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	<title>éoqhá &#187; tempo</title>
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>Viagem no tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 15:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A trilogia do filme Back to the Future (De Volta Para o Futuro) marcou época ao mexer com a imaginação de milhões de pessoas. A história foi construída em cima da possibilidade de um adolescente de 17 anos conseguir viajar no tempo. Suas divertidíssimas estripulias fizeram com que uma geração imaginasse como seria esbarrar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1176" title="clock" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/clock.jpg" alt="clock" width="590" height="264" /></p>
<p>A trilogia do filme Back to the Future (De Volta Para o Futuro) marcou época ao mexer com a imaginação de milhões de <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>. A história foi construída em cima da possibilidade de um adolescente de 17 anos conseguir viajar no tempo. Suas divertidíssimas estripulias fizeram com que uma geração imaginasse como seria esbarrar em uma lanchonete com a versão jovem de sua mãe ou visualizar sua própria vida no futuro. Em essência a trilogia mostra que nosso destino é influenciado pelas decisões de nossos antepassados mas, principalmente, pelas decisões que fazemos a cada dia.</p>
<p>A viagem no tempo sempre foi um tema de interesse dos cientistas, especialmente dos físicos. No início do século 20 os cientistas já falavam sobre isso mas deixavam o assunto de lado por ter sido exaustivamente explorado pela ficção científica. Uma matéria da revista eletrônica Com Ciência afirma que a viagem no tempo é teoricamente possível (segundo a Teoria da Relatividade elaborada pelo famoso físico Albert Einstein) e tecnicamente inviável (por exigir tecnologias complexas e caras). Apesar desse assunto ser tema para longas discussões, acredito que todos nós frequentemente viajamos no tempo. <span id="more-1174"></span></p>
<p>Talvez minha afirmação pareça ser lunática &#8211; especialmente porque não sou física ou cientista. Entretanto, outro dia estava dirigindo para o trabalho e tocou no rádio uma música que não ouvia há vários anos. Era uma das minha canções favoritas na época da adolescência. Instantaneamente garanto que viajei no tempo. Por alguns momentos pude visualizar o meu quarto naquela época. Lembrei da vida despreocupada que levava e como minhas preocupações de menina pareciam ser infinitamente maiores que eu. Senti o cheiro da casa de meus pais que no fim da tarde ficava perfumada por pão ou bolo quentinhos sendo tirados do forno. Lembrei-me das inseguranças de não saber quem era e o que me tornaria. A viagem no tempo que experimentei foi instantânea e incrivelmente curta. Logo meus olhos me trouxeram de volta e aquela experiência se transformou em nostalgia.</p>
<p>Acredito que um dia, quando formos para o céu, poderemos revisitar vários momentos de nossa história aqui na terra. O Livro da Vida será aberto e veremos as oportunidades que Deus nos deu para escolhermos viver de acordo com o plano perfeito que traçou para nossa vida. Poderemos observar as escolhas erradas que fizemos e como impactaram nossas experiências futuras. Sei que essa viagem ao passado não vai deixar saudades pois estaremos prestes a viver algo infinitamente melhor: a eternidade. Essa é a viagem que mais aguardo. Tenho certeza que passar a eternidade no céu, ao lado de Jesus, vai ser muito melhor que qualquer outra experiência que tive. Melhor que todos os meus sonhos e desejos.</p>
<p>Eu já estou arrumando minha mala. E você?</p>
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		<title>raiz</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 02:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[vivi quatro anos num lugar lindo &#8211; uma fazenda escondida, no interior do estado de são paulo. ali estudei, fiz amigos e aprendi a passar tempo simplesmente notando a natureza. tem certos detalhes no espaço que fogem aos olhos apressados, mas ensinam grandes lições. certa manhã, passando pelo mesmo caminho de sempre, reparei uma alteração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1167" title="raiz" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/raiz.jpg" alt="raiz" width="590" height="264" /></p>
<p>vivi quatro anos num lugar lindo &#8211; uma fazenda escondida, no interior do estado de são paulo. ali estudei, fiz amigos e aprendi a passar tempo simplesmente notando a natureza. tem certos detalhes no espaço que fogem aos olhos apressados, mas ensinam grandes lições.</p>
<p>certa manhã, passando pelo mesmo caminho de sempre, reparei uma alteração na paisagem. havia uma árvore a menos, uma árvore caída.. fiquei curioso e me aproximei. é estranhamente engraçado imaginar que fiquei triste diante daquela cena.. ao analisar mais de perto as raízes apodrecidas, pensei: isto deve ter acontecido há algumas horas, mas esse processo começou há muito, muito tempo.. nenhuma árvore cai assim de repente. alguma doença mortal já vinha se desenvolvendo há anos ali. logo, as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> responsáveis pela limpeza do lugar foram avisadas e tudo desapareceu em poucas horas.<span id="more-1166"></span></p>
<p>as coisas não são tão simples assim com as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>. seres humanos não nascem sozinhos, tão pouco crescem independentes uns dos outros. nossa vida é um constante entrelaçar, perder-se e encontrar-se uns nos outros. acontece que com o contar dos anos, passamos a recuar quanto à confiança em compartilhar esferas mais íntimas de nossa experiência. e aí reside um grande perigo. uma doença grave passa despercebida por dentro, sem receber cuidado algum. ninguém pode ver o que acontece por trás de nossa casca aparentemente sadia. e a erosão segue seu processo lento, silencioso e secreto.</p>
<p>mas certo dia há uma quebra, um rompimento súbito, inesperado &#8211; uma queda terrível que permite que todos vejam o que ninguém esperava. e como <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> não são árvores, nunca caem sozinhas. todos os laços a sua volta são afetados. são laços de sangue, de fé, de anos de convivência ou de mera admiração. a limpeza também não é muito fácil. às vezes demora anos..</p>
<p>olhe bem para dentro agora mesmo. não esqueça que a erosão pode estar acontecendo mesmo enquanto as folhas são verdes e o fruto tem bom sabor. não se iluda com a idéia de que sua queda não irá afetar ninguém. olhe suas motivações, seus hábitos, seus pensamentos. aceite confrontação. olhe para dentro.. olhe com os olhos de Deus, pois ele vê o coração.</p>
<p>e descanse.</p>
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		<title>Do pequeno ao impossível</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 18:54:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Bíblia é um livro fantástico, pois retrata, ao mesmo tempo, atos de fé quase inacreditáveis e fracassos praticamente irrecuperáveis. A Bíblia não esconde as vitórias e fraquezas mais vergonhosas de homens e mulheres comuns que foram chamados por Deus. Homens e mulheres como você e eu que em alguns momentos seguraram forte nas mãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1145" title="pequeno" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/02/pequeno.jpg" alt="pequeno" width="590" height="264" /></p>
