na morte do outro. Isso é chamado de “outridade” (definição de Octavio Paz). No mínimo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-606" title="morte" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/morte.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>É a partir da experiência com a morte que o ser humano passa a buscar respostas para as famosas perguntas existenciais: quem sou, da onde venho, pra onde vou. Curiosamente, ninguém ‘vive’ a própria morte. Experimentamos a nossa morte na morte do outro. Isso é chamado de “outridade” (definição de Octavio Paz). No mínimo é irônico. Filosoficamente falando, sua existência é definida pelo seu relacionamento com o outro.<span id="more-605"></span></p>
<p>Em Eclesiastes, livro sapiencial da Bíblia, o autor enfatiza, principalmente nos primeiros seis capítulos, que em face da morte tudo é ‘vapor’, tudo é efêmero, tudo é vão. Ser bom ou mau, fazer o bem ou o mal, no fundo, tanto faz. O fim, a morte, é igual a todos. O eco desse pensamento está exatamente mencionado no trecho poético acima: “a morte é uma certeza invencível” (Ferreira Gullar).</p>
<p>Então por quê vivemos? Porque temos esperança em alguma coisa. Sartre dizia que o existencialismo parte do pressuposto de que fomos abandonados a própria sorte e cita Ponge (outro filósofo francês contemporâneo de Sartre) dizendo: “o homem é o futuro do homem”. De certa forma estamos alienados em relação ao futuro. Uma das maiores influências do existencialismo é essa noção de que como fomos abandonados, o futuro não importa e nem o passado. O presente é que deve construir o que somos. Assim se criou uma geração de desesperança e de hedonismo (Dostoyevsky escreveu: “Se Deus não existe, tudo é permitido”).</p>
<p>Não posso provar que D-s existe e nem consigo explicar a esperança que tenho de que Ele irá recriar esta Terra (Apocalipse 21:1-4; Isaías 65:17), mas se a você tem faltado esperança e sobrado desespero, te encorajo a buscar além de você mesmo a resposta, te encorajo a conhecer a D-s e se relacionar com Ele. Paulo disse: “nada pode nos separar do amor de D-s, nem a morte, nem a vida (&#8230;)” (<a href="http://eoqha.net/tag/romanos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Romanos">Romanos</a> 8:38-39).</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/people/meredithfarmer/" target="_blank">Meredith Farmer</a></p>
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		<title>escravos</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[Escravos]]></category>
		<category><![CDATA[livre]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;mas se o escravo declarar: &#8216;eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos, e não quero sair livre&#8217;, o seu senhor o levará perante os juízes. terá que levá-lo à porta e furar a sua orelha. assim, ele será seu escravo por toda a vida&#8221; (exôdo 21:5-6). &#8220;quem nunca se sentiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-611" title="escravos2" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/escravos2.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>&#8220;mas se o escravo declarar: &#8216;eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos, e não quero sair livre&#8217;, o seu senhor o levará perante os juízes. terá que levá-lo à porta e furar a sua orelha. assim, ele será seu escravo por toda a vida&#8221; (exôdo 21:5-6).</p>
<p>&#8220;quem nunca se sentiu preso?&#8221; foi exatamente o que pensei, depois de ouvir os gritos e o barulho da porta se fechando logo atrás de seus passos apressados. aonde ia? <span id="more-600"></span>não sei. talvez nem ele soubesse&#8230; uma única coisa estava clara entre suas idéias meio rebeldes: queria ser livre.</p>
<p>os caminhos que escolhemos na vida sempre nos conduzem a algum tipo de prisão. e não é difícil perceber. são lugares, carreiras, relacionamentos, hábitos, que nos prendem, norteiam e limitam os passos seguintes. alguns dão a isso o nome de frustração. e, de fato, amadurecer é aprender a administrar frustrações, tendo em vista um bem mais proveitoso.</p>
<p>a verdade é que todos somos <a href="http://eoqha.net/tag/escravos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Escravos">escravos</a>, mas com o direito de escolher o senhor.</p>
<p>quem nunca se sentiu preso pelas regras de casa, pelos caprichos do chefe? por uma promessa, um semáforo, uma fila, um prazo, um casamento, um filho? quem nunca se sentiu um escravo? neste ponto, no entanto, você precisa responder a uma pergunta: quem é o seu senhor?</p>
<p>há pessoas que escolhem uma pessoa para amar a vida inteira, e dela se tornam escravas. outras preferem não ter e não pertencer a ninguém, escondendo-se sob uma escravidão diferente &#8211; relações vazias e descartáveis, doenças incuráveis. são de todos e, ao mesmo tempo, escravas da solidão.</p>
<p>há os que aceitam viver regidos por regras, limites, princípios. preferem não ir, não experimentar, não sentir, não tocar, nem ousar, às vezes. são <a href="http://eoqha.net/tag/escravos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Escravos">escravos</a>, é verdade. mas há outros que violam as leis. vão, sentem, tocam, bebem, cheiram, ousam. são insaciáveis, e <a href="http://eoqha.net/tag/escravos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Escravos">escravos</a> também &#8211; do <a href="http://eoqha.net/tag/vicio/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Vício">vício</a>, do remorso, da sensualidade, do trauma e da história que escreveram.</p>
<p>somos livres tão somente para escolher de quem seremos <a href="http://eoqha.net/tag/escravos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Escravos">escravos</a>.</p>
<p>quem é o seu senhor? é fácil descobrir: cheque sua agenda. releia seus e-mails. olhe-se no espelho. abra a geladeira. pergunte ao vizinho. revise seu extrato bancário. descubra quem são seus amigos. olhe bem nos olhos de quem está do seu lado (tem alguém?). ore. e releia este texto.<br />
.<br />
&#8220;o homem é escravo daquilo que o domina&#8221; (2 pedro 2:19).</p>
<p>Foto da <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank">Biblioteca do Congresso</a><a href="http://flickr.com/people/la-ultima-en-saber/" target="_blank"></a></p>
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		<title>Nossa &#8220;José&#8221; Moderna</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/nossa-jose-moderna/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 16:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[José]]></category>

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		<description><![CDATA[A música imponente preencheu cada canto da grande igreja e impulsionou todos os convidados a se levantar e olhar para o fundo do longo corredor central. Respirando fundo, ela lutava para que as lágrimas não lhe escorressem pelo rosto coberto por um véu branco. Ao olhar para o corredor que a levaria ao encontro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-593" title="Nosso José Moderno" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/nosso_jose.jpg" alt="" width="590" height="246" /></p>
<p style="text-align: left;">A música imponente preencheu cada canto da grande igreja e impulsionou todos os convidados a se levantar e olhar para o fundo do longo corredor central. Respirando fundo, ela lutava para que as lágrimas não lhe escorressem pelo rosto coberto por um véu branco. Ao olhar para o corredor que a levaria ao encontro do futuro esposo, quase não podia crer. <span id="more-592"></span>Quem era ela para merecer aquilo? Que fez para receber tamanha bênção? Poucos sabiam de onde viera e quão dolorosa fora a trajetória. Só ela compreendia que o fato de estar viva era resultado de uma promessa que havia feito há muitos anos: ser fiel a Deus em qualquer situação. Fez essa promessa quando completou 12 anos e foi obrigada pela mãe a trabalhar como empregada doméstica na casa de uma mulher que a agredia fisicamente.</p>
<p>Só conseguiu sair daquele local de &#8220;trabalho&#8221; abusivo muitos anos depois. Decidiu que queria se afastar de tudo e todos os que lhe causaram dor. Mudou de cidade e de estado.  Pouco tempo depois, arranjou emprego na casa de uma família cristã. Ali, aprendeu um pouco mais sobre o Deus que tinha sido seu único refúgio nos momentos difíceis da vida. Ali, encontrou esperança e alento para a alma.</p>
<p>Um dia, abriu a Bíblia no livro de Gênesis e deparou-se com uma história que fez seu coração tremer. Era a história de José. Um jovem que, como acontecera com ela, fora injustiçado, mas decidiu manter-se fiel a Deus. Um jovem que teve todos os motivos do mundo para desprezar suas crenças. Um jovem cuja vida foi miraculasamente transformada. Não da maneira que ele imaginou ou sonhou. Os planos de Deus para a vida de José foram muito além de suas expectativas&#8230; Ao fechar a Bíblia naquele dia, ela renovou seus votos de fidelidade a &#8220;El Shadai&#8221;, o Deus de José. Uma forte convicção começou a preencher seu coração quebrantado. Agora sabia que o Deus que a acompanhou nos momentos de terror a conduziria à vitória.</p>
<p>Decidiu que queria fazer uma faculdade. Sabia que o grau de escolaridade e os recursos financeiros faziam com que esse sonho fosse inviável. Lutou contra as fraquezas e desenvolveu paciência e perseverança. Estudou por muitos anos até que, depois de várias tentativas, conseguiu ingressar numa faculdade. Tornou-se a melhor aluna da turma. Graduou-se e arrumou um emprego. Logo foi nomeada chefe de seu departamento.</p>
<p>Teve namorados, mas parecia que todos tinham somente um objetivo e não era levá-la ao altar. Quando detectava quais eram as intenções, respirava fundo e punha fim à relação. Não podia ser infiel. Tinha feito uma promessa ao Deus de José. Morria de medo de ficar só. Sonhava em ter uma família feliz. Esse sonho parecia escorregar por entre os dedos vez após vez. Chegou a crer que a vontade do Senhor para sua vida era que ficasse só. Submeteu-se. Confiava no Único companheiro fiel que teve.</p>
<p>Agora, segurava as mãos fortes de seu noivo.  &#8220;Os planos de Deus são maravilhosamente incompreensíveis&#8221; &#8211; pensou. O contagiante sorriso que lhe iluminava o rosto foi revelado quando seu noivo levantou o véu que lhe cobria a face. &#8220;El Shadai&#8221; a tinha honrado, assim como fez com José. Em poucos segundos, o filme de sua vida foi projetado em sua mente. Ela se lembrou das vezes que foi tentada a desistir.  Sabia que tinha motivos suficientes para justificar as más escolhas que fizesse.  Lembrou-se da forte tentação que sofreu para tentar resolver as coisas do seu jeito. Fechando os olhos, nossa  &#8220;José&#8221; moderna agradeceu, pela milésima vez, a seu Deus. Ele a havia ensinado, por meio de duras circustâncias, que as pequenas escolhas que fazemos no decorrer da vida, traçam, pouco a pouco, nosso destino final.</p>
<p>Deus foi fiel. Ela foi fiel. Agora estava pronta a assumir um compromisso de ser fiel a seu marido por toda a vida. Havia aprendido essa lição enquanto seu Protetor a conduzia pelo &#8220;vale da sombra da morte&#8221; e &#8220;por pastos verdejantes&#8221;.</p>
<p>Foto por <a title="Link to jtloweryphotography's photostream" href="http://flickr.com/photos/justintosh/"><strong>jtloweryphotography</strong></a></p>
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		<title>Informação x Conhecimento</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/informacaoxconhecimento/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 19:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Costa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os dias, somos bombardeados, incessantemente, por vários tipos de  informações.  Abra seu e-mail, ligue a televisão, leia o jornal, assista a uma aula, ouça música, vá à igreja, converse com seus amigos&#8230;. o fluxo de informações é praticamente infindável. Várias delas são relevantes e verdadeiras, mas a grande maioria é tendenciosa, quando não mentirosa.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-541" title="Informação X Conhecimento" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/08/post_destaque.jpg" alt="" width="590" height="240" /></p>
