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	<title>éoqhá &#187; sociedade</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>Música cristã no século 21: um “cântico novo” ou repetição do passado?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 23:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1370" title="d509" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/d509.jpg" alt="d509" width="590" height="264" /></p>
<p>Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, a mensagem das músicas religiosas seria, em muitos sentidos, eterna, atravessando séculos e séculos. A música, no entanto, por seu fator cultural, ficaria fora dos princípios imutáveis da Lei de Deus, e até mesmo das tradições religiosas judaico-cristãs que atravessaram os séculos.</p>
<p>Encontrei esta hipótese num  livro de Rick Warren, pastor da famosa igreja de Saddleback, nos Estados Unidos, cujo plano <span id="more-1369"></span>das 40 madrugadas de oração virou coqueluche em 9 entre 10 denominações evangélicas. Inclusive a adventista. Como? A igreja adventista, influenciada por idéias evangelísticas atuais? Advindas de outras denominações?</p>
<p>Minha ironia se justifica pela existência de um grupo, entre os adventistas, que ataca toda e qualquer música adventista que denote sofrer influência da música evangélica de outras denominações. Alguns vão mais longe, e atacam qualquer relação que a música religiosa atual tenha com as linguagens musicais do tempo presente. Esta postura, porém, parece descabida quando se faz uma análise de outros aspectos da vida religiosa.</p>
<p>Igrejas são construídas de acordo com parâmetros arquitetônicos correntes, nas escolas segue-se a filosofia da educação adventista sem perder de vista a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, os membros da igreja vestem-se de acordo com a moda atual (ainda não encontrei ninguém usando as vestimentas do século 19 que se vêem nas fotos de Ellen White), e o nosso prato vegetariano de cada dia não é mais feito em fogões a lenha, e às vezes é até mesmo descongelado em fornos de microondas.</p>
<p>Só mesmo aos músicos, é delegada a impossível tarefa de viver no século 21 de acordo com costumes de dois ou três séculos atrás. Eles devem ser capazes de desempenhar suas funções sem nenhuma relação com qualquer linguagem musical da atualidade. Parecem lhes restar apenas duas opções: a primeira, é compor e interpretar a partir de referências barrocas ou clássicas, sem qualquer relação com as linguagens musicais da nossa era. Isso corresponderia a pedir que os escritores, jornalistas e publicitários cristãos de hoje usassem o português de Camões para escrever. A outra alternativa é deixar de produzir coisas novas, abandonando a criatividade outorgada por Deus. Simplesmente continuar repetindo linguagens musicais consagradas pelo tempo – o que corresponde a cantar ad eternum as marchas do século 19 que compõem os tradicionais hinários protestantes.</p>
<p>Não me parece justo que pessoas que vivem suas vidas conforme os padrões do século 21, desejem exigir dos músicos uma existência de reclusão e eremitismo. Sim, a vida cristã hoje em dia apresenta enormes desafios. Como achar  equilíbrio entre a sobrevivência na sociedade que nos cerca, e uma vida de acordo com os padrões cristãos de comportamento? Não é uma questão de fácil resposta. Porém, o fato permanece: não há fórmulas no evangelho. Cada um deve descobrir individualmente o caminho para tornar-se mais semelhante a Jesus, já que no “grande e terrível dia do juízo,” cada um responderá da mesma forma: individualmente.</p>
<p>Todos os ministérios de hoje enfrentam, de alguma forma, o dilema que está diante dos músicos cristãos: como encontrar um equilíbrio entre cantar/tocar/compor para “judeus e não-judeus?” Esta é uma busca antiga, e diante dela o apóstolo Paulo escreveu: “E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus…. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo)…. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Cor. 9: 20-22).</p>
<p>É um desafio extraordinário, e, no entanto, discussões vazias e idéias pré-concebidas não vão ajudar no processo de supera-lo. A solução, como sempre, vem de Deus, que deixou a cada cristão a seguinte promessa: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.” (Tiago 1:5).</p>