<p>A Bíblia é um livro fantástico, pois retrata, ao mesmo tempo, atos de fé quase inacreditáveis e fracassos praticamente irrecuperáveis. A Bíblia não esconde as vitórias e fraquezas mais vergonhosas de homens e mulheres comuns que foram chamados por Deus. Homens e mulheres como você e eu que em alguns momentos seguraram forte nas mãos do <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">Senhor</a> para vencer tentações arrebatadoras e pouco tempo depois simplesmente rendiam-se a vontades pecaminosas altamente destrutivas.<span id="more-1126"></span></p>
<p>Ali encontramos a fé imutável de Noé que suportou o ridículo e viveu o que ninguém acreditava ser possível&#8230; algumas páginas para frente encontramos um homem bêbado e desnudo. Também encontramos a história de Moisés, o bebê que foi escolhido para ser o príncipe libertador do povo de Deus&#8230; alguns anos depois foi tomado por um ódio tão grande que o transformou em um assassino e fugitivo. Davi foi o humilde pastor de ovelhas que venceu, na juventude, o gigante Golias&#8230; quando virou rei permitiu que seus desejos tomassem proporções gigantescas e foi capaz de mandar matar o esposo de sua amante.</p>
<p>A Bíblia é assim&#8230; real.  Não esconde que os seres humanos, quando unidos a Deus, podem fazer maravilhas. Não esconde que esses mesmos seres humanos são capazes de realizar barbaridades quando acreditam que o segredo de sua vitória está neles mesmo.</p>
<p>A história de Daniel é singular. Ele foi um escravo sofredor. Tinha todos os motivos para rebelar-se e cometer pecados horríveis. Tantos antepassados que viveram em condições muito melhores tiveram seus altos e baixos.  Ele conhecia as histórias. Sabia que Deus era capaz de perdoar e abençoar seus servos, mesmo depois de uma grande queda. Sabia do amor de Deus por Noé, Moisés e Davi. Conhecia qual foi o final da história desses homens. Eles foram considerados heróis da fé. Homens que conheciam e falavam com Deus. Homens segundo o coração de Deus.</p>
<p>Mesmo assim, Daniel escolheu não ceder. Poderia ter desistido na primeira prova. Poderia ter aceitado as iguarias do rei da Babilônia. Escolheu, ainda na adolescência, que não queria manchar sua história. Sabia que deveria manter contato constante com o Deus de seus pais para ser vitorioso. Daniel foi fiel na prova pequena. Venceu seu apetite.</p>
<p>Com o passar do tempo as <a href="http://eoqha.net/tag/provas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Provas">provas</a> não ficaram mais fáceis. Sua vida não foi tranqüila e sem provações. Mas ele foi fiel. Foi fiel nas coisas pequenas&#8230; no final da vida, foi capaz de ser fiel na grande prova. Decidiu que não iria deixar de adorar ao seu Deus. Escolheu a cova dos leões. Daniel não sabia que Deus iria fechar a boca dos leões&#8230; Sua decisão de não ceder fora tomada durante toda a vida. As <a href="http://eoqha.net/tag/provas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Provas">provas</a> pequenas o capacitaram a suportar a maior prova. Quando ela chegou estava pronto&#8230; o impossível aconteceu. Deus o livrou de leões famintos. Sua fidelidade engrandeceu a El Shadai.</p>
<p>Não encontramos mácula na história de Daniel. Encontramos um homem humilde que reconheceu, acima de tudo, que precisava de Deus a todo o momento. Essa resignação salvou sua vida. Essa resignação nos mostra que é possível vencer as pequenas <a href="http://eoqha.net/tag/provas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Provas">provas</a> do dia-a-dia e dessa forma nos prepararmos para, nas mãos de Deus, também vencer o impossível.</p>
<p>Foto por nosso colaborador <a href="http://flickr.com/photos/javits/" target="_blank">Javits</a></p>
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		<title>Música sacra através dos tempos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 14:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em uma igreja dos anos 60:
"Esses que se dizem Arautos do Rei são uns arautos é da tradição dos quartetos de barbearia dos Estados Unidos. Música sacra mesmo existiu nos tempos de Ira Sankey".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-990" title="sacra" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/sacra.jpg" alt="sacra" width="590" height="264" /></p>
<p>Entreouvido num auditório de uma importante <a href="http://eoqha.net/tag/universidade/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with universidade">universidade</a> do interior paulista onde um grupo vocal acaba de testar a comunhão da platéia:<br />
<em>&#8220;Esse novo grupo está trazendo a música popular para a igreja. Música sacra era mesmo no tempo dos discos dos Heritage Singers&#8221;</em>.</p>
<p>Em um templo dos anos 80:<br />
<em>&#8220;Esses Heritage Singers são a cópia dos Carpenters. Música sacra mesmo era nos tempos de Henry Feyrabend e os Arautos do Rei&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma igreja dos anos 60:<br />
<em>&#8220;Esses que se dizem Arautos do Rei são uns arautos é da tradição dos quartetos de barbearia dos Estados Unidos. Música sacra mesmo existiu nos tempos de Ira Sankey&#8221;</em>.</p>
<p>Em um acampamento de reavivamento durante a Grande Depressão em 1929:<br />
<em>&#8220;Agora temos que cantar essas valsas de Ira Sankey. Só ouvi música sacra quando cantávamos os hinos de Lowell Mason&#8221;</em>.<span id="more-989"></span></p>
<p>Em encontro de ministros de música americanos em 1890:<br />
<em>&#8220;Esse Lowell Mason imita a tradição européia daqueles músicos maçons. Bom mesmo é quando adaptávamos as canções tipicamente americanas de Stephen Foster&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma congregação na Chicago de 1860:<br />
<em>&#8220;Como podemos adorar com esse piano de cabaré e estas canções adaptadas do teatro de Stephen Foster? Ah, como era bom quando erguíamos nossa voz ao som dos hinos dos irmãos Wesley&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma palestra sobre música em 1800:<br />
<em>&#8220;Irmãos, abandonemos esse cancioneiro popularesco dos Wesley e adoremos com os antigos e sacros hinos do doutor Isaac Watts&#8221;</em>.</p>
<p>Nos cultos dos recém-independentes americanos em 1776:<br />
<em>&#8220;Essas notas do irmão Watts ferem os ouvidos mais convertidos. Música sacra eram apenas os salmos de João Calvino. Oh, que belos hinos se cantam lá na Europa&#8221;</em>.</p>
<p>Em uma igreja luterana alemã do século 1730:<br />
<em>&#8220;O novo organista, o tal Bach de quem falam, tem um estilo um tanto ultrapassado e escreve notas demais nas suas cantatas. Por que ninguém compõe mais como Lutero?&#8221;</em></p>
<p>Em um concílio eclesiástico no século XVI:<br />
<em>&#8220;Esse Lutero destruiu a beleza da santidade da liturgia. Agora o povo anda a cantar melodias de cavaleiros&#8221;</em>.<br />
<em>&#8220;E, como se não fora o bastante, cantam em língua de homens! Por isto e muito mais, excomunguemo-lo&#8221;.</em></p>
<p>Do lado de fora do templo de Salomão recém-inaugurado:<br />
<em>&#8220;É, a música é decerto boa. Mas o pai dele escrevia letras mais sacras&#8221;.<br />