<p>Todos os dias, somos bombardeados, incessantemente, por vários tipos de  informações.  Abra seu e-mail, ligue a televisão, leia o jornal, assista a uma aula, ouça música, vá à igreja, converse com seus amigos&#8230;. o fluxo de informações é praticamente infindável. Várias delas são relevantes e verdadeiras, mas a grande maioria é tendenciosa, quando não mentirosa.  O difícil é conseguir separar tempo para digerir tudo aquilo que é jogado sobre nós. Geralmente, decidimos em meros segundos, se as informações recebidas são dignas de atenção.<span id="more-540"></span></p>
<p>A liberdade de expressão foi  conquistada a duras penas por idealistas que ousaram acreditar que todo ser humano tem o direito de falar o que pensa , viver como quer e acreditar naquilo que deseja,  desde que não viole nenhuma lei. Devemos ser agradecidos a esses idealistas que, muitas vezes com sangue, nos deram o direito de ser &#8220;livres&#8221;.  Na teoria, é tudo muito lindo. Os resultados, entretanto, muitas vezes, nem sempre são assim tão bonitos. A liberdade de expressão pode ser perigosa, quando não vem acompanhada de responsabilidade. Quantas vezes lemos, ouvimos e vemos barbaridades que invadem nossa casa, nosso ambiente de trabalho, nosso carro  ou qualquer outro lugar sem pedir autorização? Isso acontece porque, em algum momento,  alguém decidiu que aquela informação era relevante. Isso acontece porque o desejo de aumentar a tiragem de uma publicação, conseguir pontos no IBOPE ou promoção pessoal é colocado antes da ética e do respeito por outras pessoas.</p>
<p>Outro perigo trazido pelo infindável fluxo de informações que nos rodeia é que, agora, as pessoas pensam que são conhecedoras de tudo. Quando, na verdade, conhecem um pouco de cada coisa e praticamente nada em profundidade. Faço essa afirmação, caro leitor, porque acredito que informação não é conhecimento. A ciência surgiu exatamente da necessidade de se fazer essa diferenciação.  A informação é qualquer comunicação ou transmissão de notícia. O conhecimento é algo que está embutido dentro de nós e que, segundo o psicólogo socio-interacionista Vygotsky,  é construído a partir de relações sociais. O teórico Piaget sustenta que aprendemos, ou adquirimos novos conhecimentos, a partir de conhecimentos prévios adquiridos durante toda a vida.</p>
<p>Vou citar um exemplo muito prático.  Uma experiência simples, mas que marcou minha vida:</p>
<blockquote><p>Antes de completar 18 anos, decidi que queria aprender a dirigir. Acreditava que tinha todas as informações do mundo sobre o assunto. Sabia que devia manejar o  volante do carro movendo-o na direção em que queria conduzir o veiculo. Tinha informações sobre as funções da embreagem, freio, ascelerador e diferentes marchas de câmbio. Essas informações, que foram adquiridas ao longo de anos de observação, logo se mostraram insuficientes.</p>
<p>Em uma tarde ensolarada de sábado, decidi que iria aproveitar que meus pais estavam viajando, para dirigir o carro da família pelas ruas de Nova Friburgo, RJ.  Inicialmente, tudo correu bem. As informações que eu tinha eram suficientes para manejar o carro pelas ruas de paralelepipedo de um bairro residencial da cidade. Até que algo terrivel aconteceu. Entrei em uma rua que não conhecia e me deparei com uma ladeira muito íngreme. Não tinha como voltar e vários carros estavam enfileirados atrás do meu. Um pouco apreensiva, decidi que iria encarar o desafio &#8211; não tinha outra opção. No meio da ladeira, o carro que eu dirigia morreu e logo começaram a buzinar atrás de mim.  Comecei a me desesperar,  quando percebi que toda a informação que tinha sobre o assunto de nada valia naquela hora. Tremia tanto, que não conseguia fazer o carro ir para a frente. Ao invés disso, parecia que o veículo tinha adquirido vida própria, pois insistia em descer na direção dos motoristas enraivecidos.</p>
<p>Naquele momento, constatei a enorme diferença entre informação e conhecimento. Tudo o que havia lido, visto e ouvido sobre o assunto não foi suficiente. Eu não tinha experimentado por mim mesma o que significava ser uma motorista. A experiência  que adquiri nos anos seguintes me deram o conhecimento verdadeiro. Hoje, dirigir é tão natural como respirar. Sou conhecedora do assunto.</p></blockquote>
<p>Essa experiência me ajudou a entender algo muito mais profundo.  Por muitos anos, recebi informações sobre Jesus.  Ouvi histórias sobre quem Ele foi e o que fez. Até ouvi falar de Seus planos para o futuro. Achava que toda essa informação me habilitava a dizer que O conhecia. O tempo passou e percebi que estava enganada. Descobri que somente quando tivesse uma experiência pessoal com Ele teria a oportunidade de conhecer, não quem Ele era para os outros,  mas quem Ele é para mim.  Decidi que queria investir na aquisição desse conhecimento. Foi o melhor investimento que fiz. Hoje, posso dizer que O conheço. Ele faz parte de minha história. É Ele quem planeja meu futuro. Ele é a razão de minha vida. Agora, estou convencida de que não importa a quantidade de informações que recebo&#8230; eu sei o que vale a pena conhecer. Conhecer Jesus, &#8220;realmente,&#8221; é tudo!</p>
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		<title>Ignorância</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 19:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[filosifa]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Paul Satre]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Jean Paul Sartre dizia que “a ignorância é a raiz de todo o preconceito”. Escreveu isso em relação ao absurdo anti-semitismo que havia exterminado mais de seis milhões de judeus na Europa. A ignorância a que Sartre se referia, nasce dessa síndrome dos pronomes possessivos de primeira pessoa (me, mim comigo). Não é a toa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jean Paul Sartre dizia que “a <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Ignorância" rel="tag" href="../../tag/ignorancia/">ignorância</a> é a raiz de todo o <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Preconceito" rel="tag" href="../../tag/preconceito/">preconceito</a>”. Escreveu isso em relação ao absurdo anti-semitismo que havia exterminado mais de seis milhões de judeus na Europa. A <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Ignorância" rel="tag" href="../../tag/ignorancia/">ignorância</a> a que Sartre se referia, nasce dessa síndrome dos pronomes possessivos de primeira pessoa (me, mim comigo). Não é a toa que em lugar de ampliar relações e promover interação entre povos, pessoas e idéias, a democratização das notícias e do conhecimento (via internet, T.V., etc.), trouxe aumento da intolerância e do fanatismo.</p>
<p>Conhecer é eliminar preconceitos. Conhecer envolve tempo. Tempo envolve compromisso (separar tempo, pelo menos). Só há compromisso com algo que me interessa e desperta curiosidade. Embora informação esteja exposta em variados tipos de mídia, a única que desperta interesse é aquela que se refere a mim.</p>
<p>Individualismo. É ele que nos impede de enxergar o outro, o diferente além de nós, o divergente, o oposto. A era da informação é também a era do individual. Parecemos crianças pequenas (2-5 anos), na famosa fase “é meu”. O que torna algo relevante é a sua relação comigo, minha vida, meus valores, minhas idéias, etc. O primeiro e único compromisso é comigo. O centro de tudo “sou eu” e o que está fora disso não interessa.<br />
Agimos assim com D-s. Construímos nossa religião e nosso relacionamento com Ele com base em nós mesmos e por isso nossa religião se torna um amontoado de preconceitos e de <a class="st_tag internal_tag" title="Posts tagged with Ignorância" rel="tag" href="../../tag/ignorancia/">ignorância</a>.</p>
<p>Conheça a D-s a partir da perspectiva dEle. Relacione-e com Ele a partir das opiniões e idéias dEle. Deixe de ser um ignorante e preconceituoso religioso ou não. Conheça o Criador a partir da Sua revelação – a Bíblia. Não leia com moderação…</p>
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		<title>Deus no Campo de Concetração</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 17:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Costa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[Deus existe?]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Seus olhos amendoados mostravam dúvida e perturbação.  Colocando os cotovelos sob a mesa do charmoso restaurante localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, confessou entre um suspiro e outro: - Quando visitei Auschwitz, algo se quebrou dentro de mim. Olhando para as rugas de preocupação estampadas em sua testa, era possível notar que falava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seus olhos amendoados mostravam dúvida e perturbação.  Colocando os cotovelos sob a mesa do charmoso restaurante localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, confessou entre um suspiro e outro:</p>
<p>- Quando visitei Auschwitz, algo se quebrou dentro de mim.<span id="more-527"></span></p>
<p>Olhando para as rugas de preocupação estampadas em sua testa, era possível notar que falava a verdade.  Naquele momento raro, a  angústia transpunha sua personalidade perfeccionista ao permitir que emoções profundas,  que sempre estavam submersas propositadamente, começassem a vir à tona. Quem a conhece não tem dúvida de que é privilegiada: inteligente, bonita, educada, elegante, viajada, dedicada,  bem vestida, bem sucedida, muito amada&#8230; Nasceu em um lar cristão, freqüentou ótimas escolas cristãs, criou o hábito de gastar tempo em comunhão com Deus todas as manhãs.</p>
<p>- Eu nunca devia ter visitado aquele lugar &#8211; sussurou &#8211; eu lí as cartas&#8230; elas perguntavam: &#8220;onde está Deus?&#8221;</p>
<p>Aquela pergunta elementar que, vamos admitir, já cruzou nossa mente pelo menos uma vez , ou inúmeras vezes, foi o meu bilhete para uma viagem no tempo.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>Vi-me sentada em uma pizzaria localizada em uma esquina movimentada da cidade de Fort Worth, no Texas. Na minha frente, estava meu melhor amigo da época de faculdade: um jovem que tinha um discurso tão eloqüente, que era capaz de hipnotizar um auditório cheio de gente com suas idéias inovadoras. Meu amigo era estudante de teologia . Naquele sábado à noite, havia me convidado para jantar fora. Disse que tinha algo importante para me contar. Mais tarde, desejei que ele nunca houvesse dito aquelas palavras que proferiu friamente, enquanto esperávamos pela pizza:</p>
<p>- Não creio mais em Deus.</p>
<p>Arregalei os olhos. O chão tinha sumido e o ar me faltava. Ele notou meu desepero e se justificou:</p>
<p>- Não consigo entender o sofrimento humano.  Se Deus existe, não quero servir alguém como Ele &#8211; seus olhos negros e vivos brilhavam enquanto argumentava &#8211; pense bem, se Deus é todo poderoso, ele poderia  livrar as pessoas inocentes de tragédias. Como Ele não o faz, prefiro acreditar que não existe.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p>Levantando a cabeça, notei que minha amiga tinha parado de falar e olhava para mim. Estive tão absorvida em minhas memórias, que havia me desligado daquilo que ela dizia. Em essência, sabia muito bem quais eram suas dúvidas. Eram as mesmas dúvidas que martelavam em minha mente,  enquanto mantinha o olhar vazio no teto de meu quarto escuro, naquele sábado à noite, depois que voltei da pizzaria: por que tenho tanto e outros não têm nada? Por que tem gente que nasce em ambientes abusivos, violentos e parecem nunca ter a chance de ter uma vida melhor? Por que existem catástrofes naturais que matam pessoas inocentes? Por que, por que, por quê?</p>
<p>Levantei os olhos e pude ver a escuridão que inundava os pensamentos de minha amiga. Ela não queria questionar, mas as dúvidas eram maiores que sua vontade sincera.  Pensei que poderia começar a argumentar contando a história do nascimento do pecado e do conflito cósmico entre o bem e o mal que manchou o universo perfeito. Lembrei-me, entretanto, de que ela conhecia melhor que ninguém a história da queda de Lúcifer e um terço dos anjos do céu. Aquela queda ocorreu porque um anjo de luz ousou questionar a sabedoria de Deus e acreditou ter respostas melhores às questões que brotavam em sua mente e coração. Pensei em dizer que o causador do sofrimento humano não é Deus, mas Seu inimigo, Satanás. Logo mudei de idéia; achei que seria melhor usar o argumento de que Deus usa o sofrimento para nos aproximar d&#8217;Ele e que, na Sua bondade, permite que, nesse processo, aprendamos a ser mais pacientes e a confiar em Seus designos.</p>