<p>*WARREN, Rick. The Purpose Driven Life. Grand Rapids: Zondervan, 2002.</p>
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		<title>a adolescentização da música cristã</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 17:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para Edgar Morin, o surgimento da ética da adolescência firma valores e aponta um estilo de vida próprio. Isso não é ruim. Afinal, passaram-se milênios tratando a criança e o adolescente como um adulto em miniatura e agora que lhes dão vez reclamam da sua voz. Entretanto, a sociedade de consumo tem se modelado pelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1342" title="61991" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/61991.jpg" alt="61991" width="590" height="264" /></p>
<p>Para Edgar Morin, o surgimento da ética da adolescência firma valores e aponta um estilo de vida próprio. Isso não é ruim. Afinal, passaram-se milênios tratando a criança e o adolescente como um adulto em miniatura e agora que lhes dão vez reclamam da sua voz. Entretanto, a sociedade de consumo tem se modelado pelas aspirações do arquétipo do imaginário da juventude: imediatismo, pouco senso de historicidade, vontade de transgredir e preferência pela cultura do lazer.</p>
<p>A renovada música cristã não ficou imune a essas mudanças e a adolescentização cultural também passa pelas suas formas de composição e divulgação. O gospel tem mirado preferencialmente o público jovem, alvo também da indústria do entretenimento midiático.<span id="more-1322"></span></p>
<p>Os cantores gospel tendem a reconfigurar os hinos da tradição cristã de uma maneira que, supostamente, a juventude irá preferir, numa tendência de formatar um evangelismo digerível para as faixas etárias juvenis. Porém, essa releitura musical tem se pautado primordialmente por estilos do pop dançante. Como exemplo secular, cito aquela propaganda de refrigerante que faz um arranjo estridente de pop/rock para a belíssima e serena What a Wonderful World (a versão clássica tem a voz rouca de Louis Armstrong, lembrou?). Nos círculos musicais evangélicos, a interpretação dos clássicos submeteu-se a retórica do grito, do ruído e da velocidade.</p>
<p>Afim de não perder o público jovem, os programas gospel de rádio e TV mimam-no com cantilenas pop para ouvir no som do carro. Além disso, as novíssimas canções (e alguns novos cantores) vêm e vão semelhantemente à fama transitória da indústria musical pop. Não há, também, resenhas e críticas em revistas ou sites que apontem excessos ou mercantilização, pois &#8220;tudo serve para evangelizar e salvaguardar o jovem crente do <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a>&#8221;.</p>
<p>Não estou dizendo que os hinários não contenham algumas melodias esquecíveis e letras empostadas que não falam ao espírito moderno e muito menos quero dizer que o melhor da música cristã foi composto há 150 anos ou que não há lugar para letras simples e facilmente memorizáveis. Nenhum repertório geral está consolidado para sempre. Por outro lado, é bom refletirmos sobre os recentes critérios de elaboração musical que têm reduzido a música sacra a conceitos individualistas de gosto e têm transformado o fator inovação em uma banalizada estratégia de marketing.</p>
<p>Assim como a superficialidade poética tem substituído a densidade teológica e a teatralidade gestual tem se tornado uma marca pessoal do cantor evangélico, os esforços de comunicar-se com a juventude, se podem dar sentido e relevância aos conteúdos bíblicos tradicionais, em algumas situações têm se deixado modelar pelos estereótipos da indústria do pop adolescente.</p>
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		<title>Comparação</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 12:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando paro nos faróis das grandes avenidas de São Paulo constantemente me deparo com situações contrastantes. De um lado, pessoas trabalhadoras que vendem  balas e outras pequenas mercadorias em troca de um pouco de dinheiro que usarão para sustentar a família. Do outro lado, é comum ver pessoas que recebem melhores salários, fechadas em seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/comparar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-967" title="comparar" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/comparar.