&#8220;Davi? Qual o quê! Fomos obrigados a cantar salmos com a melodia de ‘Os lírios&#8217; ou de ‘Os lagares&#8217;, lembra?&#8221;.<br />
&#8220;É que as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> aprendem um cântico novo mais rápido quando já conhecem a melodia&#8221;.<br />
&#8220;Aquietem-se, os dois! Vós sois jovens em demasia. Se a ciência já tivesse se multiplicado eu vos mostraria uma gravação do tempo dos cânticos de Moisés. Aquilo, sim, é que era a verdadeira música sacra&#8221;.</em></p>
<p><span style="font-size: 85%;">Acima, a tela <em>&#8220;Anjos cantando e tocando música&#8221;, </em>1432, de Jan van Eyck<em>.</em></span></p>
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		<title>pressão e alívio</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/pressao-e-alivio/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 15:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo tempo. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade). uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-979" title="pressao" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/12/pressao.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>algumas situações causam tremenda pressão e profundo alívio. nem sempre ao mesmo tempo. as vezes o alívio vem antes. as vezes é a pressão. o vestibular é um exemplo (desde que se passe para a faculdade).</p>
<p>uma grande pressão e que nunca se transforma em alívio é a necessidade de amar e ser amado. a segunda parte é causa de frustração e ansiedade em todos. queremos tanto ser amados que, em certos momentos, deixamos de ser quem somos e agimos passionalmente e irracionalmente. essa necessidade de ser amado se renova a cada dia e a pressão aumenta conforme nos sentimos amados. nunca há alívio, pois sempre há uma nova situação em que não podemos desapontar alguém que nos ama ou que gostaríamos que nos amasse. a realidade é que o ser amado está fora de nós e dependente do outro.<span id="more-978"></span></p>
<p>amar é, em diversas instâncias, mais fácil. depende apenas de nós mesmos e de nossas decisões, racionais e irracionais. entretanto, relegamos o amar a segundo plano. tudo porque é difícil aceitar os outros como são e perdoar. o sentimento que só depende de nós fica a mercê do que é externo a nós. impossível amar alguém que traiu. mesmo que perdoe, não aceito.</p>
<p>enfim, o que é preciso para equilibrar essas duas necessidades universais? O Messias disse: &#8220;mais bem aventurado é dar do que receber&#8221;. Se em vez de corrermos atrás de aceitação, carinho e amor nos preocupássemos em oferecer aceitação, carinho e amor, não haveria pressão, somente alívio. O primeiro passo óbvio é transformar-se. o segundo é transformar outros.</p>
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		<title>princípio</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/principio/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 13:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[bereshit barah elohim são as palavras hebraicas originais, que inauguram as páginas da bíblia. amada por uns, contestada por outros, &#8220;no princípio Deus criou&#8221; (gênesis 1:1) é uma das sentenças mais conhecidas do mundo. revela um ato criativo e misterioso do passado, mas é possível que diga bem mais.. a estrutura é simples. da direita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/beginning.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-957" title="beginning" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/11/beginning.jpg" alt="" width="590" height="264" /></a></p>
<p><em>bereshit barah elohim</em> são as palavras hebraicas originais, que inauguram as páginas da bíblia. amada por uns, contestada por outros, &#8220;no princípio Deus criou&#8221; (gênesis 1:1) é uma das sentenças mais conhecidas do mundo. revela um ato criativo e misterioso do passado, mas é possível que diga bem mais..</p>
<p>a estrutura é simples. da direita para a esquerda (que é como se lê o <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>), temos os elementos da frase. <em>elohim</em> é um termo que se refere a Deus, que poderia ser literalmente traduzido por &#8220;deuses&#8221;. mas a terminação plural do <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> nesse caso, antes de tudo, aponta para a grandeza da divindade, bem como para sua força e poder infinitos. <em>barah</em> é um verbo e significa &#8220;criar&#8221;, mas com um detalhe importante: <em>barah</em> se refere a uma criação diferente, não a partir da matéria, como indicam outros verbos, mas a partir do nada. Deus criou a partir do nada..<span id="more-956"></span></p>
<p>agora chamo sua atenção para o último (ou o primeiro) dos termos. <em>bereshit</em>. essa, na verdade, é uma palavra composta, comumente traduzida como uma espécie de advérbio de tempo. aqui temos a união de dois termos. be &#8211; que é uma preposição (no <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> as preposições podem vir assim, aglutinadas à palavra com que tem mais ligação) com muitos significados: em, por, através de, por meio de, etc &#8211; e <em>reshit,</em> variação da<em> raiz rosh</em> &#8211; que também possui muitas traduções: cabeça, início, princípio, principal, raiz, etc.</p>
<p>o que para muitos contém uma informação simples é tema de muitos estudos no mundo da teologia. a questão é: o que moisés queria dizer de fato com essas três palavras? estaria a ênfase do texto no tempo ou no modo da ação de Deus?</p>
<p>existe uma antiga tradição rabínica que opta por outra interpretação de gênesis 1:1. segundo ela, <em>bereshit </em>não indica tempo, mas modo. logo, sua tradução não seria &#8220;no princípio&#8221;, mas &#8220;através do princípio&#8221; ou do cabeça &#8211; o que é perfeitamente aceitável, em <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>. sendo assim o <em>rosh</em> não seria uma marca fria na linha cronológica da eternidade, mas um instrumento da criação. o &#8220;princípio&#8221; não seria um quando, mas um quem. não seria um tempo, mas uma pessoa..</p>
<p>avançando para as páginas do novo testamento com isso em mente, é possível experimentar uma sensação diferente quando ouvimos joão apresentar cristo como o verbo encarnado, dizendo que &#8220;todas as coisas foram feitas por meio dele, e, sem ele, nada do que existe foi feito&#8221; (joão 1:3); ou quando lemos na correspondência de paulo uma das maneiras como ele mais se refere a cristo: &#8220;ele é o princípio&#8221; (colossences 1:18), o cabeça, o primogênito, o primeiro &#8211; o principal.</p>
<p>&#8220;através de cristo Deus criou.. e o espírito pairava sobre as águas&#8221;. a trindade presente nas primeiras palavras do gênesis.</p>
<p>através de cristo Deus criou o mundo e tudo que existe. é através de cristo que Deus deseja recriar o mundo. e mais que isso, é através de cristo que Deus quer recriar a minha e a sua vida. a verdade é que, para Deus, é muito mais fácil criar a partir do nada, como no princípio, que recriar hoje, contra a vontade humana. o Deus é o mesmo. o poder é imutável e infinito. o instrumento, cristo. a matéria é o nada que somos. o plano é nova criação, em cristo jesus.</p>