<p>Meu silêncio começou a incomodar. O olhar agustiado de minha amiga transformava-se frustração. Sabia que precisava dizer alguma coisa. Roguei em meu coração, que Deus desse as palavras certas. Nesse momento, olhei para baixo e ví o sanduíche que havia pedido. Dentro dele queijo, salada, mostarda francesa composta por grãos minúsculos.</p>
<p>- A resposta está aqui &#8211; disse num impulso, enquanto colocava um grãozinho daqueles cuidadosamente na ponta de meu dedo polegar.<br />
Ela estava confusa e intrigada. Deve ter achado que eu estava ficando louca.</p>
<p>- Este é um grão de mostarda &#8211; começei a me explicar com um sorriso &#8211; Jesus disse que  nossa fé deveria ser, pelo menos,  deste tamanho.</p>
<p>- Eu sei &#8211; ela respondeu relaxando os ombros &#8211; somente assim poderemos fazer as maravilhas que Ele fez!</p>
<p>- Isso é a conseqüência. Creio que precisamos ter uma fé desse tamanho para acreditar primeiramente que Deus é justo &#8211; respirei fundo. Estava satisfeita.  O Senhor tinha colocado as palavras na minha boca &#8211; jamais conseguiremos entender o porquê do sofrimento, das desigualdades, da dor&#8230; mesmo assim, precisamos acreditar que Deus é justo. Não devemos  achar que temos sabedoria suficiente para julgar as ações de Deus&#8230;</p>
<p>Ela abaixou os olhos que até então estavam arregalados, enquanto eu falava. Pensou um pouco e respondeu:</p>
<p>- É&#8230; a gente esquece que estamos neste mundo só de passagem.  Nossa esperaça deve ser colocada na volta de Jesus e na vida eternal &#8211; um sorriso tímido iluminou seu rosto &#8211; Auschwitz foi uma passagem para 6 milhões de judeus como o deserto para João Batista;  Roma foi uma passagem para Paulo como o Coliseo para cristãos que foram fiéis até a morte; as favelas são uma passagem para milhões de pessoas sinceras como as mansões para poucos milionários&#8230;</p>
<p>Agora seus olhos estavam marejados. Minha amiga respirou fundo e completou, mantendo um tom reflexivo em sua voz:</p>
<p>- Deus estava no campo de concentração&#8230; Deus é justo&#8230; Isso é fé!</p>
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		<title>A Pedra</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 17:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[não tenho muitos amigos. mas quando falo de &#8220;amigo&#8221; não me refiro a pessoas com quem você tem um convívio pacífico e até agradável, e nada mais. não estou falando do pessoal da escola ou do trabalho, nem de vizinhos, nem da galera@hotmail.. falo de pessoas que escreveram sua história junto com você, que conhecem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>não tenho muitos amigos. mas quando falo de &#8220;amigo&#8221; não me refiro a pessoas com quem você tem um convívio pacífico e até agradável, e nada mais. não estou falando do pessoal da escola ou do trabalho, nem de vizinhos, nem da galera@hotmail.. falo de pessoas que escreveram sua história junto com você, que conhecem sua casa, seu cachorro, seus apelidos do tempo de escola; que estavam do seu lado quando você decidiu ir à praia dar uma volta no carro novo, e também quando o pneu de sua bicicleta velha furou, debaixo daquele pé d´água. falo de pessoas que apareceram de repente em sua vida, mesmo que você nem lembre como, e nunca mais saíram; pessoas a quem você pode dirigir sem receio as palavras mais bonitas do mundo: &#8220;amo você&#8221;; pessoas de quem você recebeu os maiores presentes de sua vida.. lembro de um destes presentes.</p>
<p>alguns anos atrás, um amigo fez uma viagem e na volta me trouxe um presente. não me lembro bem o que esperava ganhar. talvez um ipod.. não, naquela época não existia isso; um perfume, quem sabe; um boné, uma camiseta, um chaveiro, uma caneta, um broche.. esperava muitas coisas, mas nada que se aproximasse do que de fato ganhei. fiquei muito surpreso (para não dizer desapontado) quando ele abriu uma das mãos e me entregou uma pedra. uma pedra? de que me serviria uma pedra? carlos drummond de andrade certamente não apreciaria o presente.. se pelo menos viesse acompanhado de um estilingue, eu entenderia o estranho regalo, mas não.. era somente uma pedra. até que era bonitinha, bem polida, mas era uma pedra &#8211; só uma pedra. tudo ganhou sentido com as palavras que recebi junto com aquele pedaço de chão: &#8220;quero que você guarde essa pedra como um símbolo da nossa amizade&#8221;. guardo aquela pedra até hoje, e com um carinho todo especial. para você ela pode ser só uma pedra, mas para mim é mais que isso. é um lembrete, um sinal do relacionamento que existe entre mim e um amigo especial.</p>
<p>um dia, no passado, Deus abriu suas mãos e ofereceu aos homens um presente meio estranho, mas acompanhado de palavras especiais: &#8220;santifiquem os meus sábados, para que eles sejam um sinal entre nós&#8221; (ezequiel 20:20). fico impressionado com a sabedoria de Deus ao escolher o sábado como um sinal entre ele e seus amigos. ele poderia ter escolhido um lugar sagrado para simbolizar o relacionamento entre os homens e o céu, mas não. se fosse assim, alguns, de lugares distantes, logo se levantariam contestando a escolha, com a acusação de que Deus é Deus somente de judeus, gregos, ou qualquer que fosse o povo privilegiado. ele poderia ter escolhido algum objeto raro, de alto valor, mas não. os pobres se sentiriam excluídos da aliança. poderia ter escolhido um momento da história, mas também não. os que viessem ao mundo antes ou depois destes poucos anos, estariam de fora do relacionamento. isto não seria justo. não faz o estilo de Deus.</p>
<p>em sua sabedoria e amor infinitos, Deus escolheu um espaço no tempo, um dia entre os sete (e alguém aí poderia me explicar de onde surgiu a idéia de organizar os dias em grupos de sete?) para ser palco da celebração da amizade que quer ter conosco. o sábado alcança a todos, independente de posição geográfica, nacionalidade, cor de pele, projeção social.. o sábado é um presente oferecido por um Deus que deseja ser o amigo principal de cada ser humano. para muitos, o sábado é só mais uma pedrinha, mais um dia entre os sete. mas para mim, o sábado é um lembrete, um símbolo do relacionamento de fidelidade que existe entre mim e Deus. guardar o sábado, mesmo contra a lógica, é um ato de dependência e gratidão, que faz a terra tremer. é um grito que revela de que lado estou, a quem pertenço e quem eu sou.</p>
<p>quando você dirige os olhos para o céu à procura de Deus, o que você vê? um rei? um juiz? um conhecido? um amigo da sua família? ou um amigo pessoal? não sei quem é Deus para você, mas posso dizer sem medo de errar o que ele quer ser: amigo &#8211; o primeiro de sua lista de convidados, de sua agenda, seu primeiro contato, seu principal conselheiro; seu amigo mais velho e mais novo..</p>
<p>de minha janela, daqui a poucas horas, verei o sol se esconder mais uma vez, dando início a mais um sábado.</p>
<p>onde quer que você esteja, guarde esse presente com você.<br />
.</p>
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		<title>Etiqueta na testa</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 23:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Costa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[etiqueta]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso mundo é tão ilusório que as pessoas acabaram por acreditar que são mesmo muito diferentes, com isso constroem verdadeiras muralhas entre si. Essas muralhas parecem ser praticamente intransponíveis. Os contrastes são gritantes: ricos X pobres, feios X bonitos, inteligentes X burros, deprimidos X felizes, gordos X magros, casados X solteiros, cultos X ignorantes, tímidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso mundo é tão ilusório que as pessoas acabaram por acreditar que são mesmo muito diferentes, com isso constroem verdadeiras muralhas entre si. Essas muralhas parecem ser praticamente intransponíveis. Os contrastes são gritantes: ricos X pobres<span id="more-525"></span>, feios X bonitos, inteligentes X burros, deprimidos X felizes, gordos X magros, casados X solteiros, cultos X ignorantes, tímidos X extrovertidos, homossexuais X heterossexuais, negros X brancos, bregas X chiques, cristãos X mulçumanos, patrões X empregados, doentes X saudáveis&#8230; A lista é infindável.</p>
<p>Tudo é motivo para dividir. É como se cada pessoa tivesse uma etiqueta presa na testa. Etiqueta que as pessoas que cruzam seu caminho acreditam ter o direito de preencher como bem entendem. Etiqueta que classifica. Etiqueta que inclui, exclui e julga. Os autores nada conhecem da essência do etiquetado e este, por sua vez, tenta viver para manter o status alcançado ou luta a vida toda para arrancar palavras indesejadas estampadas em sua testa.</p>
<p>Se pararmos para pensar, descobriremos que a vida é muito mais simples do que parece. Somos tão diferentes e, ao mesmo tempo, incrivelmente tão iguais. Todas as manhãs abrimos os olhos e despertamos para um novo dia.  Por mais vontade que tenhamos de esticar o sono, sabemos que precisamos levantar. A vida nos espera. Temos algo que fazer. Algo que faz parte de nossa realidade. Seja administrar um patrimônio multimilionário ou arranjar nem que seja uma migalha de pão para enganar a fome.  A vida exige ação.</p>
<p>Não quero ser ingênua a ponto de dizer que as diferenças que dividem as pessoas são ilusórias. Vivi o suficiente para entender a complexidade dessas relações. Entretanto, acredito que existe uma maneira mais justa de classificar as pessoas. Esta classificação não pode ser determinada facilmente. Tem muita gente que consegue enganar, dissuadir ou simplesmente esconder.  Fazem com que outros acreditem que pertencem à lacuna A quando na verdade pertencem à B. Estou falando de motivação. Acredito que não existe nada que nos separe e, simultaneamente, consiga transpor as muralhas que construímos. Este é o poder intrínseco da motivação.</p>
<p>Existem várias motivações que nos fazem levantar da cama de manhã: sobrevivência, ambição, inveja, orgulho, compaixão, vingança, sonhos, desejos&#8230; Nossa principal motivação pode ser alocada em uma das seguintes categorias: egoísmo ou amor.</p>
<p>Essas duas categorias têm o poder de abraçar a todas as pessoas. Podemos encontrar no mesmo grupo aqueles que, de outra maneira, jamais seriam vistos como semelhantes pela maioria das pessoas.  Quer ver um exemplo?  O povo brasileiro reclama da corrupção praticada por vários políticos em nosso país. Muitos etiquetam tais pessoas como ricas e poderosas. Essa suposição é respaldada por uma pesquisa realizada pelo IBOPE em janeiro de 2006, cujo título é &#8220;Corrupção na Política: Eleitor Vítima ou Cúmplice?&#8221; em que os resultados revelam: 82% dos entrevistados acreditam que os políticos são desonestos e 87% alegaram que eles agem pensando somente em seu próprio benefício.  Entretanto, o estudo, ironicamente, também retrata que 75% dos eleitores assumiram que cometeriam pelo menos um dos 13 atos de corrupção e desonestidade avaliados na pesquisa, caso tivessem a oportunidade. Grande parte dos eleitores, provavelmente, não podem ser etiquetados como ricos e poderosos mas sua motivação os iguala às mesmas pessoas que criticam com tanta voracidade.</p>
<p>A história tem mostrado que é bem mais difícil encontrar pessoas que estejam dispostas a fazer parte da lacuna dos amorosos. Ser egoísta é tão fácil quanto respirar. Amar é, antes de mais nada, uma decisão racional que quando transformada em ações diárias, acaba por tomar conta das emoções e coração – não o inverso. Mesmo com menos representantes, o segundo grupo tem sido capaz de impactar a história e mudar vidas, para melhor.</p>