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p>Quando paro nos faróis das grandes avenidas de São Paulo constantemente me deparo com situações contrastantes. De um lado, pessoas trabalhadoras que vendem  balas e outras pequenas mercadorias em troca de um pouco de dinheiro que usarão para sustentar a família. Do outro lado, é comum ver pessoas que recebem melhores salários, fechadas em seus carros luxuosos que custam mais que aquilo que os vendedores de rua irão adquirir durante toda a vida. Nesses momentos me sinto pequena. Vejo que tenho a tendência de comparar minha vida com a de outros quando deveria ser mais agradecida ao Senhor pelas inúmeras bênçãos derramadas diariamente em minha vida. <span id="more-966"></span></p>
<p>E você? A grama do vizinho parece ser mais verde que a sua? A casa do vizinho é mais bonita e a vida mais interessante? Muitos dos leitores podem responder que sim: em sua visão os outros sempre parecem ter melhores oportunidades no site <a href="http://www.intertrader.com/" target="_blank">http://www.intertrader.com/</a>. Bem, gostaria de discordar mas não posso.</p>
<p>Constantemente encontro pessoas que tem mais que eu. Espera&#8230; eles têm mais o que mesmo? Mais dinheiro? Coisas materiais?  E o coração? Onde fica? Será que quem tem mais dinheiro e sucesso aos olhos de nossa sociedade, que é constantemente influcienciada pela <a href="http://eoqha.net/tag/midia/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mídia">mídia</a>,  é realmente mais feliz. O que dizer de pessoas humildes que não tem quase nada e mesmo assim não conseguem tirar o sorriso do rosto.</p>
<p>Acredito que a comparação seja um câncer que têm destruído o altruísmo dentro de nós. Gastamos tanto, de nosso escasso tempo, lutando para conquistar  aquilo que estabelecemos como primordial que não sobra tempo para abençoar a vida de outros. Simplesmente não encontramos espaço em nossa vida para dividir aquilo que temos recebido do Senhor.</p>
<p>Mantendo a metáfora popular, posso afirmar que muitas vezes não regamos o gramado seco do vizinho da direita porque gastamos tempo demais nos preocupando com a grama verdinha do vizinho da esquerda. Nosso tempo é usado na tentativa de fazer com que nossa grama seja tão bonita e atrativa quanto a de nosso vizinho abastado.</p>
<p>Deus nos deu olhos para vermos as bênçãos diárias que Ele derrama sobre nós; não para observar o que os outros conquistaram e ainda não temos.</p>
<p>Deus nos deu lábios para O louvarmos por tudo aquilo que tem feito em nossa vida; não para reclamar e nunca estar satisfeitos com o que Ele nos tem dado.</p>
<p>Deus nos deu ouvidos para ouvir a Sua voz; não para tentarmos acompanhar as últimas tendências da moda e quais são os produtos que simplesmente &#8220;precisamos&#8221;adquirir.</p>
<p>Deus nos deu mãos para <a href="http://eoqha.net/tag/servir/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with servir">servir</a> ao próximo e compartilhar aquilo que Ele nos dá; não para mantê-las sempre fechadas ou simplesmente ocupadas em acumular novos bens materiais.</p>
<p>Sempre que começo a comparar minha vida com a de outros, procuro parar para contar as bênçãos. Só assim consigo reconhecer que Deus não me dá tudo que quero&#8230; Ele me dá tudo que preciso.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/bullish1974/" target="_blank">Mike Rosales</a></p>
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		<title>The wall between us</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 16:42:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Siqueira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há um muro entre nós. Não consigo te ouvir. O que afasta as pessoas hoje em dia? Quais os fatos que separam e segregam a sociedade? Porque é tão difícil se comunicar? Realizando alguns experimentos na área audiovisual, o éoqhá traz a você um poema-visual no qual essas questões são abordadas. Agradecimento especial a Laura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="351" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2093521&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="351" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2093521&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Há um muro entre nós.<br />
Não consigo te ouvir.</p>