<p>que você dê lugar em sua vida para o instrumento perfeito de Deus para criar e recriar. que sua vida seja palco para os grandes atos de Deus e que você sinta a alegria de ser uma nova criatura..</p>
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		<title>Santo #1 &#8211; Tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 17:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidados Especiais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<category><![CDATA[Hebraico]]></category>
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		<description><![CDATA[quando eu era menor ouvia que nós deveriamos ser santos. por ser filho de pastor recebi o título de tudo menos santo. nessa fase a questão de santidade é confusa, serei santo se ficar quieto na igreja, e se obedecer meu papai e minha mamãe. santidade estava ligada a coisas que eu fazia ou deixava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-858" title="santo" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/santo.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>quando eu era menor ouvia que nós deveriamos ser santos. por ser filho de pastor recebi o título de tudo menos santo. nessa fase a questão de santidade é confusa, serei santo se ficar quieto na igreja, e se obedecer meu papai e minha mamãe. santidade estava ligada a coisas que eu fazia ou deixava de fazer. e ainda por cima coloca Deus como alguem que esta constantemente olhando se fui bom ou ruim, como papai noel. quando cresci, muitos esperavam santidade de mim e dos outros ao meu redor, com razão afinal a bíblia diz: sede santos porquê Deus é santo&#8230; mas mais uma vez em coisas que fazemos.</p>
<p>hoje, eu busco santidade como todo cristão. devo dizer que na biblia santidade não comeca com algo que o humano deve fazer, precisamos seguir o que a biblia indica e buscar santidade passo a passo ate o ponto em que muda nosso agir, nossa atitude.<span id="more-856"></span></p>
<p>a Bíblia diz lembra-te do dia para o santificar. quando a palavra santidade, santificar vem a nossa mente hoje em dia, naturalmente pensamos em coisas visíveis e físicas. este lugar é santo, o santuário no deserto era santo, esta pessoa é santa. agora a primeira vez que a Bíblia menciona a palavra &#8220;santo&#8221;, no <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> &#8220;qadosh&#8221; ela fala do quê? de algum objeto? ou uma pessoa? de comportamento? não! a primeira vez que a palavra aperece é em gênesis 2.3, Deus descansa e santifica o dia de sábado! ele torna tempo santo. não é um objeto uma pessoa, um lugar, mas tempo.</p>
<p>pergunta fundamental, o que é santidade?</p>
<p>a primeira resposta que todos dão: é separação. esta é uma bela resposta pois na raiz hebraica de &#8220;qadosh&#8221; existe algo nesta direção, algo que é cortado e separado. porém, a palavra é grande e complexa, ela aborda um mistério chamado santidade que não se resume em simplesmente dizer, santo é ser separado. o pensamento ocidental tenta sempre obter respostas rápidas, se preocupa em saber, &#8220;se eu souber, então fico tranquilo&#8221; dizem. porém, o <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a> apresenta uma complexidade em sua estrutura que ao mesmo tempo que é complexo é simples. mistério. mas o que é santidade na prática, um exemplo é o santuário no deserto, morada de Deus, mas santo porquê? simpesmente porquê era separado, não! santo porquê Deus estava ali.</p>
<p>santidade ao mesmo tempo que implica separação é presença. se uma pessoa se diz santa mas não têm a presença de Deus a sua separação das outras coisas se torna duvidosa. e ao mesmo tempo se uma pessoa se diz santa mas continua cheirando como o mundo ao seu redor ate o ponto de nao haver diferenca nenhuma a santidade é questionada. presença de Deus é o que torna tempo, coisas e tudo mais santo.</p>
<p>porquê então logo de primeira Deus santifica tempo então, um dia o sábado e não uma pessoa ou um lugar? Deus quer deixar um príncipio de santidade bem claro. Deus não simplesmente separa este dia dos outros, mas ele o abençoa e o enche com a Sua própria presença. enquanto o mundo no dia de sábado corre atrás de coisas e de espaço Deus nos convida a santificar tempo para apreciar a Sua presença. portanto não vai dormir a tarde inteira neste dia de descanso, ou ficar louco atrás de afazeres &#8220;santos&#8221;. a palavra shabbat (descanso, sábado) vêm da raiz hebraica &#8220;yashab&#8221;, que significa se assentar. no sábado não estamos correndo que nem loucos, nem deitados dormindo o dia todo, mas assentados, na expectativa, de entrar em contato e aprender deste Deus que se faz presente neste dia em especial, de uma maneira diferente dos outros. separado para estar na presença de Deus.</p>
<p>um dos meus autores favoritos, abraham heschel no seu livro &#8220;o sábado&#8221; diz: &#8220;se uma pessoa não aprende como degustar o sabor do sábado&#8230; ela nunca poderá apreciar o sabor da eternidade no mundo que está por vir&#8230;&#8221;. porquê ele escreve isso? já que no sábado temos a presença de Deus, aqueles que neste dia esperam, e se lembram, e o guardam, valorizam a presença de Deus, se Deus se faz presente neste dia, todas as outras coisas são então deixadas de lado, não porque está na lei somente, não porquê Deus assim o fez somente, mas porquê neste dia Deus está presente e ponto. o céu será uma experiência única porquê teremos o prazer de estar para sempre na presença de Deus, portanto, experimentar esta presença desde já não é simplesmente necessário, é imperativo. o ponto de santidade não esta fundamentado nas coisas que você faz ou deixa de fazer, ou neste ou naquele lugar, o fundamento esta na presença de Deus.</p>
<p>portanto o primeiro passo rumo a santidade esta no tempo, &#8220;lembra-te do dia de sabado&#8230;&#8221; exodo 20.8</p>
<p><a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank"></a></p>
<blockquote><p><img src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/06/tiagio.jpg" alt="Tiago Arrais" width="190" height="190" align="left" /><strong>Convidado Especial:</strong> Tiago Arrais (<a href="http://tarrais.blogspot.com/" target="_blank">blog dele</a>), 23 anos, é um pastor adventista. Atualmente reside em Berrien Springs, Michigan, onde desenvolve seu programa de mestrado em Antigo Testamento e Missiologia, na Andrews University. Conheceu o ÉOQHÁ através de um vídeo sobre a igreja judaica, divulgado há algum tempo. Desde então sempre clica ÉOQHÁ.</p></blockquote>
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		<title>Encontro Transformador</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 17:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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		<description><![CDATA[Era domingo de manhã, estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos aguardando a chegada de familiares. O vôo estava atrasado&#8230; por incrível que pareça aquilo não me incomodava. Na verdade, o atraso foi providencial. Pude ficar quieta em um canto observado outras pessoas que também esperavam por alguém. Geralmente minha vida é muito corrida. Tenho uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-825" title="espera" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/espera.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Era domingo de manhã, estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos aguardando a chegada de familiares. O vôo estava atrasado&#8230; por incrível que pareça aquilo não me incomodava. Na verdade, o atraso foi providencial. Pude ficar quieta em um canto observado outras <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> que também esperavam por alguém.</p>