<p>São eles que nos surpreendem com um ato de bondade quando perdemos todas as esperanças. São eles que estendem a mão, compartilham o pão, concedem perdão. Abrem suas casas, olham no fundo dos olhos, tem tempo para ouvir. Estas são as pessoas que motivam. Elas são humildes. Exatamente por isso acreditam ser indignas de escrever nas etiquetas estampadas na testa de outros. Não classificam ou julgam. Como o amor é sua motivação, conseguem o que todos buscam, mas poucos conseguem encontrar. São felizes porque fazem outros felizes.</p>
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		<title>o sonho e a janela</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-sonho-e-a-janela/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 22:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em hebraico a palavra para sonho é a mesma para janela. A relação é mais do que morfológica, é semântica. Parece bem óbvio relacionar sonho e janela. Sonhar é ver além, enxergar o que está fora e parece distante. O sonho, assim como a janela, possibilita a entrada de luz/ esperança. Outras tantas relações podem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em hebraico a palavra para sonho é a mesma para janela. A relação é mais do que morfológica, é semântica. Parece bem óbvio relacionar sonho e janela. Sonhar é ver além, enxergar o que está fora e parece distante.<span id="more-442"></span> O sonho, assim como a janela, possibilita a entrada de luz/ esperança. Outras tantas relações podem ser feitas&#8230;</p>
<p>Sonhar é a capacidade de imaginar um futuro – próximo ou distante. Nessa imaginação, moldamos a nós mesmos, às vezes mais ricos, outras vezes mais bem sucedidos. Em alguns desses sonhos antevemos uma conquista importante, noutros, pessoas importantes (os solteiros e os futuros pais, principalmente).</p>
<p>Sonhamos com uma casa melhor, um carro melhor e com um emprego melhor. Às vezes sonhamos com uma faculdade específica, ou com um título. Outras vezes sonhamos com uma viagem. Infelizmente, muitas vezes, nossos sonhos terminam aqui. O espectro dos nossos sonhos, ou a vista da nossa janela são coisas.</p>
<p>O que é mais interessante na relação entre sonho e janela, é que ambos permitem o olhar do interior para o exterior, mas o contrário também é verdadeiro. Ou seja, nossos sonhos não apenas nos projetam para nós mesmos, também projetam o que outros enxergam em nós.<br />
Ao sonhar coletiva ou individualmente, definimo-nos, para nós e para o mundo. Quais janelas/ sonhos estão abertas e quais estão fechadas? O que minha janela/ sonho mostra de mim?</p>
<p>Sonhe melhorar o seu caráter. Sonhe ser uma pai/mãe melhor. Sonhe desenvolver um relacionamento mais íntimo com D-s.</p>
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		<title>Deus não tem orkut</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 23:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Orkut]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[uma busca realizada no orkut não terá sucesso se a pessoa procurada for cândido gomes. não faço parte do não muito seleto grupo de cerca de setenta milhões de pessoas (68.182.265, em 20 de agosto de 2007) que fazem uso da tão conhecida &#8220;rede social&#8221;, e isso por razões bem claras para mim. tudo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>uma busca realizada no orkut não terá sucesso se a pessoa procurada for cândido gomes. não faço parte do não muito seleto grupo de cerca de setenta milhões de pessoas (68.182.265, em 20 de agosto de 2007) que fazem uso da tão conhecida &#8220;rede social&#8221;, e isso por razões bem claras para mim. tudo o que sei sobre orkut é que leva o nome de seu criador, o engenheiro turco orkut büyükkoten, que mais da metade (55,32%) dos usuários são brasileiros (tremo só de pensar nas explicações para este fato..) e que tem gente que não sobrevive 24h sem checar seu scrapbook..</p>
<p>por falar em scraps (pedaço, fragmento, em inglês; uma espécie de recado, em português), outro dia li uma frase curiosa numa camiseta dessas que circulam por aí.. a frase era: &#8220;só aceito jesus se mandar scrap&#8221;.. engraçado?</p>
<p>foi inevitável pensar: e se jesus tivesse um orkut? quais seriam as comunidades? que imagens escolheria guardar em seu albúm de fotos? quantos seriam seus amigos? sei lá. as respostas não são tão importantes. o que o orkut revela é a necessidade que as pessoas &#8211; independente de idade, nacionalidade, posição social ou predileções &#8211; têm de relacionamentos. o problema acontece quando se contentam com a versão mais superficial. se o conceito de amigo é &#8220;o sujeito que lhe escreve duas ou três vezes por semana uma dúzia de palavras abreviadas, apressadas e desconexas; que lembra de seu aniversário graças ao lembrete insitente de sua &#8216;página inicial&#8217;, que quase o acusa de crime se não lhe enviar um recado &#8216;especial&#8217;; que criou uma comunidade com seu nome..&#8221;, desculpe-me, esta é uma idéia muito rasa para mim.</p>
<p>problema maior ocorre quando a mesma confusão é transferida para o campo espiritual. jesus, repetidas vezes, é apresentado na bíblia como um amigo. essa imagem me encanta. mas é preciso ter cuidado antes de interpretá-la. cercados por esta &#8220;geração orkut&#8221;, somos tentados a desenvolver um relacionamento superficial inclusive com Deus. o perigo é esperar de Deus tão somente &#8220;recadinhos&#8221; &#8211; açucarados, superficiais, vazios &#8211; quando o que ele quer é manifestar de maneira real e visível seus atos de salvação em nossa vida. salvação não é algo virtual. não é um privilégio da alma, ou uma bênção reservada somente para o futuro. salvação é o que Deus deseja realizar com cada ato seu em nossa vida. salvação é mais do que um resgate protagonizado por Deus, que nos livra do reino do pecado, é um ingresso pago, que nos dá acesso ao reino da vida. salvação é Deus arregaçando as mangas e entrando em nossa luta, trazendo soluções concretas para nossas crises pessoais, dando nova luz a nossos sonhos opacos, consertando os relacionamentos quebrados.. ninguém recebe milagres por scraps. é preciso abrir mais do que uma nova janela. é preciso abrir todas as entradas da vida, como um palco perfeito para a ação divina.</p>
<p>se você recebesse um convite de jesus agora mesmo, que espaço ele receberia em sua vida?  &#8220;.. e a quem se manifestou o braço do senhor?&#8221; (isaías 53:1).</p>
<p>oro para que você seja testemunha viva da atuação da onipotência.</p>
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		<title>O todo e suas partes: poesias de uma questão simples (mas complexa)</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 18:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérola]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[“O todo sem a parte não é todo, A parte sem o todo não é parte; Mas se a parte fez todo, sendo parte, Não se diga que é parte, sendo todo.” O trecho poético acima faz parte de um soneto escrito por Gregório de Matos, poeta do barroco brasileiro e também conhecido como ‘boca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O todo sem a parte não é todo,</p>
<p>A parte sem o todo não é parte;</p>
<p>Mas se a parte fez todo, sendo parte,</p>
<p>Não se diga que é parte, sendo todo.”</p>
<p>O trecho poético acima faz parte de um soneto escrito por Gregório de Matos, poeta do barroco brasileiro e também conhecido como ‘boca do inferno’, por suas críticas satíricas ao governo e ao clero católico da época (por volta do século XVII).</p>
<p>A idéia que salta do texto é de um quebra-cabeça. Cada peça é essencial na solução do mesmo, ao passo em que se as peças não se conectarem, não significam nada.</p>
<p>Uma comunidade, seja ela qual for, é a exata materialização dessa metáfora. Pode ser uma família, uma empresa, uma igreja, um time esportivo, etc. Cada pessoa é uma parte. Cada uma representa o coletivo a que pertence. Mas ao mesmo tempo, se estas pessoas não estiverem interligadas, não são nada mais do que indivíduos solitários. A “parte sem o todo”. Daí a necessidade quase viral que temos de pertencer a alguma coisa, de fazer parte – de uma turma, de um clube, de um partido e assim por diante.</p>
<p>O maior problema dessa necessidade é que cada ‘parte’ traz consigo a sua totalidade, quer dizer, a sua visão do mundo, do certo, do errado. Assim, em vez de ‘partes’ diferentes, o que se formam são ‘quebra-cabeças’ com várias ‘peças’ iguais. Não há espaço para o diferente. Isso é bem claro em situações clássicas como uma guerra religiosa ou um grupo de torcedores de futebol.</p>
<p>Na mesma linha de Matos, o poeta americano John G. Saxe escreveu uma poesia sobre seis homens cegos que tocam partes diferentes de um elefante. Cada um deles descreve a parte tocada de uma maneira distinta (uma cobra, uma corda, uma árvore, uma parede, etc.). Discutem e não chegam a lugar nenhum. O fato é que todos estavam certos e errados ao mesmo tempo. Certos pela percepção individual que tinham, mas errados por não conseguirem enxergar (filosoficamente, é claro) um quadro maior&#8230;</p>
<p>Portanto, apesar de levados a crer, diária e incessantemente, que cada um é uma ilha (em oposição à poesia de John Donne, poeta inglês do século XVI), com suas verdades, suas idéias e opiniões, a realidade é que somos dependentes uns dos outros, psicológica e fisicamente. O relativismo da pós-modernidade e a globalização nada mais fizeram do que ‘tribalizar’ – juntar ‘peças’ e mais ‘peças’ iguais. Talvez neste ajuntamento resida a explicação do aumento gradativo de preconceitos históricos, xenofobia, etc.</p>
<p>A solução? Ver no diferente, um igual. Ver no outro um pouco de você. Entender que opostos podem ser complementares. Aplique o seguinte texto bíblico em todas as áreas de sua vida: “O certo é que há muitos membros, mas um só corpo” (1 Coríntios 12:20).</p>
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		<title>Alcoólicos Anônimos</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/alcoolicos-anonimos/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 01:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidados Especiais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Alcolismo]]></category>
		<category><![CDATA[Alcoólicos Anônimos]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Vício]]></category>

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		<description><![CDATA[“Meu nome é Antônio, há seis anos sou viciado em álcool&#8230;” “Alcoólicos Anônimos” ou “AA” é o nome dado a um grupo de pessoas que reconhece o vício do álcool como uma doença que destrói a vida. Seus membros se reúnem com um mesmo objetivo: desvencilhar-se do mal que os persegue. Todos ali estão cientes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Meu nome é Antônio, há seis anos sou viciado em álcool&#8230;”</p>
<p>“Alcoólicos Anônimos” ou “AA” é o nome dado a um grupo de pessoas que reconhece o <a href="http://eoqha.net/tag/vicio/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Vício">vício</a> do álcool como uma doença que destrói a vida. Seus membros se reúnem com um mesmo objetivo: desvencilhar-se do mal que os persegue. Todos ali estão cientes de que são dependentes de algo que os prejudica, portanto discutem seus problemas e dão as mãos na luta, admitindo que não podem vencer o <a href="http://eoqha.net/tag/vicio/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Vício">vício</a> sozinhos. Admitem necessitar da ajuda de Deus (ou “poder superior”, como alguns preferem chamar), valorizando-O como a única saída para escaparem do <a href="http://eoqha.net/tag/vicio/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Vício">vício</a> que os assombra dia e noite.<br />
É interessante observar a forma com que os AA estão ligados a questões espirituais como base de sua busca por soluções. De sua lista de doze passos, quatro me chamaram muito a atenção:</p>
<p>Segundo passo – “Viemos a acreditar que um poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade”.</p>
<p>Terceiro passo – “Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos”.</p>
<p>Oitavo passo – “Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados”.</p>
<p>Décimo Primeiro Passo – “Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que o concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade”.</p>