<p>O que afasta as pessoas hoje em dia? Quais os fatos que separam e segregam a sociedade? Porque é tão difícil se comunicar? <span id="more-849"></span>Realizando alguns experimentos na área <a href="http://eoqha.net/tag/audiovisual/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Audiovisual">audiovisual</a>, o éoqhá traz a você um poema-visual no qual essas questões são abordadas.</p>
<p>Agradecimento especial a <a href="http://eoqha.net/tag/laura-morena/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Laura Morena">Laura Morena</a> que fez a voz feminina no vídeo.</p>
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		<title>Teologia do Oprimido</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 16:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Tonasso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Freire já passou fome, foi tido como inimigo de Deus e da pátria, e hoje é considerado ícone e pensador notável da história da pegadogia mundial. O sofrimento que experimentou trouxe força a seus ideais. Tornou-se secretário de Educação e Coordenação Geral do &#8220;Plano Nacional de Alfabetização de Adultos&#8221;. Acima da educação na letra, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-705" title="oprimido1" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/oprimido1.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Paulo Freire já passou fome, foi tido como inimigo de Deus e da pátria, e hoje é considerado ícone e pensador notável da história da pegadogia mundial. O sofrimento que experimentou trouxe força a seus ideais. Tornou-se secretário de Educação e Coordenação Geral do &#8220;Plano Nacional de Alfabetização de Adultos&#8221;. Acima da educação na letra, Paulo Freire visava a formação crítica da sociedade e o desenvolvimento da consciência dos que classificava como oprimidos.</p>
<p>Sua maior preocupação era o que denominava de &#8220;cultura do silêncio&#8221;. A condição de ignorância e de passividade na qual são submergidas as grandes massas. Com frases como: &#8220;Os negros no Brasil nascem proibidos de ser inteligentes&#8221;, Paulo idealizava a conscientização dentro de um processo educacional que faz com que <strong>o sujeito primeiramente perceba com exatidão sua realidade e depois atue para transformá-la.</strong><span id="more-706"></span></p>
<p>Permita-me ampliar um pouco mais o raciocínio, vale à pena. Paulo contrastava dois conceitos de educação. O primeiro: a &#8220;<em><strong>educação narrativa</strong></em>&#8220;, assim chamada pois envolve o conceito de um narrador (professor) e os objetos pacientes que escutam (alunos). Nela os alunos são meros receptáculos do saber. Recipientes sem luz preenchidos por comunicados do professor, não por comunicação propriamente estabelecida. A educação torna-se o ato de depositar. A relação é entre depositório e depositor. Esse é o conceito de &#8220;<em><strong>depósitos bancários</strong></em>&#8221; da educação. Já o conceito alternativo chama-se &#8220;<em><strong>postular problemas</strong></em>&#8221; e não &#8220;fazer depósitos&#8221;. A situação proposta é um diálogo, no qual professor e aluno juntos confrontam a realidade e ajudam-se mutuamente a refletir e interagir com a realidade de modo crítico.</p>
<p>Em seu famoso livro &#8220;<em><strong>pedagogia do oprimido</strong>&#8220;,</em> uma citação resume perfeitamente as idéias acima: &#8220;Ao passo que a educação &#8220;bancária&#8221; anestesia e inibe o poder criativo, a educação da postulação de problemas envolve o desvendamento constante da realidade. Aquela procura manter a submersão da consciência; esta esforça-se em favor da emergência e da intervenção crítica na realidade.&#8221;</p>
<p>Paulo Freire me ensina mais do que conceitos sociais de educação. Este paradoxo ocorre também em nossa realidade espiritual. As igrejas estão repletas de &#8220;recipientes&#8221; passivos em busca de mero preenchimento. &#8220;Cristãos depositários&#8221; que passam pela vida sem estabelecer comunicação e interação eficaz com o Depositor. <strong>Sem a percepção da realidade é impossível transformá-la</strong>. Na &#8220;teologia de Paulo Freire&#8221; é necessário <em><strong>o desvendamento constante da realidade</strong></em> e uma intervenção crítica atuante. Aluno e Mestre trabalhando juntos para transformar.</p>