<p>Geralmente minha vida é muito corrida. Tenho uma agenda de atividades diárias que precisam ser executadas. Se deixar acumular, pago o preço por esse atraso. Por isso minha satisfação em gastar algumas horas sem fazer nada! Às vezes penso que precisamos separar mais tempo para fazer nada, ou melhor, para observar as coisas que estão ao nosso redor.<span id="more-824"></span> Foi isso que fiz naquele dia no saguão de desembarque do aeroporto de Cumbica. Eu observei&#8230; e aprendi.</p>
<p>Naquele local existiam diversos tipos de <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> que conversavam sobre a chegada filhos, netos, esposas, namorados, tios, primas, colegas, desconhecidos etc. No começo todos estavam ansiosos pela chegada. Depois decepcionados ao descobrirem que teriam que aguardar. Finalmente, começaram os diálogos interessantes:</p>
<p>- Será que a Bruninha vai me reconhecer? Esse negócio de criança crescer longe de avó é complicado! To com medo dela me estranhar&#8230; &#8211; quem disse isso foi uma mulher loira e elegante  que não aparentava ser avó de ninguém. Fiquei imaginando se a Bruninha era um bebê, pois não conseguia conceber que aquela mulher era avó de uma criança mais velha.</p>
<p>Logo ao lado um rapaz ansioso segurava um buquê de margaridas. Balançava as flores enquanto fazia confissões para senhora que estava ao seu lado:<br />
- Nossa, não agüento mais esperar. Já não dormi essa noite pensando que finalmente vou encontrar a Camila. A gente tá namorando há tanto tempo via Skipe que mal posso acreditar que hoje vou dar um abraço bem forte nela.<br />
Prestei atenção na conversa e descobri que a senhora era a mãe da Camila. Ela também estava ansiosa para ver a filha que ficara um ano fora do Brasil estudando inglês.</p>
<p>Ali podia ver duas crianças cansadas que se mostravam inconsoláveis ao perguntar para a mãe &#8220;quando papai vai chegar?&#8221; Também vi  três funcionários de empresas ou hotéis, não sei ao certo, que seguravam uma plaquinha na mão contendo o nome daqueles que aguardavam. Do outro lado do saguão tinha um grupo de umas 15 <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>. Acredito faziam parte da mesma família. Eles eram muito barulhentos e animados. Seguravam uma faixa branca e grande que tinha os dizeres: Seja bem-vindo Ivan&#8230; Sentimos saudades!</p>
<p>Disse que nesse dia observei e aprendi&#8230; Até aqui descrevi a parte da observação. O aprendizado ocorreu quando finalmente as portas automáticas do desembarque se abriram e os passageiros começaram a adentrar o saguão do aeroporto. As <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> eram recebidos de diversas maneiras. As diferenças eram gritantes (literalmente). Aqueles que eram aguardados por <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> que os amavam eram recebidos com carinho e emoção entre abraços, beijos e lágrimas. Por outro lado, aqueles que eram aguardados por desconhecidos nem sequer apertavam a mão daqueles os esperaram por tanto tempo.</p>
<p>Nesse dia aprendi que nosso encontro com Deus, quando Ele voltar nas nuvens do céu, só será significativo se tivermos desenvolvido uma relação de amor com Ele. Só quem já teve um encontro transformador com o Rei dos Reis o receberá de braços abertos e coração agradecido. A espera pode ter sido grande&#8230; não importa. Nesse momento o que vale é abraçar o pai querido, amigo amado, salvador eterno&#8230;</p>
<p>Desenho de <a href="http://flickr.com/photos/nabel/" target="_blank">Nadya</a></p>
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		<title>Casamento Mexicano</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 12:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Javits Rajendran</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaio Fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<description><![CDATA[Ouvi dizer que os casamentos eram barulhentos nos Estados Unidos. Na verdade, parei de ir em casamentos quando criança com meus pais na Índia por esse motivo. Entretanto, como aventureiro, fiquei empolgado para conhecer qualquer coisa que o &#8220;país da liberdade&#8221; poderia oferecer. Certamente teria burritos, nachos ou mariachis em um casamento de descendentes mexicanos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-806" title="casamento" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/casamento.jpg" alt="" width="590" height="340" /></p>
<p style="text-align: left;">Ouvi dizer que os casamentos eram barulhentos nos Estados Unidos. Na verdade, parei de ir em casamentos quando criança com meus pais na Índia por esse motivo. Entretanto, como aventureiro, fiquei empolgado para conhecer qualquer coisa que o &#8220;país da liberdade&#8221; poderia oferecer. Certamente teria burritos, nachos ou mariachis em um <a href="http://eoqha.net/tag/casamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casamento">casamento</a> de descendentes mexicanos, ou, pelo menos assim pensava.<span id="more-805"></span></p>
<p style="text-align: left;">Estava calmo. Quase como se estivesse esperando uma tempestade. Não houve um estardalhaço. A bela noiva tradicionalmente atrasou. O noivo estava no telefone tentando descobrir o que aconteceu. Ela chega e ocorre o <a href="http://eoqha.net/tag/casamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casamento">casamento</a>. Foi um <a href="http://eoqha.net/tag/casamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casamento">casamento</a> feliz. Havia amor. Havia felicidade. Havia Deus. Havia tudo que alguém poderia esperar de um <a href="http://eoqha.net/tag/casamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casamento">casamento</a>. Exceto, claro, não havia mariachis ou cuisine mexicana. Mas havia esse fluxo de pensamentos na minha cabeça.</p>
<p style="text-align: left;">Há uma resposta exata do que significa um <a href="http://eoqha.net/tag/casamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casamento">casamento</a>? É um comprometimento ou um contato? É companheirismo ou acordo? O que leva a um <a href="http://eoqha.net/tag/casamento/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casamento">casamento</a>? Acho que quero ir a mais casamentos agora. É mais do que apenas tirar fotos. Fotos não são tão reveladoras de qualquer modo. Você já parou para pensar o que as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> estavam fazendo quando tiraram sua foto? Estavam felizes ou apenas fingindo? Não quero que tire tempo do seu dia corrido para responder as minhas questões. Mas olha só, se você estivesse casando ou fazendo planos para casar algum dia, você os consideraria?</p>
<p style="text-align: left;">