<p>Suas reuniões são baseadas simplesmente no relato de suas próprias histórias. Eles crêem que a franqueza é um fator favorável à melhora. Contando uns aos outros quando caíram e perderam as forças, revelam como, dia após dia, estão tentando agir de forma sensata.<br />
Algumas vezes um dos membros é responsável por cuidar de uma nova pessoa que passou a fazer parte do grupo, ficando à disposição a qualquer hora do dia. Curas acontecem. Milagres são presenciados.</p>
<p>Não importa o quão longe um “Alcoólico Anônimo” vá, ele pode ter a certeza de que em algum lugar próximo estará acontecendo uma nova reunião dos AA, e que ali não encontrará estranhos. Não são estranhos, pois passam pelas mesmas situações e isso os une em um único grupo, uma força, um corpo capaz de obter a cura por intermédio do poder de Deus.</p>
<p>Assim funciona o corpo de Cristo. Todos nós somos membros do “Pecadores Anônimos”. Para que a cura aconteça em nossa vida, é necessário que sigamos os passos exatos de uma vida completamente renovada e reconheçamos que a única forma de independência do mal é admitir que não conseguimos seguir por conta própria, e só através do Sangue de Jesus somos purificados e temos a chance de nascer de novo.<br />
Para que isso aconteça é necessário que desenvolvamos companheirismo, amizade, franqueza e um espírito de hospitalidade para que os outros se sintam acolhidos e sejam fortalecidos em nosso convívio, tendo a certeza de que não são os únicos nessa luta. Sem esquecer o principal: Deus – a única forma de largarmos o <a href="http://eoqha.net/tag/vicio/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Vício">vício</a> do pecado.</p>
<p>Espero ansioso a reunião eterna dos vencedores desta batalha, o dia em que finalmente poderei dizer: “Meu nome é Lucas, eu era um pecador, mas pelo sangue de Jesus&#8230; estou curado”.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><img src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/06/foto.jpg" alt="Lucas Iglesias" align="left" height="184" width="184" />Lucas Iglesias, 20 anos, é estudante de teologia. conheceu o éoqhá através de divulgação impressa (cartão de visita).</p>
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		<title>você já leu paulo coelho?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 23:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[paulo coelho]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;com 100 milhões de livros espalhados em mais de 160 países, paulo coelho é um dos maiores nomes representantes da literatura nacional em todo o mundo”. na veja desta semana (01/06), uma matéria com o título &#8220;perdoado pelo sucesso&#8221;, lança sua biografia (o mago, escrita pelo jornalista fernando morais), em que paulo assume uma lista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;com 100 milhões de livros espalhados em mais de 160 países, <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a> é um dos maiores nomes representantes da literatura nacional em todo o mundo”. na veja desta semana (01/06), uma matéria com o título &#8220;perdoado pelo sucesso&#8221;, lança sua biografia (o mago, escrita pelo jornalista fernando morais), em que paulo assume uma lista de &#8220;decisões erradas&#8221; que tomou até consagrar-se um famoso escritor mundial. segue a lista:</p>
<p>- atropelou um menino e fugiu sem prestar socorro;<br />
- consumiu drogas e teve inúmeras experiências alucinógenas;<br />
- teve experiências homossexuais;<br />
- passou por duas internações psiquiátricas;<br />
- incentivou uma parceira a tentar suicídio após ter realizado um aborto;<br />
- firmou pacto com o demônio em 1971, etc.</p>
<p>a lista continua como a de qualquer outro ser humano. o que me chama atenção não são seus &#8220;pecados&#8221;, muito menos o pacto com o demônio – que em &#8220;casos de sucesso mundial&#8221;, nunca foi novidade –, mas a frase colocada logo abaixo do título da matéria: &#8220;a biografia <em>o mago</em>, revela detalhes escabrosos do passado de <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a> – mas, <em>para quem já vendeu 100 milhões de livros, isso conta como promoção. </em>&#8221;</p>
<p>a reflexão é simples: se sucesso perdoa e atitudes escabrosas contam como promoção, o que estamos esperando?</p>
<p>não sei quantos livros teria que vender se fizessem minha &#8220;lista escabrosa&#8221;. nem sei o que penso claramente a respeito de <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a>. o que sei é que conheço um Deus que morreu pela minha lista e pela do paulo também. é o Deus que promove, mas com o bem. o Único que pode perdoar pecados, o Único que pode salvar. difícil é entender como Ele salva tipos como eu, você e o Paulo. <em>mas Ele salva; e não importa o tamanho de nossa lista</em>.</p>
<p><a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a> vai continuar vendendo seus livros, talvez chegue aos 200 milhões de exemplares. mas eu não me arrisco a escrever um para ser perdoado, apenas creio. quanto a você, se ainda não leu <a href="http://eoqha.net/tag/paulo-coelho/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with paulo coelho">paulo coelho</a>, acredite, tenho indicações muito melhores.</p>
<p><em>&#8220;pois toda a escritura sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver&#8221;(2 timóteo 3:16).</em></p>
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		<title>Rachmaninov e o Estresse</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 14:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Mota]]></category>

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		<description><![CDATA[A palavra “estresse” é um anglicismo um tanto quanto recente, mas já se tornou uma das palavras mais repetidas no dia-a-dia do brasileiro. Primeiramente há o verbo “se (sic) estressar” que é aplicável a todas as situações em que alguém se irrita ou perde a paciência com outrem, ou com alguma situação. Antigamente, as pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">A palavra “<a href="http://eoqha.net/tag/estresse/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with estresse">estresse</a>” é um anglicismo um tanto quanto recente, mas já se tornou uma das palavras mais repetidas no dia-a-dia do brasileiro. Primeiramente há o verbo “se <em>(sic) </em>estressar” que é aplicável a todas as situações em que alguém se irrita ou perde a paciência com outrem, ou com alguma situação. Antigamente, as pessoas perdiam a compostura, o respeito, a cortesia, a educação&#8230; Hoje em dia a gente <em>se estressa. </em></span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><em><o></o></em></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">A quantidade de conjugações possíveis é impressionante. Eu me estresso com a intolerância humana, tu te estressas com a carga tributária do país, ele se estressa com o chefe. Nós nos estressamos com os preços absurdos dos pedágios, vós vos estressais com os buracos nas estradas sem pedágio, e eles se estressam com os parentes abelhudos. Pela variedade da seqüência que acabei de criar, eu me atrevo a dizer que a lista é infindável.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Se não bastasse o verbo, há o substantivo, bem mais perigoso que seu colega, pois aparece em revistas, jornais, livros e palestras como o carrasco causador de inúmeras doenças. É o inimigo a ser vencido. Há livros e mais livros escritos sobre formas de lidar com o <a href="http://eoqha.net/tag/estresse/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with estresse">estresse</a>. Para os que querem livrar-se dele de vez, há remédios, massagens, ginásticas, comidinhas, chazinhos, e, pasmem, até perfumes com aromas anti-<a href="http://eoqha.net/tag/estresse/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with estresse">estresse</a>!<o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Mas, por que é que estamos tão estressados? E mais! A pergunta que realmente não quer calar é: por que “diachos” não conseguimos nos livrar dele de uma vez por todas? Jorge Forbes diz que “o mal chamado <a href="http://eoqha.net/tag/estresse/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with estresse">estresse</a> nada mais é do que a conseqüência do medo de decidir, que provoca o empanturramento das opções.”*</span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Está aí uma palavra que diz tudo! Estamos empanturrados de alternativas às quais somos incapazes de dizer “não.” Temos medo de ser menos queridos por aqueles a quem desejamos impressionar, ou nunca mais ter aquela oportunidade, ou ainda, ser considerados incompetentes, lerdos, incapazes. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Como mudar isso? Como <em>desempanturrar</em> nossas agendas? Como aprender a selecionar algumas atividades e deixar outras de lado? Não tenho idéia, querido leitor. Mas enquanto não aprendo, recorro à musica para desestressar. Cada um tem sua própria trilha sonora anti-<a href="http://eoqha.net/tag/estresse/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with estresse">estresse</a>. Eu mesma, em dias diferentes, recorro a diferentes trilhas. Hoje, porém, eu sugiro o Concerto No. 2 de Rachmaninov, para piano e orquestra. Há muitas gravações, já que esta é uma de suas obras mais conhecidas, mas as interpretações de Nelson Freire (sutil e delicada) e de Bernd Glaser (mais visceral) estão perto do meu coração, no momento.<o></o></span><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o> </span><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o> </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Arial','sans-serif'">*FORBES, Jorge.<em> Você Quer o Que Deseja? </em>Ed. Best Seller, 2003.</span></p>
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		<title>Espantando os Zumbis</title>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2008 19:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidados Especiais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Colaborações]]></category>
		<category><![CDATA[literário]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando criança trocava rápido de canal quando via na TV um anúncio de filme de terror; apenas os trechos que apareciam durante o intervalo comercial já eram o suficiente para incomodar meu sono, caso fossem vistos à noite. Meu irmão mais velho insistia para que eu assistisse filmes de fantasmas e mortos-vivos, mas eu sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando criança trocava rápido de canal quando via na TV um anúncio de filme de terror; apenas os trechos que apareciam durante o intervalo comercial já eram o suficiente para incomodar meu sono, caso fossem vistos à noite. Meu irmão mais velho insistia para que eu assistisse filmes de fantasmas e mortos-vivos, mas eu sempre tinha uma desculpa. Caso ocorresse a morte de alguma celebridade, ou político conhecido e as notícias relacionadas à sua morte aparecessem repetidamente nos noticiários ou nos plantões jornalísticos das emissoras de televisão, as imagens se fixavam de tal forma em minha mente que sentia dificuldade de dormir.</p>
<p>Sonhos com mortos voltando, encontros com pessoas que já se foram, a impressão de alguma coisa ou alguém em baixo da cama, barulhos percebidos sem haverem sido produzidos, enfim, coisas do gênero. Acreditava que os mortos poderiam voltar. Foi de grande conforto descobrir o que a Bíblia diz acerca da morte, perceber que os mortos não têm “parte em coisa alguma que acontece debaixo do sol” (Eclesiastes 9:6), logo não podiam puxar meu pé e nem me visitar à noite.</p>
<p>Ocorre que há alguns dias me dei conta de que alguns “mortos” voltam, não da sepultura. São mortos que foram enterrados de outra forma, não foram vencidos pela morte que leva ao cemitério, e sim por uma substituição: uma velha vida, por uma nova vida. O apóstolo Paulo nos diz que fomos sepultados com Cristo pelo batismo (<a href="http://eoqha.net/tag/romanos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Romanos">Romanos</a> 6:4) e nascemos com uma nova vida. Não é maravilhoso pensar que no batismo morre aquela pessoa que desagradava a Deus, que se afeiçoava ao pecado? Comparando, seria como se um doente à beira da morte, vítima de um vírus fatal, recebesse a noticia de que o vírus morreu, dando-lhe assim a oportunidade de recomeçar a vida.</p>