<p>Será que o texto necessita mesmo de aplicação? Que você possa postular seus problemas e aplicar à sua consciência a ação perfeita de Deus. Estabeleça diálogo com Aquele que pode desvendar, trazer significado e transformar sua realidade hoje. Peça nova percepção a Ele e seja grato também ao marxista Paulo pelos conceitos motivadores.</p>
<p><strong>&#8220;Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação.&#8221;</strong> Efésios 1.16 e 17 (de um outro Paulo)</p>
<p>Foto por <a href="http://www.flickr.com/photos/honest/" target="_blank">Honest</a></p>
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		<title>O todo e suas partes: poesias de uma questão simples (mas complexa)</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/o-todo-e-suas-partes-poesias-de-uma-questao-simples-mas-complexa/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 18:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Nunes Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pérola]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[“O todo sem a parte não é todo, A parte sem o todo não é parte; Mas se a parte fez todo, sendo parte, Não se diga que é parte, sendo todo.” O trecho poético acima faz parte de um soneto escrito por Gregório de Matos, poeta do barroco brasileiro e também conhecido como ‘boca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O todo sem a parte não é todo,</p>
<p>A parte sem o todo não é parte;</p>
<p>Mas se a parte fez todo, sendo parte,</p>
<p>Não se diga que é parte, sendo todo.”</p>
<p>O trecho poético acima faz parte de um soneto escrito por Gregório de Matos, poeta do barroco brasileiro e também conhecido como ‘boca do inferno’, por suas críticas satíricas ao governo e ao clero católico da época (por volta do século XVII).</p>
<p>A idéia que salta do texto é de um quebra-cabeça. Cada peça é essencial na solução do mesmo, ao passo em que se as peças não se conectarem, não significam nada.</p>
<p>Uma comunidade, seja ela qual for, é a exata materialização dessa metáfora. Pode ser uma família, uma empresa, uma igreja, um time esportivo, etc. Cada pessoa é uma parte. Cada uma representa o coletivo a que pertence. Mas ao mesmo tempo, se estas pessoas não estiverem interligadas, não são nada mais do que indivíduos solitários. A “parte sem o todo”. Daí a necessidade quase viral que temos de pertencer a alguma coisa, de fazer parte – de uma turma, de um clube, de um partido e assim por diante.</p>
<p>O maior <a href="http://eoqha.net/tag/problema/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with problema">problema</a> dessa necessidade é que cada ‘parte’ traz consigo a sua totalidade, quer dizer, a sua visão do <a href="http://eoqha.net/tag/mundo/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Mundo">mundo</a>, do certo, do errado. Assim, em vez de ‘partes’ diferentes, o que se formam são ‘quebra-cabeças’ com várias ‘peças’ iguais. Não há espaço para o diferente. Isso é bem claro em situações clássicas como uma guerra religiosa ou um grupo de torcedores de futebol.</p>
<p>Na mesma linha de Matos, o poeta americano John G. Saxe escreveu uma poesia sobre seis homens cegos que tocam partes diferentes de um elefante. Cada um deles descreve a parte tocada de uma maneira distinta (uma cobra, uma corda, uma árvore, uma parede, etc.). Discutem e não chegam a lugar nenhum. O fato é que todos estavam certos e errados ao mesmo tempo. Certos pela percepção individual que tinham, mas errados por não conseguirem enxergar (filosoficamente, é claro) um quadro maior&#8230;</p>
<p>Portanto, apesar de levados a crer, diária e incessantemente, que cada um é uma ilha (em oposição à poesia de John Donne, poeta inglês do século XVI), com suas verdades, suas idéias e opiniões, a realidade é que somos dependentes uns dos outros, psicológica e fisicamente. O relativismo da pós-modernidade e a globalização nada mais fizeram do que ‘tribalizar’ – juntar ‘peças’ e mais ‘peças’ iguais. Talvez neste ajuntamento resida a explicação do aumento gradativo de preconceitos históricos, xenofobia, etc.</p>
<p>A solução? Ver no diferente, um igual. Ver no outro um pouco de você. Entender que opostos podem ser complementares. Aplique o seguinte texto bíblico em todas as áreas de sua vida: “O certo é que há muitos membros, mas um só corpo” (1 Coríntios 12:20).</p>
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