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		<title>Enxergando através da cegueira</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 15:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joêzer Mendonça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cegueira]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Certo dia, sem mais nem menos, pessoas começam a ficar cegas. Submetidas à convivência forçada, elas experimentam não apenas as agruras da escuridão visual, mas passam a vivenciar a cegueira da razão e do amor, quando aumentam as disputas pelo poder e subtraem-se a tolerância e o senso de partilha. Este é o ponto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-817" title="cegueira" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/cegueira.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Certo dia, sem mais nem menos, <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> começam a ficar cegas. Submetidas à convivência forçada, elas experimentam não apenas as agruras da escuridão visual, mas passam a vivenciar a cegueira da razão e do amor, quando aumentam as disputas pelo poder e subtraem-se a tolerância e o senso de partilha. Este é o ponto de partida do livro Ensaio de uma Cegueira, do português José Saramago (também filme de Fernando Meirelles). <span id="more-816"></span></p>
<p>Na história, apenas uma mulher conserva a visão, e é ela que servirá de guia para a turba de cegos; é ela que será vítima resignada, junto com as mulheres cegas, da torpeza moral masculina; é ela que terá a chance de retirar os cativos de uma espécie de caverna de Platão, dirigindo os outros e a si para a luz. Alguns destes perceberão que, mesmo quando eram capazes de ver, nunca souberam enxergar. Só agora, quando nada vêem é que, na verdade, podem realmente enxergar que são todos seres desgraçados e precisam uns dos outros e de alguém que conheça o caminho da luz.</p>
<p>Esta é uma parábola para qualquer tempo, pois há muito tempo que deixamos de ver (desde o primeiro homem e a primeira mulher), há muito que pensamos estar agarrando a verdade, quando estamos só tateando o mistério, há muito que pensamos estar à frente dos outros, quando andamos como cegos guiando cegos.</p>
<p>O apóstolo Paulo, quando ainda Saulo, foi repentinamente cegado. Ele não foi curado na cena seguinte. Ele precisava experimentar a cegueira para enxergar mais longe. Deixando de ver o mundo tátil, ele poderia prestar atenção verdadeiramente às coisas espirituais, ele poderia escutar a voz do Cristo a Quem perseguia. Um paradoxo completo: Saulo, vendo, perseguia cristãos e fazia mal ao evangelho; Paulo, cego, descobriu que sua missão era tornar-se um perseguido em nome do evangelho.</p>
<p>Precisamos mudar o modo como vemos, é premente a necessidade de transformarmos o olhar. Nossa visão precisa ser tão vasta que caiba as lições do passado, tão penetrante que possa distinguir o melhor para nossa vida futura e tão amável que possa cativar nosso próximo. Será preciso a cegueira para que enxerguemos melhor? Será que somente quando cegos é que veremos nossa justiça de trapos, nossa intolerância mal-escondida, nosso desamor?</p>
<p>Pedir a Deus que Ele nos abra os olhos é pedir que Ele nos tire da cegueira espiritual. Assim, poderemos observar qual é a vontade do Pai, enxergar nosso semelhante como um de nós e, então, dizer como os discípulos:&#8221;nós vimos a Sua glória&#8221;.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/56923527@N00/147724631/">Francis A. Willey</a></p>
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		<title>Celebridades</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 14:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Costa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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		<description><![CDATA[Vivemos na era das celebridades. Parece que todo mundo está à procura de seus 15 minutos de fama. Existem as celebridades consolidadas: artistas, músicos, atletas que conseguiram manter uma carreira de sucesso por muitos anos ou durante a vida toda. Encontramos, também, as celebridades de segunda categoria: pessoas que são conhecidas mas não compõe grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-794" title="celebrity" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/celebrity.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Vivemos na era das celebridades. Parece que todo mundo está à procura de seus 15 minutos de fama.</p>
<p>Existem as celebridades consolidadas: artistas, músicos, atletas que conseguiram manter uma carreira de sucesso por muitos anos ou durante a vida toda.</p>
<p>Encontramos, também, as celebridades de segunda categoria: <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> que são conhecidas mas não compõe grupo seleto das celebridades consolidadas.</p>
<p>Finalmente, existem as celebridades de momento: geralmente são os participantes de reality shows, músicos, artistas, atletas que fazem sucesso por um período curto de tempo.</p>
<p>Nessa busca desenfreada por fama e sucesso as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> gastam rios de dinheiro com cirurgias plásticas, programas de estética facial e corporal, exercícios físicos, dietas mirabolantes&#8230; <span id="more-793"></span>Envelhecer é sinal de derrota. Sofrer é sinal de fracasso. Essas pobres <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> mal sabem que estão sendo privadas das experiências mais singulares da vida: entregar-se às simples belezas e lições que cada fase proporciona.</p>
<p>A fama tem um preço muito alto. O público é exigente com suas celebridades. Qualquer deslize é exposto na capa de jornais e revistas. Qualquer erro é divulgado no youtube. Cada passo é fotografado por paparazzi. Nesse percurso, muitas celebridades não agüentam a pressão de serem tratados como pequenos deuses&#8230; alguns enlouquecem, outros ficam depressivos, outros ainda procuram as drogas e alguns até tiram sua própria vida.</p>
<p>Esse é o clamor desesperado de criaturas que querem tomar o lugar do Criador. Deus não nos criou para sermos celebridades. Ele nos criou para sermos servos, adoradores, submissos. Criou-nos para amarmos incondicionalmente e dividirmos aquilo que Ele nos dá.</p>
<p>Deus promete que quando servimos ao próximo, Ele se responsabiliza por nos engrandecer. Essa não deve ser nossa busca. Reconhecimento é uma dádiva divina. Somente nesse contexto o ser humano consegue lidar com a glória que recebe. Reconhece que tudo que tem e é não advêm de seus esforços mas das mãos amorosas dAquele que é o Único que deve ser adorado e engrandecido.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/jeffbalke/" target="_blank">Jeffbalke</a></p>
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		<title>&#8230;ter ou ser? (parte 2)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 14:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[Edson Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[gênesis]]></category>
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		<description><![CDATA[No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a reflexão faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230; Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-789" title="ser" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/ser.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>No mesmo trecho da famosa frase da peça “Hamlet” (“ser ou não ser”), Shakespeare conclui: “e assim a <a href="http://eoqha.net/tag/reflexao/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with reflexão">reflexão</a> faz de todos nós covardes”. Na encruzilhada entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, a escolha é o ‘não ser’. Por quê? É mais fácil. É mais rápido. É indolor. É mais barato&#8230; Somos covardes&#8230;</p>