<p>O fato é que as coisas nem sempre são tão definitivas assim, “pois o bem que quero fazer esse não faço e sim o mal” (<a href="http://eoqha.net/tag/romanos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Romanos">Romanos</a> 7:19). Quantas vezes a pessoa enterrada no tanque batismal não volta como um zumbi? Seja no trânsito, no jogo de futebol, diante do computador, ao rever velhos amigos, em crises espirituais, com desejos que há tanto não eram sentidos, com manifestações de ira que há tempos não ocorriam, ou na incredulidade típica dos momentos sem Deus e sem a esperança que ele proporciona. Os mortos voltam a incomodar, como se não estivessem devidamente enterrados ou não tivessem sido mortos, apenas golpeados; voltam com força e sentimos que a velha vida era – essa sim – a nossa vida.</p>
<p>Certas vezes ocorre o pior: somos os agentes que devolvem a vida àqueles mortos sepultados por nossos irmãos. Trazemos à memória aquilo que eles foram, como se não tivessem mudado, ou nem estivessem se esforçando para isso. Os velhos hábitos, as maneiras de viver, os desejos que foram enterrados no batismo voltam a assombrar aqueles, que como nós, pertencem à família de Deus, pois repetidas vezes lhes reapresentamos o passado que morreu, mas que por nossas palavras e ações permanece por perto.</p>
<p>Não há como fugir, uma hora ou outra com certeza nos enquadraremos em uma dessas duas situações. Ou nos encontraremos com aquelas partes do nosso “eu” que foram enterradas, ou promoveremos o encontro entre nosso irmão e seu passado.</p>
<p>O que fazer? Talvez uma idéia seja olhar para o que Paulo diz em <a href="http://eoqha.net/tag/romanos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Romanos">Romanos</a> 6:4 “&#8230; para que como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai andemos nós também em novidade de vida”. Nós temos uma nova vida, morremos para o pecado e temos todos os dias o direito de viver uma vida que é constante novidade, que nunca se tornará velha. Mesmo depois de anos de cristianismo, ainda estaremos vivendo uma nova vida. Não podemos evitar o encontro com os velhos “eus”, mas podemos mantê-los no passado. Encontraremo-nos com quem éramos, mas não somos mais <a href="http://eoqha.net/tag/escravos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Escravos">escravos</a> do que fomos. As tentações para retornarmos ao lugar de onde saímos continuarão existindo. Os zumbis continuarão nos assombrando. Desejos voltarão a ser sentidos. Convites para lugares não mais freqüentados serão recebidos novamente. Sua vida passada continuará lhe incomodando.</p>
<p>Quais são as boas-novas?</p>
<p>O passado pode apelar aos nossos desejos, mas não pode nos obrigar a ser a velha criatura. O corpo glorificado de Cristo carrega as marcas do sofrimento no passado. Jesus se lembra da cruz, mas jamais voltará a ela.</p>
<p>Pode ser que em seu corpo ou mente existam marcas do passado, mas pela graça e sangue de Jesus você não precisa mais voltar para ele. Você não poderá impedir as “assombrações”, mas peça poder de Deus para que, pela misericórdia dEle, elas permaneçam no mundo dos mortos e você no mundo dos que vivem a “novidade de vida”.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><img align="left" width="182" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/05/colaborador_tiago.jpg" alt="colaborador_tiago.jpg" height="146" />Colaborador Especial:</p>
<p><strong>Tiago José Rodrigues</strong>, 23 anos, é pastor associado de uma igreja adventista em Artur Nogueira (SP) e professor de ensino religioso na mesma cidade. Conheceu o ÉOQHÁ através do contato pessoal que já possuía com o Matheus Siqueira, diretor do site.</p>
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		<title>O absurdo e a fé: uma experiência ‘kierkegaardiana’</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 18:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Kierkegaard]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas situações despertam mais atenção do que outras. Não por fatos envolvidos. Não por dados concretos, mas porque envolvem um alto conteúdo de nós mesmos. O que poderia ter acontecido conosco desperta empatia. Talvez a comoção que histórias como a de Isabella Nardoni causam, resida na hipótese de imaginarmos-nos em seu lugar. Indefesa. Ingênua. Injustiçada. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas situações despertam mais atenção do que outras. Não por fatos envolvidos. Não por dados concretos, mas porque envolvem um alto conteúdo de nós mesmos. <span id="more-338"></span>O que poderia ter acontecido conosco desperta empatia.</p>
<p>Talvez a comoção que histórias como a de Isabella Nardoni causam, resida na hipótese de imaginarmos-nos em seu lugar. Indefesa. Ingênua. Injustiçada. Sentimentos comuns a todos. Se comprovada a culpa do pai e da madrasta dela, acrescentamos ainda traição do mais alto grau, pois daquele de quem se esperava maior amor, recebeu-se violência, dor e morte.</p>
<p>Em certo grau, Isaque, filho de Abraão, poderia sentir-se da mesma maneira. Indefeso. Ingênuo. Injustiçado. Traído. Seu próprio pai o levara ao Moriá para lhe oferecer em sacrifício ao seu D-s (Gênesis 22). Em vez disso, no entanto, permitiu-se ser amarrado e deitado sobre o altar para ser sacrificado. Um verdadeiro absurdo. Uma verdadeira fé.</p>
<p>Assim Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês, definia fé: um absurdo. Para muitas coisas existem explicações claras, comprovações evidentes. Para outras inúmeras, o silêncio, o nada. A ausência de respostas abre margem para o absurdo, o inexplicável, o transcendente.</p>
<p>Hoje, quando faltarem respostas, experimente o absurdo, experimente a verdadeira fé e a real experiência com D-s.</p>
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		<title>Quando ele fecha os olhos</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 12:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Sentado ao lado, Com seu rosto marcado Seu olhar profundo, e sua testa sulcada Quando ele fecha os olhos Eu me distraio Observo Disfarço Analiso Divago no que será que está a pensar? Penso nos seus problemas, suas dores, suas lutas, Seus filhos, seus netos, suas noras, seus bisnetos, sua esposa&#8230; Será que essa ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address> </address>
<p>Sentado ao lado,<br />
Com seu rosto marcado<br />
Seu olhar profundo, e sua testa sulcada<br />
Quando ele fecha os olhos<br />
Eu me distraio<span id="more-337"></span><br />
Observo<br />
Disfarço<br />
Analiso<br />
Divago no que será que está a pensar?<br />
Penso nos seus problemas, suas dores, suas lutas,<br />
Seus filhos, seus netos, suas noras, seus bisnetos, sua esposa&#8230;<br />
Será que essa ainda está ao seu lado?<br />
Quando ele fecha os olhos<br />
Fugidamente o vejo pelo reflexo da janela<br />
Será aquilo um sorriso?<br />
Talvez ele se contentou em aceitar as dificuldades da vida<br />
Talvez ele saiba que em breve irá repousar<br />
Talvez algo mais simples,<br />
A lembrança do cheiro dos cabelos de sua esposa enquanto  eles estavam a se abraçar<br />
Quando ele fecha os olhos<br />
Vê Deus,<br />
Vê o mundo,<br />
Vê o vazio,<br />
Vê profundo,<br />
Vê algo além, algo maior, o que viu não foi em vão<br />
O sorriso daqueles que o amam,<br />
Trazem a ele a certeza da aceitação<br />
Quando ele fecha os olhos<br />
Naquele ônibus vazio<br />
De sobra ele pensa<br />
“Quem é este que está por me observar?”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>o espelho de Deus, parte três</title>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 23:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cândido gomes]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[a realidade do pecado se torna motivo de frustração na vida de muitas pessoas sinceras. gente que reconhece o mal que abriga. gente que conhece o seu salário &#8211; a morte. gente que busca um meio de se salvar, mas que em si só encontra explicações para sua perdição. infelizmente, nessa luta de consciência, a frustração às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a realidade do pecado se torna motivo de frustração na vida de muitas pessoas sinceras. gente que reconhece o mal que abriga. <span id="more-335"></span>gente que conhece o seu salário &#8211; a morte. gente que busca um meio de se salvar, mas que em si só encontra explicações para sua perdição.</p>
<p>infelizmente, nessa luta de consciência, a frustração às vezes se transforma em cinismo. enquanto as mentes mais &#8220;lúcidas&#8221; da filosofia e antropologia se apressam em negar a existência de algo como o pecado, outras mais &#8220;abertas&#8221; ironizam a pregação cristã que anuncia uma vitória sobre o pecado.</p>
<p>em casa, nas últimas férias, assistia a um programa direcionado ao público jovem, quando um dos que participavam disse uma coisa que soou em tom de gracejo, mas me chamou a atenção. &#8220;quem já dobrou a esquina do pecado, sempre dá a volta no quarteirão&#8221;, sorriu. é assim que muita gente encara a realidade do problema do pecado. se essa inclinação para o mal ou para o prazer irresponsável que possuímos se chama pecado, então não há como resistir.</p>
<p>como vencer o pecado? é possível vencer o pecado? existe algo mais natural do que pecar? e, sendo tão natural pecar, seria mesmo necessária uma vitória sobre o pecado?</p>
<p>se você, assim como eu, tem mais perguntas que respostas, a boa notícia é que <strong>estamos mais perto de Deus quando carregamos conosco dúvidas sinceras do que quando sustentamos crenças vazias</strong>. se você tem um forte desejo de ser melhor, de ser bom, de resistir o pecado, agarre com todas as forças a certeza da bíblia de que &#8220;Àquele que não conheceu pecado, Deus fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça&#8221; (2 coríntios 5:21). essa graça é concedida não por méritos nossos, afinal, que mérito tem a mão que simplesmente se estende para receber um presente? o mesmo milagre que tornou possível ao pecado repousar sobre a perfeição, fará que a justiça cubra o pecador arrependido. isso se chama justificação &#8211; o jeito que Deus usa para nos livrar da culpa do pecado, e esse é o primeiro degrau da escalada cristã.</p>
<p>se você, ao olhar atentamente para a sua vida, perceber que está seguindo o rumo errado, lembre-se que Deus encheu a estrada de retornos - retornos abertos com cravos e cruz. isso é graça.</p>
<p><a href="http://tkfiles.storage.live.com/y1pShPkZdN5pPsi_k8YsNGbWaNQOtQfVUp-klx5gbY5PEOLgQfPEBzCtPpR8Yf3HBYU-oq95yytPBc" target="_blank"></a></p>
<p>próximo retorno a um passo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>pais e filhos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 18:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Tonasso]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[nardoni]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo. são crianças como você. o que você vai ser quando você crescer?&#8221;. é com essa frase que renato russo (legião urbana) encerra o conflito da música que dá título a este texto. o questionamento da autoridade familiar é tema de discussão milenar. na atualidade, temos o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo. são crianças como você. o que você vai ser quando você crescer?&#8221;. é com essa frase que renato russo (legião urbana) encerra o conflito da música que dá título a este texto. o questionamento da autoridade familiar é tema de discussão milenar. na atualidade, temos o que um famoso psicanalista (Charles Melman) definiria como: a &#8220;nova economia psíquica&#8221;. nela, pai e mãe têm suas atribuições confundidas, a figura paterna é extinguida e o futuro da sociedade comprometido.</p>
<p>não sou fã de telejornal, mas não pude deixar de acompanhar o caos familiar retratado nos últimos dias. pais que, provavelmente, sufocam a filha e decidem jogá-la pela janela num ato &#8220;im&#8221;pensado de extrema frieza e crueldade. um senhor austríaco de 74 anos que prende a filha no porão de casa por 24 anos, comete abuso sexual freqüente desde que ela tinha 11, engravida-a 7 vezes, queima numa caldeira um dos bebês que não resistiu ao parto e alega motivos como: &#8220;minha filha não era fácil de lidar, queria livrá-la das drogas&#8221;.</p>
<p>será que já parou para refletir nisso?</p>
<p>em algum momento questionou sua reação ao conhecer estas histórias?</p>
<p>como diria minha avó, isso acontece desde que mundo é mundo. ela tinha razão. crueldade em família é coisa antiga, caim que o diga. mas o que me preocupa é ver o quão normal foi para mim encarar esta realidade e, pior, saber que também sou capaz de realizar atos semelhantes. nas palavras de cândido gomes &#8220;é só baixar a guarda por um momento e somos dominados por um estranho mal que há dentro de nós&#8221;. não quero falar do mal (essa parte deixo com o cândido), mas refletir sobre a normalidade dele.</p>
<p>se você já se sentiu como eu, bem-vindo ao clube dos insensíveis.</p>
<p>a normalidade desta realidade não pode nos cauterizar ao olhar por de trás da cena. quando encaro o invisível, sou levado a pensar que tenho parte nisso. meu grito e minha oração de hoje é pela sensibilidade. justiça seja feita, mas que eu olhe para os pais da isabella e tenha desejo de vê-los restaurados, e para o senhor austríaco esperando que receba o tratamento adequado de um ser humano que não soube manter a guarda levantada e desconheceu o invisível. que eu olhe para mim e não me sinta diferente de nenhum deles em sua essência. nem dos nardoni, nem do austríaco, nem do renato russo. afinal, se por acaso eu me sentir diferente, quero me lembrar que sou apenas mais um filho tentando escolher o que meu Pai me pede.</p>
<p>&#8220;porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade&#8221; (filipenses 2:13).</p>
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		<title>‘Extra-ordinário’: o cotidiano revisto</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 21:06:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ler jornais todos os dias é tarefa árdua. Não somente pela quantidade de informação, mas pela necessidade que existe de tornar algo cotidiano em ‘extra-cotidiano’. Como dizia Flaubert: &#8220;é preciso pintar bem o medíocre&#8221;. Pequenos acontecimentos são pintados com cores vibrantes e quando os grandes eventos realmente acontecem, as cores são ‘super’ vibrantes! O resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Ler jornais todos os dias é tarefa árdua. Não somente pela quantidade de informação, mas pela necessidade que existe de tornar algo cotidiano em ‘extra-cotidiano’. Como dizia Flaubert: &#8220;é preciso pintar bem o medíocre&#8221;. Pequenos acontecimentos são pintados com cores vibrantes e quando os grandes eventos realmente acontecem, as cores são ‘super’ vibrantes!</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">O resultado desse excesso de &#8220;cores&#8221; é o costume. É como ouvir um acorde desafinado em uma música. Nas primeiras vezes nossa audição acusa prontamente o acorde ou nota fora do tom, mas com a repetição insistente, quase não percebemos nada. </span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">No dia-a-dia o perigo disso é a banalização e o endurecimento do coração. Notícias como a morte de 13 pessoas em um dia em decorrência da dengue no Rio de Janeiro não geram nada mais do que um leve susto pelo número. Acidentes só chamam a atenção quando envolvem alguma história muito peculiar ou muitas mortes.</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"><o></o></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Tudo isso acaba por afetar diretamente nossas relações com os mais próximos e com D-s. Somente os grandes eventos nos fazem ouvir a voz do Criador. Somente grandes crises nos fazem olhar as necessidades dos que nos rodeiam.</span></p>
<p><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'"></span><span style="color: #444444; font-family: 'Arial','sans-serif'">Hoje, no entanto, olhe para o comum e redescubra o valor e o sentimento de pequenos atos como uma oração no elevador ou um abraço familiar no fim do dia.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A paz que você quer</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 00:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[João Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[pérolas]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Mota]]></category>

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		<description><![CDATA[O que o compositor evangélico João Alexandre e O Rappa têm em comum? Não tenho idéia. Provavelmente várias coisas. Talvez nada. Mas ouvindo “Muito Mais”, de João Alexandre, não consigo deixar de conjecturar sobre as similaridades entre sua linha de pensamento e as idéias encontradas na canção “Minha Alma – a paz que eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">O que o compositor evangélico João Alexandre e O Rappa têm em comum? Não tenho idéia. Provavelmente várias coisas. Talvez nada. Mas ouvindo “Muito Mais”, de João Alexandre, não consigo deixar de conjecturar sobre as similaridades entre sua linha de pensamento e as idéias encontradas na canção “Minha Alma – a paz que eu não quero,” composta por Marcelo Yuka, ex-baterista e um dos fundadores da banda carioca. As duas canções falam de uma paz que não tem nada a ver com falta de luta. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Desde os tempos do ensino básico, quando aprendemos os antônimos, a palavra paz geralmente aparece em oposição a guerra. Mas antes de chegar ao ensino médio, já sabemos que por muito menos que uma guerra perde-se a paz. Há razões de sobra. Medo de assalto, pânico de perder um ente querido, insegurança no emprego, medo do desconhecido, da solidão, de ficar sem amigos&#8230; A lista é grande. E, de repente, a palavra paz se transforma em antônimo de angústia, temor, preocupação, e sinônimo de tranqüilidade, ou, pior, acomodação. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Voltando à musica: as duas canções falam de paz, mas a forma não é nada pacífica. João Alexandre chama a atenção para a fome de pão, amor e paz que há no mundo, e questiona o tipo de cristianismo que nega a igualdade entre todos os seres humanos. Marcelo Yuka se pergunta a que preço vale conservar a paz. Afinal, quem pode encontrar paz cercado de desigualdade e injustiça por todos os lados? Que tipo de pessoa consegue se sentir em paz enquanto ignora o sofrimento alheio?<o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">“Muito mais do que ouvir, é preciso sentir&#8230; Como ouvir e negar? Somos todos mortais!” O compositor evangélico coloca o dedo na ferida. É impossível estar alheio à penúria em que vivem milhões de brasileiros. Basta olhar por cima do muro. E assumir que “as grades do condomínio,” sobre as quais escreve Yuka, na verdade podem não ser apenas proteção, e sim o que nos aliena da realidade.<o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">A questão não é ser capaz de enxergar, mas estar apto a tomar uma atitude, demonstrando amor “como Deus, que se fez como nós, se entregou e morreu.” Sair da zona de conforto e abrir mão do sossego. “Muito mais que sentir, é preciso lutar.” E aí está aquela palavra de novo. Mas o assunto não era paz? Pois é; acontece que tem gente lutando por paz. E nem sempre é a luta metafórica do esforço, ou do empenho por um objetivo, mas a luta armada mesmo, fazendo guerra para alcançar a paz. O maior de todos os contra-sensos. <o></o></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 1cm; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial, sans-serif">Para quem busca a paz, aquela paz de verdade mesmo, é importante não condescender com a acomodação. Como diz a canção dO Rappa, “paz sem voz não é paz. É medo.” Se cremos que perante Deus somos todos iguais, é preciso lutar contra a injustiça, estender a mão e repartir o pão. Agindo assim, estaremos, nas palavras de João Alexandre, “transformando a fé numa grande missão.” <o></o></span></p>
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		<title>Quem é que gosta de despertador?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 17:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sonâmbulos. Nunca tinha escrito essa palavra antes. Interessei-me de repente pelo assunto quando li sobre uma senhora que cozinhava durante o sono. Ela nunca provava a comida e, pior, no dia seguinte nunca se lembrava de ter cozinhado. Numa breve pesquisa sobre o tema, descobri que sonambulismo (do latim somnus= sono e ambulare= passear) faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sonâmbulos. Nunca tinha escrito essa palavra antes. Interessei-me de repente pelo assunto quando li sobre uma senhora que cozinhava durante o sono. Ela nunca provava a comida e, pior, no dia seguinte nunca se lembrava de ter cozinhado.</p>
<p>Numa breve pesquisa sobre o tema, descobri que sonambulismo (do latim somnus= sono e ambulare= passear) faz parte de uma categoria maior de distúrbios relacionados ao sono, conhecidos como parassonias. Sempre ouvi dizer que acordar um sonâmbulo pode ser perigoso, pois ele pode reagir violentamente ou até mesmo morrer ao ser acordado. Quanto a isso, o Dr. Michael Salemi do Centro da Califórnia para Distúrbios do Sono afirma: “Você pode assustar um sonâmbulo, e ele pode ficar muito desorientado e ter reações violentas ou confusas, mas nunca ouvi falar de nenhum caso documentado de alguém que tenha morrido ao ser despertado”.</p>
<p>Os episódios com sonâmbulos são muito variados, vão desde sair pela rua no meio da madrugada com roupa íntima, até cozinhar e voltar para cama, fazer a barba ou mesmo telefonar para alguém. Esses episódios inconscientes podem durar poucos segundos ou se estender por 30 minutos, e até mais. Conheço alguns que permitem que o episódio se estenda por toda a vida: os sonâmbulos espirituais.</p>
<p>Quantos de nós sofremos de parassonias espirituais?</p>
<p>Estamos vivos, nos movimentando, tomando decisões e atitudes cotidianas, amando, chorando, comprando, rindo, porém, sem consciência alguma. Sonâmbulos. Alguns preferem não acordar pois quando isso ocorre geralmente reagem com violência contra si, contra o próximo e até contra Deus. Ficam confusos e desorientados. Acordar pode ser perigoso. Encarar a realidade pode ser a pior opção.</p>
<p>No mundo natural, o risco de morte ao acordar um sonâmbulo é inexistente. No mundo espiritual, o risco está em permanecer dormindo. Acordar incomoda, mas não mata. O despertador de Deus sempre tocará em hora indesejada para nós, afinal quem é que gosta de despertador?</p>
<p>Bom dia.</p>
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		<title>desconexo? talvez</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 02:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[espaço literário]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[madrugada, silêncio na alma, faz-se necessário fugir pra longe, brincar de pega-pega com a paz, trancar os olhos, e ouvir por dentro, sem rima, bom senso, é voz que soa intenso, sopra leve e fundo a direção, o sorriso nos lábios faz-se ouvir, é mansa, gentil, serena, não pare por favor! me ajude, fale mais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address> </address>
<p>madrugada,<br />
silêncio na alma,<br />
faz-se necessário fugir pra longe,<br />
brincar de pega-pega com a  paz,<span id="more-256"></span><br />
trancar os olhos,<br />
e ouvir por dentro,<br />
sem rima, bom senso,<br />
é voz que soa intenso,<br />
sopra leve e fundo a direção,<br />
o sorriso nos lábios faz-se ouvir,<br />
é mansa, gentil, serena,<br />
não pare por favor!<br />
me ajude, fale mais.<br />
lágrima despenca,<br />
é sobrenatural, divino<br />
Deus resolveu sussurrar</p>
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		<title>parêntesis</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 23:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[quando o assunto é pecado, sempre aparece, mesmo sem ser convidado, um intruso chamado julgamento prévio. esse tal às vezes vem escondido &#8211; se nos bolsos de paletós bem cortados ou na mochila surrada, não importa -, mas sempre vem. diz-se por aí que é fácil identificar pecados na conduta das pessoas. alguns chegam a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando o assunto é pecado, sempre aparece, mesmo sem ser convidado, um intruso chamado julgamento prévio. esse tal às vezes vem escondido &#8211; se nos bolsos de paletós bem cortados ou na mochila surrada, não importa -, mas sempre vem. diz-se por aí que é fácil identificar pecados na conduta das pessoas. alguns chegam a se apoiar nas palavras bíblicas &#8220;pelos seus frutos os conhecereis&#8221; (mateus 7:20) para explicar sua atitude covarde e desleal. o que não percebem é que o texto diz &#8220;pelos seus frutos os conhecereis&#8221; e não &#8220;pelos seus frutos os <em>condenareis</em>&#8220;.</p>