<p>Na busca por sentido nas diversas áreas da vida, inclusive espiritual, optamos pelo fast food. Mesmo sabedores dos riscos. Mesmo com a sensação de fome minutos depois.<span id="more-788"></span> Em vez de passar tempo com filhos e esposa, compramos presentes, pagamos <a href="http://eoqha.net/tag/viagens/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagens">viagens</a>, cursos, etc. Em vez de passarmos tempo com D-s, assistimos um DVD. Óbvio que tudo citado acima não constitui o problema (compre presente para filhos e esposa e assista as séries religiosas em DVD). O problema é restringir um relacionamento a essas circunstâncias não-íntimas.</p>
<p>Envolver-se com qualquer pessoa ou idéia envolve riscos consideráveis. Envolver-se consigo mesmo é um risco incalculável. Descobrir quem eu sou pode ser perturbador demais. Talvez exija mudança. Talvez exija reconhecer defeitos, erros e incapacidades. Talvez exija admitir fracasso. Por isso preferimos o ‘ter’ e o valorizamos. É mais fácil, rápido, indolor e barato&#8230;</p>
<p>Em Gênesis 12:1-3, D-s convida Abraão para iniciar a jornada do ‘ser’. O texto diz: “Ora, disse o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">Senhor</a> a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn. 12:1-2). ‘Ser’ é o centro. Mas para ser, antes deve-se abandonar o que se é, para tornar-se&#8230;</p>
<p>Certamente confuso. Certamente difícil de entender. Com certeza não é rápido e deve doer (a própria vida de Abraão demonstra isso). Mas é o único caminho para a vida plena.Em <a href="http://eoqha.net/tag/hebraico/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hebraico">hebraico</a>, esse D-s ‘difícil’ possui um nome (tetragrama sagrado), que deriva justamente da raiz do verbo ser, por isso, quando se apresenta Ele diz: “EU SOU” (Gn. 15:7; Êx. 6:2-9; João 18:5-6).</p>
<p>Reflita no que você é. Reflita no que os seus <a href="http://eoqha.net/tag/relacionamentos/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with relacionamentos">relacionamentos</a> são. Reflita nas suas covardias.</p>
<p>Transforme-se. Torne-se. Seja. Esse é o convite do “EU SOU”.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_self">Biblioteca do Congresso</a></p>
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		<title>Tesouro na crise financeira</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/tesouro-na-crise-financeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 14:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Costa Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Costa Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[depressão econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[oração]]></category>
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		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Estados Unidos vive uma crise financeira gravíssima. A situação do mercado financeiro está tão complicada que o natural é comparar com a crise que o país enfrentou em 1929. Não sou especialista economia mas sei o que, na prática, essa crise representa para o bolso de milhões de americanos. Muitos investiram todo o dinheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-749" title="tesouro3" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/10/tesouro3.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Os Estados Unidos vive uma crise financeira gravíssima. A situação do mercado financeiro está tão complicada que o natural é comparar com a crise que o país enfrentou em 1929. Não sou especialista economia mas sei o que, na prática, essa crise representa para o bolso de milhões de americanos.</p>
<p>Muitos investiram todo o dinheiro da aposentadoria em ações. Agora estão vendo, com desespero, as economias de toda vida se diluindo a cada dia. <span id="more-747"></span>Outros investiram tudo que tinham em uma casa própria. Esses também estão sendo esmagados pela realidade que o valor de seu investimento sofreu desvalorização ou por não poder pagar as parcelas do empréstimo que fizeram.</p>
<p>A crise nos Estados Unidos tem tido impacto no valor do dólar que está sofrendo desvalorização e nos mercados financeiros europeus e asiáticos. Nessa semana o presidente Lula tentou acalmar os brasileiros ao afirmar que a economia do Brasil não será abalada pela crise americana. Mesmo assim, a bolsa de valores de São Paulo despencou 9,36% depois que o Congresso americano rejeitou o pacote que visada dispor de recursos para bancos de investimento que estão praticamente falidos.</p>
<p>Crise é crise&#8230; nesses momentos as <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> começam a pensar no impacto que tais eventos terão em sua própria vida, seu bolso, planos, sonhos&#8230; sobrevivência.</p>
<p>Agora fica fácil entender porque Jesus disse que onde está o nosso tesouro ali está nosso coração. Para grande maioria das <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a>, o tesouro que possuem está guardando em bancos, ações, imóveis, coisas materiais&#8230;</p>
<p>Deus quer que o nosso tesouro esteja no céu, onde uma crise financeira não é capaz de consumi-lo em questão de dias. A vida eternal é o tesouro que Deus nos oferece. Enquanto esse tesouro está guardado nos cofres celestes contamos com outro tesouro que pode ser usufruído aqui e agora: a presença e direção divina em todos os aspectos de nossa vida.</p>
<p>Onde está o seu tesouro? Ainda dá tempo de realizar a transferência daquilo que mais valoriza para um local seguro. Um local onde você sempre ganha e nunca perde. Não se esqueça que Deus investiu tudo que tinha em você. Agora você só precisa querer que Ele seja seu maior tesouro&#8230; Se fizer isso, pode ficar tranquilo. A crise financeira americana pode até afetar sua conta bancária mas não vai diminuir sua maior riqueza: a certeza de um futuro maravilhoso ao lado de Seu Deus.</p>
<p>Acredite, esse é o investimento mais seguro que existe.</p>
<p>Foto por <a href="http://flickr.com/photos/blackheritage/" target="_blank">Black Heritage</a></p>
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		<title>Malas: Quando a mala da viagem não é o substantivo em que você coloca as roupas, e sim o adjetivo para descrever a viagem</title>
		<link>http://eoqha.net/reflexoes/malas/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 14:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Mota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[José]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Mota]]></category>
		<category><![CDATA[respostas]]></category>
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		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Ultimamente, fazer viagens aéreas internacionais tornou-se um teste de paciência. Não sei se é todo mundo que pensa assim, afinal, talvez existam pessoas que não se importam em ficar horas na fila, naqueles labirintos de cordinhas, em que você cruza com a mesma pessoa várias vezes (na terceira você já está quase cumprimentando, perguntando como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-683" title="mala" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/mala.jpg" alt="" width="590" height="264" /></p>
<p>Ultimamente, fazer <a href="http://eoqha.net/tag/viagens/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Viagens">viagens</a> aéreas internacionais tornou-se um teste de paciência. Não sei se é todo mundo que pensa assim, afinal, talvez existam <a href="http://eoqha.net/tag/pessoas/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with pessoas">pessoas</a> que não se importam em ficar horas na fila, naqueles labirintos de cordinhas, em que você cruza com a mesma pessoa várias vezes (na terceira você já está quase cumprimentando, perguntando como vão os filhos&#8230; ). Ou quando a sua mala é escolhida para uma verificação mais detalhada, ou seja,<span id="more-682"></span> para virar sitio arqueológico.</p>
<p>Mas, se, como eu, você se irrita com essas coisas, é preciso segurar as pontas e manter a compostura. Antes de chegar ao avião, além do check-in, você terá até três (eu disse TRÊS!) pontos de interrogatório sobre sua bagagem.</p>
<p>- Sua mala esteve com o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a> desde que chegou ao aeroporto?</p>
<p>- O <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a> a manteve consigo o tempo todo?</p>
<p>- O <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a> observou sua mala durante todo o tempo em que esteve no aeroporto?</p>
<p>E agora, José? Seus pensamentos estão a mil. Você está pensando em alguns momentos em que talvez, por um acaso, seu olhar tenha se desviado da mala. Aquela hora em que passou aquela atriz famosa, ou a hora em que olhou para o pão de queijo, para não morder o dedo. Talvez tenha sido só isso&#8230; Ah, não! Teve o momento em que você achou que tinha perdido o passaporte na bagagem de mão, em meio palavras cruzadas, livros, mapas, desodorante pra passar na hora em que coisa ficar complicada, iPod, bombom que a vovó mandou&#8230;</p>
<p>Existem as clássicas perguntas que exigem respostas do tipo &#8220;tolerância zero.&#8221; As companhias aéreas dizem que são necessárias por questões de segurança, mas não deixam de ser obtusas. Afinal, pra que perguntar se você tem perfume com mais de 100ml na bolsa? Não foi você que pagou o vidrão de perfume? Qual o crime de levar uma serrinha de lixar unha na bolsa? E qual é a expressão facial adequada para responder à pergunta: &#8211; A senhora está levando algum objeto explosivo?</p>
<p>- Sim. Estou levando uma bomba. Sou uma terrorista absolutamente comprometida com a verdade, por isso estou lhe contando, mesmo que coloque em risco o meu tão bem planejado atentado.</p>
<p>Como é que alguém pode achar normal fazer esta pergunta a milhares de passageiros inocentes, que nunca cometeram qualquer crime? O fato é que, por mais que dê vontade de dar uma resposta desaforada, a melhor opção ainda é morder a língua, e responder, mesmo que com cara de poucos amigos: &#8220;Não, não estou levando objetos explosivos, meu rapaz.&#8221;</p>
<p>Para alguns conhecidos meus, a pior pergunta ainda está por vir.</p>
<p>- Foi o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a> que fez sua mala?</p>
<p>- Mmm&#8230; como?</p>
<p>- A mala. Foi o <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a> quem arrumou?</p>
<p>Você tenta ganhar tempo.</p>
<p>- Ahn&#8230; qual mala? Essa mala?</p>
<p>- É, <a href="http://eoqha.net/tag/senhor/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with senhor">senhor</a>, que mala seria? A sua mala!</p>
<p>Você sente que o funcionário já está ficando sem paciência. E agora? Você é aquele cara que nunca aprendeu a fazer mala? Quem faz é sua mãe, ou sua mulher? Tsc tsc&#8230; Só resta assumir.</p>
<p>- Não&#8230; não fui eu. Foi minha mãe &#8211; você balbucia meio sem graça.</p>
<p>- Ah&#8230; &#8211; e, na sobrancelha franzida do funcionário, você percebe uma ponta de critica: &#8220;ah, tem curso superior, mas não sabe fazer a mala&#8221;.</p>
<p>Nada como uma viagenzinha ao exterior para testar os nervos. O que antes era chegar, entrar na fila, fazer check-in e correr pro abraço (ou, melhor, pro portão de embarque), agora virou um teste de tolerância, magnanimidade e, quem sabe, crescimento pessoal. Quem sabe você aprende a fazer a própria mala até a próxima viagem?</p>
<p>Foto de <a href="http://flickr.com/photos/george_eastman_house/" target="_blank">George Eastman House</a></p>
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		<title>parábola da menina que chorava</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 17:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cândido Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cândido gomes]]></category>
		<category><![CDATA[ONG]]></category>
		<category><![CDATA[palhaços]]></category>
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		<category><![CDATA[Sorriso]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[era uma vez uma menina que chorava muito. chorava de medo. chorava de dor. chorava de tudo. chorava lamentando até mesmo a estranha impressão de que às vezes chorava sem nenhum motivo. e chorava muito. tornava-se cada dia mais difícil a convivência com tanto choro da tal menina. levaram-na a psicólogos, palhaços, mágicos, mas nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-667" title="menina" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2008/09/menina.jpg" alt="" width="590" height="264" /><br />
era uma vez uma menina que chorava muito. chorava de medo. chorava de dor. chorava de tudo. chorava lamentando até mesmo a estranha impressão de que às vezes chorava sem nenhum motivo. e chorava muito. tornava-se cada dia mais difícil a convivência com tanto choro da tal menina. levaram-na a psicólogos, palhaços, mágicos, mas nada funcionou e a menina ainda chorava. uns dias melhorava. mas nunca o sol se punha sem que umas poucas lágrimas lhe roubassem o brilho dos olhos.<span id="more-666"></span></p>
<p>parecia se esforçar. ela não queria, nem gostava de chorar. por vezes se escondeu, correu, andou sozinha, buscando ocultar os olhos marcados pela vermelhidão. chegou a pensar que nascera tão somente para chorar &#8211; triste fim. mas não..</p>
<p>um belo dia, numa das andanças solitárias, encontrou um cãozinho abandonado. magro, sujo, fedido, mas muito carinhoso. sem muita cerimônia, ele foi logo lambendo a mão da mocinha, que arriscou afagá-lo. em seguida, latiu como que falando. ao que a menina chorona respondeu sorrindo. silêncio por um momento.. ela sorriu!</p>
<p>a menina, antes cercada de remédios, conselhos, amigos, agora simplesmente sorria com seu companheiro inusitado e desavisado. logo sarou da estranha doença que a afligia. e mais tarde aprendeu que quem se ocupa com sorriso não tem tempo para chorar. por muitos dias amou o cãozinho mais do que tudo, mas não muito depois ele foi embora sem motivos claros. parece que tinha uma missão.</p>
<p>quem lê entenda.</p>
<p>Foto por <a href="http://www.flickr.com/photos/library_of_congress/" target="_blank">Biblioteca do Congresso</a></p>
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