<p>condenar tem que ver com pecados, é verdade. palavras ditas, roupas vestidas ou desvestidas, comidas e bebidas, presença em lugares &#8220;impróprios&#8221;, ausências das mais diversas &#8211; isso, segundo a óptica vesga de quem ousa julgar, traduz o completo sentido do que seja pecado e essa é a munição de que precisam para seus ataques grosseiros e intempestivos.</p>
<p>Conhecer é algo totalmente diferente. condenar é fácil, conhecer é difícil. condenar só leva de nós um pouco de saliva e uma dúzia de palavras arrogantes. conhecer exige mais. exige atenção para obervar o todo. exige tempo para a maturação dos frutos (atos). exige espaço para a dúvida. exige humildade para perceber a <a href="http://eoqha.net/tag/ignorancia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Ignorância">ignorância</a>. exige ousadia para a repreensão. exige consagração para a intercessão. exige, sobretudo, um milagre: o perdão.</p>
<p>quem simplesmente condena, desconhece a existência de algo errado na vida das pessoas erradas (e uma delas sou eu), algo além de seus muitos pecados: o pecado (em sua essência). desconhecem a existência do vírus que percorre as veias dos atos e até dos pensamentos de todos nós, os azarados escolhidos para viver neste planeta errado.</p>
<p>não faz muito tempo, ouvi a história de uma viagem num trem lotado. era mais um daqueles dias que amanhecem frios e tristes do inverno europeu. em um certo vagão iam pessoas normais, com destinos normais, para atividades normais, em um dia normal. não queriam muita coisa, só o silêncio frio no vagão já lhes bastava. de repente, um choro de criança rouba-lhes o último privilégio. as pessoas acordaram, entreolharam-se, e como se o choro não fosse parar nunca mais, um homem se adiantou aos pensamentos da maioria e gritou: &#8220;alguém aí dê um jeito nessa criatura!&#8221;.. silêncio por um momento. mas a desculpa tímida veio do homem que tinha o bebê nos braços: &#8220;desculpem-me, senhores.. é que o meu bebê não dormiu a noite toda. minha esposa morreu, seu corpo está no vagão de cargas. vamos em direção à nossa cidade natal para enterrá-la.. mas eu não sei muito bem como acalmar meu pequeno.. desculpem-me&#8221;. o primeiro homem se calou envergonhado, duas mulheres se aproximaram para ajudar, o nenê dormiu e a viagem seguiu.</p>
<p>o pecado é um grito desajeitado em meio ao silêncio harmonioso da criação de Deus. <strong>o pecado fez até o próprio Deus chorar</strong>. há quem só perceba, e chegue mesmo a condenar, o choro das crianças no vagão dessa vida ingrata e desconheça a história do Pai que sofre.</p>
<p>antes de usar os dedos para condenar, use os joelhos para orar.</p>
<p>antes de condenar, conheça.</p>
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		<title>D. Marjorie</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 22:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laura Morena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Estórias]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas últimas férias, gastei um pouco do meu tempo cuidando de alguns idosos em Maryland, USA. Mas foi com D. Marjorie Keller que passei a maior parte do meu tempo e foi ela quem me inspirou as seguintes reflexões. Ontem não fui trabalhar. E fiquei pensando em como estará D. Marjorie. Tão idosa, tão frágil, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>Nas últimas férias, gastei um pouco do meu tempo cuidando de alguns idosos em Maryland, USA. Mas foi com D. Marjorie Keller que passei a maior parte do meu tempo e  foi ela  quem me inspirou as seguintes reflexões.</address>
<p><code><br />
</code><br />
Ontem não fui trabalhar. E fiquei pensando em como estará D. Marjorie. Tão idosa, tão frágil, decidiu viajar e sentir a brisa do mar.Todas as semanas que a tenho encontrado me foram de aprendizado profundo.</p>
<p>Aprendi que a vida passa rápido e que ela continua correndo e acontecendo mesmo quando eu achar que já vivi tudo o que fosse possível.         Aprendi que os antigos se admiram que a idade e seus sinais tenham chegado, e demoram para se conformar que mais cedo ou mais tarde, voltarão a ser dependentes. Aprendi também que daqui por diante, eu é que  vou viver correndo atras do tempo. Grande engano, pois na realidade, é ele que corre atrás de mim. A diferença é que se eu obedecer o ciclo natural da vida, só vou perceber esse fenômeno quando quase não conseguir nem mais andar, que dirá correr!!</p>
<p>D. Marjorie raramente olha fotos. Ela as tem todas gravadas na memória. Já escolheu quais são as recordações de que vale a pena se lembrar. Das outras, simplesmente apagou, esqueceu. Casou-se pela primeira vez há vinte anos, quando já era idosa de acordo com a legislação. Começou a vida a dois tarde para muitos. Ela diz que se fosse antes, não teria dado tempo.</p>
<p>D. Marjorie tem 84 anos, e ainda é cedo.</p>
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		<title>o espelho de Deus, parte um</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 20:28:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já percebeu que as pessoas hoje não gostam de falar sobre pecado? &#8220;Pecado&#8221; parece ser uma palavra ou conceito que não se encaixa no que hoje chamamos &#8220;politicamente correto&#8221;. Qualquer jogo de palavras que contenha a fórmula &#8220;pecado&#8221;, aos ouvidos modernos, soa meio agressivo, deselegante, e por que não dizer quadrado e ultrapassado? É comum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já percebeu que as pessoas hoje não gostam de falar sobre pecado? &#8220;Pecado&#8221; parece ser uma palavra ou conceito que não se encaixa no que hoje chamamos &#8220;politicamente correto&#8221;. Qualquer jogo de palavras que contenha a fórmula &#8220;pecado&#8221;, aos ouvidos modernos, soa meio agressivo, deselegante, e por que não dizer quadrado e ultrapassado? É comum ouvir por aí alguém falar de erros, falhas, desacertos, inadequação, desarranjo, tropeços e até mancadas, mas &#8220;pecado&#8221;&#8230; isso não. Para alguns, &#8220;pecado&#8221; não passa de uma expressão empoeirada e secreta das páginas do livro preto das igrejas. Para outros é o mote hipócrita dos discursos de mercenários da religião &#8211; gente que viola a privacidade das escolhas individuais e tira proveito da culpa para lucrar em nome da fé.</p>
<p>Há quem pense assim. Há também quem nem sequer se dê o trabalho de pensar sobre essas coisas.</p>
<p>O que não se explica é o senso natural que todos os homens e mulheres &#8211; de diferentes cores, em diferentes lugares e momentos da história &#8211; temos do que é correto, em essência, e do que é prejudicial ao ambiente comum. E não venha me dizer que isso é produto da evolução, pois, se fosse assim, os homens seriam cada vez melhores e caminhariam rumo à perfeição moral. Não é isso o que leio nos jornais&#8230;</p>
<p>Não se explica também o vazio que preenche tantos corações, a insatisfação com quem somos, a querença do melhor, a descrença no que temos. Ninguém pode explicar, com caneta e papéis frios nas mãos, as segundas-feiras da vida, os baixos que teimam em suceder os altos que vivemos, o incômodo que causa a invariável &#8220;morte&#8221;.</p>
<p>É, de fato, ousado afirmar que certas atitudes nossas ferem uma lei sobrenatural e de origem eterna, atitudes a que damos o nome &#8220;pecado&#8221;, como ousado também é colocar em risco o egocentrismo materialista que produzimos com nossas escolhas. O problema é que o conceito de ousadia hoje também é muito pobre. Ousadia, segundo a &#8220;tv-logia&#8221;, é traspassar o nariz com um fio de metal. É ingerir álcool até esquecer o próprio endereço. É viver sem roteiro. É despentear o cabelo. É dizer mais &#8220;sim&#8221; que &#8220;não&#8221;. É buscar ser diferente, mesmo que isso signifique se tornar uma cópia idêntica de alguém, ou de um certo grupo de alguéns.</p>
<p>A mensagem da bíblia é uma mensagem ousada para nossos dias. É só abrir suas páginas para ler, e sem rodeios: você é muito pior do que você pensa. Ela conta uma história que a gente tenta desconversar. É um tratado contra o relativismo leviano. Mas seu enredo não é de filme de terror, de um juízo de fogo. É mais uma espécie de suspense. O capítulo final quem escreve é você. O que você vai fazer diante dessa realidade? Você é muito pior do que você pensa, mas Deus é muito melhor do que você possa imaginar. Qual será o seu final?</p>
<p>continua&#8230;.</p>
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		<title>outdoor de Deus</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 00:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sou nenhum fã de metrópoles. Para ser sincero, cidades grandes me assustam. Nas poucas vezes em que estive em São Paulo lembro de ter visto mais carros que gente, mais fumaça que céu, mais prédios que casas; e esse não é um cenário que me atrái, definitivamente. Mas em meio aos carros, buzinas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou nenhum fã de metrópoles. Para ser sincero, cidades grandes me assustam. Nas poucas vezes em que estive em São Paulo lembro de ter visto mais carros que gente, mais fumaça que céu, mais prédios que casas; e esse não é um cenário que me atrái, definitivamente. Mas em meio aos carros, buzinas e motos uma coisa me chama a atenção: os (também) grandes anúncios de publicidade que formam como que um muro em torno dos sobreviventes dessa corrida maluca.</p>
<p>Na vida também temos um monte de coisas a dizer. Algumas delas precisam ser verbalizadas, outras devem ser ditas com o silêncio de uma vida correta e equilibrada. São os anúncios, as desculpas, as respostas que temos, mas que nem sempre encontram espaço nas ruas movimentadas de nossa vida desatenta.</p>
<p>Se eu tivesse direito a um grande outdoor na maior avenida da maior cidade do maior dos mundos, em uma palavra em conseguiria expressar muito do que devo e preciso dizer &#8211; ERREI!, e com um grande ponto de exclamação. Meu desejo sincero seria que esse grito alcançasse quem andou e ainda anda pela minha vida. Que os óculos de meus pais conseguissem enxergá-lo num jeito carinhoso e respeitoso de tratá-los. Que meus irmãos o escutassem em cada ligação telefônica encerrada com a certeza de um &#8220;amo você&#8221;. Que meus amigos de perto o sentissem em olhares humildes e que os de longe o percebessem em correspondência constante&#8230; Temo não ter encontrado espaço em minhas ações, palavras e pensamentos para dizê-lo, até aqui. É que o orgulho e o egoísmo cobram de mim um aluguel muito caro. Lamento ter errado tanto &#8211; nos começos e nos finais, nas idas e nas voltas, nas pressas e nas demoras, amando e deixando de amar, encontrando e escondendo -, mas lamento ainda mais todas as vezes que errei sem nem querer acertar, meus erros irresponsáveis, despreocupados, que tanto mal trouxeram. Quando olho para os anúncios de soberba, suficiência e passividade espalhados pelas ruas de trás dos meus dias, tenho vergonha. Errei, eu sei.</p>
<p>Esse seria um discurso frustrado, se Deus não tivesse também um outdoor. É, ele tem. E escolheu colocá-lo na Bíblia. É fácil de achar. Anote aí: <strong>rua joão, número 3:16</strong>. Lá está escrito e com letras maiores do que as maiores que o homem possa escrever: EU PERDOEI!!!, e com três pontos de exclamação. Eu errei, Deus já perdoou. No entanto, só descobre isso quem passa pelas ruas certas &#8211; as ruas do calvário, as ruas da bíblia. Essas ruas andam meio vazias esses dias, mas isso tem explicação e explica a vida apressada e confusa de tanta gente por aí.</p>
<p>O amor de Deus é um mundo novo. A Bíblia, o lugar certo por onde andar. Quanto tempo faz que você não passa por lá?</p>
<p>a gente se encontra.</p>
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